Henrique Chaves mostrou este domingo competitividade nas 3 Horas de Monza, mas um conjunto de circunstâncias impediram que saísse da quarta etapa da Endurance Cup do GT World Challenge Europe com um bom resultado.
O piloto de fábrica da Aston Martin Racing estava optmista para a prova realizada no ‘Templo da Velocidade’ e a qualificação mostrou que tinha motivos para isso, uma vez que o Aston Martin Vantage GT3 número trinta e quatro da Walkenhorst Motorsport estava competitivo.
A sessão que definiu a grelha de partida para a prova de três horas, dividida em três segmentos, evidenciou um grande equilíbrio de andamentos, tendo os trinta e quatro mais rápidos – num plantel de cinquenta e dois– ficado separados por cerca de um segundo. A média das melhores voltas assinadas por David Pittard, Valentin Hasse-Clot e Henrique Chaves ficou a apenas três décimos de segundo do trio mais rápido, mas isso significou ficar no oitavo posto da grelha de partida, tal as pequenas diferenças que se verificaram na qualificação.
Ainda assim, as expectativas eram positivas para a corrida, mas o arranque começou a definir algumas contrariedades para a formação do carro inglês – na confusão que se gerou na Chicane del Rettifilo, David Pittard sofreu um ligeiro toque que danificou a carroceria do Aston Martin, muito embora se tenha mantido entre os dez primeiros. No entanto, aquando das paragens nas boxes, a equipa foi perdendo tempo nas trocas de pilotos e de pneus, uma vez que o acesso à válvula do sistema pneumático que eleva os macacos estava limitado pelos danos sofridos na travagem para a primeira curva.
Para agravar a situação do trio da Walkenhorst Motorsport, em duas das passagens pelas boxes, o Aston Martin número trinta e quatro perdeu demasiado tempo por ter carros nas ‘pit-boxes’ seguintes, obrigando os mecânicos a ter de manobrar o GT britânico para poder sair, o que significou perder ainda mais tempo. Para além de tempo, num plantel tão competitivo, foram perdidas muitas posições em pista, atirando o trio onde pontifica Henrique Chaves caiu para o vigésimo oitavo posto. Quando o piloto de fábrica da Aston Martin Racing entrou em pista para realizar o derradeiro turno, imprimiu um ritmo fortíssimo, mas era difícil recuperar muitos lugares, terminando em vigésimo terceiro.
“Tínhamos um carro competitivo e penso que poderíamos lutar por um lugar no pódio, ou até algo mais. No entanto, tivemos tantas contrariedades, um toque logo no início da corrida, o tráfego nas boxes e, tudo isso junto, fez-nos perder muitos lugares e tempo. Num plantel tão forte, era impossível recuperar até às posições onde naturalmente estaríamos. Foi um fim-de-semana desapontante ao nível de resultados”, afirmou o piloto de Torres Vedras.
No entanto, Henrique Chaves sublinha a competitividade demonstrada, o que lhe dá esperança para o futuro. “Temos vindo a melhorar ao longo do ano e em Monza tivemos um carro muito performante. Tem sido um trabalho intenso da parte de todos nós na equipa e na Aston Martin Racing. Falta apenas uma corrida para terminar a temporada e estou confiante de que poderemos acabar com um bom resultado”, concluiu o português.
A próxima etapa do GT World Challenge realiza-se nos dias 28 a 30 de Novembro na Arábia Saudita, as 6 Horas de Jeddah.
O Kartódromo Internacional do Algarve recebe no decorrer da semana agora iniciada – entre os dias 25 e 28 de Setembro – uma ronda inédita do Champions of the Future, competição onde alinham nomes que no futuro estarão nas grelhas de partida das mais diversas categorias do automobilismo.
Promovida e organizada pela RGMMC esta será a primeira edição do Champions of the Future destinada a karts com caixa de velocidade (shifters) e em ronda única irá receber pilotos de todo o planeta para discutirem a vitória nas três classes em pista (KZ, KZ2 e KZ2 Masters) num total de 148 concorrentes e onde se destaca o forte contingente de pilotos (86) que vão alinhar na classe KZ2.
Localizado junto ao Autódromo Internacional do Algarve o Kartódromo Internacional do Algarve conta com um traçado com 1500 metros de perímetro e é considerado como um dos melhores a nível mundial tendo já acolhido diversas competições de importância maior, destacando-se vários campeonatos do mundo e finais mundiais como esta Champions of the Future.
Portugal faz-se mais uma vez representar e em pista estarão seis pilotos, nas classe KZ2 e KZ2 Masters. Na primeira o trio composto por Mathilda Paatz, Santiago Ribeiro e Luis Alves defender as cores nacionais no traçado algarvio, sendo que nos KZ2 Masters estarão em pista André Serafim, Hugo Marreiros e Paulo Martins.
O programa do evento arranca no dia 25 (quarta-feira) com a realização de uma jornada de treinos livres entre as 9 e as 17 horas, para terminar no Domingo com a realização das corridas mais importantes (Super Mangas e Finais). O acesso ao recinto será gratuito para os amantes do karting de competição, naquela que será a primeira prova com ‘selo’ mundial no Kartódromo Internacional do Algarve neste ano de 2024.
Filipe Albuquerque já está no estado norte americano do Indiana para a penúltima ronda do Campeonato Norte Americano de Resistência. O piloto português vai juntar-se a Ricky Taylor e à Wayne Taylor Racing para disputar as 6h de Indianápolis.
Depois de ter estado a semana passada nesta pista a preparar a corrida, Filipe está confiante num bom resultado: “O treino correu bastante bem, conseguimos melhorar bastante o ‘set-up’ e acreditamos que vamos ter o nosso Acura em condições de discutir a vitória. Fizemos um bom trabalho e acredito que vá dar frutos em pista. O ano passado tivemos muitas dificuldades nesta pista e acredito que esses problemas já estão ultrapassados nesta altura”, começou por explicar o piloto de Coimbra.
Ao contrário do que vem sendo habitual, Filipe não está este ano na luta pelo título americano: “O que é estranho, mas que reflete uma época com muitos altos e baixos. Mas isso também nos dá uma abordagem diferente para as duas últimas corridas do ano. Não temos nada a perder por isso podemos correr riscos e lutar com todas as armas pelas vitórias. É nisso que estamos focados. Terminar a época em alta”, rematou.
Este fim-de-semana a corrida terá lugar pelas 16.40h de Domingo, hora portuguesa e poderá ser acompanhada em imsa.tv
A pausa estival do Iberian Supercars e Supercars Jarama RACE está a chegar ao seu fim com a visita ao Circuit Ricardo Tormo, Valência, um traçado que é uma estreia, do qual tentamos desvendar alguns segredos e características com a ajuda de diversos especialistas.
O traçado espanhol é um dos mais conhecidos do mundo, tendo sido usado pela GP2 (a antecessora da Fórmula 2), MotoGP, sendo o palco do Grande Prémio da Comunidade Valenciana desde 1999, e mesmo a Fórmula 1 usou-o como centro de testes ao longo de inúmeros anos, até que os ensaios privados foram ferozmente limitados no final de 2009. Porém, só em 2024 o Circuit Ricardo Tormo, o nome de um antigo piloto de motociclismo oriundo de Valência, chega ao calendário do Iberian Supercars e Supercars Jarama RACE, sendo uma novidade.
Claro que a maior parte dos pilotos e equipas que participam na competição ibérica já lá competiram em outras categorias, mas não deixa de ser uma visita ao desconhecido que poderá causar algumas surpresas, dado o seu traçado ter algumas particularidades, como é apontado por José de los Milagros, piloto da BMW Motorsport España: “é um circuito que se realiza no sentido contrário dos ponteiros do relógio, não há muitos assim. Isso torna difícil a sua adaptação, conseguir uma boa afinação, gerir o desgaste dos pneus e foi também reasfaltado recentemente”.
Borja Hormigos, que defende as cores da Autorworks Motorsport aos comandos de um BMW M4 GT4 (F82), alude a outra característica ‘sui-generis’ que é de grande agrado por parte dos adeptos: “é uma pista muito plana em que o público pode ver todo o traçado desde qualquer ponto”, ideia que é reforçado por José de los Milagros: “para os espectadores, vê-se todo o circuito a partir de qualquer bancada, é como um estádio de futebol. Não é como as outras pistas em que só se vê a curva onde nos encontramos. Lá vê-se tudo, portanto, para os adeptos, é o melhor circuito do mundo, dado que não conheço outro em que isto aconteça”.
Esta é uma característica que também agrada a Jordi Villa, o chefe de equipa da Team VRT: “uma das coisas que mais me agradam neste circuito é que é como um estádio de futebol, todos podem ver todas as curvas”.
Na verdade, o Circuit Ricardo Tormo foi concebido, essencialmente, para as motos, resultado daí um traçado com um longo encadeamento de curvas como é explicado pelo piloto da BMW Motorsport España. “É um circuito diferente. É um traçado desenhado mais para o motociclismo, com combinações de curvas muito rápidas e outras mais lentas com travagens em apoio, muito técnico. Na verdade é um circuito muito divertido, dado que, com as curvas rápidas, a velocidade média é muito elevada”, sublinhou José de los Milagros, que faz equipa com Nerea Martí, natural de Valência.
Borja Hormigos aponta para alguns dos desafios da pista valenciana, enfatizando as zonas mais quentes do circuito. “Tem uma recta muito curta, atrever-me-ia dizer que é a mais curta de todo o campeonato. As zonas de ultrapassagem mais claras são as travagens para as curvas 2, 8 e 14. Alterna zonas muito rápidas – curvas 1, 3, 7 e 12 – com outras mais técnicas – curvas 8, 9, 10 e 11. É preciso, ainda, dar uma menção especial para a grande curva final, que acaba a fechar para a 14, que deriva para a recta da meta”, afirmou o companheiro de equipa de Héctor Hernández no BMW da Autoworks Motorsport.
Jordi Villa, cuja equipa coloca em pista um Mercedes AMG GT4 para Salvador Tineo e Luis González, aponta que apesar de as velocidades não serem muito elevadas, as características do Circuit Ricardo Tormo levam a que sejam cometidas algumas ‘faltas pessoais’ por parte dos pilotos. “Não é um circuito de alta velocidade, mas há zonas com travagens com muitas forças laterais, sendo importante ser muito hábil ao volante para não cometer erros”, afirmou o responsável da Team VRT. Para além dos aspectos técnicos relacionados com o circuito em si, José de los Milagros não deixa de apontar algumas atracções turísticas que fazem a diferença tanto para adeptos como para pilotos: “é uma zona de praia perto de Madrid e de Sevilha, portanto, pode-se aproveitar para ir à praia, para comer uma paella, um dos pratos mais tradicionais da zona de Valência”.
O Circuito Ricardo Tormo, em Valência é a terceira etapa do Iberian Supercars e Supercars Jarama RACE e disputa-se nos dias 28 e 29 de Setembro, dentro de pouco mais de uma semana, sendo a entrada livre e as corridas transmitidas nas redes sociais e na A Bola TV.
Num fim-de-semana de grandes batalhas no Circuito Ricardo Tormo, foi finalmente quebrada a invencibilidade de Manuel Alves. Se o veloz piloto português da LOB Motorsport ainda conseguiu exercer o seu domínio na jornada de sábado, vencendo o Qualifying e dominando a Corrida 1, impondo assim o seu Porsche 991.2 GT3 Cup pela sétima vez consecutiva, já o domingo coroou uma espantosa exibição do espanhol Borja Garcia. A jogar em casa e na sua estreia nesta série, o piloto valenciano dominou por completo a corrida, colocando o Porsche 992 GT3 Cup da Equipo GT Corse no degrau mais alto do pódio, entusiasmando os milhares de espetadores presentes no circuito.
A moldura humana que preencheu de forma bem volumosa as bancadas do Circuito Ricardo Tormo, em Valência, transformou-se num prémio para o espetáculo proporcionado pela Porsche Sprint Challenge Ibérica (PSCI), bem como das outras competições incluídas em mais um NAPA Racing Weekend.
Quinze equipas comparecerem nesta quarta ronda da época 2024 da Porsche Sprint Challenge Ibérica e, para além de muita animação nas sessões de treinos, as duas corridas foram muito intensas, com o pelotão da ‘armada’ Porsche a discutir taco-a-taco as posições na geral e, em especial, a discussão da supremacia nos Grupos e nas Classes da competição.
Manuel Alves dominou o primeiro dia
Na jornada saturnina, apenas a sessão inaugural de treinos livres escapou às garras de Manuel Alves. Depois, o piloto da LOB Motorsport impôs o seu Porsche 991.2 GT3 Cup na 2ª sessão de treinos livres, bem como no Qualifying, disputado ao início da tarde, garantindo a “pole-position” para a Corrida 1, embora o tenha feito perante forte oposição de Gonçalo Fernandes (Porsche 991.2 GT3 Cup), que se quedou a magros 170 milésimos de segundo.
O modelo 992 GT3 CUP levaria aos três lugares seguintes da grelha o ucraniano Yuri Protazov (Hadeca Racing), o espanhol Jorge Ramirez (RGB Racing Team) e o colombiano Juan Vega (Hadeca Racing), com Vasco Barros a ter uma qualificação menos bem conseguida, não passando do sexto tempo, colocando assim o seu Porsche 991.2 da LOB Motorsport apenas na terceira fila da grelha. Rui Miritta, da Monteiros Competições, foi claramente o melhor do grupo 991.1, registando o 10º tempo.
E quando, ao cair da tarde, ‘o safety-car’ da PSCI saiu da frente do pelotão, permitindo que acontecesse a partida da primeira refrega do fim-de-semana, a expectativa era enorme quanto a um possível duelo intenso entre os dois portugueses que ocupavam a fila da frente. Mas tal não sucedeu.
Manuel Alves foi muito mais rápido no arranque do que Gonçalo Fernandes e manteve de forma clara a liderança na saída da primeira curva, enquanto Fernandes se via ‘engolido’ por um pelotão agressivo, caindo mesmo para a terceira posição ao ser ultrapassado por Yuri Protasov. Por sua vez, Vasco Barros protagonizou um arranque canhão e saltou para 4º, colando-se de imediato aos dois pilotos que estavam à sua frente e começou aí um duelo a três, que se transformou num dos destaques da corrida.
Manuel Alves aproveitou de forma clara essa luta e fez crescer a sua vantagem até 5 segundos, pecúlio que veria desfeito à 7ª volta quando o safety-car foi despoletado devido a um pião e saída de pista de André Fernandes, no Porsche 992 GT3 CUP preparado pela Veloso Motorsport.
A corrida foi retomada duas voltas mais tarde. Manuel Alves não se deixou surpreender e manteve a liderança, começando logo a afastar-se do trio que voltou ao duelo pelo 2º lugar, sendo de realçar que, com o reagrupamento do pelotão, Protazov, Fernandes e Barros viram aproximar-se mais dois pilotos, o espanhol Jorge Ramirez (RGB Racing Team) e o colombiano Juan Vega (Hadeca Racing).
Uma volta depois, foi o caos. Numa travagem forte para uma esquerda no miolo do circuito, Vasco Barros mergulha para a curva, ultrapassa Gonçalo Fernandes, mas toca em Yuri Protazov e os dois despistam-se. Felizmente, conseguiram regressar à prova, mas perdendo alguns lugares, com Protasov em sexto e Barros no décimo posto, começando ambos, desde logo, a recuperação.
Lá na frente, Manuel Alves pilotou de forma firme, mas tranquila, recebendo a bandeira de xadrez com os 5 segundos de vantagem repostos sobre Gonçalo Fernandes que, entretanto, se tinha desenvencilhado dos ataques de Ramirez e Vega, garantindo o 2º lugar na corrida.
A luta pelo 3º lugar foi mesmo até à linha de meta, com Jorge Ramirez a tudo tentar para suster os ataques de Juan Vega, com o duo a começar a preocupar-se com a aproximação de Yuri Protasov que, entretanto, já tinha subido para 5º. A 2 voltas do fim, rodavam já os três colados e, na última volta, Jorge Ramirez garantiria o 3º lugar mercê do duelo entre os dois pilotos da Hadeca Racing. Protasov passou o seu colega de equipa, com este a devolver-lhe a manobra e a garantir o 4º lugar, na frente do ucraniano.
Como é óbvio, Manuel Alves juntou ao triunfo da geral, a vitória no grupo 991.2 e na Classe PROAM. Já Gonçalo Fernandes venceu na Classe AM e Jorge Ramirez no Grupo 992.
6º da geral, o ucraniano Oleksandr Dobik levou um dos Porsche 992 GT3 CUP da Hadeca Racing à supremacia na Classe GD, enquanto Rui Miritta, 8º absoluto, venceu com autoridade no Grupo 991.1, sendo de realçar que Francisca Queiroz voltou não só a ser a melhor piloto feminina, mas também a colocar o 992 GT3 Cup da Orbital Ignition Racing Team no Top 10 da corrida.
Corrida 2: Borja Garcia vence ‘em casa’ e termina com invencibilidade de Manuel Alves
À oitava corrida da época, a Porsche Sprint Challenge Ibérica conheceu um novo vencedor: Borja Garcia. O piloto espanhol estava literalmente a correr no “seu quintal”. Valenciano, apresentava-se à partida com o handicap de nem sequer ter tripulado o Porsche 992 GT3 Cup da Equipo GT Corse nos treinos, onde o mesmo esteve sempre a cargo do seu colega de equipa Alejandro Barambio.
Quis o alinhamento da grelha de partida – com a distribuição dos lugares a ser feita pela classificação da Corrida 1, invertendo-se as 8 primeiras posições – que Borja Garcia ocupasse um dos lugares na primeira fila, ao lado de Vasco Barros, premiado com a ‘pole’, mercê do seu 8º posto na corrida de sábado. Atrás do duo, os ucranianos Dobik e Protasov preenchiam a 2ª fila da grelha, Vega e Ramirez a 3ª e Fernandes e Alves estavam na 4º. Com um naipe deste quilate o arranque prometia ser aceso e a corrida também. E as previsões não desiludiram.
No arranque, Borja Garcia foi o mais forte, curvando na primeira esquerda na frente de Vasco Barros que, de imediato, perdeu mais uma posição, sendo ultrapassado por Yuri Protasov. Enquanto isso, Manuel Alves galgava quatro posições, subindo a 4º da geral, colando-se a Barros e Protasov, dando a entender que estava já a protagonizar um das suas habituais recuperações imperiais nas segundas corridas da PSCI.
Mas, de imediato se percebeu que o ritmo de Borja Garcia era impressionante. O valenciano escapou do trio que o perseguia e foi aumentando a vantagem volta após volta, enquanto Manuel Alves subia ao 3º lugar, por troca com o seu colega de equipa, logo no fecho da volta inicial, começando a atacar o 2º posto de Protasov, ultrapassando o piloto ucraniano no início da 3ª volta, conseguindo, de imediato, separar-se do piloto da Hadeca Racing, que tinha agora de enfrentar Vasco Barros, Jorge Ramirez e Juan Vega numa batalha pelo 3º posto.
1,6 segundos era a diferença que separava o líder, Borja Garcia, do perseguidor, Manuel Alves no final da 3ª volta e ainda havia muita corrida pela frente. Nas voltas seguintes, o português forçou o andamento e ainda conseguiu reduzir até cerca de 1 segundo de distância, à passagem da 6ª volta da corrida, mas, com o passar do tempo e das voltas, os pneus traseiros do 991.2 GT3 Cup da LOB Motorsport começaram a perder eficácia, enquanto Borja Garcia mantinha um andamento forte, sem erros, voltando a distanciar-se até receber a bandeirada de xadrez isolado, com 3,2 segundos de vantagem sobre Manuel Alves, conquistando uma vitória tão preciosa quanto justa nesta sua estreia na PSCI, terminando com a invencibilidade do adversário.
Borja Garcia juntou à vitória na geral, o triunfo no Grupo 992 e na Classe PROAM, enquanto Manuel Alves juntava ao seu bornal mais um triunfo no Grupo 991.2.
Entretanto e na mesma volta número 6, Vasco Barros consegue ultrapassar Yuri Protasov e coloca-se no 3º posto, lugar que manteria até final. Já Protasov, Vega e Ramirez passaram a ter a companhia do português Gonçalo Fernandes, formando-se um quarteto na discussão do 4º lugar.
Com o passar das voltas, também aqui os pneus começaram a ser um fator decisivo. Protasov e Veja sacudiram a pressão dos seus dois adversários, com a dupla da Hadeca Racing a conseguir mesmo chegar novamente perto de Vasco Barros, enquanto Gonçalo Fernandes suplantava Jorge Ramirez e subia ao 6º lugar.
Yuri Protasov ainda ultrapassou Vasco Barros, cruzando a linha de meta em 3º, mas, uma tripla penalização que somou 15 segundos, por exceder várias vezes os limites de pista, atirou o piloto para o 5º lugar, recuperando Vasco Barros a 3ª posição e Juan Vega a almejar subir ao 4º posto.
Oleksandr Dobik levou para casa mais um troféu referente a nova vitória na Classe GD, tendo sido 9º absoluto nesta Corrida 2. Rui Miritta voltou a ser o mais forte no Grupo 991.1, fechando a prova o Top 10 da geral, na frente de Francisca Queiroz, a melhor feminina.
Quanto ao balanço do fim-de-semana, José Monroy, líder da P21 Motorsport destacava “a excelência do espetáculo que o nosso campeonato proporcionou a estes mais de dez mil espetadores que acorreram ao circuito. Tivemos dois vencedores diferentes, grandes batalhas no miolo do pelotão e um excelente nível organizativo. São fins-de-semana cm oste que nos motivam a tentar fazer mais e melhor no futuro!”. A Porsche Sprint Challenge Ibérica muda-se agora de armas e bagagens para Jerez de La Frontera, onde se disputará a 5ª ronda, aprazada para 5 e 6 de outubro.
Pedro Perino vai competir na quarta prova da Ultimate Cup Series no circuito de Mugello, em Itália, no próximo fim de semana. O jovem piloto de 19 anos volta a partilhar o Ligier LMP3 com o russo Alex Bukhantsov e o britânico Kai Askey, tentando confirmar a rapidez que já demonstrou na época da European Le Mans Series.
Pedro Perino voltou a demonstrar o seu talento na ronda anterior da European Le Mans Series, em Spa-Francorchamps, onde estava em posição de lutar pela vitória na categoria LMP3 até ser atrasado por um problema nas boxes e pelo facto de ter combustível insuficiente no seu carro para o turno de condução final.
Agora, o piloto português quer voltar aos bons resultados na Ultimate Cup Series, um campeonato de protótipos onde tem ainda hipóteses de ser campeão, apesar de ter falhado a ronda de Hockenheim, na Alemanha, por coincidir com uma prova da ELMS.
“Vamos para Mugello para confirmar as boas sensações que tenho tido na Ultimate Cup Series, onde inclusive ainda podemos chegar ao primeiro lugar, apesar de termos falhado uma corrida. A nossa época na ELMS tem sido marcada por falta de sorte e, ao mesmo tempo, por um andamento muito forte quando temos o carro em boas condições. Ou seja, a rapidez está lá. Como a próxima prova da ELMS será em Mugello, eu, o Alex e o Kai também vamos aproveitar para ganhar ritmo e conhecimento nesta pista”, disse Pedro Perino antes da partida para Itália.
Mugello é a quarta prova da Ultimate Cup Series, que ainda terá rondas em Magny-Cours e Paul Ricard, em França.
Estamos a cerca de um mês Estoril Classics de 2024, um dos eventos mais importantes da Europa para carros clássicos, estando previstos mais de vinte e quatro horas de acção em pista ao longo de três dias, sendo o recordar da passagem da Fórmula 1 pelo Autódromo do Estoril um dos pontos de grande interesse.
O fim-de-semana em que se assiste uma autêntica romaria ao histórico circuito português aproxima-se e a 7ª edição, que se realiza entre os próximos dias 4 e 6 de Outubro, promete entusiasmar ainda mais todos os adeptos que participarem no evento.
O tradicional Classic GP para Monolugares de F1 pre-1986 será o grande cabeça de cartaz, que terá duas corridas, uma no sábado e outra no domingo, realizando-se a qualificação na sexta-feira, o que garante a todos os espectadores competição com monolugares da categoria máxima ao longo dos três dias.
Será uma oportunidade única para que se possa ver evoluir em pista os carros que marcaram o fim da ‘Era Cosworth’, sendo o Williams FW07 ou o Lotus 78 alguns exemplos dos carros mais competitivos do período.
Este ano haverá ainda uma novidade na grelha de Classic GP, um carro que nunca competiu em Portugal, mas que é um dos monolugares mais emblemáticos da história da categoria máxima. Brevemente será revelado qual será.
A Fórmula 1 será ainda representada pela 90’s Formula Demo For F1 Cars, que levará ao Autódromo do Estoril monolugares que foram protagonistas nos anos 1990 para realizar demonstrações em pista, com uma exibição em cada dia.
Ao longo dos três dias, poder-se-ão ver a evoluir no circuito situado em Cascais os carros atmosféricos de 3,5 litros e 3,0 litros de cilindrada, quando motores como o Renault V10, Honda V10, Ford V8, Judd V8, Yamaha V10 preenchiam todo os espectro sonoro com cantar agudo a mais de 15 mil rpm.
Para além da Fórmula 1, todas as principais disciplinas do automobilismo estarão representadas na edição deste ano do Estoril Classics, como é o caso dos protótipos e GT, que se dividirão pelo Classic Endurance Racing (1 e 2), Endurance Racing Legends e Sixties´ Endurance.
As máquinas que se bateram nos grandes circuitos mundiais desde os anos 1960 até ao início dos 1980 (Classic Endurance Racing 1 e Classic Endurance Racing 2) terão as respectivas provas de uma hora no domingo. Os protótipos e GT que foram cabeças de cartaz no final do século passado e no início do actual (Endurance Racing Legends) terão a sua corrida ao cair da tarde de sábado, terminando já de noite, o que oferecerá um espetáculo realmente especial.
A Sixties’ Endurance, que traz até nós verdadeiras relíquias do período entre 1950 e 1965, terá a sua corrida realizada no sábado, sendo uma oportunidade única para ver algumas verdadeiras obras de arte.
Os Turismos também terão o seu papel ao longo do fim-de-semana, com o Classic Touring Challenge e Heritage Touring Cup, que cobrem um período desde os anos 1950 até meados dos anos 1980, representando alguns dos períodos mais inebriantes da categoria.
Os Turismos mais antigos, onde se poderão ver máquinas como os Mini Cooper e os Ford Cortina, terão a sua corrida no sábado, ao passo que os mais recentes, onde se poderá vislumbrar diversos BMW e os imponentes Ford Capri, terá a sua corrida no domingo.
O Iberian Historic Endurance, a maior competição ibérica de carros clássicos, reunirá os GT e Turismos numa só corrida, que se realiza no domingo, aludindo às memórias dos anos 1970, e décadas anteriores, quando era comum as provas de resistência admitirem as duas categorias.
Os bilhetes para o paddock estão já à venda, custando o ingresso diário 20 euros para sexta-feira e 35 euros para sábado e domingo. O passe para os três dias fica apenas em 50 euros, ao passo que as crianças até aos 16 anos tem acesso livre ao paddock, desde que acompanhadas por um adulto.
Os bilhetes podem ser adquiridos através do website oficial BOL.pt ou na FNAC ou Worten. Como tem sido habitual, o número de ingressos está limitado ao espaço físico do paddock do Autódromo do Estoril.
Como é tradição desde a primeira edição do Estoril Classics, o acesso à bancada A do Autódromo do Estoril é grátis, permitindo que todos os adeptos possam assistir à grande festa que se celebra no histórico circuito português.
A corrida mais longa do mundo está de volta ao Autódromo Internacional do Algarve. Com 26 horas de duração aquela que é a quarta ronda da Lamera Cup promete mais uma vez ser ‘palco’ de muita animação, estratégia e gestão de esforço no próximo fim-de-semana (7 e 8 de Setembro).
Depois de um mês de Agosto em alta velocidade o Autódromo Internacional do Algarve arranca o mês de Setembro com uma prova bem especial e onde durante 26 horas as máquinas desta série monomarca serão levadas ao limite lado a lado com os pilotos que aceitaram este desafio.
Com 35 equipas inscritas neste ano de 2024 a Lamera Cup traz de novo ao asfalto do traçado junto a Portimão os seus conhecidos chassis tubulares equipados com motor quatro cilindros turbo com cerca de 330 cavalos, máquinas que fruto do seu baixo peso (970 quilos) conseguem atingir um nível de performance elevado e proporcionar excelentes corridas.
Com o arranque destas 26 horas de Portimão marcado para as 14 horas e 30 minutos do próximo Sábado depois do treino livre e qualificação realizados durante a manhã este regresso da Lamera Cup a um dos seus cenários de eleição terá acesso público ao ‘paddock’ com o acesso a ter um custo de 10 euros para o fim-de-semana e com aquisição na loja do Kartódromo Internacional do Algarve.
José Barros estreou-se a ganhar no CER-GT com uma segunda corrida irrepreensível que dominou de fio a pavio após excelente manobra no arranque da prova.
A Veloso Motorsport esteve presente na quarta jornada do Campeonato de Espanha de GT (CER-GT) disputada este fim de semana no Circuito de Monteblanco. Num traçado desconhecido para a maioria dos pilotos e das equipas, composto por 15 curvas espalhadas por um perímetro de 3926,4 metros, a equipa liderada por Luís Veloso voltou a mostrar a sua qualidade ao entregar a José Barros um carro afinado na perfeição para o exigente circuito andaluz (localizado em Huelva, paredes meias com Portugal).
O jovem piloto da Veloso Motorsport já tinha mostrado todo o seu talento ao volante do Porsche 991.2 GT3 Cup e a estreia da mais recente versão do Porsche 911 GT3 Cup (o 992) na jornada anterior disputada no Circuito Motorland/Aragon deixou claro que a primeira vitória de José Barros estava ao virar da esquina.
Depois de duas sessões de qualificação onde rubricou o quarto e o terceiro tempo, respetivamente nas primeira e segunda sessões, José Barros entrou na primeira corrida com naturais cautelas. Aumentando o ritmo volta a volta, parou nas boxes tendo de cumprir um “handicap” de 80+15 segundos (total de 95 segundos parado nas boxes). A partir dai encetou o ataque ao primeiro lugar.
Faltaram voltas para que José Barros completasse esse objetivo. Chegou ao segundo lugar a dez voltas do final e terminou a corrida no segundo posto a pouco mais de três segundos do vencedor. O ritmo imposto pelo piloto da Veloso Motorsport merecia a primeira posição.
Saído da segunda fila da grelha de partida para a segunda corrida, debaixo de um calor abrasador, José Barros mostrou todo o seu talento e fibra de campeão. Com um arranque excelente, travou mais tarde na difícil primeira curva do traçado de Monteblanco e na segunda curva, o piloto da Veloso Motorsport concretizou a passagem para o primeiro lugar.
Posição da qual já não saiu ao longo da prova, exceção feita à paragem obrigatória nas boxes onde foi forçado a cumprir uma paragem de 110 segundos (80 segundos de paragem mais 30 segundos de “handicap”). Mas nem todo esse tempo parado nas boxes e um toque de um adversário impediu a primeira vitória de José Barros no Campeonato de Espanha de GT.
A RACAR Motorsport teve um fim-de-semana muito produtivo em Monteblanco, onde se realizou a quarta ronda do Campeonato de España de GT, conquistando dois pódios que lhe permitem estender a sua margem na tabela pontual.
A formação de Lisboa enfrentava o evento andaluz com o objectivo de lutar pelos lugares do pódio, muito embora tivesse um forte handicap – fruto dos bons resultados das provas anteriores – e mantinha em mente a situação do campeonato, onde possuía uma vantagem de sessenta e oito pontos, antes do início do fim-de-semana.
Apesar do desafio que tinha pela frente, Leandro Martins e Dieter Svepes enfrentaram a concorrência e conquistaram um terceiro lugar e uma pole-position nas qualificações, posições de onde o Porsche 992 GT3 Cup número 135 arrancou para cada uma das corridas.
Na primeira prova, o duo da RACAR Motorsport, com um ritmo fortíssimo e consistente, suplantou o handicap de trinta e cinco segundos, terminando a prova em terceiro a pressionar o segundo classificado. Na segunda, Leandro Martins e Dieter Svepes voltaram a ter uma prova com inúmeros desafios, mas, uma vez mais, conseguiram suplantá-los e, no final, conquistaram um excelente segundo posto, mantendo o seu recorde de subir ao pódio em todas as corridas da edição deste ano do Campeonato de España de GT.
“Este era um circuito novo para nós, mas correu tudo muito bem desde os treinos, conseguimos adaptar-nos bem e mostrar competitividade. Queríamos lutar pela vitória, mas com os trinta e cinco segundos de handicap em ambas as corridas, sabíamos que isso seria difícil de conseguir. Ainda assim, estivemos muito perto de alcançar o primeiro lugar. Mas conseguimos um terceiro lugar e um segundo, o que foi um excelente conjunto de resultados, mantendo a nossa senda de subidas ao pódio”, afirmou Leandro Martins.
Com estes resultados, a dupla da RACAR Motorsport estenderam a sua liderança no campeonato e esse era o objectivo principal da equipa. “Quando entramos em pista, o nosso objectivo é vencer, mas temos também de olhar para as contas do título. Estávamos numa situação difícil, dado o nosso handicap, mas conseguimos suplantar essa desvantagem para garantir dois pódios que aumentaram a nossa vantagem para os nossos adversários e nos deixou mais perto da conquista do campeonato. Tendo isto em vista, foi um fim-de-semana fantástico”, concluiu Leandro Martins.
A próxima ronda do Campeonato de España de GT realiza-se em Valência nos dias 4 e 5 de Outubro.