Categoria: Velocidade

  • WEC: Toyota vence no Bahrein e conquista o título mundial

    WEC: Toyota vence no Bahrein e conquista o título mundial

    Última corrida do campeonato mundial de resistência no Bahrein dá sexto título consecutivo de construtores à Toyota. O Hypercar Toyota GR010 Hybrid n.º 8 com Sébastien Buemi, Ryo Hirakawa e Brendon Hartley, conquistou uma vitória difícil nas 8 Horas de corrida, onde só uma vitória lhe dava o título.

    A TOYOTA GAZOO Racing partiu de primeiro e segundo lugar da grelha, consciente que só uma vitória garantiria o título de construtores, cada um dos híbridos da Toyota liderou em diferentes momentos, mas a equipa entrou na fase final da corrida com apenas um carro em pista, no 10º lugar após sofrer alguns contratempos. Um incrível esforço de equipa e uma forte e dominante condução fizeram com que Sébastien Buemi passasse pelo pelotão e vencesse a corrida no Toyota GR010 HYBRID #8 que partilha com Brendon Hartley e Ryo Hirakawa, garantindo o sexto Campeonato do Mundo de Construtores consecutivo da equipa, com dois pontos de avanço para a Porsche.

    O Toyota GR010 HYBRID n.º 7 tinha a vitória na mira quando liderava a meio da corrida, mas um problema na bomba de combustível obrigou Mike Conway, Kamui Kobayashi e Nyck de Vries a abandonar. Isto acabou com as esperanças do título de pilotos de Kamui e Nyck, que precisavam de uma vitória para terem alguma hipótese.

    A bandeira axadrezada no Bahrein concluiu uma época de 2024 que contou com 72 horas de corrida, em oito rondas em quatro continentes ao longo de quase 10 meses. O recorde da temporada da TOYOTA GAZOO Racing é de cinco pódios, incluindo três vitórias, e duas pole positions, conquistando 190 pontos no Campeonato do Mundo. Após um ano emocionante, a TOYOTA GAZOO Racing felicita os novos Campeões do Mundo de Pilotos, Kevin Estre, Andre Lotterer e Laurens Vanthoor, e agradece a todos os concorrentes do WEC pela sua contribuição para uma época memorável.

    Uma corrida dramática e desafiante começou bem para a equipa quando Sébastien partiu da pole. Mas, após 18 minutos, as suas esperanças sofreram um golpe quando Sébastien foi abalroado na traseira por um carro GT e caiu para sétimo. Recuperou para quinto antes de Brendon assumir a liderança no final da segunda hora. Brendon e Ryo lutaram então contra a degradação dos pneus durante as horas que estivera ao volante, mas fizeram um grandeesforço para manter o Toyota #8 entre os seis primeiros e ainda na luta. A corrida teve dois períodos de safety car no início da segunda metade da corrida, o que reduziu as diferenças entre os 18 hipercarros.

    Quando a corrida recomeçou, a pouco mais de uma hora do fim, Sébastien era 10º, mas estava a apenas 15 segundos da liderança, e começou uma luta incrível para reavivar o sonho do Campeonato do Mundo da equipa. Com um desempenho notável, o Toyota eletrificado ultrapassou vários rivais e passou para segundo após a última paragem nas boxes. Quando faltava pouco mais de meia hora para o final da época, Sébastien completou uma recuperação notável ao ultrapassar o Porsche #5 para assumir a liderança. Rapidamente estabeleceu uma vantagem confortável e chegou à bandeira axadrezada para vencer por 29,177s, a segunda vitória da temporada do Toyota #8 GR010 HYBRID e a 10ª da equipa no Bahrein.

    Durante grande parte da corrida, o Toyota GR010 HYBRID #7 parecia ser o mais provável candidato à vitória. Mike passou de quarto no final da primeira volta para estar entre os três primeiros quando Kamui assumiu o volante para o que viria a ser um “stint” dramático. À medida que o sol se punha na quarta hora, as ultrapassagens arrojadas de Kamui elevaram-no a segundo. No entanto, o Toyota #7 foi afetado por um problema na bomba de combustível que reduziu o desempenho de forma intermitente. Pilotos, engenheiros e mecânicos procuraram uma solução e, inicialmente, pareciam ter sido bem-sucedidos quando Kamui reduziu a diferença e Nyck assumiu a liderança através de uma rápida paragem nas boxes. Mas os problemas voltaram e o Toyota #7 desceu no pelotão.

    Considerando que o problema exigiria uma longa reparação, a equipa deu prioridade à vitória e ao campeonato. Decidiu retirar o #7 a pouco mais de duas horas do final da corrida, de modo a permitir que os membros da equipa apoiassem o desafio do Toyota #8, expressando a sua solidariedade e assegurando que o triunfo de hoje era um verdadeiro esforço de equipa.

    Kamui Kobayashi (Chefe de Equipa e piloto do Toyota #7): “Antes de mais, um grande obrigado por todo o apoio que recebemos esta época de todo o mundo. Ganhar o Campeonato do Mundo de Construtores é um grande feito e é o resultado de um enorme esforço de equipa de todos, incluindo os nossos colegas da Toyota e os nossos parceiros, que são uma grande parte deste sucesso. Este é o resultado que todos na equipa queriam e deram tudo para o conseguir, por isso, obrigado por todo o trabalho. O Toyota #8 mereceu a vitória hoje depois de uma corrida incrível. Obviamente que no nosso carro tivemos alguns problemas e tivemos de nos retirar. Vamos analisar isso e tentar voltar ainda mais fortes na próxima época.”

  • Historic Endurance encantou no Algarve Classic Festival

    Historic Endurance encantou no Algarve Classic Festival


    Depois da presença no cartaz do Estoril Classics, a caravana do Iberian Historic Endurance rumou ainda mais a sul de Portugal, para uma jornada no muito aclamado Autódromo Internacional do Algarve, onde se disputaram duas animadas corridas no regresso da competição ibérica ao Algarve Classic Festival.

    Na tarde de sábado, Pedro Bastos Rezende, que trocou o seu Porsche 911 RS pelo vistoso De Tomaso Pantera, conquistou a pole-position para a corrida de sábado, superando por sete décimas de segundo o Ford GT40 de Christian Oldendorff. João Pina Cardoso e Carlos Brizido, no seu habitual Porsche 911 3.0 RS vermelho e branco, Rhea Sautter e Andrew Newall, em Jaguar E-Type, perfizeram a segunda linha, ao passo que Laurent Jaspers, também ele em Jaguar E-Type, e a dupla Pedro Bethencourt/Jorge Nogueira Pinto, em Chevrolet Corvette, completaram a três primeiras linhas da grelha de partida com quarenta e oito carros.

    No final da tarde de sábado disputou-se a corrida, com o favorito De Tomaso a atrasar-se, deixando isolado na frente o Ford GT40 de Oldendorff, seguido pelos Porsche 911 3.0 RS de Pina Cardoso/Brízido e da dupla Bruno Duarte/Filipe Jesus. Numa corrida que contou com a presença do Safety-Car em pista, que se prolongou pela noite algarvia, Pina Cardoso/Brízido acabaram por serem considerados os vencedores, após o regressado Domingos de Sousa Coutinho, o primeiro a ver a bandeira de xadrez, ter sido penalizado por não ter parado para a troca obrigatória de pilotos.

    Pina Cardoso/Brízido festejaram o primeiro lugar na classe H-1976. O segundo lugar premiou o grande regresso de Jorge López e Jesus Fuster, também com um Porsche 911 3.0 RS, terminando a 18.143 segundos do líder. Pedro Bastos Rezende ficou com o terceiro lugar, finalizando com uma diferença de mais de um minuto.

    Na classe GTP & SC, Oldendorff levou a vitória com seu Ford GT40. Paulo Rompante, no seu regresso ao Historic Endurance, com o Alfa Romeo Ti Super, conquistou o segundo lugar. Na classe H-1965, houve uma dobradinha dos Jaguar E-Type, já que o belga Laurent Jaspers venceu e a dupla germano-britânica Sautter/Newall ficaram em segundo lugar. O terceiro lugar foi para o jovem suíço Max Huber, com seu Shelby Cobra, terminando a corrida com uma diferença de 1:17.404. Na classe H-1971, Rafael Cerveira Pinto e Carlos Dias Pedro, trouxeram o bom momento do Estoril, destacando-se a estratégia impecável de toda a equipa, conseguindo novo primeiro lugar com seu Alfa Romeo GTAm. Em segundo lugar, ficaram Piero e Guilherme dal Maso com o Porsche 911 2.5 ST, a 28.365 segundos. Apesar de uma penalização pós-corridas, Domingos Sousa Coutinho, no seu habitual BMW 2800 CS, completou o pódio.

    Entre os carros mais pequenos e de menor cilindrada, na classe GDS, que contava com uma participação recorde de 10 inscritos, depois da desistência do Cortina Lotus da famila Macedo Silva que liderava, o primeiro lugar foi conquistado por Nuno Nunes, pilotando o Porsche 911 SWB. Em segundo lugar, ficou os estreantes Rene e Thijmen de Vries, com o seu Austin Cooper S, terminando a prova com uma diferença de três segundos. O terceiro lugar foi de João Neves com o Datsun 1200, mas já longe dos dois primeiros.

    No início da tarde de domingo disputou-se a segunda corrida, com o Ford GT40 de Oldendorff a tomar conta das operações desde cedo, perdendo apenas o primeiro lugar na visita obrigatória às boxes, cedendo nesse momento a liderança ao Jaguar E-Type de Jaspers, um carro de 1963 equipado com um motor 3800cc. Oldendorff triunfou confortavelmente nos GTP & SC e Jaspers nos H-1965, onde Max Huber foi o segundo e Sautter/Newall os terceiros.

    Nos H-1976 foi a dupla Bruno Duarte/ Filipe Jesus que conseguiu o seu primeiro triunfo nesta categoria após alguns azares passados, festejando efusivamente este feito no pódio, seguida dos espanhóis López/Fuster e do inglês Paul Daniels, este último ao volante de um 911 2.8 RS. Nos H-1971, os homens do pódio foram os mesmos, desta vez com Piero e Guilherme dal Maso a vencer, seguidos por Sousa Coutinho e pelo duo do Alfa Romeo Cerveira Pinto/Dias Pedro.

    Na classe GDS, Rui e Pedro Macedo Silva, ao volante do Ford Cortina Lotus, venceu a classe com autoridade. Nuno Nunes no Porsche 911 SWB, terminou com uma diferença de mais de dez segundos, ao passo que a família De Vries, com o seu Austin Cooper S, subiu novamente ao pódio. No Index de Performance, uma classificação atribuída com os resultados da primeira corrida, a vitória coube a Luck de Cock, ao volante de um eficaz Lotus Elan, que levou para casa um relógio exclusivo da marca suíça Cuervos y Sobrinos. João Neves, em Datsun 1200, e Rui Bevilacqua/Nuno Veiga, em Alfa Romeo, acompanharam os vencedores no pódio.

    A temporada de 2024 do Historic Endurance chega ao fim com os tradicionais 250 km do Estoril, no dia 30 de Novembro. As máquinas da competição da Race Ready vão abrilhantar a segunda edição do Estoril Endurance Festival no Autódromo do Estoril.

  • Carrera Los 80 contribuiu para o sucesso do Algarve Classic Festival 

    Carrera Los 80 contribuiu para o sucesso do Algarve Classic Festival 

    Diogo Cavaco e Paulo Lima dividiram as vitórias na Carrera Los 80 durante o fim de semana do Algarve Classic Festival, no Autódromo Internacional do Algarve. No regresso ao evento algarvio, o pelotão da Carrera Los 80, a competição ibérica promovida pela Race Ready, juntou forças novamente com as competições da ANPAC, como já tinha acontecido no Jerez Classic, partilhando a grelha de partida com os pelotões do Campeonato de Portugal de Clássicos de Velocidade e do Campeonato de Portugal de Velocidade 1300.

    Na primeira corrida do fim de semana, Diogo Cavaco surpreendeu ao vencer a prova disputada em pista molhada, após um aguaceiro que caiu sobre o circuito minutos antes do início da corrida. Ao volante de um BMW E36, equipado com um motor de 2500cc, Diogo Cavaco não só foi o primeiro a cruzar a linha de chegada, como também venceu a classe GT Copa. Nas posições seguintes, numa dobradinha na classe T-MAX, terminaram os dois espetaculares BMW 635 CSI da equipa Mr Wheeler Motorsport, com Pedro Oliveira a ver a bandeira de xadrez seis segundos antes de Miguel Garcia. O pódio da classe foi completado pelo BMW E30 M3 de Paulo Lima.

    No domingo, com a meteorologia a cooperar e a pista seca, disputou-se a segunda corrida de vinte e cinco minutos. Desta vez, Paulo Lima impôs o seu BMW E30 M3 de forma dominante, como já havia feito na última prova da Carrera Los 80 realizada em Jarama, somando mais uma vitória na classe T-MAX. Os dois BMW 635 CSI da equipa Mr Wheeler Motorsport completaram o pódio da classe, na mesma ordem da corrida de sábado. Jean Marc Finot e Carlos Tavares, ao volante de um BMW E30 325i de Grupo A, ficaram em quarto lugar, repetindo a classificação da primeira corrida do fim de semana. O estreante francês Xavier Chereau venceu ambas as corridas na classe Gr1/N com o BMW 325i inscrito e preparado pela RodaClássica, enquanto Diogo Cavaco abandonou à quinta volta. Menos sorte tiveram os entusiastas Jean-Philippe Imparato e François Wales, em BMW E30 M3, que acabaram por não se classificar em nenhuma das corridas.

    A Carrera Los 80 regressa ao seu formato original e a “solo” no final do mês de novembro. Integrada no programa da segunda edição do Estoril Endurance Festival, a Carrera Los 80 terá duas corridas de 40 minutos, onde se espera uma grelha de partida repleta de carros que marcaram presença nas pistas nas décadas de 1980 e 1990.

    Para Diogo Ferrão, CEO da Race Ready, “há muita vontade de dinamizar esta competição ibérica e temos recebido inúmeras expressões de interesse de pilotos que querem juntar-se a nós. O facto de voltarmos dentro de quatro semanas ao Autódromo do Estoril no formato original vai proporcionar aos nossos pilotos mais tempo e qualidade de pista. Ao mesmo tempo, esta será uma grande oportunidade para começar a preparar a temporada de 2025.”

    O Estoril Endurance Festival disputa-se de 29 de novembro a 1 de dezembro e será a grande festa de final de temporada da velocidade nacional.

  • Joaquim Soares e Bernardo Sá Nogueira campeões Super Legends

    Joaquim Soares e Bernardo Sá Nogueira campeões Super Legends

    Joaquim Soares e Bernardo Sá Nogueira sagraram-se Campeões de Portugal de Velocidade de Super Legends de 2024, depois de uma temporada que raiou a perfeição com três vitórias à geral e oito na sua categoria.

    A dupla disputou a temporada aos comandos de um Alfa Romeo 147 preparado pela RP Motorsport, tendo demonstrado competitividade desde o primeiro momento, com dois triunfos na Super Trophy na etapa de abertura da campanha, o que marcou a tendência para todo ano. As duas corridas da segunda passagem pelo Autódromo do Estoril, realizada em meados de Setembro, foram determinantes para a campanha Joaquim Soares e Bernardo Sá Nogueira, que venceram as duas provas à geral, ficando numa situação muito confortável para assegurarem o ceptro deste ano.

    Na última ronda da temporada, que teve como palco o Autódromo Internacional do Algarve, Bernardo Sá Nogueira conquistou um segundo lugar à geral, vitória na categoria Super Trophy, na primeira corrida, garantido à dupla o título da Super Trophy com uma performance notável. O campeonato à geral ficava assim a um pequeno passo do duo do Alfa Romeo 147, mas Joaquim Soares, com uma boa prestação, repetiu a façanha do seu colega de equipa, terminando em segundo da geral e primeiro da sua categoria, selando para a dupla o cetro à geral do Campeonato de Portugal de Velocidade de Super Legends.

    No final o piloto do Porto estava, obviamente, feliz com o desfecho da temporada: “não estávamos à espera deste título à geral.
    Sabíamos que, se trabalhássemos bem, poderíamos estar na luta pelo título da nossa categoria e foi com essa mentalidade que encarámos o campeonato e cada uma das corridas – fazer o melhor possível com o material que tínhamos à nossa disposição. Estes dois ceptros, à geral e na Super Trophy, atestam o bom trabalho realizado por todos, tendo sido a consistência, a fiabilidade e a performance determinantes para este desfecho”
    .

    Bernardo Sá Nogueira evidencia, igualmente, a excelente temporada realizada pelo duo. “Foi um ano fantástico! Estivemos sempre na luta pelos lugares do pódio à geral, o que demonstra bem a nossa consistência. Em dez corridas abandonámos apenas uma vez e só em duas não vencemos a nossa categoria. Penso que tanto eu como o Joaquim estivemos muito bem ao nível da pilotagem e tivemos sempre um carro competitivo e fiável, graças ao trabalho da RP Motorsport. Creio que, com este tipo de performance, os dois títulos surgiram com alguma naturalidade, sendo merecidos para todos nós”.

  • Luís Delgado: “Consegui três vitórias e o título, como, tal o balanço só pode ser positivo.

    Luís Delgado: “Consegui três vitórias e o título, como, tal o balanço só pode ser positivo.

    Mais uma época, mais uma conquista. Luís Delgado voltou a mostrar o seu talento e versatilidade em 2024 neste regresso aos Circuitos. O Troféu TypeR Legacy Cup foi o escolhido para matar saudades das lutas em pista e, mais uma vez, Delgado não desapontou, conquistando o troféu, que este ano ganhou força, com mais carros em pista e com um nível cada vez melhor.

    Foi uma excelente época para Luís Delgado, que conseguiu três triunfos (Estoril, Vila Real e Portimão), uma contabilidade que não foi melhor, apenas por dificuldades técnicas nas rondas de Jerez e do Estoril, onde o motor pregou partidas. Ainda assim, a regularidade e a velocidade de Delgado e do seu companheiro de equipa permitiram chegar à última jornada numa posição confortável. 

    A vantagem pontual permitia encarar as últimas duas corridas do ano com alguma tranquilidade, bastando o quinto lugar para confirmar o título. Mas Delgado não fez por menos e conquistou o triunfo na Corrida 1. Na Corrida 2, o seu colega de equipa não teve tanta sorte e um toque acabou com a corrida de forma prematura. Mas o champanhe já estava no fresco e o título já estava garantido.

    Luís Delgado estava visivelmente satisfeito com esta conquista, mais uma na sua já extensa lista de conquistas: “Termino o ano muito contente com esta conquista. 2024 marcou o meu regresso aos circuitos a tempo inteiro e o Troféu TypeR Legacy Cup foi o palco ideal. Com máquinas idênticas, o piloto faz sempre a diferença e gosto especialmente deste tipo de competição. Consegui três vitórias e o título, como tal o balanço só pode ser positivo. Quero aproveitar para dar uma palavra de apreço ao Estêvão, que me acompanhou neste ano. Conseguimos ser uma dupla forte e regular e foi um gosto fazer esta temporada ao seu lado. Agora é tempo de festejar e começar a pensar no futuro. Não tenho nada definido, mas olharei para a época 2025 com a mente aberta. A minha paixão é o automobilismo, independentemente de ser nos ralis, na montanha, na velocidade ou em outra competição. Gosto da competição e gosto de me desafiar. Estou certo que encontrarei algo que me agrade” concluiu o piloto de Chaves.

  • Manuel Gião: “somos vice-campeões. Num pelotão com um nível tão elevado, é um feito”

    Manuel Gião: “somos vice-campeões. Num pelotão com um nível tão elevado, é um feito”

    Manuel Gião teve um fim-de-semana de azares no Autódromo Internacional do Algarve, mas ainda assim, garantiu o Vice-Título do Iberian Supercars. O Campeão de 2022 e o seu colega de equipa, Mathieu Martins, evidenciaram competitividade aos comandos do Aston Martin Vantage AMR GT4 da RACAR Motorsport – AMR Partner Team desde o primeiro momento em que entraram em pista.

    No entanto, quando a qualificação teve o seu início, o fim-de-semana do piloto da Beira Baixa começou a entrar numa fase menos positiva, uma vez que um problema de caixa de velocidades impediu-o, assim como ao seu colega de equipa, de sair das boxes, o que significou arrancar da última posição da grelha de partida entre quarenta e um carros. Esta era uma contrariedade de que Manuel Gião não precisava, uma vez que tinha ainda possibilidades de lutar pelo título do Iberian Supercars, tendo, para isso, que estar na luta pelas vitórias e a sua performance nos treinos-livres parecia garantir que isso seria uma realidade.

    Sem nada a fazer, Manuel Gião lançou-se ao ataque na primeira corrida de domingo, ultrapassando mais de vinte carros, e com uma boa performance do seu colega de equipa, foi possível ao Aston Martin Vantage AMR GT4 terminar num bom sexto lugar, o que, no entanto, deixou duo fora do título.

    Na segunda corrida do fim-de-semana, foi a vez de Mathieu Martins realizar o primeiro turno de condução e de tentar recuperar o máximo possível. Uma vez mais, o piloto da Beira Baixa esteve num nível impressionante, recuperando até sétimo, posição em que cruzou a linha de meta. Apesar de todas as contrariedades, Manuel Gião, e o seu colega de equipa, ainda conseguiu assegurar o Vice-Título do Iberian Supercars na categoria geral GT4 e na divisão GT4 Pro, um feito num pelotão tão numeroso, são trinta e cinco os pilotos classificados, e com um nível tão elevado.

    “Não tivemos a sorte do nosso lado, com um problema de caixa de velocidades a impedir-nos de participar na qualificação, o que nos obrigou a arrancar de último em ambas as corridas. Não baixámos os braços, a RACAR Motorsport – AMR Partner Team fez tudo ao seu alcance para resolver o problema e tivemos um carro muito competitivo para ambas as corridas. Realizámos duas provas ao ataque e ganhámos muitos lugares, o que demonstra que tínhamos um Aston Martin muito competitivo. Todos nós na equipa demos o máximo”, afirmou o piloto da Beira Baixa.

    Apesar de todas as contrariedades, Manuel Gião e Mathieu Martins conquistaram o Vice-Título do Iberian Supercars na categoria geral de GT4 e na divisão GT4 Pro, o que, um plantel tão competitivo, é um feito. “Claro que queríamos o título, mas desta feita não foi possível e temos de dar os parabéns ao César Machado, ao Jan Durán e à Speedy Motorsport pelo fantástico trabalho que têm realizado ao longo da temporada. Ficámos com o Vice-Título, o que num pelotão com um nível tão elevado, é um feito, um motivo para celebrar e também para nos dar motivação para continuar a trabalhar para no futuro conseguirmos conquistarmos o ceptro”, concluiu o piloto da RACAR Motorsport – AMR Partner Team.

  • Estreia de Pompeu Simões no Campeonato de Portugal de Velocidade saldou-se com dois pódios na categoria GTX

    Estreia de Pompeu Simões no Campeonato de Portugal de Velocidade saldou-se com dois pódios na categoria GTX

    Pompeu Simões cumpriu a estreia no Campeonato de Portugal de Velocidade na jornada da competição disputada este fim de semana no Autódromo Internacional do Algarve. Ao volante de um Porsche 718 Cayman GT4 preparado pela Speedy Motorsport, o piloto vencedor da Carbon Neutral Cup 2023 esteve ao melhor nível.

    Acompanhado por Duarte Camelo, um jovem que tem no seu currículo dois títulos de Iniciados no Campeonato de Portugal de Rallycross e que chegou à velocidade pela mão da FPAK Junior Team, Pompeu Simões aproveitou da melhor forma as três sessões de treinos livres. Trabalhando com a equipa, o piloto foi evoluindo estando, sempre, entre os três mais rápidos da categoria GTX onde o Porsche 718 Cayman CS GT4 foi inscrito.

    Nas sessões de qualificação, a dupla do Porsche da Speedy Motorsport esteve irrepreensível e conquistou dois segundos lugares na categoria. Um excelente resultado para dois estreantes na competição e ao volante deste competitivo 718 Cayman CS GT4.

    A primeira corrida começou com Pompeu Simões ao volante e o piloto da Speedy Motorsport não se mostrou acanhado ao realizar uma excelente partida. E a verdade é que a estreia oficial de Pompeu Simões assumiu patamares de brilhantismo ao liderar a categoria GTX com grande naturalidade. Foi nessa posição, de líderes da categoria, que entregou o carro a Duarte Camelo.

    Uma pequena distração acabou por se transformar numa penalização de travessia da via das boxes (drive through) devido a excesso de velocidade nas boxes durante a paragem para troca de piloto. Um pequeno obstáculo que não impediu Duarte Camelo de pegar no excelente trabalho de Pompeu Simões e levar o Porsche 718 Cayman CS GT4 novamente até ao segundo lugar da categoria GTX. Uma corrida que acabou por ser pedagógica para ambos os pilotos e uma experiência fundamental para o futuro. Ao mesmo tempo mostrou as qualidades do Campeão da Carbon Neutral Cup 2023 e do jovem piloto vindo do Rallycross.

    A segunda corrida ficou marcada por um “Safety Car” (SC) logo no final da primeira volta e uma ida às boxes por parte do Porsche 718 Cayman CS GT4 com um problema mecânico depois de passar pelos destroços do acidente que provocou o SC. Esta situação levou o jovem Duarte Camelo a cair para o último lugar, deixando para Pompeu Simões a recuperação para os primeiros lugares da categoria GTX.

    Com poucos minutos para o final da corrida, o piloto da Speedy Motorsport esteve a um nível muito elevado e faltaram voltas para atacar o primeiro lugar da categoria. Assim, sem cometer o mais pequeno erro, Pompeu Simões trepou na classificação e terminou a corrida uma vez mais na segunda posição da categoria GTX.

    O saldo desta primeira participação de Pompeu Simões no Campeonato de Portugal de Velocidade é altamente positivo, tendo excedido as expetativas do piloto. Adaptou-se, tal como Duarte Camelo, ao Porsche 718 Cayman GT4 preparado e assistido pela Speedy Motorsport, imprimiu um andamento forte e ficou a certeza de que o projeto de Pompeu Simões está bem organizado e dará frutos no futuro.

    Pompeu Simões – “Tenho a alma cheia! Que estreia! Estava algo apreensivo pelas qualidades e performance do Porsche 718 Cayman GT4 primorosamente preparado pela Speedy Motorsport. A verdade é que o carro é dócil, um verdadeiro carro de competição ao qual me adaptei facilmente. O ritmo foi sempre subindo de patamares e fiquei muito satisfeito com a minha performance este fim de semana. O Duarte Camelo foi um excelente companheiro de equipa e formamos uma dupla interessante. Agora será tempo de pensar na última jornada do CPV a disputar no Estoril e onde vamos marcar presença. Depois vamos refletir e gizar o projeto para 2025.”

  • AIA IS: Guillermo Aso e Filip Vava vencem, mas César Machado e Jan Durán vencem título espanhol 

    AIA IS: Guillermo Aso e Filip Vava vencem, mas César Machado e Jan Durán vencem título espanhol 

    Guillermo Aso e Filip Vava venceram a segunda corrida da etapa do Autódromo Internacional do Algarve do Iberian Supercars, Supercars Jarama RACE e Campeonato de Portugal de Velocidade, mas o terceiro lugar de César Machado e Jan Durán garantiu-lhes o título GT4 do certame espanhol.

    O duo espanhol tinha de vencer e esperar que os seus rivais da Speedy Motorsport terminassem fora do pódio para conquistar o ceptro do Supercars Jarama RACE e o facto de arrancar da pole-position ajudava a sua causa. O arranque correu da melhor forma ao piloto da NM Racing Team, mantendo o comando, mas atrás de si, houve alguma confusão, acabando Carlos Vieira (Toyota GR Supra GT4 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal) e Andy Cantu (Mercedes AMG GT4 da NM Racing Team) por levar a pior com um toque que deixou os dois fora de prova e provocou uma longa situação de Safety-Car.
     
    Quando a corrida recomeçou, assistiu-se a uma dura luta entre Filip Vava e Francisco Mora (Porsche 718 Cayman GT4 da Veloso Motorsport), tendo o português lançado um feroz ataque na travagem para o Gancho da Torre, assumindo a liderança. No entanto, o piloto da Veloso Motorsport nunca conseguiu destacar-se, levando o seu rival no seu encalço até às paragens nas boxes obrigatória. Com um handicap de cinco segundos, devido ao segundo posto na prova da manhã, o Mercedes AMG GT4, agora pilotado por Guillermo Aso, voltou à pista no comando, posição que manteve até à bandeira de xadrez, tendo o espanhol gerido bem a sua vantagem ao cruzar a linha de meta com uma vantagem de cinco segundos para Gonçalo Fernandes, que pilotava agora o Porsche do Veloso Motorsport.

    No terceiro lugar ficou a dupla César Machado / Jan Durán que, depois de conquistar o ceptro do Iberian Supercars, assegurou também o ceptro do Supercars Jarama RACE na GT4 Pro e na categoria geral de GT4. No entanto, a dupla do Toyota GR Supra GT4 não teve uma tarefa fácil, tendo ultrapassagem que lhe faltava – tinha de terminar no degrau mais baixo do pódio, no mínimo, se Guillermo Aso e Filip Vava vencessem – na penúltima volta da corrida.

    Na GT4 Bronze, sem problemas no seu Audi R8 LMS GT4 da Veloso Motorsport, Jorge Rodrigues e Patrick Cunha conseguiram realizar uma corrida de recuperação desde o décimo quarto posto da grelha de partida, subindo a nono, vencendo ainda a GT4 Bronze, o que lhes garantiu o título da divisão no Iberian Supercars. Alberto de Martín e Nil Montserrat, que terminaram na segunda posição na GT4 Bronze, não conseguiram o título ibérica, mas sagraram-se campeões da divisão no Supercars Jarama RACE.
     
    Keith Gatehouse e Igor Sorokin conseguiram mais uma vitória na GT4 Am e, com isso, conseguiram garantir o título da GT4 Am tanto no Iberian Supercars como no Supercars Jarama RACE, um resultado notável se levarmos em consideração que foi a estreia do Mercedes AMG GT4 da NM Racing Team.
     
    Daniel Teixeira voltou a assinar uma prestação de elevado nível, conseguindo cruzar a linha de meta no décimo sexto posto da classificação geral, vencendo a categoria geral dos Turismos e da divisão TCR, o que lhe permitiu revalidar o ceptro de TCR do Iberian Supercars em 2023.
     
    Ruben Silva e Rodrigo Ferreira foram os mais fortes na TC e entre os pilotos da FPAK Junior Team, batendo João Oliveira e Gabriel Caçoilo, ao passo que Henrique Ventura Oliveira e Henrique Moura Oliveira, ficaram no degrau mais baixo do pódio. Com os resultados deste fim-de-semana, João Oliveira conquistou o ceptro da TC do Iberian Supercars.
     
    A GTX foi vencida por Mikkel Kristensen e Manuel Cañizares, em Ligier JS2R da Chefo Sport, completando um corrida quase perfeita com dois triunfos durante o fim-de-semana, mas também Tomás Pinto Abreu e Simon Moore, em Ginetta G50 da Tockwith Motorsports, tiveram motivos para celebrar com a conquista do ceptro da divisão no Iberian Supercars e Supercars Jarama RACE. Rui Miritta assegurou todos os títulos que disputou este ano, com o triunfo desta tarde. O piloto do Porsche 911 da Monteiros Competições celebrou as conquistas na da GTC e da Cup no Iberian Supercars e Supercars Jarama RACE, tendo sido acompanhado na subida ao pódio por Dave Benett e Marcus Fothergill, Tockwith Motorsports. Frederico Formiga e Frederico Castro, da Art of Speed, não alinharam devido a problemas de embraiagem.
     
    O Campeonato de Portugal de Velocidade terá a ronda final da temporada deste ano no Autódromo do Estoril entre os dia 30 de Novembro e 1 de Dezembro.

  • Época muito positiva para Ivan Domingues na Formula Regional Europeia by Alpine 2024 

    Época muito positiva para Ivan Domingues na Formula Regional Europeia by Alpine 2024 

    Foi uma época de estreia muito positiva para Ivan Domingues na Fórmula Regional Europeia by Alpine 2024 (FRECA).

    Ao volante de um monolugar da Van Amersfoort Racing o piloto de Leiria, de 18 anos, garantiu um lugar no Top-10, assegurando também o quarto lugar entre os Rookies na competição que antecede a Fórmula 3 na pirâmide que termina na tão ambicionada Formula 1. Numa temporada onde terminou 12 das 20 corridas nos pontos e onde alcançou dois pódios (Hockenheim e Mugello), Domingues mostra-se satisfeito com a sua temporada numa grelha que contou com 39 pilotos das mais diversas nacionalidades.

    “Foi uma temporada positiva, onde consegui a espaços demonstrar o meu ritmo. Numa grelha recheada de talentos, terminar no Top-10 no ano de estreia é um feito assinalável e um sinal positivo que esperamos seja suficiente para captar a atenção das equipas de Formula 3. Gostávamos muito de dar o salto, mas sabemos que é um local muito reservado, onde poucos portugueses conseguiram chegar e onde nenhum marca presença há mais de 10 anos. Trabalhamos muito ao longo da temporada e os resultados falam por si, agora resta-nos aguardar pelo trabalho da nossa equipa que está afincadamente a preparar este objetivo que é de todos. Queremos muito continuar a representar Portugal nas corridas mais importantes do Mundo”, garantiu o jovem piloto português que marcou presença com a Van Amersfoort Racing nos testes de inverno da Fórmula 3, realizados em Jerez e Barcelona.

    A Fórmula Regional Europeia by Alpine 2024, que contou com 39 pilotos de mais de 20 nacionalidades, dos quatro cantos do planeta. Num total de 10 fins-de-semana de corridas, a competição que resultou em 20 corridas disputadas em Hockenheim, Spa Francoshamps, Zandvoort, Hungaroring, Mugello, Paul Ricard, Imola, Red Bull Ring, Catalunha e Monza.  

  • AIA: João Macedo Silva e Luís Alegria repetem vitórias entre os Clássicos e nos 1300 na segunda corrida

    AIA: João Macedo Silva e Luís Alegria repetem vitórias entre os Clássicos e nos 1300 na segunda corrida

    Verdadeiramente espetacular a derradeira corrida do Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos e Clássicos 1300, edição 2024, disputada hoje no Autódromo Internacional do Algarve. Com alguns títulos ainda por resolver, foi a luta pelo título absoluto e pela Categoria H75 que prendeu todos às cadeiras e fizeram muitas unhas serem roídas até à bandeira de xadrez.

    João Macedo Silva esteve imperturbável e com o Porsche 911 RSR a carburar em pleno, o piloto do carro de Weissach repetiu o domínio exercido na primeira corrida, liderando da luz à bandeira uma manga que lhe poderia dar o título absoluto e da Categoria H75. Para isso, Rui Costa (Ford Escort RS 1800) teria de ficar fora do pódio da corrida e da categoria. Isolado na frente o Porsche 911 RSR, emergiu outro Porsche 911 RS, pintado com o verde da esperança de Cláudio Vieira chegar á vitória no Algarve.

    O piloto adotou um ritmo demolidor impossível de igualar, primeiro, por Rui Alves, depois por Rui Costa e António Soares e, finalmente, João Novo. Porém, este ritmo acabou por passar fatura aos pneus e Vieira teve de esquecer a vitória para se defender de um ameaçador João Novo. Mas o foco de maior interesse estava mais atrás. António Soares esteve intratável e Rui Costa bem tentou várias abordagens. Mas fosse pelos pilotos atrasados, fosse por pequenos erros ou até pelo não aproveitamento de algumas escorregadelas do Escort de Soares, Rui Costa não conseguiu suplantar António Soares e ao ser o quarto classificado à geral e na categoria H75 viu o título fugir para João Macedo Silva.

    Contas feitas às contas das diversas categorias, João Macedo Silva e o seu Porsche 911 RSR venceram a categoria H75 e venceram o Campeonato de Portugal de Clássicos absoluto e na categoria, seguido na corrida por Cláudio Vieira, António Soares (Ford Escort RS 1800), Rui Costa (Ford Escort RS 1800), Rui Alves e Tiago Reis, ambos em Ford Escort RS 1600. Manuel Moura Teixeira voltou a ter problemas no seu Porsche 911 RS e tal como João Simões (BMW 2002) foi forçado a abandonar a corrida.

    Na categoria H71, numa luta entre dois belos Lotus Elan, José Filipe Nogueira levou a melhor sobre Vítor Costa que, por sua vez, se sagrou campeão da categoria. Nos H81, Ricardo Pereira tinha de terminar a corrida para ser campeão e o piloto da RP Motorsport levou o seu Ford Escort RS 2000 à vitória, reclamando, assim, o título face a Pedro Poças que viu os esforços de Eduardo Santos tentar roubar a vitória a Ricardo Pereira se revelarem infrutíferos. Pedro Bethencourt foi o terceiro da categoria com o seu Porsche 934. Finalmente, o Grupo 1 foi ganho por Rui Ribeiro ao volante de um Ford Escort RS 2000, ao passo que no Grupo 5, João Novo ganhou a categoria e embolsou o título, sendo seguido na corrida pelo Mazda RX2 de Simplício Pinto.

    A corrida dos Clássicos 1300 teve menos histórias para contar e o dominador comum foi Luís Alegria que, com mais esta vitória, teve um regresso 100% vitorioso ao Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos 1300. Porém, mais uma vitória no fim de semana do Algarve Classic Festival acabou por ser uma vitória de Pirro, pois o título escapou para as mãos de Luís Mendes que, apesar de sair do Algarve com zero pontos averbados, tinha vantagem suficiente para se sagrar Campeão de Portugal de Velocidade Clássicos 1300.

    Para Pedro Barbosa, ficar à frente de João Braga era primordial para poder levar para casa o título da categoria H75. Durante a corrida, o piloto do Datsun 1200 verde e preto controlou os esforços de João Braga para encontrar forma de passar por ele. Pedro Barbosa deixou ir embora Luís Alegria e concentrando-se na luta pelo título, o piloto conseguiu o seu objetivo sagrando-se campeão em igualdade de pontos com João Braga, mas com vantagem em termos de vitórias face ao seu adversário. Um final emocionante para a categoria H71.

    O restante pelotão, diluído entre os modelos dos Clássicos, foi se espalhando pela pista com algumas lutas interessantes como as de Miguel Miguel com Nelson Resende, tendo mesmo terminado a corrida no Top 5 à geral com o título dos H81 no bolso. Igualmente intenso foi o duelo no Desafio ANPAC. António Costa tinha como missão terminar a prova, esquecendo que, matematicamente, poderia lutar pelo título absoluto. Para Daniel Gouveia as contas eram ainda mais simples: tinha de ganhar a corrida e esperar que algo acontecesse ao Fiat Punto 85 S de António Costa. Gouveia imprimiu um ritmo demasiado duro para os seus adversários, mas a vitória foi insuficiente para impedir o título de Costa.

    Olhando às diversas classes, na H71 a vitória foi para Rui Marques (Datsun 1200) com a Taça 1000 a sorrir na corrida e no campeonato à dupla Miguel Barata e Veloso Amaral (Datsun 1000). Luís Alcino venceu os C1 com o seu Citroen C1, enquanto nos H81, Miguel Miguel venceu a oposição do Ford Escort de Ângelo Ribeiro para vencer e reclamar o título. Nos H75 Luís Alegria foi o melhor, seguido de Pedro Barbosa, João Braga, Nuno Soares e Nelson Resende, todos em Datsun 1200. A ausência de Luís Mendes abriu a porta á vitória de Gonçalo Matias (Peugeot 106) nos Legends, que se superiorizou ao Suzuki Swift GTi de Nuno Afoito. Frederico Formiga levou à vitória o Honda Jazz na Stock Cup, seguido de Trevor Stretch. No Desafio ANPAC vitória para Daniel Gouveia, seguido de Paulo Azevedo, José Calazans, Rui Silva e Nuno Pinheiro.

    Contas feitas aos campeões, Luís Mendes vence o Campeonato de Portugal de Velocidade 1300 absoluto, Miguel Barata e Veloso Amaral ganharam nos H71 e na Taça 1000, enquanto Pedro Barbosa é campeão nos H75. Nos Legends, a vitória foi para Luís Mendes, sendo Miguel Miguel campeão da categoria H81. No Desafio ANPAC vitória para António Costa e na Stock Cup o melhor acabou por ser Trevor Stretch.