Categoria: Velocidade

  • Daniel Teixeira: “se conseguirmos um Top 10 em Valência será estupendo”

    Daniel Teixeira: “se conseguirmos um Top 10 em Valência será estupendo”

     

    O piloto da JT59 Racing Team alinha este fim-de-semana na 6ª e última ronda do TCR Europe, que tem lugar no Circuito Ricardo Tormo, em Valência.

     Aos comandos do Hyundai Elantra N TCR da estrutura transmontana, Daniel Teixeira defende as cores portuguesas, num fim-de-semana decisivo para a discussão do título da competição – com 3 candidatos em liça – e assume que um Top 10 seria um excelente resultado, antevendo um fim-de-semana muito exigente.

    “Sinto-me muito satisfeito por alinhar em Valência. O TCR Europe atravessa uma fase muito, com uma grelha nesta prova de 19 carros, sendo muita a competição e vários os pilotos que lutam pelos lugares cimeiros. Quem conhece o mundo dos Turismos e do TCR em particular, sabe que estão grandes nomes presentes, prevendo-se um fim-de-semana com corridas muito disputadas e onde vou enfrentar adversários com muita experiência neste campeonato, sendo ainda de realçar que, como é a última ronda da época, todos vão dar o máximo, pois título e posições cimeiras estão em discussão”, assume o piloto de Vila Real.

    Como tal, Daniel Teixeira assume que “vou, sobretudo, para aprender e evoluir. Com toda a honestidade, assume que não prevejo ter nem meios, nem ritmo para lutar pelos lugares cimeiros. Ainda para mais, esta é apenas a 4ª prova que irei fazer com o Hyundai Elantra N TCR, mas não enjeitaremos dar o máximo e aproveitar todas as oportunidades. Se conseguirmos um Top 10 em Valência será estupendo!… Será David contra muitos Golias e nunca se sabe…”

    As lides competitivas começam já esta sexta-feira, com duas sessões de treinos livres (12H30 e 16H30). O sábado será muito preenchido, com o Qualifying a decorrer a partir do meio-dia e a Corrida 1 a começar pelas 16H25. No domingo, atenções totais para a Corrida 2, aprazada para as 11H40.

  • Manuel Espírito Santo rumo a Mugello para mais uma jornada do European Le Mans Series

    Manuel Espírito Santo rumo a Mugello para mais uma jornada do European Le Mans Series

    Este fim-de-semana de 28 e 29 de setembro decorreu no Circuito de Mugello a penúltima jornada do European Le Mans Series. Manuel Espirto Santo vai voltar a sentar-se no Ligier LMP3  da Cool Racing focado em repetir o pódio da jornada passada.

    O jovem piloto português tem sido protagonista em todas as corridas da temporada graças ao forte andamento e às constantes recuperações que protagoniza. Este fim-de-semana, compete num circuito onde está menos familiarizado, mas que não lhe rouba a esperança de voltar a subir aos lugares do pódio.

    Manuel que faz equipa com Miguel Cristovão e Cédri Oltramare está focado em: “tirar partido das sessões de treinos para colmatar o ‘handicap’ de não conhecer a pista. Temos de trabalhar bem nessa altura para que haja uma boa adaptação ao mesmo tempo de ajustamos o carro. Vai ser um fim-de-semana trabalhoso, mas que pode dar frutos”, começou por explicar.

    “Se conseguirmos fazer bem o nosso trabalho penso que podemos ser bem-sucedidos. Pessoalmente vou tentar discutir a ‘pole’, que nos dá logo a ideia da competitividade. Depois disso é procurar a consistência na corrida que nos permita estar na luta pela vitória. Quero acreditar que vamos atingir os nossos objectivos”, concluiu Manuel Espírito Santo.

    O programa do fim-de-semana prevê os treinos livres na sexta-feira, 27 setembro. A qualificação no sábado e as 4h de corrida no Domingo. A prova terá como habitualmente transmissão em direto a partir das 10.30h na Sporttv 4

  • Martim Meneses coleciona títulos e “inspira-se” em Lando Norris

    Martim Meneses coleciona títulos e “inspira-se” em Lando Norris

    Aos 14 anos, sagrou-se Campeão de Portugal na sua estreia em X30, depois de deixar vincado o seu talento na FIA Karting Academy Trophy

    Há uma nova estrela a nascer no universo do desporto automóvel português de velocidade que dá pelo nome de Martim Meneses. Aos 14 anos, somou, no passado fim de semana, o quarto título de campeão de Portugal de karting, a juntar a vários outros, na sua época de estreia na categoria X30 e já depois de uma participação brilhante no FIA Karting Academy Trohpy (FKAT). Na sua primeira incursão aos palcos internacionais de karting e berço de campeões vindouros, o jovem nativo da Madeira teve oportunidade de ombrear com talentos de 51 países, terminando em 10º aquela competição. Para trás ficavam alguns melhores tempos em sessões de treinos, a vitória numa manga de qualificação e até a liderança de uma final, na Eslováquia, além de uma rápida e intensa aprendizagem.

    Ao dar os primeiros passos no karting aos 6 anos, Martim Meneses cedo se habituou a vencer e hoje já não esconde que “o sonho passa por poder chegar ao mais alto nível nas competições internacionais e um dia, se tiver os apoios indispensáveis, quem sabe até, atingir o sonho máximo da Fórmula 1”. É um espetador atento e interessado do Mundial de F.1 e há um piloto que admira e de quem se tornou fã, seguindo a sua trajetória com muita atenção: Lando Norris. “Sendo um dos mais novos da grelha, Lando Norris é muito rápido e competitivo, para além de tão relaxado quanto divertido. Esse conjunto de atributos é uma fonte de inspiração para mim…”, confessa Martim.

    No Campeonato de Portugal de Karting, o jovem madeirense que gosta de jogar futebol com os amigos, embora esteja longe de ser um ás da bola e é adepto do Nacional da Madeira e do FC Porto, protagonizou uma época brilhante. No ano de estreia na categoria X30 colecionou mais um título.

    “Tinha a perfeita noção de que seria um ano difícil, até porque eu era o piloto mais jovem da grelha. Acreditava que teria hipóteses de lutar pelos primeiros lugares, mas daí até ser candidato ao título… Contudo, a época acabou, felizmente, por correr muito bem e foi uma grande satisfação terminá-la em primeiro, permitindo-me dedicar este título de campeão aos patrocinadores, a todas as pessoas que me têm apoiado e também à FPAK, cujo suporte tem sido fundamental”.

    O desempenho de Martim Meneses no FKAT, competição destinada à deteção de talentos e que desde 2010 tem ajudado a projetar futuras estrelas do desporto automóvel – Charles Leclerc, George Russell e Esteban Ocon são apenas alguns oriundos dessa “escola” – deixou bem vincado o seu talento. Com chassis e motores (trocados regularmente em cada prova) idênticos para todos os 51 participantes, iniciou a época com um 9º lugar em Val D’Argenton (França) que soube a pouco. Rubricou o melhor tempo com pista seca, mas ainda antes das mangas de qualificação um erro na escolha dos pneus custou-lhe uma forte penalização: largar em último para as mangas de qualificação. Mesmo assim, garantiu o 21º lugar na grelha da final, conseguindo subir depois até ao “top 10”. “Apesar de tudo, foi um resultado positivo, mesmo com o engano nos pneus. Mas é muito penalizante fazer uma corrida de trás para a frente…”, lamentou.

    Foi no Slovak Kartin Center, na Eslováquia, que o jovem madeirense mais se destacou, ao obter o melhor resultado de sempre de um piloto português na FKAT: 5º lugar final. Ganhou uma manga de qualificação e foi segundo na outra. Na final, saltou de terceiro para a liderança, mas acabaria por sucumbir à pressão dos adversários e o motor também não ajudou. “Que fim de semana fantástico. Sinto um grande orgulho por este resultado perante uma concorrência fortíssima. A partir da quarta volta tive problemas com o rendimento do motor, mas provei que posso andar na frente nestes campeonatos”, afirmava, radiante.

    À entrada da última prova, na pista de Asum Ring, na Suécia, Martin Meneses ocupava o quinto lugar na FKAT. Debatendo-se com problemas de carburação na qualificação, partiu do 20º lugar da grelha na final e até recuperou sete lugares. Já era um dos mais rápidos em pista, quando se partiu a corrente do seu kart. “Saio daqui com um sentimento de satisfação pelo andamento que consegui imprimir, mas também com um sabor agridoce. De facto, faltou-me um pouco de sorte”, resumiu.

    Um dos pontos altos da temporada do piloto do FPAK Júnior Team acontecerá quando envergar a “camisola” de Portugal nos FIA Motorsport Games, em Valência, onde vai competir na categoria Karting Sprint Júnior.

    “O objetivo será sempre lutar pela conquista de uma medalha, se possível a de ouro. Acima de tudo, ambiciono representar bem Portugal, dignificando a sua presença num evento tão importante”, concluiu Martim Meneses.

  • MotoGP discute penúltima prova de 2025 em Portimão

    MotoGP discute penúltima prova de 2025 em Portimão

    Anunciado este quinta-feira pela Dorna, o promotor do campeonato do mundo MotoGP, o GP de Portugal será em 2025o 21º do calendário de 22 provas revelado.

    A sétima visita do campeonato aos 4.592 metros da ‘Montanha-Russa’ acontecerá entre os dias 7 e 9 de Novembro, logo após a habitual ronda asiática, sendo a penúltima ronda de um calendário que terá 22 provas e visitará 18 países.

    A realização da prova no mês de Novembro não é uma novidade no Autódromo Internacional do Algarve pois em 2020 e 2021 o campeonato esteve no Algarve em Novembro, no primeiro ano com a fantástica vitória de Miguel Oliveira e no seguinte o ano fechou com aquele que foi o primeiro e único GP do Algarve na história do campeonato depois de ter igualmente percorrido as 15 curvas da pista em Abril.

    Após três anos a abrir o calendário o GP de Portugal regressa assim ao final do campeonato e poderão mesmo ser decididos títulos no Autódromo Internacional do Algarve, como aconteceu em 2021 quando Albert Arenas se sagrou campeão do mundo Moto3.

  • Francisco Mora e Miguel Lobo em Valência de olhos postos em mais pódios

    Francisco Mora e Miguel Lobo em Valência de olhos postos em mais pódios

    É tempo de regresso à competição, depois de uma longa paragem de verão. Pilotos e equipas do Iberian Supercars vão até Valência para a terceira jornada da competição ibérica.

    O Circuito Ricardo Tormo, em Valência, é uma novidade no calendário do Iberian Supercars. Este circuito é mundialmente conhecido por ter sediado competições como a GP2, MotoGP, e testes da Fórmula 1 até 2009. Embora muitos pilotos já tenham competido lá em outras categorias, a inclusão do traçado na competição ibérica poderá trazer surpresas devido às suas características únicas. 

    Francisco Mora e Miguel Lobo, encaram este desafio com otimismo, uma vez que as características do traçado de Valência se adequam ao Porsche 718 Cayman GT4 RS CS, que será assistido pela Veloso Motorsport, equipa que já conhece bem as exigências deste traçado.

    Francisco Mora considera que o foco para este fim de semana tem de ser a consistência. A penalização na Corrida 1 da jornada do Estoril complicou as contas do título para a dupla nortenha, pelo que a consistência se tornou ainda mais crucial: “Dado o que aconteceu até agora, especialmente na Corrida 1 do Estoril, a consistência é a palavra-chave para o que resta desta época. Vamos tentar acabar as duas corridas no pódio e conseguir marcar muitos pontos para assim tentar subir na tabela. Estou confiante de que podemos ter um bom fim de semana, pois as características da pista beneficiam o nosso Porsche. Acredito que a Veloso Motorsport nos vai entregar um carro com uma boa afinação e que poderemos estar competitivos e lutar pela vitória. Temos de evitar ao máximo azares e penalizações. A nossa margem de erro está drasticamente reduzida”.

    ara Miguel Lobo, Valência é um desafio novo. É a primeira vez que o piloto visita o Circuito Ricardo Tormo, o que implica trabalho extra. No entanto, encara esse desafio com confiança, sabendo que tem ao seu lado um colega de equipa experiente e uma equipa com todas as condições para o ajudar: “É a primeira vez que vou correr em Valência e, como tal, terei mais trabalho. Uma adaptação rápida será fundamental, mas sei que estou numa excelente equipa e que o meu colega de equipa tem experiência neste traçado. Não estou preocupado e sei que, com a sua ajuda, irei encontrar rapidamente o ritmo ideal. Graças ao trabalho de desenvolvimento, o nosso Porsche está cada vez mais competitivo e Valência é uma pista onde poderemos tirar mais partido dos seus pontos fortes. Vamos à procura da vitória, mas, acima de tudo, queremos ser muito consistente e marcar muitos pontos.”

    Os trabalhos em pista começam na sexta-feira, com duas sessões de treinos privados com uma hora cada. No sábado, às 09:20, teremos o primeiro treino livre, com os Treinos Cronometrados agendados para as 14:05. No domingo, a primeira corrida será às 09:05 e a Corrida 2 está marcada para as14:35 (horário pela hora portuguesa).

  • Rafael Lobato na decisão do título em Valência

    Rafael Lobato na decisão do título em Valência

    Disputa-se no próximo fim-de-semana a última jornada do troféu Caterham Motorsport Iberia, com o plantel de 30 carros a rumar a Espanha e ao Circuito Ricardo Tormo.

    Rafael Lobato estará em Valência ao volante do Caterham 420R com o número 4, preparado e assistido pela Speedy Motorsport e ambos esperam repetir os excelentes resultados alcançados na jornada anterior.

    Na sexta-feira Rafael Lobato terá a oportunidade de ter o primeiro contacto com uma pista em que nunca competiu, nas três sessões de Treinos Privados agendadas para esse dia. A competição inicia-se no Sábado, dia em que ainda se disputa uma sessão de Treinos Privados, seguida da Qualificação e da primeira Corrida do evento. Para Domingo está reservada a disputa das Corridas 2 e 3, cada uma com 20 minutos de duração e grelha invertida para os dez melhor classificados da corrida anterior.

    Rafael Lobato: “Vamos para Valência ainda com hipóteses matemáticas de vencermos o título. A desvantagem pontual para o líder ainda é significativa, fruto de alguns azares anteriores, mas vamos fazer tudo para vencer as três corridas. O Circuito é uma novidade para mim, mas confio na minha rápida capacidade de adaptação e no carro que a Speedy me vai colocar à disposição.
    Temos um grande desafio pela frente, inseridos num pelotão de 30 pilotos muito experientes e competitivos, mas vamos fazer tudo para terminar o fim-de-semana da melhor maneira e trazer mais um título para dedicar a todos os patrocinadores e fãs que nos apoiam
    .“

    O evento pode ser acompanhado através das redes sociais do piloto e também no Live Timing da competição: GETRACERESULTS. As corridas podem ser acompanhadas ao longo da jornada em Caterham Motorsports Iberia.

  • F1 – um pelotão com 6 títulos mundiais e 24 vitórias

    F1 – um pelotão com 6 títulos mundiais e 24 vitórias

    A edição de 2024 Estoril Classics aproxima-se, falta pouco mais de uma semana. O Classic GP voltará a ser o cabeça de cartaz do evento, apresentando na sua lista de inscritos de dezassete carros que ajudaram a assegurar seis títulos mundiais e vinte e quatro vitórias em corridas de Fórmula 1.

    Um dos momentos mais altos do evento que marca o calendário europeu das competições com automóveis clássicos é o regresso da categoria máxima ao Autódromo do Estoril, que foi o palco do Grande Prémio de Portugal entre 1984 e 1996.

    Para a edição deste ano do Classic GP estarão presentes dezassete monolugares que versarão período entre 1973 e 1983, anos em que os motores Ford Cosworth DFV dominavam as grelhas e as classificações. Para além do aguardado Tyrrell P34, o único carro de Fórmula 1 com seis rodas a competir e com um triunfo (no Grande Prémio da Suécia de 1976 pelas mãos de Jody Scheckter) há outras máquinas marcantes.

    A Lotus estará representada por três carros, todos eles com ‘pedigree’. O mais bem-sucedido de todos será o Lotus 72 que, na versão apresentada no Estoril, permitiu a Emerson Fittipaldi conquistar quatro triunfos e o título de pilotos em 1972, tendo a equipa de Colin Chapman vencido o Campeonato de Construtores.

    Outro carro importante na história da Lotus é o 78. Este modelo foi o primeiro Fórmula 1 a ostentar ‘túneis venturi’ para gerar efeito de solo – tal e qual como os monolugares actuais da categoria – permitindo a Mario Andretti conquistar quatro vitórias e uma a Gunnar Nilson em 1977.

    Este monolugar iniciou ainda a temporada de 1978, antes de ser substituído pelo 79, e foi determinante para que Mario Andretti conquistasse o Campeonato de Pilotos e a Lotus o de Construtores, uma vez que o americano conseguiu mais uma vitória com ele, assim como Ronnie Petterson.

    A Lotus terá ainda em pista o 91 a representá-la. Então, a tecnologia do efeito de solo estava no seu auge, mas era a Williams e a Brabham que tinham explorado mais a fundo o conceito do qual Colin Chapman tinha sido o percursor. Ainda assim, Elio de Angelis conseguiria uma vitória no Grande Prémio da Áustria de 1982, a última antes da morte do fundador da equipa, precisamente com o modelo que estará no Classic GP.

    No início dos anos 1980 a Williams tinha no FW07 o melhor carro da grelha de partida. Alan Jones foi o piloto que melhor o conseguiu explorar, vencendo cinco Grandes Prémios em 1980 com a versão B do monolugar inglês, semelhante ao que estará no Estoril Classics.  Estes resultados, e mais uma vitória de Carlos Reutemann, garantiram os primeiros títulos da formação inglesa e o único do piloto australiano.

    A McLaren durante a ‘Era Cosworth’ teve os seus momentos, conquistando títulos em 1974 com Emerson Fittipaldi e em 1976 com James Hunt. No Classic GP estará presente um McLaren M26, o modelo usado pelo inglês em 1977, quando ostentava o número 1. Hunt, muito embora sem estar na luta pelo título da temporada, conseguiu três triunfos.

    Por fim, na lista dos carros vitoriosos que estarão presentes no Estoril Classics está o Tyrrell 011. A formação de Ken Tyrrell estava então em perda de competitividade, mas com este monolugar conseguiria dois triunfos, um em 1981 e outro em 1982, sempre pelas mãos de Michele Alboreto.

    O sucesso conquistado pelo italiano no Grande Prémio de Detroit em 1982 é bastante significativo, uma vez que foi o último dos 155 assegurados pelo motor Cosworth DFV, que na época começava a ser ultrapassado pelos motores turbo, depois de quinze anos em actividade.

    Na lista de inscritos do Classic GP estão outros carros que também tem a sua parte na história da Fórmula 1, como é o casso do Lola Embassy T370, pilotado por Graham Hill, o Hesketh 308, que foi usado por James Hunt, ou o Alfa Romeo 182, que impressionará com o seu melodioso V12 de três litros de cilindrada.

    São motivos para marcar presença no Estoril Classics deste ano, experimentar a sensação dos Fórmula 1 com motores atmosféricos, um período em que, quem ‘gritasse mais alto’, (leia-se fazia mais rotações), tinha mais potência.

    Os bilhetes estão já à venda tanto para a bancada E como para o paddock, em número limitado e também dão acesso à bancada E. Os ingressos de paddock para os três dias estão já esgotados, havendo ainda passes diários. 

    Como é tradição desde a primeira edição do Estoril Classics, o acesso à bancada A do Autódromo do Estoril é grátis, permitindo que todos os adeptos possam assistir à grande festa que se celebra no histórico circuito português, ao passo que as crianças até aos 16 anos tem acesso livre ao paddock, desde que acompanhadas por um adulto.

  • TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal de volta às pistas em Valência

    TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal de volta às pistas em Valência

    Depois de uma prolongada pausa de verão, as máquinas do Iberian Supercars regressam às pistas para a terceira etapa da competição ibérica organizada pela Race Ready. É também o regresso da TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal aos circuitos, depois de uma bem sucedida passagem pelo Estoril.

    A  dupla Carlos Vieira e Bernardo Sousa conta já com uma vitória e um pódio nesta temporada do Iberian Supercars e está na quarta posição da competição que passa por Portugal e Espanha. Um bom arranque de temporada, que teve o ponto alto na última jornada, no Estoril, com a vitória na corrida 1, coroando o excelente trabalho da dupla de pilotos e da TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal. No entanto, Sousa estará ausente da próxima ronda, por motivos profissionais, o que abriu as portas ao surpreendente regresso de José Pedro Fontes à velocidade, dez anos depois da sua última corrida em circuitos.

    A dupla é inédita, mas a vontade de chegar nos lugares da frente mantém-se, pelo que o entusiasmo dos pilotos é evidente

    Carlos Vieira – “Estou muito satisfeito por fazer dupla com o José Pedro Fontes. Claro que lamento a ausência do Bernardo, com quem tenho feito uma boa dupla, como comprovam os resultados. Mas a entrada do José Pedro parece-me uma excelente solução. Já fomos adversários no passado e há muito que queria fazer dupla com ele. Esse desejo será agora cumprido. Com a sua experiência acredito que poderemos continuar a ser competitivos e lutar pelos objetivos que definimos.”

    José Pedro Fontes – “O motorsport reserva-nos sempre algumas surpresas. Não contava correr na velocidade este ano, mas as condições reuniram-se para fazer um regresso pontual. Já não corro na velocidade desde 2014, ainda no tempo dos SportProtótipos. Apesar de já ter tido um primeiro contacto com o carro, que me pareceu muito competitivo, é um grande desafio para mim voltar a esta disciplina num campeonato tão competitivo, mas conto com o apoio do CarlosVieira e da TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal para me readaptar a este mundo, do qual já tinha algumas saudades e dar o melhor contributo possível.”

    No próximo fim de semana, teremos a estreia do Circuito Ricardo Tormo no calendário da Iberian Supercars, conhecido mundialmente por sediar eventos como o Grande Prémio daComunidade Valenciana de MotoGP desde 1999 e testes de Fórmula 1 até 2009. 

    Localizado em Cheste, a cerca de 20 km de Valência, o traçado tem 4,005 km de extensão, e é composto por 14 curvas, incluindo ganchos, chicanes e curvas acentuadas, interligadas por pequenas retas. 

    É uma pista muito técnica que vai beneficiar os carros mais ágeis. E o Toyota GR Supra GT4EVO apresenta argumentos para ser dos carros mais competitivos no exigente traçado espanhol.

    Os trabalho sem pista começam na sexta-feira, com duas sessões de treinos privados com uma hora cada. No sábado, às 09:20, teremos o primeiro treino livre, com os Treinos Cronometrados agendados para as 14:05. No domingo, a primeira corrida será às 09:05 e a Corrida 2 está marcada para as 14:35 (horário pela hora portuguesa). 

    4 Toyota GR Supra GT4 EVO em pista

    A chegada do Toyota GR Supra GT4 EVO à península Ibérica está a ser muito bem sucedida. De tal forma que os carros nipónicos têm sido os mais rápidos nas qualificações e nas quatro corridas disputadas, apenas por uma vez não tivemos pelo menos um GRSupra GT4 EVO no pódio. 

    Não espanta, portanto, que a aposta num dos melhores carros da atualidade esteja a ser reforçada. Pela primeira vez, teremos quatro bólides nipónicos em pista, com a Batina Racing a apostar no modelo da TOYOTA GAZOO Racing para o resto da temporada. Orlando Batina foi muito claro nos motivos que o levaram a escolher esta nova máquina:

    “Começava a ser evidente e o nosso carro já não tinha a performance para ombrear com as máquinas mais recentes, deixando-nos em desvantagem face aos nossos opositores. Analisamos as nossas opções e chegámos à conclusão de que o Toyota era a melhor – é extremamente competitivo, tem uma manutenção menos dispendiosa e tinha disponibilidade imediata.”

    E na liderança do Iberian Supercars está uma dupla que também tripula um GR Supra GT4 EVO.Cesar Machado e Jan Duran seguem no primeiro posto do campeonato e vão estar presentes em Valência, em representação da Speedy Motorsport. Também na Speedy, uma nova dupla de pilotos. Luís Liberal, que não tinha esta corrida no seu programa, será substituído por Ricardo Costa e Harrison Walker, sendo esta dupla, que competirá na GT4 Bronze, uma estreia absoluta no Iberian Supercars.Com o carro da TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal, teremos um quarteto de GRSupra GT4 EVO em Valência, todos de olho nos primeiros lugares.

  • Valencia abre as definições dos títulos

    Valencia abre as definições dos títulos

    O Iberian Supercars e o Supercars Jarama RACE estão de volta, depois da pausa estival, e as batalhas nos circuitos ibéricos recomeçarão no Circuit Ricardo Tormo, Valência, já no próximo fim-de-semana.

    Foi no final de Julho que o plantel do campeonato de maior nível da Ibéria se fez à pista, mas a espera dos adeptos, pilotos e equipas terminará nos próximos dias, com a terceira ronda de ambas as competições, que resultará na terceira visita do ano a Espanha.

    Numa lista de inscritos de trinta e cinco carros, como é habitual, são algumas as novidades que se verificarão no traçado situado em Valência, com alguns novos carros a marcarem presença nas grelhas de partida das duas corridas previstas para o próximo domingo.

    Uma das grandes novidades será, provavelmente, a estreia total da GT Corse que colocará em pista um BMW M4 GT4 (G82) para Manuel Bertolín, piloto do concessionário BMW Bertolín. O piloto valenciano estará a correr em casa inscrito na GT4 Bronze e estará a avaliar uma campanha completa para 2025.

    Um novo carro fará também o seu debute em pista – o novo Toyota GR Supra GT4 da Batina Racing, que substitui o BMW M4 GT4 (F82) que Orlando Batina e Sérgio Azevedo têm vindo a usar desde o início do ano passado.

    A formação de Aveiro foi buscar a sua nova máquina às instalações da Toyota Gazoo Racing Europe há poucos dias e fará a sua estreia em Valência, sendo um dos grandes motivos de interesse do fim-de-semana.

    A Chefo Sport, por seu lado, expandirá o seu programa a partir da prova de Valência, passando a competir com dois Ligier JS2 R, um deles dividido pelos estreantes Mikkel Kristensen e Pere Marqués, que competirão na divisão GTX.

    No carro francês com que a equipa espanhola tem mostrado competitividade terá uma nova dupla pilotos, ficando José António Gómez e Manuel Cañizares no lugar de Sebastién Villadary e Álvaro Vela, uma vez que este último se lesionou e não poderá competir em Valência.

    Existem ainda mais algumas alterações de duplas, com três estreias a terem lugar no Circuit Ricardo Tormo.

    Na Speedy Motorsport, Luís Liberal, que não tinha esta corrida no seu programa, será substituído por Ricardo Costa e Harrison Walker, sendo esta dupla, que competirá na GT4 Bronze, uma estreia absoluta no Iberian Supercars e Supercars Jarama RACE.

    A Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal terá também uma nova composição aos comandos do seu Supra GT4, uma vez que Bernardo Sousa devido a questões pessoais não tomará parte no evento do próximo fim-de-semana. Assim, no seu lugar, estará José Pedro Fontes, o conhecido piloto que regressa às pistas após longos anos dedicado aos ralis.

     Quando chegamos à terceira ronda de ambos os campeonatos, o tempo das decisões aproxima-se e a luta pelos títulos estão abertas em todas as divisões.

    Na GT4 Pro, César Machado e Jan Durán, em Toyota GR Supra GT4 da Speedy Motorsport, lideram, mas os perseguidores não estão longe, com Manuel Gião e Mathieu Martins, em Aston Martin Vantage AMR GT4 da Racar Motorsport, a 25 pontos, e Nerea Martí e José de los Milagros, em BMW M4 GT4 (G82) da BMW España Motorsport, a 28, quando estão ainda 108 por distribuir até ao final da temporada.

    A batalha pelas honras na GT4 Bronze está ainda mais intensa com Patrick Cunha e Jorge Rodrigues (Audi R8 LMS GT4 da Veloso Motorsport) e Nil Montserrat e Alberto de Martín (Mercedes AMG GT4 da NM Racing Team) separado por apenas um ponto.

    Héctor Hernández e Borja Garcia, BMW M4 GT4 (F82) da Autoworks Motorsport, a 20 pontos, e Stepan Suslov, Aston Martin Vantage GT4 da Mirage Racing, a 31, estão mais distantes, mas nem por isso deixam de ser um factor na luta pelo ceptro da divisão.

    Keith Gatehouse e Igor Sorokin lideram a GT4 Am, mas também a dupla do Mercedes AMG GT4 da NM Racing Team não tem margem de conforto, com Rafael Muncharaz a 23 pontos, sendo o piloto do McLaren 570S GT4 da SMC Motorsport uma ameaça aos objectivos dos líderes.

    Andrius Zeimatis, em Porsche Cayman RS CS preparado pela Speedy Motorsport, tem sido muito consistente na divisão GTX, mas os 14 pontos de vantagem que exibe para Simon Moore e Tomás Pinto Abreu não lhe dão grande descanso.

    Na Cup tem-se vivido um duelo sem quartel entre os Porsche 911 de Rui Miritta (Monteiros Competição) e Marcus Fothergill e Dave Benett (Tockwith Motorsport). O português lidera o duo anglo-saxónico por 26 pontos e no final do ano a balança pode pender para qualquer um dos lados.

     Se à indefinição na luta pelos títulos juntarmos a intensidade com que as corridas são disputadas, ficamos com a certeza de que o espetáculo a que se assistirá no Circuit Ricardo Tormo será de elevadíssimo nível, quer seja para os espectadores presentes na pista, quer seja para os fãs que assistirão às provas através da A Bola TV, DAZN España ou das redes sociais do Iberian Supercars/Supercars Jarama RACE.

    Esta será a primeira visita da caravana do Iberian Supercars e Supercars Jarama RACE ao Circuit Ricardo Tormo, um traçado situado em Valência, onde tem ficado bem patente que existem muitos adeptos de desportos motorizados.

    Numa pista em que é possível acompanhar a acção em todo o circuito a partir de qualquer lugar, as bancadas estarão abertas ao público gratuitamente, assim como o paddock, onde haverá ‘food trucks’.

    Será seguramente um fim-de-semana de grandes emoções, valendo por isso a pena dar um salto ao traçado valenciano.

  • MotoGP continua em Portugal

    MotoGP continua em Portugal

    Foi esta manhã oficialmente anunciada a continuidade do Autódromo Internacional do Algarve e de Portugal no calendário do campeonato do mundo MotoGP™️, desta feita num inédito acordo que assegura a realização da prova para os próximos dois anos, 2025 e 2026.

    Em conferência de imprensa realizada no circuito junto a Portimão, foram várias as individualidades que destacaram a importância do evento não só para o Algarve como para o país desde 2020 quando então pela primeira vez o circuito recebeu o campeonato e que desde então se tornou um dos favoritos de todo o ‘paddock’ e onde apenas Miguel Oliveira, Francesco Bagnaia, Jorge Martin e Fabio Quartararo conseguiram vencer. Com data ainda por anunciar, mas que será mais perto do final da temporada, o Autódromo Internacional do Algarve irá assim receber pela sétima vez em 2025 os melhores pilotos de motociclismo do planeta, com regresso igualmente marcado para 2026.

    ‘É um enorme orgulho podermos continuar a ter no Autódromo Internacional do Algarve uma ronda do MotoGP™️ e ver o reconhecimento do nosso esforço e trabalho, que tem vindo a ser desenvolvido desde 2020. O Grande Prémio de Portugal e o nosso traçado, com as suas particularidades únicas no calendário, são já uma referência para os pilotos e equipas. O facto de fecharmos um contrato por dois anos permite-nos encarar o evento de uma forma totalmente distinta, com uma continuidade de melhoria na oferta da experiência do espectador, de forma alcançar números recorde de visitantes ao nosso circuito e consequentemente ao país e região, deixando assente as suas mais valias económicas para o território. Estamos já a trabalhar no GP de 2025, para que seja, uma vez mais, um evento único em Portugal.’ comentou o CEO da Parkalgar, Dr. Jaime Costa.

    Portimão é o cenário perfeito para o MotoGP™️, combinando um fantástico e desafiante traçado com um destino favorito dos fãs. O considerável impacto económico do evento proporciona também um retorno ainda maior para o país anfitrião, região e circuito, uma vez que o MotoGP™️ traz centenas de milhares de fãs a Portugal e ao Algarve fora da época alta turística.

    ‘Estamos muito felizes por anunciar que vamos correr em Portugal pelo menos por mais dois anos. Desde a primeira visita o Autódromo Internacional do Algarve tornou-se favorito dos pilotos e dos fãs, algo que é fácil perceber porquê. Não só é um local fantástico para competir, mas o evento em si melhorou todos os anos, e estamos muito orgulhosos de poder ter um tão significante impacto económico, desportivo e social na região. Estamos desejosos de voltar a encontrar os fãs portugueses em 2025 e 2026.’ Palavras de Carmelo Ezpeleta, o CEO da Dorna, promotor do campeonato do mundo MotoGP™️.

    Igualmente presente na cerimónia o Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, reforçou que ‘O Grande Prémio de MotoGP™️  é um dos eventos desportivos com maior visibilidade em todo o mundo, chegando a mais de 200 países e a mais de 430 milhões de lares. Logo, estamos a falar de um acontecimento que tem uma capacidade única de promover e projectar Portugal como destino turístico e como organizador de grandes eventos desportivos. Ao apoiarmos a realização destas iniciativas estamos a reforçar a reputação e a capacidade de atracção do nosso país e isso é, do ponto de vista do turismo, muito relevante. Tem também um impacto económico imediato na economia regional que é igualmente significativo, uma vez que se trata de uma prova que movimenta milhares de pessoas, durante vários dias, entre espetadores e staff das equipas em competição.’

    Em 2024 foram mais de 170 mil os espectadores que passaram pelas bancadas do circuito gerando o evento um impacto económico directo de aproximadamente 80 milhões de euros, tendo o GP de Portugal sido causador de um aumento de pagamentos através de cartão bancário de 14% para os cartões nacionais e 16% para cartões estrangeiros em especial oriundos do Reino-Unido, Alemanha, Espanha e Irlanda.

    Desde 2022 (pós-COVID) o Autódromo Internacional do Algarve foi responsável na sua actividade por 650.000 noites de alojamento, 40 milhões de euros em compras nacionais, 35 milhões de euros em exportações, 16 milhões de euros em VAB (Valor Acrescentado Bruto) e um total de 343 milhões de impacto económico. Foi ainda visitado durante esse mesmo período por 2 milhões de visitantes.