É com elevada ambição que Bernardo Pinheiro encara a derradeira e decisiva ronda do European Le Mans Series, a realizar este Sábado no Autódromo Internacional do Algarve.
O volante do Ligier com o número 8 será mais uma vez dividido com os franceses Julien Gerbi e Gillian Henrion e depois da vitória conseguida na ronda anterior realizada no circuito italiano do Mugello a tripla luso-francesa pensa claramente no título LMP3.
‘Depois da vitória em Itália ficámos a apenas um ponto dos primeiros – recuperámos 21 – e esse resultado claramente que nos deixou moralizados para esta corrida. Vou estar a correr em casa, num circuito que conheço muito bem e onde sabemos que teremos andamentos muito semelhantes entre nós e um carro que está bem afinado para a pista fruto da experiência que aqui temos de testes e provas anteriores.’ afirma o piloto de Portimão consciente de que apenas o fator casa não chega para alcançar o sonhado título.
“Longe disso…tudo pode acontecer durante as 4 horas de corrida e uma paragem inesperada na boxe fruto de um toque ou um problema com o carro pode deitar tudo a perder. Por isso todo o carro foi revisto ao pormenor pela equipa para que nada falhe nesta que é a corrida mais importante do ano mas os incidentes de corrida podem sempre acontecer em especial numa grelha com 43 carros como temos aqui. Sabemos o que temos que fazer para vencer que é pontuar na frente dos nossos adversários, sabemos que temos capacidade para vencer, mas não é por correr em casa que fica mais fácil”.
Já com duas vitórias na sua época de estreia – feito inédito na história do ELMS – o jovem piloto de 20 anos de idade irá no Sábado alinhar naquela que será a corrida mais importante da sua carreira, a corrida do título.
O arranque das 4 Horas de Portimão está marcado para as 14 horas e 30 minutos do próximo Sábado (19 de Outubro) no Autódromo Internacional do Algarve.
Duas semanas depois de ter subido ao pódio na European Le Mans Series, em Mugello (Itália), Pedro Perino confirmou o grande momento de forma ao vencer a prova dos LMP3 da European Endurance Prototype Cup no circuito francês de Magny-Cours. O jovem piloto português, de apenas 19 anos, brilhou à chuva na corrida noturna deste sábado, dominando as operações no Ligier partilhado com o alemão Dane Arendsen e o francês Romain Favre.
Pedro Perino esteve em excelente nível na prova noturna da European Endurance Prototype Cup, competição integrada na Ultimate Cup Series, que foi disputada na pista de Magny-Cours. Depois de já ter sido o mais rápido dos LMP3 em todas as sessões de treinos, colocando inclusive o Ligier da Inter Europol na pole-position da categoria (e 2º da geral), o jovem piloto de Oeiras brilhou em condições de pista molhada. Em condições atmosféricas muito adversas (sobretudo pelo ‘spray’ dos outros carros, que não lhe permitiam ter a melhor visibilidade), Pedro Perino foi claramente o piloto mais rápido em pista nos LMP3, chegou a ser oito segundos por volta mais rápido do que o segundo classificado e, no final das quatro horas de corrida, garantiu um brilhante triunfo no Ligier #34 que partilhava com Dane Arendsen e Romain Favre.
“Estou, naturalmente, muito feliz porque esta vitória é o culminar de muito trabalho desde o início da época. Vínhamos de um pódio na ELMS e eu sabia que podia lutar pelos primeiros lugares aqui em Magny-Cours, sobretudo à chuva. Mas não foi fácil devido às condições atmosféricas muito adversas, devido essencialmente ao ‘spray’ dos outros carros, que me retiravam visibilidade. Mesmo assim, o meu ‘stint’ na corrida foi simplesmente perfeito e no final o meu engenheiro pediu-me para controlar o avanço que tinha. Toda a equipa está de parabéns e é um resultado que nos dá muita motivação para o final de temporada. Dedico esta vitória à minha família, aos meus patrocinadores e a todas as pessoas que me dão força, dentro e fora das corridas”, dedicou o piloto de 19 anos, um dos mais jovens do pelotão.
Refira-se que Pedro Perino estava na luta pelo título da European Endurance Prototype Cup, até ser obrigado a falhar a ronda de Hockenheim (Alemanha), por coincidir com uma prova da European Le Mans Series.
Já no próximo fim de semana, o jovem piloto português vai encerrar a época da ELMS no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, onde no ano passado conseguiu dois pódios.
O melhor estava guardado para o fim na Sprint Cup e foi isso que se provou com a excelente vitória de Miguel Ramos e Louis Prette na Bronze Classe em Barcelona, nas difíceis condições na pista da Catalunha.
Finalmente a vitória. Perseguida ao longo do ano, boas qualificações, excelentes corridas, mas por uma ou outra razão, o primeiro lugar ainda não tinha acontecido. Foi no último fim de semana da Sprint Cup, como podia ter sido em qualquer uma das outras provas. Miguel Ramos e Louis Prette vinham a prometer, e desta feita a chuva abençoou a dupla do McLaren #188 da Garage 59, tendo alcançado a mais que merecida primeira vitória do ano.
A equipa tomou a decisão mais acertada quanto aos pneus a utilizar na leva chuva com que se iniciou a corrida e também geriu muito bem os timings com o Safety Car em pista, tendo Ramos e Prette realizado o resto difícil trabalho que era trazer o carro intacto até final e se possível em primeiro lugar.
Para Miguel Ramos, “foi um ano muito difícil no qual conseguimos sempre boas performances nos treinos, e boas corridas, mas depois o resultado não aparecia. Já tínhamos estado no pódio, mas faltava-nos a vitória que acabou agora por acontecer. As condições atmosféricas eram adversas, mas iguais para todos e tanto eu como o Louis conseguimos manter o carro em pista sem abdicar de atacar quando tal nos era permitido. Acho que foi uma vitória inequívoca e inteiramente merecida para a nossa equipa”.
Rui Miritta é já o Campeão Absoluto virtual do Iberian Supercars GTC, depois dos seus triunfos na prova do Circuit Ricardo Tormo, quando falta ainda evento para terminar a competição ibérica deste ano.
O piloto da Monteiros Competições esteve envolvido numa intensa luta com o Ginetta G50 da Tockwith Motorsports pilotado por Simon Moore e Tomás Pinto Abreu ao longo de toda a temporada de 2024, mas os seus excelentes resultados e consistência de todo o conjunto acabaram por lhe garantir o título em Valência. Até agora, o piloto do Porsche 911 conquistou três vitórias, três voltas mais rápida e duas pole-positions em seis corridas, o que demonstra bem o seu elevado nível competitivo durante a presente época.
Rui Miritta demonstra-se bastante satisfeito com a sua conquista no Iberian Supercars, dada a competitividade e qualidade da competição. “Quando comecei a temporada não tinha expectativas para além de ter o prazer de competir num campeonato que está muito bem organizado. Tive adversários fortes, mas fui conseguindo manter a rapidez e a consistência, o que foi determinante para conquistar o título. É muito importante para mim e para a Monteiros Competições, dado que demonstra que temos vindo a fazer um bom trabalho”, afirmou o piloto de Valongo.
Ainda falta um evento para terminar a temporada do Iberian Supercars, que se realiza no final do mês no Autódromo Internacional do Algarve, mas Rui Miritta tem 2025 no horizonte. “Estou a gostar muito de participar no Iberian Supercars! Fui muito bem recebido por toda a organização, desde a parte desportiva e de imprensa até aos técnicos do campeonato, e também os meus adversários criam um bom ambiente, é um prazer competir contra eles. Face a todos estes motivos, gostaria muito de participar na edição do próximo ano do Iberian Supercars. Veremos se é possível”, concluiu o piloto do Porsche 911 preparado pela Monteiros Competições. Rui Miritta lidera ainda a divisão Cup do Iberian Supercars, podendo conquistar mais um título na prova de Portimão.
Nos dias 26 e 27 de Outubro, o piloto do Porsche 911 e todos os participantes no Iberian Supercars, assim como do Supercars Jarama Race e Campeonato de Portugal de Velocidade, terão mais uma ronda no Autódromo Internacional do Algarve.
Prestes a chegar ao Autódromo Internacional do Algarve para cumprir a sua sexta e decisiva ronda, o European Le Mans Series revelou já o seu calendário 2025 onde mais uma vez consta a viagem de toda a caravana até ao Algarve e de novo para discutir a sua prova final.
No próximo ano serão de novo seis as datas do calendário da competição e no dia 18 de Outubro de 2025 a sexta e última prova do campeonato terá como desafio as 15 curvas do circuito junto a Portimão naquela que é já uma das rondas mais tradicionais da série pois desde 2017 que Autódromo Internacional do Algarve tem recebido o fecho de campeonato.
A poucos dias da realização das 4 Horas de Portimão 2024 todos os títulos por equipas – nesta série mais importantes que os títulos individuais – estão ainda por decidir e espera-se por isso mesmo muita intensidade ao longo da corrida que se realiza no dia 19 de Outubro (Sábado).
Os bilhetes para esta prova estão já à venda no site oficial do Autódromo Internacional do Algarve em: www.autodromodoalgarve.com
Depois de ter subido ao pódio na European Le Mans Series, em Mugello, Pedro Perino ruma este fim de semana ao circuito de Magny-Cours, em França, para disputar a quinta e penúltima prova da Ultimate Cup Series. O jovem piloto português, de apenas 19 anos, está muito motivado pelos resultados recentes e pela pole-position conseguida na ronda anterior da Ultimate Cup Series.
Pedro Perino conseguiu o melhor resultado da sua época até ao momento na prova da European Le Mans Series no circuito de Mugello, em Itália, onde subiu ao pódio da categoria LMP3, com o terceiro lugar. Agora, o jovem piloto de Oeiras regressa ao volante do Ligier da Inter Europol para disputar a quinta e penúltima prova da Ultimate Cup Series, no próximo fim de semana, na pista francesa de Magny-Cours.
Apesar de ser um dos pilotos mais jovens do pelotão, Pedro Perino espera capitalizar o seu bom momento de forma, num campeonato onde já mostrou a sua rapidez natural.
“Obviamente que a época da ELMS é a nossa prioridade, mas também já provámos que podemos lutar pelos primeiros lugares na Ultimate Cup Series. Aliás, estávamos inclusive na discussão pelo título até termos de faltar à prova de Hockenheim, por coincidência de datas com a ELMS. Vamos para Magny-Cours com a motivação em alta e acredito que podemos voltar a conseguir um bom resultado”, afirmou o jovem piloto de apenas 19 anos.
A ronda da Ultimate Cup Series em França antecede o final de época da ELMS, que acontece logo no fim de semana seguinte, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, onde no ano passado Pedro Perino conseguiu dois pódios.
A prova da Ultimate Cup em Magny-Cours terá transmissão televisiva em direto no canal de YouTube do campeonato.
Com mais de meia centena de inscritos a animada Fun Cup França regressa já no próximo fim-de-semana, 12 e 13 de Outubro, ao Autódromo Internacional do Algarve.
Com uma corrida com oito horas de duração e reservada a equipas com seis pilotos no máximo a prova algarvia marca o final de temporada para uma série que proporciona sempre momentos de grande espectacularidade e muita competição com os seus pequenos e irrequietos protótipos com silhueta dos conhecidos Volkswagen Carocha.
Visita anual desde 2020 o pelotão gaulês desta competição coloca em pista os Fun Cup Evo 3 com os seus 170 cavalos de potência máxima proporcionados por um motor 2 litros de origem VW e onde o baixo peso do conjunto – apenas 780 quilos – permite níveis de performance comuns a máquinas de maior cilindrada e potência.
Pela frente todo o pelotão terá que enfrentar uma batalha com oito horas de duração num circuito que muitos já conhecem mas que representa sempre um desafio com as suas 15 curvas e as constantes subidas e descidas.
Lado a lado com a Fun Cup e para animar ainda mais o fim-de-semana também a Ligier JS Cup cumpre a sua derradeira prova no Autódromo Internacional do Algarve. Com 30 equipas em pista ao volante do protótipo equipado com motor Ford V6 e com uma potência máxima de 370 cavalos a corrida com seis horas de duração promete também ela ser bastante animada.
As corridas estão divididas entre os dias de Sábado e Domingo e a primeira a formar grelha de partida será a Ligier JS Cup com arranque marcado para as 8 horas e 30 minutos de Sábado e no Domingo o pelotão da Fun Cup recebe ordem de arranque ás 9 horas da manhã de Domingo para as suas oito horas de corrida.
A conquista antecipada do título no Grupo 991.1 da Porsche Sprint Challenge Ibérica, motivou Rui Miritta a estrear um Porsche 991.2 GT3 Cup na penúltima jornada da competição organizada pela P21 Motorsport, que se realizou este fim de semana no Circuito Jerez Angel Nieto. Desta forma, o piloto da Monteiros Competições prepara o futuro e, ao mesmo tempo, assume a candidatura ao título GD (Gentleman Driver) cujas contas são favoráveis ao piloto de Valongo.
Ao volante de um carro que, podendo parecer igual, é bastante diferente daquele habitualmente utiliza, Rui Miritta entregou-se á missão de descobrir o carro e as suas capacidades. E, em abono da verdade, o piloto da Monteiros Competições acabou por surpreender ao exibir um ritmo inesperado ao volante do novo automóvel. A evolução do ritmo ao longo do fim de semana foi extraordinário.
Por isso, os resultados da primeira e da segunda corrida foram bem diferentes. Na primeira manga ficou no nono lugar à geral e segundo da categoria GD, sendo o quarto classificado entre os 991.2. Mas, guardado estava o bocado para a segunda corrida. Aproveitando a sensível evolução de andamento e sentindo-se mais à vontade com o Porsche 991.2 GT3 Cup, Rui Miritta fez uma exibição sem mácula e acabou no sétimo lugar à geral, terceiro entre os carros da categoria 991.2 e com excelente vitória nos GD na frente do seu mais direto adversário que utiliza um mais desenvolvido Porsche 992 GT3 Cup.
Foi um fim de semana de excelência para Rui Miritta que, depois de resolvido o título entre os 991.1, olha, agora, para o cetro dos GD, piscando o olho a voos mais altos: “confesso-me muito feliz com a evolução experimentada este fim de semana. Sentia que tinha atingido uma estagnação ao volante do 991.1, mas quis muito repetir o título e, conseguido esse objetivo na jornada passada em Valência, chegou a hora de evoluir. Como sempre fiz ao longo da minha curta carreira, sendo humilde e dando passos seguros. Por isso só agora cumpri a estreia do Porsche 991.2 GT3 Cup e estou muito satisfeito com o desempenho em Jerez. Agora é hora de olhar para o campeonato da Classe GD e, com o apoio da Monteiros Competições, vamos com tudo para Barcelona.”
A grande final da Porsche Sprint Challenge Ibérica será realizada no Circuito de Barcelona nos dias 9 e 10 de novembro.
Objetivo conquistado para Manuel Alves. O jovem piloto da LOB Motorsport venceu as duas corridas da penúltima jornada da Porsche Sprint Challenge Ibérica, em Jerez, garantindo assim o título no Grupo dos 991.2. O feito ganha ainda mais relevo, se olharmos para os números da época.
São 10 vitórias em dez corridas no Grupo dos 991.2, cinco poles em cinco possíveis e 10 voltas mais rápidas. Manuel Alves tem sido imperial nas contas do seu grupo, mas os números vão para lá disso. Em dez corridas disputadas, só não venceu uma à geral, o que faria do piloto da Trofa o líder incontestado de uma hipotética classificação à geral. Como a Porsche Sprint Challenge Ibérica de 2024 apenas vai atribuir títulos aos Grupos, oficialmente é esse o “caneco” que o piloto leva para a Trofa.
A vitória número 9 e 10 foram suadas. E não pelos motivos que se poderia esperar. À chegada ao circuito de Jerez, Manuel Alves já sentia os efeitos de uma amigdalite que o iria apoquentar durante todo o fim de semana. Desafio redobrado para o piloto e a sua equipa, depois de um primeiro treino privado em que o compromisso de afinação não agradou totalmente. No segundo treino privado o carro já ficou mais ao gosto de Alves. No entanto, depois de uma noite mal dormida, o sábado começou mal, com a pista a mudar muito de um dia para o outro. Com isso, o Porsche 991.2 GT3 CUP #68 ficou pior e foi preciso repensar a afinação. A alteração revelou-se bem sucedida, com Alves a conseguir a pole, mantendo o pleno nesta temporada.
A corrida 1 acabou por ser calma para o piloto da LOB Motorsport, com um bom arranque, permitindo afastar-se da concorrência, ganhando uma boa vantagem. A partir daí, foi gerir a corrida até a bandeira de xadrez, carimbando a oitava vitória à geral desta temporada (e nona no seu Grupo). Com este resultado o título ficava garantido, quer para o piloto, quer para a LOB Motorsport.
No domingo, a condição física do piloto piorou significativamente, obrigando-o a ir ao centro médico, o que o fez perder parte do Warm-up. Ainda pairou a hipótese de Alves não ir à segunda corrida do fim de semana, mas o piloto fez o esforço e entrou no seu Porsche para a segunda corrida. Largando da oitava posição, conseguiu mais um excelente arranque e subiu ao segundo lugar. Seguiram-se quatro voltas de ataque máximo, coroadas com a subida ao primeiro lugar. A tarefa ainda não estava concluída, pois o adversário continuou a pressão até ao fim da corrida, mas a vitória já não fugiu e conseguiu o segundo triunfo do fim de semana.
Manuel Alves estava feliz com o resultado alcançado, depois de ter dado tudo num fim de semana muito exigente: “Foi um fim de semana muito duro. A amigdalite que me afetou, e ainda afeta, complicou muito o meu trabalho em pista. Na sexta-feira ainda consegui gerir a situação, mas no sábado já fiz a qualificação e a corrida 1 algo debilitado. No domingo cheguei ao circuito com 39.5° de febre e tive de ir ao centro médico. Felizmente, apesar deste contratempo, consegui vencer as duas corridas. O título ficou confirmado na Corrida 1, mas queria muito fazer a Corrida 2 e tentar a vitória, o que acabei por conseguir, apesar da forte pressão do meu adversário. Terminei a corrida de rastos. Com estes resultados, o título no Grupo dos 991.2 fica garantido, o que me deixa extremamente satisfeito. Fico ainda mais contente por conseguir até agora nove vitórias à geral em dez possíveis, o que me deixaria também na liderança de uma classificação à geral, se ela existisse. É um título que me deixa muito orgulhoso, que comprova a minha evolução como piloto. Estou muito feliz e quero dar uma palavra de apreço à LOB Motorsport, que esteve irrepreensível ao longo de toda a época e, por isso, também conseguiram o título por equipas. Os meus parabéns a esta fantástica estrutura, uma segunda família para mim.Quero agradecer à minha família, namorada e amigos mais próximos, que me acompanharam nesta caminhada e que me ajudaram nos bons e nos maus momentos, como foi este fim de semana. Queria também dedicar este título ao meu tio, uma pessoa muito importante para mim. Todas as vitórias, todos os títulos que poderei vir a conquistar serão também dele.Por fim, queria enviar um abraço ao Vasco Barros, que perdeu a sua avó. Neste momento de dor, queria enviar-lhe muita força”.
Vamos para Barcelona focados em fazer o melhor e o título não nos retira a vontade de fazer o melhor possível e terminar a época em grande.”
O tempo não estava convidativo este domingo, com o céu forrado de nuvens que ameaçavam chuva tocada a vento, mas os estoicos adeptos portugueses não deixaram de marcar presença no Autódromo do Estoril para o derradeiro dia da edição de 2024 do Estoril Classics e foram brindados com grandes corridas entre máquinas inesquecíveis.
Quando se deu o arranque para o Classic GP as bancadas do Autódromo do Estoril estavam cheias, vendo Soheil Ayari, que arrancava da pole-position depois da vitória de ontem, cair para o quinto posto na primeira curva. Sempre com a ameaça de chuva a pairar no ar, o piloto do Ligier JS21 começou uma boa recuperação até ao primeiro lugar, quando estavam completadas sete voltas. Porém, a chuva agora caía e a organização de prova decidiu mostrar bandeiras vermelhas, quando faltavam oito minutos para a bandeira de xadrez.
Isto significou que Ayari cairia para o terceiro posto no alinhamento para novo recomeço, com Safety-Car, dado ter ultrapassado os dois primeiros na volta em que as bandeiras vermelhas foram mostradas. Com problemas de pneus, o francês acabaria por desistir, ao passo que Mark Harrison ficava descansado no comando.
O piloto do Shadow DN9B liderou toda a corrida, excepto os metros em que Ayari chegou ao comando, tendo lidado bem com a pressão que lhe foi exercida, mostrando-se um digno vencedor do Classic GP de 2024. No segundo posto ficou o Lotus 72 pilotado por Katsu Kubota, que triunfou na Classe A, ao passo que Laurent Fort, em Ensign MN181-B, completou os três primeiros.
Corridas emocionantes inebriam o muito público
A 2.0 Litre Cup deu início ao dia de corridas, com uma prova cheia de lutas entre os Porsche 911 2.0 ao longo de todo o pelotão que foi entusiasmando o muito público que já marcava presença nas bancadas do circuito permanente mais antigo de Portugal
Marino Franchitti liderou grande parte da primeira metade da prova, mas a troca de pilotos foi demorada, o que deixou Dario Franchitti, o seu irmão muito atrasado. No entanto, o triplo vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, não deixou os seus créditos mãos alheias e, com uma recuperação fulgurante, conseguiu chegar ao primeiro posto para vencer a etapa do Estoril da 2.0 Litre Cup.
A corrida que se seguiu foi a Classic Endurance Racing II, categoria que apresenta carros que participaram nas grandes provas de resistência nos anos 1970 e 1980. Apesar a ameaça de chuva e de ter caído alguma no início, a pista manteve-se apta para pneus slicks, oferecendo uma corrida animada ao muito público que se continuava a juntar nas bancadas.
Foram diversos os carros que passaram pelo comando, como foi o caso do BMW M1 Procar Sebastian Glaser, assim como o Osella PA5 de Nick Padmore, mas no final, Maxime Guenat imporia o seu Lola T286 na prova dos Classic Endurance Racing
Depois de uma pausa competitiva para o público se deleitar com os fantásticos Fórmula 1 presentes na demonstração, na qual pontificaram os espectacular Tyrrell 021 com motor Yamaha V10, e o belíssimos Tyrrell P34 completamente original de Pierluigi Martini, foi a vez da prova final da Endurance Racing Legends.
Uma vez mais, as máquinas que competiram as prova de resistência nos anos 1990 e princípio do século impressionaram os adeptos e ofereceram uma corrida bastante animada, que só ficou decidida nos últimos instantes, quando o Maserati MC12 GT1 de Evgeny Kireev passou o Lola MG EX257 de Mike Newton, triunfando.
Depois da prova Endurance Racing Legends, o Autódromo do Estoril voltou quase sessenta anos atrás no tempo com o The Gentleman Challenge. Ao longo da corrida de quarenta minutos assistiu-se a uma feroz luta entre diversos pequenos protótipos ingleses do final dos anos 1950 e início dos 1960.
Luc-Pierre Verquin conseguiu impor o seu Lister Knobbly Chevrolet ao Cooper T38 de Frederic Wakeman/Patrick Blakeney-Edwards por doze segundos, tendo ficado o Lotus XI de Dafyd Richards no degrau mais baixo do pódio.
A prova do Heritage Touring Cup realizou-se logo a seguir ao Classic GP e um intenso duelo entre os Ford e os BMW agarrou os fãs, que se mantiveram em largo número nas bancadas do Autódromo do Estoril.
Yves Scemama conseguiu levar a melhor na batalha, colocando o seu possante Capri RS 3100 Cologne no primeiro lugar para vencer a prova, muito embora Emile Breittmayer, em BMW 3.0 CSL, se tenha aproximado ligeiramente da liderança nos momentos finais, ficando no segundo posto a nove segundos. No terceiro posto ficou um modelo idêntico da marca bávara, o pilotado por Michael Kammermann.
O Iberian Historic Endurance foi a prova que se seguiu e presenteou os adeptos com excelentes motivos de interesse, para lá do seu extenso e exótico pelotão, destacando-se o fervoroso duelo entre o Ford GT40 de Christian Oldendorff e o de Paulo Lima. O português levou a melhor, vencendo a prova de cinquenta minutos, sendo acompanhado por Olivier Muytjens, em Shelby Cobra Daytona, e por Oldendorff, na subida ao pódio, por esta ordem.
O Classic Endurance Racing I fechou o Estoril Classics deste ano, que ao longo dos três dias contou com trinta e cinco mil pessoas nas bancadas e paddock, tendo produzido momentos emocionantes ao cair da noite.
O Chevron B19 de Jamie Constable parecia ir a caminho da vitória, apesar da aproximação consistente do Lola T70 Mk.3B de Armand Mille, mas a menos de oito minutos da bandeira de xadrez, o protótipo aberto não evitou um pião na travagem para a Parabólica Interior, cedendo o comando ao carro criado por Eric Broadley, que venceu uma vez que, pouco depois, a corrida terminaria com bandeira vermelha devido à bátega de água que se abateu sob o circuito português.
Nas posições imediatas do pódio ficou Constable, que apesar do seu erro conseguiu manter o segundo posto, e Max Banks e Andrew Banks, em McLaren M6B.
Assim se concluiu a oitava edição do Estoril Classics que para além do muito público presente nas bancadas e no paddock, teve ainda mais de trinta mil pessoas a seguir as corridas através da transmissão realizada nos canais de Youtube dos organizadores. Depois de um fim-de-semana de magia com as corridas de carros que marcaram a história do automobilismo, seguramente que os adeptos estão já a ansiar pela 9ª edição do Estoril Classics, que está prevista para os dias 3 a 5 de Outubro.