Categoria: Velocidade

  • International GT Open inicia novo ano no Algarve

    International GT Open inicia novo ano no Algarve

    De regresso ao Autódromo Internacional do Algarve, onde esteve pela primeira vez em 2010, o International GT Open arranca a sua temporada 2024 nos exigentes 4653 metros do traçado junto à centenária cidade de Portimão.

    Naquela que será a primeira de oito rondas deste competitivo campeonato nascido em 2006 serão pela primeira vistas em competição as novidades 2024 num programa que colocará em pista não apenas pilotos e máquinas do International GT Open mas igualmente os concorrentes à Euroformula Open, GT Cup Europe, Alpine ELF Europa Cup e Clio Cup Series, categorias que realizarão corridas tanto no Sábado (27 de Abril) como no Domingo 28 de Abril num total de 11 corridas programadas.

    21 equipas representando oito construtores distintos estão inscritas para o International GT Open 2024 num alinhamento que irá colocar quase uma centena de pilotos em pista num campeonato que mais uma vez se antevê como bastante disputado em todos os momentos.

    Os bilhetes para esta primeira prova do International GT Open têm um custo de 10 euros para o paddock e a Bancada Principal terá acesso gratuito ao longo do fim-de-semana, podendo os mesmo ser adquiridos em http://aia.bymeoblueticket.pt

  • Porsche Sprint Challenge Ibérica: Manuel Alves dominou ronda 1 (c/ vídeo)

    Porsche Sprint Challenge Ibérica: Manuel Alves dominou ronda 1 (c/ vídeo)

    O Cascais Racing Weekend foi palco do arranque de temporada da 2ª edição da Porsche Sprint Challenge Ibérica. A competição com chancela oficial da marca germânica e que é organizada pela P21 Motorsport contou com um rico plantel de 23 unidades, tendo proporcionado dois dias de intensa emoção!

    No sábado, o qualifying  definiu a grelha de partida para a Corrida 1, que fechou o programa competitivo da jornada, ao fim da tarde.

    Debaixo de muito calor, que, aliás, esteve presente ao longo de todo o fim-de-semana, a “armada” Porsche lançou-se para os 28 minutos de corrida, mais uma volta, com intensidade e, se ao longo do desenrolar da mesma, não faltaram duelos acesos pelas posições, foram raros os incidentes graves.

    Na frente da corrida, esteve de fio a pavio Manuel Alves.  O jovem piloto da LOB Motorsport saiu da “pole-position” e não se deixou surpreender na primeira travagem, assumindo o comando que não mais largou até final, construindo uma vantagem que, no final das 19 voltas ao traçado do Estoril se cifrou em 3,3 segundos sobre Vasco Barros, seu colega de equipa que, entretanto, se superiorizou a José Barros, com este garantir o 3º lugar, aos comandos do 991.2 da Veloso Motorsport. Os três jovens pilotos garantiram ainda as três primeiras posições na Classe PRO AM e no grupo 991.2.

    Intensa foi a luta que decidiu a vitória na Classe AM e no grupo 992. O ucraniano Yuri Protasov dominou na primeira parte, mas sofreu a bom sofrer na segunda metade da corrida, quando o português Ricardo Costa, no 992 da MRS GT – RACING, se colou ao carro da Habeca Racing e tudo tentou para ultrapassar Protasov, mas este defendeu-se de forma sublime e garantiu o triunfo na classe e no grupo, com Costa a ser segundo em ambas as frentes.

    Autor de uma prova muito sólida, Gonçalo Fernandes colocou o 991.2 preparado pela Racing 4 You no 3º lugar dos AM, embora longe dos dois primeiros. O mesmo sucedeu no Grupo 992, onde o espanhol Jorge Ramirez conquistou para a RGB RACING TEAM o último degrau do pódio, mas também distante do duo da frente.

    Na Classe GD, brilhou nesta corrida 1 Oleksandr Dobik, compatriota e colega de equipa de Protasov. O ucraniano revelou um andamento impressionante com o seu 992, terminando na classe com um robusto avanço sobre o espanhol Gian Traverson, piloto de um dos 992 da RGB RACING TEAM. Já a terceira posição entre os “gentlemen Drivers” foi um justo prémio para Rui Miritta. O piloto lusitano esteve sempre eficaz com o 991.1 e juntou a este saboroso pódio nos GD, uma vitória clara no Grupo 991.1, sendo aqui secundado por Alexandre Fonseca, piloto do ORBITAL IGNITION RACING TEAM.

    A colega de equipa de Fonseca, Francisca Queirós foi a melhor piloto feminina, enquanto Luís Aguiar conduzia o seu 991.2 ao triunfo entre os GT4.

    A melhor forma de resumir a 2ª corrida do programa de fim-de-semana é afirmar que foi caótica praticamente de fio a pavio.

    Ao longo da sua duração, o safety car foi forçado a entrar por três vezes  devido ao extenso rol de incidentes que marcaram esta refrega.

    Com o pelotão a ver os oito primeiros lugares da grelha a serem ocupados por ordem invertida pelos oito primeiros classificados da geral da Corrida 1, com o resto da grelha a obedecer à sequência seguinte dessa classificação, era enorme a expectativa para ver como é que o pelotão abordaria após a partida lançada a desafiante curva 1 e, como se calculava, as tentativas de ultrapassagem foram várias, com toques à mistura, provocando logo vários atrasos entre os da frente, incluindo Oleksandr Dobik, o homem da pole-position e mesmo a desistência de Manuel Chinchilla.

    Entretanto, Manuel Alves tinha já assumido o comando da corrida, na frente de Gonçalo Fernandes e Yuri Protasov. A corrida foi retomada à quarta volta, mas, uma vez mais, foi sol de pouca dura. Um toque ainda na reta da meta entre Vasco Barros e Yuri Protasov, que discutiam o terceiro posto, fez Protasov entrar em pião e ver a sua corrida terminar logo aí.

    Safety de regresso, para retirar o 992 do ucraniano e, quando o Porsche de segurança abalou para as boxes, estávamos a pouco mais de 13 minutos do fim.

    Manuel Alves voltou a distanciar-se, enquanto atrás de si se iniciava um belo duelo entre Fernandes e Barros pelo segundo posto, entretanto interrompido por nova entrada do safety car, agora a pouco mais de seis minutos do fim, devido a uma “carambola” entre vários carros que colocou na gravilha o 992 de Francisca Kika Queirós.

    Este período de caução duraria até o relógio começar a contagem decrescente para esgotar os 28 minutos de prova e o pelotão agrupado viu-se perante uma emocionante e decisiva volta final ao traçado do Estoril!

    Manuel Alves, voltou a acelerar cedo e a distanciar-se, beneficiando ainda da luta entre o seu colega de equipa e Gonçalo Fernandes, Seria no derradeiro ataque à curva 3, já depois de inúmeras tentativas, que Vasco Barros, suplantaria o adversário. Só que uma penalização atribuída a Vasco Barros, já após o fecho da prova, recolocaria Gonçalo Fernandes no 2º lugar da geral, com José Barros a saltar para o 3º posto.

    Manuel Alves venceu logicamente entre os PRO AM, secundado aqui por José Barros e Vasco Barros. Alves triunfou ainda no Grupo 991.2, com Gonçalo Fernandes a assegurar aqui o 2º posto e José Barros o 3º.

    Gonçalo Fernandes comemoraria uma importante vitória na Classe AM, enquanto Ricardo Costa voltava aqui a ser segundo, festejando o triunfo no Grupo 992. Nestas lides do grupon, 2ª posição averbada por Jorge Ramirez, terceiro da Classe AM, cabendo a outro espanhol, Juan Veja, assegurar o terceiro posto enre os 992 para a equipa MRS GT-RACING.

    João Posser garantiu nesta segunda corrida o triunfo na Classe GD, com Gian Traverson e Rui Miritta a repetirem o 2º e o 3º lugar que tinham já registado na corrida 1. Miritta garantiu ainda nova vitória nos 991.1, com Alexandre Fonseca a recolher outro 2º lugar, sendo ainda de realçar  de Luís Aguiar nos GT4.

    Depois de um fim-de-semana intenso no Estoril, começa já a contagem decrescente para a segunda ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2024. Vai desenrolar-se no Autódromo Internacional do Algarve, nos dias 7 e 8 de junho.

  • Araújo Competição revela dupla do ‘Aston Martin Campeão’

    Araújo Competição revela dupla do ‘Aston Martin Campeão’

     A Araújo Competição colocará em pista para a temporada deste ano do Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade um Aston Martin Vantage AMR GT4 para Vasco Oliveira e Guilherme Lemos.

    As competições organizadas pela Race Ready continuam a seduzir pilotos e equipas, quando falta mais de um mês para o arranque da temporada, o que evidencia a sua vitalidade. A Araújo Competição é uma das protagonistas do Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade, tendo no ano passado vencido o ceptro da divisão GTX e da categoria GTC, então com um Aston Martin Vantage AMR GT4 pilotado por Álvaro Ramos e Fernando Soares, que se seguiu ao título da GT4 Bronze em 2022 com um McLaren 570S GT4 dividido por Miguel Cristóvão e Francisco Carvalho.

    Para este ano, a formação de Lisboa volta a colocar em pista o seu Aston Martin, que será partilhado por dois pilotos oriundos dos Turismos, mais concretamente da Carbon Neutral Cup – Vasco Oliveira e Guilherme Lemos.

    Vasco Oliveira sublinha a qualidade do Iberian Supercars e as suas condições para este passo na sua carreira, admitindo que 2024 será uma temporada de adaptação a um novo ambiente. “Os GT4 são carros muito interessantes e que promovem uma boa adaptação às suas exigências, para além de serem de marcas premium, o que é muito aliciante. O campeonato é muito interessante e muito competitivo, sendo um novo desafio para mim. Estou consciente de que terei muito a aprender, pretendendo evoluir consistentemente para poder dar o meu melhor”, afirmou.

    O jovem Guilherme Lemos, por seu lado, tem uma abordagem mais arrojada, muito embora reconheça que que terá de lidar com uma oposição muito forte. “Este campeonato tem pilotos muito fortes e a temporada deste ano terá um plantel com um nível ainda mais elevado. É muito competitivo e é a melhor competição de pista da Península Ibérica. Será uma época de grandes novidades, mas vou para à pista para tentar andar o mais à frente possível e vencer”.

    A Araújo Competição já revelou que colocará na competição um dos novíssimos Aston Martin Vantage GT4 MY2024, esperando-se que anuncie os seus pilotos, e tem ainda um McLaren 570S GT4 disponível. A primeira prova do Iberian Supercars, Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars España será realizada no Circuito de Jerez nos dias 25 e 26 de Maio.

  • Rodrigo Valente vai ter ano ibérico com a 600

    Rodrigo Valente vai ter ano ibérico com a 600

    É com ambição e desejo de continuar a crescer como piloto que Rodrigo Valente enfrenta um novo desafio em 2024, a subida à classe Stock 600.

    Aos comandos de uma Yamaha R6 o piloto da Praia das Maçãs irá novamente vestir as cores da Ilusion Racing para disputar o campeonato espanhol de velocidade sendo que no CNV estará em pista com a Viñales Racing Team e e sempre com o seu mentor Angel Viñales a acompanhar de perto ambos os campeonatos.

    ‘Realizar os dois campeonatos ibéricos é naturalmente um desafio mas faz todo o sentido neste momento de ‘descoberta’ de uma nova categoria. Juntamente com a minha equipa decidimos alinhar igualmente no CNV para conseguirmos ter mais tempo de pista em ritmo competitivo e em pistas que são igualmente exigentes do ponto de vista técnico e de pilotagem.’

    Com as 300 definitivamente para trás Rodrigo Valente tem cumprido um intenso programa de desenvolvimento e preparação junto da sua equipa e nem mesmo alguns problemas técnicos no arranque do campeonato espanhol retiram motivação ao jovem piloto.

    “Tivemos alguns problemas com o módulo da eletrónica na primeira prova, que nos condicionaram o resultado e todo o fim-de-semana, mas temos a solução para os resolver e vamos preparar ao detalhe a próxima prova para podermos ser competitivos como sabemos ser…”, comenta o protegido de Angel Viñales no final de mais uma viagem entre Barcelona e a Praia das Maçãs.

    Com escola feita nas 300, Rodrigo Valente dá agora o salto para as 600…com a mesma vontade e ambição de vencer.

  • Bernardo Sá Nogueira e Joaquim Soares com fim-de-semana perfeito no Estoril

    Bernardo Sá Nogueira e Joaquim Soares com fim-de-semana perfeito no Estoril

    Bernardo Sá Nogueira e Joaquim Soares protagonizaram um fim-de-semana perfeito no Autódromo do Estoril, vencendo ambas as provas do Campeonato de Portugal Super Legends na categoria Super Trophy.

    O duo do Alfa Romeo 147 Cup iniciava a temporada no histórico autódromo português e, muito embora estivesse confiante, sabia que tinha fortes adversários pela frente, estando consciente de que teria batalhas intensas em pista.

    Bernardo Sá Nogueira e Joaquim Soares foram-se adaptando à nova montada, afinando-a para as exigências do selectivo traçado do Autódromo do Estoril. Na qualificação mostraram que o trabalho desenvolvido foi bem conseguido, obtendo a pole-position da categoria Super Trophy e o sexto lugar da geral.

    O primeiro embate tinha sido favorável à dupla do carro de Arese, deixando-os com justificadas expectativas para a primeira corrida do fim-de-semana, que se realizaria no domingo de manhã já com muito calor.

    Bernardo Sá Nogueira mostrou estar num nível à parte e, com uma performance imperial, dominou completamente os seus adversários, conquistando uma vitória autoritária na sua categoria, garantindo ainda o terceiro posto da geral.

    Da parte da tarde realizou-se a segunda contenda, desta feita com Joaquim Soares aos comandos do competitivo Alfa Romeo 147 Cup. A prova não teve um início pródigo para o piloto do Porto, tendo sofrido um toque de um adversário na travagem para a Parabólica Interior, ainda durante a primeira volta, perdendo diversas posições.

    No entanto, Joaquim Soares não baixou os braços e com uma recuperação brilhante elevou-se ao quarto lugar da geral, vencendo confortavelmente a categoria Super Trophy.

    Bernardo Sá Nogueira não podia estar mais satisfeito com a forma como o fim-de-semana decorreu. “Foi um excelente início de temporada! A nossa competição é forte, mas com o trabalho que desenvolvemos ao longo de todo o fim-de-semana conseguimos impor-nos, vencer as duas corridas, conquistar a pole-position e as voltas mais rápida da nossa categoria. Melhor era impossível! Estou muito satisfeito como tudo correu, o Joaquim esteve irrepreensível, e estou ansioso pelo próximo fim-de-semana de corridas. Não posso deixar de agradecer à RP Motorsport e aos nossos patrocinadores que tornaram estes resultados possíveis“, sublinhou o piloto de Santarém.

    Joaquim Soares fez eco das palavras do seu companheiro de equipa: “o meu início de corrida foi mais difícil, dado que os pneus traseiros levaram muito tempo a aquecer e isso fez-me perder alguns lugares. No entanto, isso acabou por animar muito a minha prova e gostei muito das lutas em que me vi envolvido. No final, consegui levar a melhor face aos meus adversários e vencer. O Alfa Romeo esteve muito bom, assim como o Bernardo, e para a próxima vamos continuar a trabalhar para termos um carro ainda mais competitivo”.

    A próxima etapa do Campeonato de Portugal de Velocidade Super Legends realiza-se em Jerez de la Frontera nos dias 25 e 26 de Maio.

  • Pedro Perino começa European Le Mans Series no 6.º lugar

    Pedro Perino começa European Le Mans Series no 6.º lugar

    As 4 Horas de Barcelona abriram a temporada da European Le Mans Series (ELMS) e Pedro Perino começou a época com um 6º lugar na categoria LMP3, com o Ligier da Inter Europol. Incidente que envolveu um dos seus companheiros de equipa, Alexander Bukhantsov, impediu o jovem piloto de 18 anos de lutar pelos lugares do pódio.

    Pedro Perino vinha de uma sequência de cinco pódios consecutivos e chegou motivado ao Circuito de Barcelona, para o arranque da época da ELMS com a Inter Europol, onde faz equipa com o russo Alexander Bukhantsov e com o britânico Kai Askey. O trio da equipa polaca arrancou do 6º lugar dos LMP3 para a corrida e fez um excelente arranque, subindo várias posições nas primeiras voltas até rodar no 2º lugar da categoria!

    Contudo, Alexander Bukhantsov viu-se envolvido num toque com outro piloto que danificou o Ligier da Inter Europol, que ficou sem duas asas e com a carroçaria a raspar num dos pneus. Incumbido pela equipa de fazer o derradeiro turno de condução, para tentar aproveitar a rapidez de Pedro Perino, o jovem piloto de Oeiras recebeu um carro praticamente inguiável devido aos danos e concentrou-se em levar o Ligier até ao 6º lugar final, acumulando pontos importantes para o campeonato.

    Pedro Perino resumiu assim a sua prova: “Foi uma corrida algo frustrante, porque começámos em grande e tínhamos andamento para lutar pelo pódio. A prova disso é que chegámos a rodar no 2º lugar, numa categoria bastante equilibrada e competitiva. Depois daquele toque, o carro ficou bastante danificado e a equipa pediu-me para levar o carro até ao fim e acumularmos o máximo de pontos possível naquelas condições. Penso que o objetivo foi cumprido, mas claro que queria mais do que o 6º lugar. Vamos tentar agora preparar bem a segunda prova, em Paul Ricard, onde já subi ao pódio este ano”, disse o jovem piloto de 18 anos.

    A segunda prova da ELMS será entre 3 e 5 de maio em Paul Ricard (França), a pista onde, há um mês, Pedro Perino conseguiu um excelente 2º lugar nos LMP3 na European Endurance Prototype Cup.

  • Rui Costa estreou um Ford Escort MKII e ganhou as duas corridas dos Clássicos no Estoril

    Rui Costa estreou um Ford Escort MKII e ganhou as duas corridas dos Clássicos no Estoril

    As duas vitórias conquistadas, com todo o mérito, por Rui Costa na estreia do Ford Escort RS MKII, foram valorizadas pela excelente oposição de João Novo, este ao volante do habitual Ford Escort RS MKI amarelo. Até os pneus não darem dor de cabeça ao piloto do Escort MKI, esteve ali a discutir a primeira posição. Sempre com a traseira a escorregar, João Novo acabou por deixar de ter argumentos para impedir a vitória de Rui Costa.

    Nesta altura, já tinha ficado fora de prova o João Macedo Silva (Marco Lacerda não alinhou com o Mazda RX2 Capella). A honra dos “panzer” germânicos vindos de Weissach foi defendida por Bruno Santos e Cláudio Vieira. Os dois Porsche 911 RS estavam bem na frente do 930 Turbo de Pedro Bethencourth, quando as bandeiras amarelas saíram para assinalar a presença do carro de Tiago Santos parado na gravilha.

    Bruno Santos e Claúdio Vieira andaram a trocar galhardetes até aquele momento em que Tiago Santos (Porsche 911) abandonou, deixando António Soares (Ford Escort RS 1600) sozinho na luta com Claúdio Vieira e João Cruz, este ao volante do seu Ford Escortr RS 1600 do grupo 5. A exuberância da pilotagem de Vieira acabou por o colocar nos escapes do Ford de João Cruz. Tentou lutar pelo pódio, mas acabou por ficar no sexto posto. Já o pódio só ficou definido nos derradeiros metros da prova, quando o Porsche de Bruno Santos chegou ao terceiro lugar, às custas de António Soares.

    Contas feitas às classes, Rui Costa venceu nos H75 seguido de Bruno Santos, António Soares e Cláudio Vieira. José Filipe Nogueira (Ford Escort RS MKI), Tiago Santos e João Silva foram os pilotos que abandonaram. No Grupo 5, vitória para João Novo, seguido de João Cruz. Nos H71, José Nogueira e o Lotus Elan de Vítor Costa foram os melhores dos H71.

    Na segunda corrida, Rui Costa faz uma má partida e caiu para o final do pelotão, juntando-se a João Macedo Silva, que saiu do fim da grelha devido ao abandono na primeira corrida. As recuperações foram sendo aqui e ali dificultadas pelos adversários. Porém, Rui Costa mostrou a competitividade do Ford Escort RS MKII e em duas voltas chegou ao segundo lugar, contando com a ajuda dos problemas no Porsche de Bruno Santos.

    Por seu turno, João Novo esticou o andamento lá na frente e o pódio ficou estabelecido com os dois Ford e o Porsche. O calor costuma ser um problema para os Porsche e, depois de Bruno Santos, foi a vez do 930 Turbo de Pedro Bethencourth abandonar a prova.

    João Macedo Silva decidiu poupar a mecânica do 911 RSR e a máquina de Weissach ia correspondendo. O Porsche laranja ia pressionando o Ford preto, verde e vermelho, enquanto na frente seguia o “camisola amarela”, João Novo. Usando a maior velocidade de ponta, Macedo Silva passou Rui Costa e dedicou-se ao ataque a João Novo. Rapidamente se encostou ao Ford e, claro, na reta da meta, chegou ao primeiro lugar.

    Porém, estava muito calor e apesar do Porsche se começar a distanciar e do Ford de Rui Costa ter passado pelo Escort de João Novo com pneus já cansados, a corrida ainda não estava decidida. Todos com grandes dificuldades com os pneus foram dando espetáculo até que o Porsche 911 RSR voltou a amuar, roubando-lhe mais uma vitória. Por seu turno, José Filipe Nogueira, fez um pião e perdeu o comando dos H71.

    A prova ficou decidida nesse momento e Rui Costa levou para casa mais uma vitória, seguido de João Novo e de António Soares. Um pódio 100% ocupado por modelos da marca da oval azul. Em termos de classes, Rui Costa venceu os H75, seguido de António Soares, Claúdio Vieira e Lucas Vieira. No Gr.5 Vitória para João Novo, seguido de João Cruz. Nos H71, com o pião, José Filipe Nogueira perdeu a liderança para o Lotus Elan de Vítor Costa.

  • Pequenos 1300 foram gigantes nas lutas atrás do ligeiro Citroen AX Sport de Luís Mendes

    Pequenos 1300 foram gigantes nas lutas atrás do ligeiro Citroen AX Sport de Luís Mendes

    O primeiro fim de semana de corridas da edição 2024 do Campeonato de Portugal de Velocidade 1300 não deixou créditos por mãos alheias e as mais de duas dezenas de pilotos entregaram-se às lutas entre classes com compromisso e muito respeito em pista.

    A primeira corrida foi ganha por Luís Mendes sem grande história. O piloto do Citroen AX Sport não foi muito feliz na largada e foi batido por João Braga. Porém, duas curvas depois recuperou a sua posição e até final não deu muitas chances aos seus adversários. João Braga (Datsun 1200) envolveu-se numa luta sem quartel com Jorge Marques (Toyota Starlet) e Pedro Barbosa (Datsun 1300). A esta “dança” juntu.se Carlos Barbosa da Cruz com o seu Datsun 1200 Coupé.

    Foram vários os episódios desta luta, destacando-se a volta em que Jorge Marques recebeu o espírito de Jacques Villeneuve e tentou uma ultrapassagem, por fora, a João Braga. Valeu ao piloto do Datsun a maior velocidade de ponta do 1200 face ao Starlet.

    Carlos Barbosa da Cruz foi trepando na classificação com várias ultrapassagens com travagens no limite. Até que falhou uma passagem de caixa, perdeu tempo e posições. Tentou recuperar, mas o Datsun 1200 pareceu “tocado” e com Nuno Soares e Pedro Barbosa (ambos em Datsun 1200) a entrarem na luta, Barbosa da Cruz acabou por cair até ao 6º posto.

    Muito rápido esteve Duarte Trindade que levou o Peugeot 106 até ao sétimo lugar, tendo mesmo sido uma “melga” para os homens dos Datsun 1200. Ficou na frente de outra “melga”, desta feita, o Austin Metro de Miguel Miguel, excelente no oitavo lugar. Uma posição ainda mais saborosa, porque o piloto de Cascais teve de defrontar a acérrima oposição de Joao Arantes (Toyota Starlet) e Fernando Charais que pressionou muito o Austin Metro.

    Contas feitas às categorias, Luís Mendes ganhou a L1300, seguido de Jorge Marques, Duarte Trindade, João Arantes, Rui Gama e Fernando Charais, embora este tenha tido o infortúnio de abandonar no último terço da derradeira prova da corrida.

    Nos H75, vitória, claro, para João Braga seguido de Pedro Barbosa, Nuno Soares, Carlos Barbosa da Cruz, tendo sido nesta categoria o primeiro abandono da corrida, o Datsun 1200 de Nelson Resende. Pese embora serem apenas quatro os modelos inscritos no Desafio ANPAC, a verdade é que os Fiat Punto mantiveram o nível de espetáculo de 2023. Ruben Fernandes foi o mais rápido, seguido de Miguel Ribeiro e Nuno Pinheiro. O Punto de António Costa abandonou a refrega com sete voltas cumpridas. Finalmente, vitória na Taça 1000 para o avô da velocidade, Miguel Barata (que cumpriu 87 garbosos anos no Estoril) e de Miguel Miguel na H81.

    A segunda corrida ficou marcada pela entrada em pista do “Safety Car” depois do motor do Peugeot 106 Rally de Paulo Teixeira ter entregado a alma ao criador e encharcada de óleo entre a parabólica interior e a curva da Orelha.

    Os pilotos fizeram, apenas, 10 voltas, mas tivemos uma corrida ASC e uma corrida DSC, ou seja, “Antes do Safety Car” e “Depois do Safety Car”. Luís Mendes, com os pneus frios, perdeu a liderança no recomeço. Um “deja vu” da primeira corrida. O piloto do AX Sport recuperou a liderança e a vitória acabou no bolso de Luís Mendes. Atrás do Citroen e do Datsun chegou a haver um quatro lado a lado na travagem para a Curva 1 do Autódromo.

    A mecânica mais maldisposta – é da idade! – dos Datsun 1200 acabou por dar palco a outros pilotos. Com João Braga a não conseguir defender o seu segundo lugar, foi Jorge Marques quem teve de suar as estopinhas para passar por Duarte Trindade que, assim, ficou com um saboroso pódio na frente dos Datsun 1200 de Nuno Soares e Nelson Resende. Quem não participou até final foi o Datsun 1200 de Carlos Barbosa da Cruz.

    Para Miguel Miguel, mais problemas técnicos deixaram o jovem piloto a uma volta do líder depois de uma passagem pelas boxes. Rui Gama e Nuno Pinheiro não participaram nesta segunda corrida. Contas feitas às classes, claro, segunda vitória para Luís Mendes nos L1300, seguido de Jorge Marques, Duarte Trindade (Peugeot 106), João Arantes (Toyota Starlet) e Mota Freitas (Citroen AX Sport).

    Nos H75, vitória para Nuno Soares (Datsun 1200) seguido por Nélson Resende (Datsun 1200) e Pedro Barbosa (Datsun 1200). Nos H71, João Neves levou o seu Datsun 1200 à vitória, repetindo o sucesso da primeira corrida. Finalmente, Miguel Miguel ganhou os H81.

    No Desafio ANPAC, com a ausência de Nuno Pinheiro, Ruben Fernandes e António Costa lutaram pelo primeiro posto e ainda se entretiveram com uma escaramuça com Mota Freitas. Miguel Ribeiro foi o terceiro.

  • Bernardo Pinheiro vence em Barcelona

    Bernardo Pinheiro vence em Barcelona

    Poucos são os pilotos que contam no seu palmarés uma vitória na sua corrida de estreia e após ter vencido ontem em Barcelona no arranque do European Le Mans Series 2024 Bernardo Pinheiro faz parte dessa restrita lista  num dia em que não apenas venceu entre os LMP3 mas ajudou de forma decisiva à vitória e primeiro pódio do Team Virage na categoria.

    Dividindo o volante do Ligier com o número 8 com Gillian Henrion e Julien Gerbi o piloto de Portimão iniciou a corrida na segunda posição mas depois de um fantástico trabalho de equipa foi na primeira posição que cruzou a linha de meta após quatro horas de corrida onde o trio de pilotos realizou um total de 131 voltas e fechou o duelo catalão com oito segundos de vantagem para os segundos classificados

    Responsável pelo segundo turno de condução o mais jovem do trio – 20 anos cumpridos no passado mês – mostrou a excelência da sua pilotagem ao assumir o volante do 8 com um segundo de vantagem, que transformou em 27 segundos de margem para os adversários quando deixou o ‘cockpit’, uma diferença que se revelou decisiva para a obtenção da vitória.

    ‘Fizemos uma corrida perfeita…sem erros, sem exageros e onde parámos apenas para as três paragens que tínhamos previsto. Foi um dia fantástico e se me dissessem a meio da semana que podiamos deixar Barcelona na frente do campeonato e vencer a abrir a época acho que me teria rido…mas a realidade é que vencemos…que dia este!’ Comenta o jovem algarvio que aos 20 anos de idade continua a espalhar magia e maturidade no paddock do ELMS!

    Com esta vitória o Team Virage assume o comando do campeonato que prossegue no próximo dia 5 de Maio no traçado gaulês de Le Castellet e onde o objectivo será naturalmente vencer de novo pois ‘…agora tudo muda…podemos e sabemos vencer…reforça o piloto do Autódromo Internacional do Algarve que a 19 de Outubro acolhe a derradeira ronda do campeonato.

  • Legends: vitórias repartidas entre Ricardo Bravo e Paulo Sousa

    Legends: vitórias repartidas entre Ricardo Bravo e Paulo Sousa

    A primeira corrida do Campeonato de Portugal de Velocidade Legends 2024 foi dominada pela luta entre os dois BMW M3 de Paulo Sousa e Ricardo Bravo. Um duelo intenso que pregou os espetadores à cadeira. A luta entre os dois pilotos promoveu a aproximação de Paulo Vieira, ficando claro que se poderia assistir às lutas entre os dois M3 E36, arbitrado pelo BMW M3 E30 de Bravo.

    Mas a verdade é que o M3 E30 estava mais veloz e acabou mesmo por ultrapassar Paulo Sousa, reclamando o primeiro lugar da corrida. Aos poucos foi consolidando essa superioridade e terminou com confortável vantagem. O pódio ficou fechado com os BMW M3 de Paulo Sousa e Paulo Vieira. Isto num Top 6 totalmente BMW, já que a seguir ficaram os BMW M3 E30 de Paulo Lima e José Meireles seguidos do BMW M3 E36 de Joaquim Soares!

    Destaques para a excelente sétima posição de Gonçalo Novo ainda com o Peugeot 106 GTI, na frente de Ricardo Diniz e José Miguel Almeida (Honda Integra Type R), fechando o Top 10 o Peugeot 106 S16 de José Mota. Para lá disso, todas as posições estiveram em disputa ao longo da corrida.

    Nas classes, Ricardo Bravo, Paulo Sousa e Paulo Vieira foram os melhores nos L99, seguidos de Joaquim Soares. Nos L90, Paulo Lima foi o melhor, seguido de José Meireles. Na Taça Legends 1600 o melhor foi Gonçalo Novo, seguido de Ricardo Diniz Honda Civic), José Mota (Peugeot 106 S16), Miguel Matias (Citroen Saxo) e Manuel Mota (Citroen Saxo). Na Taça Legends 2000, vitória para José Miguel Almeida (Honda Integra Type R) seguido de Pedro Lisboa (Honda Civic), Jão Ribeiro (VW Golf GTI) e Filipe Matias (Ford Puma). Nos Trophy, Pedro Bartolomeu venceu com o seu Renault Spider, na frente de outro Spider, este de José Calazans e o BMW 320iS de Luís Império.

    O muito calor acabou por prejudicar a segunda manga dos Legends. Desde logo porque um dos animadores da primeira corrida foi forçado a abandonar logo na segunda volta. Com isso, Ricardo Bravo não pode repetir o duelo com Paulo Sousa que, desta forma, regressou ao topo da classificação como foi costume em 2023.

    O piloto do BMW M3 E36 ainda teve alguma luta movida pelo, finalmente fiável, Ford Sierra RS500 de João Novo, mas no final da prova a diferença era assinalável e o mais que o piloto do carro negro conseguiu foi o segundo lugar final, na frente de Paulo Lima. João Novo conseguiu, assim, quebrar o domínio dos BMW M3 que, ainda assim, ficaram com os lugares depois do pódio com José Meireles a colocar o BMW M3 E30 no quarto lugar, seguido de Joaquim Soares (BMW M3 E36).

    José Miguel Almeida fez uma excelente corrida e além de ganhar a Taça Legends 2000, rubricou um excelente sexto posto à geral. Uma exibição ao nível daquela que teve Tiago Ribeiro, sétimo classificado. A fechar o top 10 ficaram Pedro Bartolomeu e Miguel Matias.

    Destaques para a má classificação de Paulo Vieira (apenas 12º) e para os abandonos de Luís Império (BMW 320iS), André Monteiro (Citroen Saxo Cup), Paulo Ferraz (Renault Clio 16V) e José Mota (Peugeot 106 16S). Não alinharam Luís Barros (Ford Sierra RS500), Sérgio Pinto e o seu curioso e bonito Subaru Impreza 555 e o BMW 635 CSi de Miguel Garcia.

    Nas classes, vitória para Paulo Sousa nos L99, seguido de Joaquim Soares e Paulo Vieira. Nos L90, vitória sorriu a João Novo, seguido de Paulo Lima e José Meireles. Na Taça Legends 1600, vitória para Ricardo Diniz (Honda Civic) seguido de Miguel Matias (Citroen Saxo) e Manuel Mota (Citroen Saxo). Na Taça L2000, vitória para José Miguel Almeida, seguido de Tiago Ribeiro (ambos em Honda Integra Type R).  Nos Trophy, vitoria para Pedro Bartolomeu, seguido de José Calazans, ambos em Renault Spider.