Aos 20 anos, André Lagartixa conseguiu dois pódios da categoria Pro-Am na última prova do Lamborghini Super Trofeo North America, em Jerez de La Frontera, e ainda se estreou nas famosas Finais Mundiais da marca italiana.
Um jovem português a brilhar nos dois lados do Atlântico. André Lagartixa terminou a sua primeira época no Lamborghini Super Trofeo North America com dois pódios na categoria Pro-Am na derradeira prova da competição, disputada em Jerez de la Frontera. O troféu norte-americano terminou com uma ronda em Espanha e André Lagartixa esteve em evidência, num fim de semana onde também fez a estreia absoluta nas Finais Mundiais Lamborghini, também disputadas em Jerez.
Acompanhado pelo norte-americano Luke Berkeley, André Lagartixa passou para a mais competitiva categoria Pro-Am em Jerez, depois de ter subido ao pódio em Laguna Seca na categoria Am. Na primeira corrida do fim de semana, na quinta-feira, o jovem piloto de Vendas Novas largou do 5º lugar da categoria e terminou em 3º, garantindo o primeiro pódio em Jerez. No dia seguinte, Lagartixa e Berkeley estiveram ainda melhor pois concluíram o Super Trofeo North America com um 2º lugar da categoria, depois de terem arrancado do 7º posto num pelotão com quase três dezenas de concorrentes.
No sábado e domingo, disputaram-se as espetaculares Finais Mundiais Lamborghini, evento que reúne os melhores pilotos dos diferentes troféus da marca italiana. Lagartixa e Berkeley tiveram muito azar logo na primeira corrida, pois um adversário embateu na traseira do Lamborghini da dupla luso-americana logo no arranque, obrigando-os a abandonar com danos no seu carro. Apesar do trabalho da equipa de mecânicos durante a noite, a direção do Lamborghini não estava a 100 por cento na segunda corrida das Finais Mundiais, que Largartixa e Berkeley concluíram no 7.º lugar da categoria, após quatro ultrapassagens.“Foi uma experiência incrível para terminar a época”, afirmou o jovem português, de 20 anos, que partiu de Vendas Novas, no Alentejo, para se radicar em Indianápolis, nos Estados Unidos da América.
“Podia ter terminado o troféu na categoria Am, mas decidi passar para a Pro-Am porque é mais exigente e me permite evoluir. Nunca pensei fechar o campeonato com dois pódios na nova categoria! Depois, nas Finais Mundiais, tivemos muito azar porque outro piloto destruiu-nos o carro logo no arranque e isso condicionou também a segunda corrida. Mas foi um sonho participar neste grande evento! Quero agradecer à minha família, a todas as pessoas que me vieram apoiar a Jerez, inclusive aos responsáveis da Lamborghini Lisboa, que têm sido espetaculares, ao Filipe Jerónimo e ao Francisco Oliveira, pelas belas imagens que fizeram. Espero voltar ainda mais forte no próximo ano”, referiu André Lagartixa.
O fim-de-semana de todas as decisões do Campeonato de Portugal de Velocidade aproxima-se, estando marcado para os dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro no Autódromo do Estoril, mas existem muitos mais motivos de interesse.
A mais importante competição de velocidade do nosso país é um dos grandes cabeças de cartaz do Endurance Estoril Festival by Powershield, com um plantel que se espera ter mais de vinte e cinco carros que representam o que mais de moderno se faz no automobilismo.
Os espetaculares GT4 voltam a ser as máquinas mais numerosas em pista, com a Aston Martin, Porsche, Toyota Ginetta, Mercedes AMG, entre outras, a estarem representadas através de carros que fazem sonhar os fãs. No entanto, outras competição acompanharão o Campeonato de Portugal de Velocidade, sendo de destacar o Iberian Historic Endurance, que com os GT e Turismos que marcaram outras eras, terminarão a sua temporada no histórico autódromo português com a clássica prova dos 250 km do Estoril.
A Carrera Los 80 é outro ponto de interesse, permitindo aos adeptos recordar as grandes corridas de Turismo dos ano 1980, quando os carros de Grupo A encantavam os fãs pelas pistas mundiais. As Single Seater Series, dedicado a monolugares, que normalmente são os carros mais rápidos a competir em Portugal, serão outro momento que marcará o fim-de-semana do Estoril assim como o Group 1, dedicado a carros de Turismo dos anos 1970 e início dos anos 1980, e Troféu Mini, competição onde o endiabrado carro inglês é o actor principal.
Depois do final do Iberian Supercars e Supercars Jarama RACE, que teve como palco o Autódromo Internacional do Algarve, falta definir o destino dos títulos do Campeonato de Portugal de Velocidade, sendo o Autódromo do Estoril o cenário das decisões. Só o ceptro da divisão TCR, entregue a Daniel Teixeira, tem já dono, mas nas restantes divisões, seis, e categorias, três, a indefinição é total e tudo pode acontecer no histórico circuito português.
As três divisões GT4 estão completamente em aberto, ao passo que na GTX estará em grande destaque, uma vez que são sete os pilotos que ambicionam deixar o Estoril com motivos para celebrar. Mas também na TC e na Cup as lutas serão intensas. Poder-se-ão, portanto, esperar qualificações e corridas muito animados ao longo do programa do Estoril Endurance Festival by Powershield com emoções fortes até à amostragem da última bandeira de xadrez da temporada.
O acesso à bancada A é gratuito, estando os bilhetes para o paddock já à venda no BOL.pt ou fisicamente em qualquer balcão de venda da FNAC ou Worten em todo o país.
A LOB Motorsport concluiu uma espetacular época 2024 na Porsche Sprint Challenge Ibérica, competição com o selo da Porsche Motorsport.Presença habitual nesta competição desde o arranque da mesma, a estrutura sediada em Vila Nova de Famalicão sempre esteve na luta pelos primeiros lugares, assegurando os dois títulos a que se propôs.
A equipa apresentou-se no arranque da época com dois Porsche 991.2 GT3 CUP, com o #68 a ser comandado por Manuel Alves e o #97 a ser pilotado por Vasco Barros. O resumo da época é simples de fazer… No grupo dos 991.2, a LOB Motorsport dominou por completo, com Manuel Alves a conseguir vencer todas as corridas na sua categoria, vencendo também à geral 9 das 12 provas feitas esta época.
O seu maior adversário em pista acabou por ser Vasco Barros, um dos poucos que conseguiu acompanhar o andamento do piloto da Trofa, que conquistou o título dos 991.2. Uma dupla que não deu a mínima hipótese, de tal forma que na penúltima jornada do ano, o título dos 991.2 e o título por Equipas já estava garantido. Faltava apenas confirmar o “vice” de Vasco Barros, que ficou carimbado na última jornada, em Barcelona. Uma época praticamente perfeita, com dois pilotos rápidos, regulares e uma equipa que conseguiu resolver todos os problemas que foram surgindo. Mesmo perante adversários com carros mais recentes e mais competitivos, a LOB Motorsport conseguiu ficar à frente e se houvesse uma classificação geral que englobasse todos os carros em pista, os pilotos da equipa nortenha teriam sido os primeiros classificados.
Manuel Alves fez o balanço da época e fez questão de agradecer o esforço da equipa o longo do ano:
“Termino esta época com a sensação de missão cumprida e muito satisfeito com o nível que apresentei em todas as corridas. No Grupo dos 991.2 terminei a época invicto, apenas com vitórias e consegui 9 triunfos à geral, em 12 provas. Neste que é o meu segundo ano nesta competição, só posso ficar satisfeito. Foi um ano espetacular, com excelentes resultados e um título saboroso. Quero agradecer à LOB Motorsport, que fez um excelente trabalho e me ajudou a cada fim de semana, dando-me um carro competitivo e ao meu gosto. O título por equipas é a prova da qualidade do seu trabalho”.
Vasco Barros, piloto e responsável da LOB Motorsport enalteceu o trabalho da estrutura nortenha e do seu colega de equipa:
“ A LOB Motorsport voltou a demonstrar qualidade e competitividade. Fomos a melhor equipa na Porsche Sprint Challenge Ibérica, frente a adversários muito rápidos. Mas conseguimos superar todas as adversidades, fomos sempre competitivos, sempre na luta pelos primeiros lugares.A título pessoal foi uma época de altos e baixos. Comecei bem o ano, com um bom ritmo, estando na luta com o Manuel. Mas uma série de azares levaram a que ficasse para trás na classificação, o que me obrigou acorrer atrás do prejuízo. O ponto mais baixo do ano foi o falecimento da minha avó, o que me afastou temporariamente da competição. Regressei ainda a tempo de conquistar o segundo lugar no Grupo dos 991.2, encerrando da melhor forma esta temporada. Tenho de elogiar o Manuel, de longe o meu melhor colega de equipa. Sempre aberto e disponível a ajudar-me, trocamos ideias e em conjunto, fizemos a equipa evoluir. O título que conquistou é mais do que merecido e comprova o seu talento e o trabalho desenvolvido.Por fim, uma palavra de apreço a toda a equipa. Foram incansáveis ao longo de toda a temporada, dando-nos sempre carros competitivos. Muitas vezes foi preciso fazer grandes esforços para ter tudo pronto a tempo. Chegaram a trabalhar pela noite dentro para ter os carros prontos para as corridas. A LOB Motorsport foi bem sucedida em 2024 graças ao seu árduo trabalho e a todos eles o meu agradecimento”.
Com o final de ano desportivo a aproximar-se o Kartódromo Internacional do Algarve acolhe nos próximos dias 23 e 24 de Novembro aquela que será a última prova desportiva do ano no asfalto do complexo junto à cidade de Portimão.
Na sua 43ª edição a Taça de Portugal de Karting irá encher o rápido traçado com uma lista de inscritos que contará com mais de uma centena de pilotos distribuídos pelas sete categorias que lutam pelo ceptro.
Num recheado programa dividido entre os dias de Sábado e Domingo a derradeira prova do ano promete ser bastante discutida com pilotos de todas as idades em pista naquela que é considerada como a grande festa do karting em solo nacional.
A Porsche Sprint Challenge Ibérica foi até Barcelona para a sexta e última etapa do calendário 2024 da competição com a chancela da Porsche Motorsport. Manuel Alves, piloto da LOB Motorsport, chegou à pista catalã já com o título do Grupo 991.2 garantido, indo apenas cumprir calendário e tentar adicionar mais alguns troféus à sua já vasta coleção.
Sem pressão e sem necessidade de arriscar em demasia, Manuel Alves fez o habitual, estando sempre entre os mais rápidos no início do fim de semana. Na qualificação, esteve perto da pole, mas uma bandeira vermelha interrompeu o seu esforço e impediu-o de lutar pelo primeiro lugar da grelha de partida da Corrida 1, tendo de se contentar com o terceiro tempo da sessão.
Na Corrida 1, Manuel Alves esteve sempre entre os mais rápidos e esteve durante muito tempo na segunda posição, não muito longe do líder. Dylan Pereira, o piloto luxemburguês de ascendência lusa, campeão da Porsche Mobil 1 Supercup em 2022 e vice-campeão no WEC nos LMGTE AM (2021),entre outros troféus, voltou a estar presente numa ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica. O andamento do Pereira superiorizou-se ao da concorrência, mas Manuel Alves nunca esteve muito longe do líder. No final da corrida, levantou o pé para ajudar as contas do campeonato do seu colega de equipa, terminando na terceira posição.
Na Corrida 2, largando da quinta posição, Alves tentou fazer recuperar posições logo no arranque, mas uma breve incursão pela relva que ladeava a pista catalã ia dando dissabores. Conseguiu segurar o carro com mestria e atacou o tanto quanto pôde, alcançando o terceiro lugar, de onde tentou chegar ao duo que liderava a prova, com Pereira novamente em destaque. Alves ainda se aproximou, mas o desgaste dos pneus foi demasiado grande para poder continuar o ataque e o piloto do Porsche 991.2 GT3 CUP quedou-se pelo terceiro lugar. Um duplo pódio para fechar uma espetacular temporada:
“ Termino esta época com a sensação de missão cumprida e muito satisfeito com o nível que apresentei em todas as corridas. No Grupo dos 991.2 terminei a época invicto, apenas com vitórias e consegui 9 triunfos à geral, em 12 provas. Neste que é o meu segundo ano nesta competição, só posso ficar satisfeito. Neste fim de semana não consegui vitórias à geral, mas consegui algo ainda mais valioso que é comparar o meu andamento ao do Dylan Pereira, piloto profissional de créditos firmados. Este tipo de testes são fundamentais para a minha evolução como piloto e só posso estar satisfeito como que fiz. Lembro-me no ano passado, na minha estreia na Porsche Sprint Challenge, em Portimão, era à volta de 1.5 seg. mais lento que o Dylan. Este ano perdi apenas 0,4 seg., o que mostra bem a minha evolução. Conseguir andar ao mesmo nível que um piloto profissional deixa-me orgulhoso e com vontade de continuar esta evolução“, realçou o piloto no final.
Para Manuel Alves, 2024 foi “um ano espetacular, com excelentes resultados e um título saboroso. Quero agradecer à LOB Motorsport, que fez um excelente trabalho e me ajudou a cada fim de semana, dando-me um carro competitivo e ao meu gosto. O título por equipas é a prova da qualidade do seu trabalho. Quero agradecer também à minha família, à minha namorada, aos meus amigos que estiveram sempre ao meu lado nesta caminhada. Sem eles teria sido muito mais difícil. Um agradecimento especial também aos meus patrocinadores, sem os quais não conseguiria competir. Evoluímos juntos e vencemos juntos. Agradeço a confiança em mim depositada e cada troféu é também deles. Por fim, dedicar esta época e este título ao meu tio, Paulo Alves, que, onde quer que esteja, está certamente muito feliz pelos resultados que obtive. Já estamos focados em 2025e a preparar a próxima época.”
Com apenas 19 anos, Pedro Perino fechou a temporada internacional de Endurance com a segunda vitória consecutiva na categoria LMP3 da Ultimate Cup Series, no Circuito de Paul Ricard (França). Jovem piloto português, acompanhado pelo francês Romain Favre e pelo neerlandês Dane Arendsen, ficou a escassos cinco pontos do título de campeão, apesar de ter falhado uma prova.
Apesar de ser um dos pilotos mais jovens da categoria, Pedro Perino terminou a época internacional dos LMP3 em grande forma, conquistando a segunda vitória consecutiva na Ultimate Cup Series, que encerrou a sua temporada com uma corrida noturna na pista de Paul Ricard. Depois de já ter vencido a prova anterior dos LMP3, em Magny-Cours, Pedro Perino surgiu em Paul Ricard – uma das suas pistas preferidas – com um excelente andamento, garantindo logo a pole-position dos LMP3 na qualificação.
Na corrida de 4 horas, Perino e os seus companheiros no Ligier da Inter Europol, o francês Romain Favre e o neerlandês Dane Arendsen, foram obrigados a perder muito tempo devido a uma situação de Safety Car. Contudo, quando o português assumiu o volante do carro francês, foi consistentemente o LMP3 mais rápido em pista e concluiu uma grande recuperação com a segunda vitória da temporada. Perino foi ainda 3.º da geral na corrida, num campeonato que junta em pista os protótipos NP02, LMP3 e CN.
Com este resultado, o jovem piloto de Oeiras ficou a escassos cinco pontos do título de campeão da Ultimate Cup Series, apesar de ter sido obrigado a falhar a ronda de Hockenheim, em julho, por coincidência de datas com a European Le Mans Series.
“Foi uma corrida caótica, tive inclusive um carro que estava a ser dobrado que nos tentou colocar fora de corrida. ‘Sobrevivemos’ a tudo, mostrámos a nossa rapidez e ganhámos, que é o mais importante. São duas vitórias consecutivas no final da época e só não fomos campeões porque não fizemos uma das corridas. Acima tudo, cumprimos o grande objetivo neste campeonato, que era acumular tempo no carro e ganhar experiência nas corridas de Endurance, o que é muito importante para qualquer jovem piloto. Estou contente com o nosso final da temporada, até porque também conseguimos um pódio na ELMS em Mugello. Obrigado à minha família, aos meus patrocinadores e a toda a equipa. Agora vamos festejar mais esta vitória e pensar no futuro”, afirmou Pedro Perino, depois de subir ao pódio em Paul Ricard.
As duas corridas finais da edição 2024 da Porsche Sprint Challenge Ibérica entusiasmaram os muitos milhares de espetadores que encheram as bancadas do Circuito de Barcelona – Catalunha. Dylan Pereira levou o Porsche 991.2 GT3 Cup da Veloso Motorsport a uma dupla vitória na ronda, mas não sem que o consagrado piloto luso-luxemburguês enfrentasse forte oposição, sobretudo na Corrida 2. Jorge Ramirez conquistou o único título ainda em aberto, sagrando-se campeão do Grupo 992.
As duas vitórias alcançadas pelo campeão de 2022 da Porsche Supercup deram corpo ao seu natural favoritismo, mas não foram nenhum “passeio no parque”, pois, o alto nível competitivo dos pilotos que integram a Porsche Sprint Challenge Ibérica forçou Dylan Pereira a colocar em pista todo o seu talento.
No Qualifying Dylan foi o mais rápido, mas vendo o português Gonçalo Fernandes (Porsche 991.2 GT3 Cup) a ficar apenas a 7 décimos de segundo, numa sessão em que Manuel Alves foi o terceiro melhor, Jorge Ramirez o quarto e líder dos 992 GT3 Cup. Rui Miritta colocou o melhor dos modelos 991.1 GT3 Cup no 11º lugar da sessão.
Corrida 1: Dylan Pereira triunfa com autoridade
Vários duelos muito intensos foram protagonizados pela “armada” Porsche ao longo de toda a corrida, que levaram mesmo à introdução de três períodos distintos de “Full Course Yellow” e à atribuição de várias penalizações e uma desclassificação, já após o fecho da corrida.
Quem foi completamente imune a todos os incidentes foi Dylan Pereira que não se deixou surpreender na partida, assumindo logo o comando, que não mais largaria até à bandeira de xadrez, cortando a meta com quase 16 segundos de vantagem sobre Manuel Alves. Vasco Barros, colega de equipa de Alves na LOB Motorsport, fechou o pódio absoluto, garantindo o 3º posto, a 20 segundos do vencedor. Os três pilotos repetiram as posições no Grupo 991.2 e na Classe PROAM.
Na luta pelo título no Grupo 992, que apresentava à partida em Barcelona três pretendentes, quem saiu beneficiado nesta Corrida 1 foi o colombiano Juan Vega. O piloto da Hadeca Racing terminou a corrida no 2º lugar do Grupo, atrás do espanhol Alejandro Barambio (Equipo GT Corse), mas este não pontuava para o campeonato. Vega viu ainda o seu colega de equipa e adversário no ataque ao título Yuri Protasov ser desclassificado e Jorge Ramirez (RGB Racing Team) desistir. Com tudo isto, o trio iria para a última prova do ano num intervalo de apenas 6 pontos, com Ramirez em 1º, Protasov em 2º e Vega no 3º posto.
As contas do pódio na corrida referentes ao Grupo 992 fecharam com a presença de Oleksandr Dobik no 3º posto. O ucraniano da Hadeca Racing logrou ainda conquistar o triunfo na Classe GD, terminando a corrida no 8º posto da geral. Já na Classe AM, Barambio venceu, Gonçalo Fernandes foi 2º e Vega garantiu o 3º lugar, com os três pilotos a dobrarem a linha de meta na 4ª, 5º e 6ª posição da geral.
Rui Miritta não deu veleidades e venceu com autoridade no Grupo 991.1, na frente de Filipe Nascimento (Orbital Ignition Racing Team). O piloto da Monteiros Competições foi ainda 9º da geral e segundo nas lides da Classe GD, enquanto Nascimento assegurava o 3º lugar nesta classe.
Corrida 2: Dylan Pereira resiste aos ataques de Borja Garcia e faz o pleno
Bom tempo, muito público, grelha recheada em quantidade e qualidade, marcaram o arranque da última corrida da temporada 2024 da Porsche Sprint Challenge Ibérica.
Como sempre, a grelha de partida foi construída com base na classificação geral da Corrida 1, invertendo os oito primeiros classificados. Assim, Oleksandr Dobik, no 992 GT3 Cup da Hadeca Racing e João Macedo e Silva, num 991,1 GT3 Cup guindaram-se à primeira fila, enquanto Dylan Pereira ficava remetido à quarta linha, sendo grande a curiosidade sobre quanto tempo o piloto da Veloso Motorsport demoraria a chegar aos lugares da frente.
A resposta veio pronto e, mercê de um arranque fulgurante, o luso-luxemburguês saltou para a segunda posição logo nas primeiras curvas, enquanto Juan Vega saltava da 3ª fila para o comando. Mas, o colombiano pouco resistiu aos ataques de Dylan Pereira que, ainda na volta inaugural, chegou à liderança e pairou no ar a ameaça de nova superioridade absoluto do piloto da Veloso Motorsport.
Assim não foi, porque, entretanto, Borja Garcia, que largou da 2ª fila aos comandos do Porsche 992 GT3 Cup da Equipo GT Corse, tinha chegado ao 2º lugar e foi no encalço do comandante da corrida. Os dois viriam a protagonizar o mais longo e impressionante duelo do fim-de-semana.
Garcia tudo tentou durante os 28 minutos + 1 volta da corrida, colando-se à traseira do Porsche 991.2 de Dylan Pereira e ensaiando todas as manobras possíveis para consumar a ultrapassagem, mas, sempre sem êxito, mercê da maestria com que o luso-luxemburguês defendeu a posição. Dylan Pereira cruzou a meta com pouco mais de um segundo sobre Borja Garcia, enquanto Manuel Alves, num dos Porsche 991.2 GT3 Cup da LOB Motorsport assegurava o 3º lugar da geral. Os três preencheram também o pódio da Classe PROAM. Dylan Pereira fez o pleno, vencendo ainda o Grupo 991.2, sendo aqui secundado por Manuel Alves e Gonçalo Fernandes, que levou o seu carro ao 4º lugar da geral e à vitória na Classe AM.
Quanto à discussão do título no Grupo 992, Jorge Ramirez conseguiu segurar ao longo da corrida todos os ataques de Juan Vega e sagrar-se campeão, tendo ainda visto Yuri Protasov abandonar precocemente a corrida, logo à passagem da 6ª volta. Ramirez deu na corrida à RGB Racing Team também o 2º lugar no Grupo 992 e na Classe AM, enquanto Vega também assegurava para a Hadeca Racing um duplo 3º posto.
No que concerne ao Grupo 991.1, novo domínio de Rui Miritta, voltando Filipe Nascimento a garantir o 2º lugar. Miritta e Nascimento levaram os seus Porsche 991.1 GT3 Cup a mais um pódio na Classe GD, secundando Oleksandr Dobik. O ucraniano da Hadeca Racing fechou em Barcelona as contas da vitória final na geral desta classe.
Uma palavra final para Francisca Queiroz que coroou uma época muito positiva com mais um fim-de-semana sem erros e um Top 10, desta feita na Corrida 1, sendo a melhor piloto feminina em competição.
Organizado pela Race Ready, o evento contará com oito corridas distribuídas entre cinco competições distintas, incluindo a prova de encerramento da temporada do Iberian Historic Endurance – os 250 km do Estoril, que acontecem ao final da tarde de sábado, 30 de novembro – e a final do Campeonato de Portugal de Velocidade, com duas emocionantes corridas no domingo, 1 de dezembro.
Criados em 2013, os 250 km do Estoril tornaram-se já uma referência como evento de encerramento de temporada para clássicos na Península Ibérica. Os mais de quarenta automóveis que se esperam alinharão para uma partida estilo ‘Le Mans’ e chegarão à bandeira de xadrez já no final do entardecer, sendo esta uma das corridas mais aguardada por pilotos de toda a Europa. Este desafio dedicado a carros de GT e de Turismo até 1976 terá na sua grelha máquinas como o Ford GT40, AC Cobra ou Porsche 365.
Com mais de quarenta carros em pista, uma partida ao estilo “Le Mans”, reabastecimentos e chegada ao entardecer de sábado, esta corrida para carros de GT e Turismo até 1976 é uma das mais aguardadas por pilotos de toda a Europa.
No domingo, as atenções viram-se para as duas corridas de 45 minutos do revitalizado Campeonato de Portugal de Velocidade, onde uma vasta gama de carros das categorias GT4, TCR e outros Grandes Turismo lutará pelos títulos mais importantes das competições de circuito em Portugal. Grandes nomes do automobilismo português enfrentam a concorrência de pilotos provenientes de outras paragens num campeonato que cuja relevância começa a extravasar as fronteiras ibéricas. Carros de sonho como os Aston Martin Vantage GT4, Audi R8 LMS GT4, Mercedes AMG GT4, ou Porsche Cayman RS GT4 fazem as delícias do público.
O Estoril Endurance Festival by Powershield conta ainda com corridas de suporte que enriquecem o programa, como a Carrera Los 80, que se destaca cada vez mais com os ‘novos clássicos’ dos anos 1970 a 1990. O pelotão inclui alguns dos carros mais cativantes que participaram nos troféus monomarca antes da mudança de século. Os espectadores podem esperar emocionantes lutas entre carros tão diferentes como os BMW M3 e 635 CSI, Porsche 911 ou Honda Civic.
Também em destaque estará a colorida grelha de partida multi-marca das Single Seater Series, que se apresentará no Autódromo do Estoril com duas corridas de “sprint”. Esta é a única competição de fórmulas em Portugal, sendo estes monolugares os carros que habitualmente marcam os tempos por volta mais rápidos dos eventos nacionais. Desde os Fórmula Ford, sem asas, aos mais modernos Fórmula 4 e Fórmula Renault 2.0, já equipados com apêndices aerodinâmicos, há de tudo um pouco num museu em movimento e que nos recorda a escola de muitos dos actuais pilotos de Fórmula 1.
Para encerrar esta grande celebração, a divertida e competitiva corrida de 2 Horas do Group 1 Portugal e Troféu Mini, cuja participação supera as três dezenas de concorrentes. Com carros que marcaram a velocidade nacional nos anos 1970s e 1980s, promete uma conclusão memorável para a competição e para o evento.
Para além da actividade em pista, o evento foi pensado para toda a família. Como tal, o paddock contará com diversas atrações para o público, incluindo uma área de alimentação com ‘food trucks’, iniciativas especiais para clubes de automóveis clássicos, e uma sessão de autógrafos com os pilotos.
O acesso à bancada A é gratuito, podendo todos os que desejarem assistir às corridas ao vivo fazê-lo sem qualquer custo. Para aceder ao exclusivo mundo do paddock e dos bastidores, participando em todas as actividades previstas, será preciso apenas um passe que terá o acessível custo de 20€ para todo o fim-de-semana (sábado e domingo) e de 15€ para um só dia.
A NM Racing Team teve este ano uma temporada extremamente competitiva, conquistando inúmeros títulos que a confirmam como uma das grandes forças dos campeonatos de velocidade ibéricos.
A formação espanhola apresentou-se este ano no Iberian Supercars e no Supercars Jarama RACE com uma ofensiva de quatro carros, lutando pelas vitórias em todas as divisões da categoria GT4 – GT4 Pro, GT4 Bronze e GT4 Am. Os Mercedes AMG GT4 da NM Racing Team foram um factor a ter em conta no competitivo pelotão do campeonato e, no final Keith Gatehouse e Igor Sorokin, no seu ano de estreia, colocaram as mãos no ceptro da GT4 Am tanto no Iberian Supercars como no Supercars Jarama RACE, apesar da forte oposição de André e Miguel Nabais, num Porsche 718 Cayman GT4 da Speedy Motorsport.
Alberto de Martín e Nil Montserrat foram outra das duplas de equipa em destaque, conquistando o título da GT4 Bronze na competição espanhola e o vice-título na ibérica, depois de um intenso duelo com o Audi R8 LMS GT4 da Veloso Motorsport pilotado por Patrick Cunha e Jorge Rodrigues. Guillermo Aso e Filip Vava com duas vitórias na divisão GT4 no espanhol, uma delas também a contar para o Iberian, estiveram na luta pelo ceptro de pilotos até à última corrida, perdendo-o para César Machado e Jan Durán graças a uma ultrapassagem que colocou esta dupla no terceiro posto a duas voltas do final.
O ceptro da GT4 Pro fugiu por entre os dedos, mas com os resultados de Andy Cantú e Alba Cano, que conquistaram uma vitória em Jarama, asseguraram o campeonato de equipas do Supercars Jarama RACE para a NM Racing Team, uma competição para o qual pontuam os dois carros nomeados por cada equipa (quando têm apenas dois automóveis inscritos, ou menos, são automaticamente nomeados).
Nil Montserrat, piloto e chefe de equipa, sublinha que só com o espírito de entreajuda que reina na formação de Barcelona foi possível o seu sucesso: “sem dúvida, o trabalho de equipa foi a chave para ganhar este título. Foi muito bonito ver os nossos oito pilotos a ajudarem-se dentro e fora de pista. O trabalho de equipa de todo o nosso staff técnico foi também um factor-chave para conquistar este título”. O homem da NM Racing Team olha para a forma competitiva como a equipa colocou em pista todos os Mercedes AMG GT4 como algo a destacar da temporada: “Saboreámos da mesma forma a vitória em todas as três divisões. Os quatro carros conseguiram vitórias e desfrutamos muito de cada uma delas”.
Esta capacidade para se mostrar competitiva em todas as pistas e divisões foi determinante para assegurar o campeonato de equipas do Supercars Jarama RACE. “É um título muito importante para a equipa e estamos muito orgulhosos porque demonstra o grande trabalho dos nossos oito pilotos e também de todo o nosso staff. Este título deve-se a eles”, sublinhou Nil Montserrat, que aponta que esta conquista é valorizada pela qualidade da competição: “o nível do campeonato foi extremamente elevado. Tivemos qualificações com quinze pilotos no mesmo segundo! A grelha de partida tem pilotos e equipas de muitíssimo nível, o que demonstra o bom crescimento do campeonato”.
Um crescimento do qual a NM Racing Team continuará a fazer parte, uma vez que estará em 2025 em pista para defender os seus títulos. “Vamos a mais! Vamos repetir o mesmo plano da temporada de 2024, combinando a nossa participação na totalidade de dois campeonatos: o Iberian Supercars e as GT4 European Series”, garantiu Nil Montserrat.
O Circuito de Barcelona – Catalunha será este fim-de-semana o palco privilegiado da última ronda do ano da Porsche Sprint Challenge Ibérica (PSCI). A ‘armada’ Porsche chega à pista construída em Montmeló com o triunfo no Grupo 992 ainda em aberto, sendo vários os pilotos ainda com a ambição de coroarem a sua época com a conquista do título, bem como da vitória nas Classes AM e GD.
Como tem sido apanágio das rondas anteriores, serão muitos os motivos de interesse para seguir a PSCI no circuito catalão. A Porsche Sprint Challenge Ibérica tem sido palco de batalhas intensas pelas vitórias nas corridas e pelo domínio nos diferentes grupos e classes.
A lista de inscritos, com algumas novidades de peso, faz antever um fim-de-semana emocionante e, quanto ao programa competitivo, amanhã, sábado, a “armada” PSCI começará por ter um treino livre de 40 minutos, a partir das 11:15, decorrendo a Qualificação a partir das 13:25, com uma duração de 20 minutos. A Corrida 1 (28 minutos + 1 volta) acontecerá a partir das 16:45. No Domingo, pelas 10:00, haverá um “warm-up” de 20 minutos, começando a Corrida 2 (28 minutos + 1 volta) às 13:45. O horário apresentado respeita o fuso horário espanhol.
Dylan Pereira e Borja Garcia juntam-se aos favoritos
São 15 os inscritos para a ronda final da PSCI e entre eles, o maior destaque vai para o regresso a este campeonato do luso-luxemburguês Dylan Pereira, que vai alinhar aos comandos de um Porsche 991.2 GT3 Cup da Veloso Motorsport. Campeão da Porsche Supercup em 2022 e senhor de um palmarés internacional de fino recorte, onde também se incluem duas vitórias na Porsche Sprint Challenge Ibérica, na ronda de 2023 disputada no Autódromo do Estoril, Dylan Pereira estará certamente na linha da frente entre os favoritos à vitória nas duas corridas do fim-de-semana, sendo esse o seu único objetivo já que não irá pontuar para o campeonato, tendo o estatuto de piloto convidado.
De volta está também a Equipo GT Corse, que repete a dupla de pilotos de Valência, os espanhóis Alejandro Perea e Borja Garcia, com este último a ostentar o estatuto de único piloto a ter conseguido levar de vencida Manuel Alves numa das corridas da temporada, a saber, a segunda disputada no Circuito Ricardo Tormo. Garcia é capaz de extrair todo o potencial do Porsche 992 GT3 Cup da equipa e, na corrida em que vai participar, será claramente um dos candidatos ao triunfo.
O mesmo se aplica a Manuel Alves que, com o título no Grupo 991.2 já garantido, quererá juntar mais duas vitórias ao seu impressionante pecúlio da temporada. O piloto da LOB Motorsport tem já 9 vitórias, embora se anteveja que esta ronda de Barcelona seja, possivelmente, aquela em que o piloto português vai enfrentar mais oposição e esta não virá apenas das novidades no alinhamento de pilotos, pois mais pilotos estarão no traçado catação com justificadas ambições de lutarem pelos lugares cimeiros.
No Grupo 991.2, Vasco Barros (LOB Motorsport) e Gonçalo Fernandes, têm argumentos para estarem entre os melhores da geral. Os dois vão ainda discutir em Barcelona o 2º lugar final no campeonato do seu grupo, chegando a este último duplo duelo separados por apenas 2 pontos, com vantagem para Fernandes. Ainda entre os 991.2, é grande a curiosidade sobre o que conseguirá fazer João Macedo e Silva, nesta sua estreia na PSCI.
Duelo a 3 pelo título no Grupo 992
Depois de uma época inteira em que foram protagonistas de um duelo sem tréguas pela supremacia no Grupo 992, três pilotos chegam a Barcelona com possibilidades matemáticas de se sagrarem campeões.
Na frente da tabela pontual está o espanhol Jorge Ramirez (RGB Racing Team), que possuiu escassos 10 pontos de avanço sobre o ucraniano Yuri Protasov, que defende as cores da Hadeca Racing, equipa que tem ainda o colombiano Juan Veja no 3º lugar do campeonato, embora já a 30 pontos do líder.
Vai ser uma batalha incrível de seguir, até porque o trio de pretendentes ao título não vai estar sozinho na luta pela superioridade no Grupo 992. Vão de contar com a oposição de André Fernandes (Veloso Motorsport) e – mesmo sem contarem para a luta por pontos – por parte dos dois pilotos da Equipo GT Corse, bem como de Oleksandr Dobik (Hadeca Racing) e da jovem Francisca Queiróz (Orbital Ignition Racing Team), que não enjeitará qualquer oportunidade que surja para brilhar.
Já no Grupo 991.1, Rui Miritta apresenta-se como grande favorito. O piloto da Monteiros Competições já é campeão e quererá comemorar o título com mais dois triunfos, tendo para isso de levar de vencida Filipe Nascimento (Orbital Ignition Racing Team) e David Carvalho.
As corridas da Porsche Sprint Challenge Ibérica podem ser seguidas em direto no YouTube, no canal oficial do campeonato que tem a P21 Motorsport como parceiro oficial.