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  • Kumho é o pneu oficial do Clio Trophy Portugal 2024

    Kumho é o pneu oficial do Clio Trophy Portugal 2024

    Serão as “borrachas” da marca coreana que vão “calçar” os Renault Clio Rally5 que disputarão a edição inaugural do Clio Trophy Portugal. A ASR Tyres assume assim o papel de parceiro técnico oficial do novel troféu de base promovido pela marca francesa nos ralis lusitanos.

    Para a empresa galega sediada em Gondomar e liderada por Alfonso Salgueiro é mais um desafio que junta ao seu vasto portfólio europeu.

    O líder da empresa considera ser “uma oportunidade, um desafio e um reconhecimento ter os pneus Kumho e a ASR Tyres ligada a um troféu oficial da Renault. É uma oportunidade, porque nos vai permitir consolidar a nossa posição nos ralis, sendo obviamente um enorme desafio pois vai exigir de nós total foco no apoio técnico às equipas. É ainda um reconhecimento, não só do trabalho que a nossa empresa tem vindo a desenvolver em Portugal, em Espanha e no resto da Europa, mas sobretudo da qualidade dos pneus de competição Kumho”.

    Alfonso Salgueiro lembra que “em 2023, a exemplo do que tem sucedido nas épocas anteriores, os pneus Kumho voltaram a ser capazes de contribuir para várias equipas conquistarem vitórias às gerais e nas categorias em mais de duas dezenas de ralis em Portugal, tendo ainda sido protagonistas técnicos da obtenção de 5 títulos”.

    O Clio Trophy Portugal 2024 é um troféu que se irá disputar com o Renault Clio Rally5, o carro da categoria base da pirâmide de ralis da FIA, em cinco provas, duas de terra, três de asfalto. Os prémios ainda não foram anunciados, o carro é o Renault Clio Rally5, com o propulsor 1300 TCe de 180 cavalos, caixa de 5 velocidades Sadev e diferencial autoblocante, sendo apresentado um custo por unidade de 48.500€ na sua versão de asfalto e 52.000€ na de terra.

    A ASR Tyres é o representante oficial dos pneus de competição da marca coreana em mais de uma dezena de países europeus. Nos últimos seis anos, tem promovido a realização do Desafio Kumho nos ralis em Espanha e Portugal, sendo ainda fornecedora oficial do Campeonato de Espanha de Ralicross (CERX).

  • Filipe Albuquerque foi considerado piloto do ano pelo SportsCar365

    Filipe Albuquerque foi considerado piloto do ano pelo SportsCar365

    Filipe Albuquerque voltou a ser distinguido, desta vez pelo Sportscar365 como o Piloto do Ano 2023 nos GTP – Grand Touring Prototype.

    Após uma temporada de grandes desafios sobretudo pela incerteza da nova era GTP no IMSA WeatherTech SportsCar Championship, o piloto português foi dos que mais sobressaiu ao longo de todo o ano. Não foram precisas vitórias, nem títulos para que Filipe fosse reconhecido como o melhor piloto em pista e a isso se deve a sua inigualável determinação e sobretudo profissionalismo.

    Ao enfrentar contratempos ao longo da temporada que ainda assim lhe conferiu novo título de vice-campeão, o piloto de Coimbra mostrou resiliência, contribuindo significativamente para escrever a narrativa da temporada que culmina agora com mais esta distinção.

    “Estou mais uma vez muito grato por ver o meu trabalho reconhecido. Não consegui títulos, mas recebo toda esta consideração por parte daqueles que são verdadeiros especialistas na matéria. É muito gratificante saber que nada foi em vão. Esta distinção é fruto do trabalho de toda a equipa e só nos motiva a querer fazer mais e melhor para a próxima época que está prestes a começar”, referiu Filipe Albuquerque.

    Este reconhecimento enaltece as características de Filipe Albuquerque, mas também coloca o automobilismo português num patamar de destaque pelo mundo.

  • Marco Oliveira: “Em 7 provas vencemos 5 e, por isso, acho que fomos uns justos campeões”

    Marco Oliveira: “Em 7 provas vencemos 5 e, por isso, acho que fomos uns justos campeões”

    Sagrar-se campeão na refrega do Campeonato Promo Norte de Ralis depois de nem ter nos seus planos fazer o campeonato por inteiro, eis a proeza de Marco Oliveira que, navegado pelo experiente Ricardo Sousa, levou o bem preparado VW Polo N5 a quatro cinco (Santo Tirso, Mesão Frio, Chaves-Verin, Viana do Castelo e Murça) nas sete provas que disputou. Para o piloto de Várzea do Douro este é o primeiro título na sua curta carreira.

    À partida para 2023, quais eram os objetivos que tinha em mente?

    Sinceramente tínhamos ideia de apenas fazer algumas provas e sem qualquer intenção de fazer o campeonato. Seria uma época de aprendizagem e para evoluir. Depois, os resultados foram aparecendo, percebemos que eramos muito competitivos e fomos estabelecendo metas. Assumo que, logo após os primeiros ralis, decidimos lutar pelo título do Promo Norte.

    Qual foi o maior desafio que enfrentou?

    O maior desafio da temporada foi sem dúvida trabalhar e evoluir a afinação do carro e percebermos até onde poderíamos ir. Em termos de limite do carro foi bastante desafiante para nós e para a nossa equipa que fez um trabalho notável.

    Num ano com tantas alegrias, consegue escolher o melhor momento? E já agora, o pior…

    Neste ano de 2023 tivemos muitos bons momentos. Em primeiro lugar a conquista do campeonato, não esquecendo as quatro vitórias, principalmente a que conquistamos de forma dominadora em Murça e que selou as contas do título. Fora do campeonato, deu muito prazer vencer o Motorshow 2023, frente a um excelente leque de pilotos.

    O momento mais desapontante aconteceu logo no nosso primeiro rali. A estreia em Famalicão teria sido memorável. Ganhamos o rali à geral na estrada e, sem nos conseguirem justificar até hoje porque agiram de tal forma e já depois do parque fechado ,alteraram a classificação para nos colocarem no 2º lugar, sem nenhum argumento ou justificação por parte da organização!

    Que balanço global faz da temporada?

    O balanço não podia ser mais positivo. Em relação ao campeonato, fomos sem dúvida os mais fortes e conquistamos o 1º lugar em praticamente todas as provas que realizamos. Em 7 provas conquistamos o 1º lugar em 5 e, por isso, acho que fomos uns justos campeões. Além disso, sentimos que evoluímos de rali para rali e foi sem dúvida uma aprendizagem contínua. Honramos os nossos patrocinadores e quem nos apoiou. Não posso deixar passar a oportunidade de agradecer aos nossos  adversários por terem sido rivais saudáveis. Foi fantástico o ambiente vivido entre nós nesta temporada. Um bem haja a todos!

    E agora está aí a bater à porta 2024. O objetivo será defender o título?

    Para 2024 já elaboramos o nosso projeto, mas ainda estamos em fase de negociação e só lá mais para a frente é que poderemos assumir o que iremos fazer. Certo será que iremos fazer ralis, mantendo o VW Polo N5 e, onde quer que venhamos a participar, entraremos sempre para discutir as vitórias!

  • Rali de Murça terá honras de fecho da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup 2024

    Rali de Murça terá honras de fecho da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup 2024

     Na sequência do êxito alcançado em 2023, época em que se bateu o recorde de inscritos, ao chegar aos 16 participantes, e com a discussão do título em aberto até à última prova, a TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup contará com novidades relevantes em 2024.

    Uma grande parte das mesmas incidirá no calendário, que conta de novo com quatro provas em Portugal e outras tantas em Espanha. Os pisos de terra e de asfalto voltam a estar repartidos, a nível de protagonismo, em partes iguais, uma caraterística que converte este troféu monomarca organizado pela Toyota Caetano Portugal, Toyota Espanha, e MSI numa referência, tanto para os pilotos mais jovens que ambicionam progredir nas suas carreiras, como para aqueles que querem divertir-se nos ralis ao volante de um veículo de alto desempenho e de tração às quatro rodas como é o Toyota GR Yaris RZ Cup.

    O ano desportivo começará no Rally Serras de Fafe, que se disputa a 23 e 24 de fevereiro e que se converteu numa das jornadas mais emblemáticas da temporada, já que conta sempre com uma importante presença de público, dada a espetacularidade das suas “especiais” de terra.
     
    Para que os entusiastas espanhóis possam desfrutar da competitividade do Toyota GR Yaris da TGR Iberian Cup será necessário esperar pela primeira semana de abril. Como novidade e pela primeira vez, os pilotos disputarão o Rally Internacional Sierra Morena (6/7 abril), em asfalto. De seguida duas provas consecutivas em Portugal, com o Rally Terras D’Aboboreira (26/27 abril), que decorrerá em pisos de terra, e o Rally de Lisboa (6/8 junho) em asfalto.
     
    E assim se chegará à primeira metade da época, com três jornadas consecutivas em Espanha. Tanto o Rally Rias Baixas (5/6 julho) como o Villa de Llanes (20/21 setembro), ambos em asfalto, serão duas provas inéditas no calendário da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup, enquanto o Rally RACC Catalunha-Costa Dourada (19/20 outubro) voltará ao calendário, depois de ter estado ausente em 2023, ainda que desta vez em piso de terra.
     
    Em 2024, o final de festa será vivido em Portugal, com a última novidade do calendário, já que pela primeira vez se disputará o Rally de Murça (17/18 novembro). Trata-se de uma prova que conta com um interesse particular: vai ter coeficiente 1,5. O que significa que tanto os pontos atribuídos no final do rali como os creditados aos vencedores das classificativas têm um valor especial, algo que pode deixar aberta a classificação geral do troféu até aos últimos quilómetros da competição.
     
    Ao inovador calendário juntam-se prémios ainda melhores a atribuir no final da época. Nesse capítulo, a principal novidade é que o vencedor da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup terá a possibilidade de disputar um rali em 2025 aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2 com que a Toyota competirá oficialmente em 2024. Este prémio acresce aos 27.500 euros atribuídos em cada rali e aos 64.000 euros repartidos pelos três primeiros classificados da geral no final do ano. Além disso, o melhor piloto Junior (menos de 24 anos), o primeiro piloto Senior (mais de 54 anos), a melhor piloto feminina e o melhor navegador (este último prémio, outra novidade para 2024) receberão um cheque de 3.000 euros, prémio acumulável com as quantias anteriormente mencionadas.
     
    Todos os pilotos que disputem as oito provas do calendário contarão com uma ajuda de 1.500 euros. Por outro lado, os que tenham participado nas duas temporadas anteriores da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup não pagarão inscrição em 2024. Pela primeira vez, as provas em Espanha do troféu monomarca organizado pela Toyota Caetano Portugal, Toyota Espanha e MSI acompanham o Super-Campeonato de Espanha de Rallys, o que será um grande aliciante para todas as equipas participantes.

  • Adão Pinto: “fomos campeões e, sem os problemas técnicos, poderíamos ter feito o pleno de vitórias”

    Adão Pinto: “fomos campeões e, sem os problemas técnicos, poderíamos ter feito o pleno de vitórias”

    Nos últimos três anos, o penafidelense Adão Pinto tem sido o grande dominador da Nacional 2RM do Campeonato de Portugal de Ralicross. Aguerrido e talentoso, o piloto nascido em terras de Abragão chegou ao 2023 ao terceiro título consecutivo, vencendo ainda nas contas da Divisão 2, mesmo tendo enfrentado uma época em que nem tudo foram ‘rosas’.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    O meu objetivo era revalidar os títulos. Mesmo sendo dos pilotos com meios limitados e obrigado a fazer um esforço enorme para competir, pois trabalho em França e, cada corrida, exige muito em termos logísticos e financeiros, sempre que entro em pista, é para discutir a vitória e, obviamente, para estar na luta pelos títulos. Foi difícil, pois a concorrência na Nacional 2RM é, felizmente, muito forte, mas conseguimos e, como tal, cumprimos tudo a que nos propusemos.

    Qual foi o maior desafio?

    O maior desafio e também o momento mais significativo do ano aconteceu na Taça de Portugal, em Lousada. E nada teve a ver com a minha época pessoal. Viver o momento da estreia do meu filho André foi algo único. Rebentei de orgulho, mas também de nervosismo, pois queria que tudo lhe corresse bem. Foi um fim-de-semana inesquecível, para mim, para ele, para a mãe, para a família e para os amigos. Saí de Lousada muito orgulhoso com a exibição dele!

    E o momento mais despontante?

    Apesar dos problemas noutras provas, que nos tiraram alguns pontos, o momento mais despontante aconteceu já na última prova. Estavam os títulos em discussão e os problemas técnicos que afetaram o carro iam deitando tudo a perder. Felizmente, com o apoio da minha equipa, conseguimos ir gerindo a situação até ter os pontos necessários para revalidar os títulos.

    Que balanço faz da época?

    O balanço só pode ser muito positivo. Fomos campeões e, se não tivéssemos tido tantos problemas técnicos, julgo que poderíamos ter feito o pleno de vitórias. Mas, quero dar os parabéns a quem também venceu, principalmente à Rafaela pelo triunfo merecido na Taça. É sinal de que temos um campeonato competitivo e isso é o que mais me motiva.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    “Muito gostaria de poder ambicionar trocar de ‘montada’ e até mudar de Divisão, mas não vou entrar em loucuras financeiras. Correr é um passatempo e a família e o trabalho estão sempre primeiro. Vamos trabalhar no Astra, prepará-lo de forma afincada para tentar debelar de vez algumas fragilidades e lá estaremos em pista para tentar chegar ao tetracampeonato!”

  • “DIH 4 Global Automotive” vai apoiar PME na transição digital

    “DIH 4 Global Automotive” vai apoiar PME na transição digital

    A Mobinov – Associação do Cluster Automóvel de Portugal – irá liderar um novo projeto que pretende acelerar o desenvolvimento de novos produtos e soluções para apoiar e capacitar as pequenas e médias empresas (PME) da indústria: o “DIH 4 Global Automotive”, projeto apoiado pelo PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e pelos Fundos Europeus Next Generation EU.

    O primeiro evento da iniciativa, que apenas termina em setembro de 2025, acontece já no próximo dia 16 de janeiro (terça-feira), a partir das 9h30, nas instalações do CEiiA, em Matosinhos.

    Um pólo de inovação digital pertencente à rede europeia EDIH Network, é assim que se assume o “DIH 4 Global Automotive” que irá – através da mobilização de conhecimento, infraestruturas e competências que permitam criar um ambiente digital inovador entre diferentes players da indústria automóvel – providenciar serviços de apoio à transição digital da cadeia de valor, quer ao nível do produto quer do processo, funcionando como um one stop shop para apoiar as empresas na resposta aos crescentes desafios digitais, ao mesmo tempo que aumentam a sua competitividade.

    Kick off do projeto arranca com uma manhã de apresentações

    O “DIH 4 Global Automotive” terá início numa conferência gratuita, organizada pela Mobinov e irá contar com a presença de Jorge Rosa, presidente da Mobinov, e de Luís Guerreiro, presidente do IAPMEI, que às 10h00 irão fazer a abertura da sessão. A este momento segue-se a apresentação do conceito do projeto “DIH 4 Global Automotive”, por Carlos Gonçalves. Já a partir das 10h40 realiza-se uma apresentação sobre cibersegurança na transição digital e, às 11h30, acontece uma exposição que tem como tema a inteligência artificial na transição digital. Posteriormente, acontecerá, ainda, uma sessão de matchmaking através do B2Match, às 12h00, e um almoço de networking, às 13h00.

    Refira-se, ainda, que este novo projeto irá trabalhar ao nível do desenvolvimento de conceitos e produtos inovadores para o carro do futuro, apoiando as PME do setor no desenvolvimento de novas componentes para este automóvel e irá, também, auxiliar nas mudanças necessárias dos processos de produção associados à indústria 4.0 e ao conceito de fábrica do futuro.

    Mais informações sobre o Plano de Recuperação e Resiliência português disponíveis em: https://recuperarportugal.gov.pt/.

  • Henrique Chaves: “foi preciso muito trabalho para chegar aqui!”

    Henrique Chaves: “foi preciso muito trabalho para chegar aqui!”

    Henrique Chaves viu o seu esforço de anos no automobilismo recompensado com a assinatura de um contrato de piloto de fábrica da Aston Martin. O jovem de Torres Vedras olha para trás e aponta alguns episódios que foram determinantes para alcançar um dos grandes marcos da sua carreira.

    Quando foi que sentiste que estavas no radar dos construtores e, concretamente, da Aston Martin?
    Henrique Chaves: Penso que o que me colocou no radar foi, basicamente, o ano 2022, quando tive a oportunidade de correr com a Aston Martin. Obviamente, que toda a minha carreira e as prestações que tive ao longo de anos provaram que poderia ter as qualidades para ser piloto de fábrica da Aston Martin. Mas 2022 foi muito importante, assim como a vitória em Le Mans, claro.

    O que consideras ter sido determinante para que tenhas conseguido alcançar este marco na tua carreira?
    Henrique Chaves: Para alcançar este marco, foi preciso muito trabalho. Obviamente, tenho uma equipa por trás de mim que me ajudou, que me apoiou bastante e acreditou em mim, sem a qual teria sido possível chegar aqui. Penso que foi todo esse apoio e obviamente o trabalho diário seja, físico, psicológico, mental, preparação da corrida em termos de análise de dados, que me ajudou, no fundo, a alcançar este marco na minha carreira.

    Se tivesses de apontar uma corrida como teu cartão de visita, qual escolhias?
    Henrique Chaves: Penso que Le Mans, claramente, dá sempre um destaque especial no currículo de um piloto, não é? Mas seguramente que houve várias prestações que, provavelmente resultaram neste olhar mais atento da Aston Martin e em especial, este ano, as 24 Horas de Spa, prova em que consegui recuperar do vigésimo oitavo lugar na grelha de partida para quarto com todos os ‘top-guns’ das outras marcas em pista. Portanto, acredito que esta prova foi um bom cartão visita. Também, por exemplo, a corrida sprint em Misano, em que consegui ultrapassar o Porsche em situações muito difíceis, com andamentos muito iguais, mas foi uma ultrapassagem muito bem conseguida. Mas no fundo, é um conjunto de prestações. Obviamente que um construtor não se baseia apenas numa só coisa, baseia-se num conjunto de várias coisas. E, claro, é de realçar também o facto de não me envolver em acidentes, e de não ter um impacto directo nas corridas que não terminámos. Portanto, penso que isso tudo pesa numa decisão de um construtor em contratar um piloto.

    O que significa para ti seres agora piloto de fábrica da Aston Martin?
    Henrique Chaves: Isto é o alcançar de um sonho que sempre foi um dos meus objectivos – tornar-me piloto profissional, fazer disto a minha vida. Felizmente, a Aston Martin contratou-me, viu algo em mim e está a dar-me essa possibilidade.

    Quais são os teus objetivos enquanto piloto de fábrica da Aston Martin?
    Henrique Chaves: Tenho simplesmente de justificar a confiança que depositaram em mim e continuar esta relação durante muitos anos, dado que o meu objectivo sempre foi estar ligado a uma marca. Este é o meu foco, manter uma relação longa e próxima com a Aston Martin. Portanto, terei de trabalhar para que me desejem manter e fazer parte desta família.

  • Gonçalo Janeira: “2023 foi um desafio positivo, aprendi muito, principalmente sobre os limites do carro”

    Gonçalo Janeira: “2023 foi um desafio positivo, aprendi muito, principalmente sobre os limites do carro”

    O piloto-preparador do Fundão esteve presente em seis das oito provas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2023, mas, nem as duas ausências, o impediram de dominar e vencer no Grupo Super Challenge B. Gonçalo Janeira faz um rescaldo positivo da temporada, apesar da alteração regulamentar que o fez ter de enfrentar na categoria adversários com “montadas” muito mais fortes do que o seu bem preparado Citroen AX GTi.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    Visto estar inscrito nos LEGENDS, com o carro devidamente revisto e com um setup mais do que testado e eficaz para a Montanha, esperava que fosse uma temporada tranquila. Enganei-me ou fui enganado, visto estar o carro exatamente com as mesmas especificações da temporada 2022 e sem que houvesse quaisquer alterações no regulamento específico para o meu grupo “Legends Especial “, fui obrigado a mudar para a Categoria Super Challenge, onde me tornei ‘carne para canhão’, sendo forçado obrigado a competir com carros muito mais potentes.

    Então, esse acabou por ser o maior desafio da época?

    Claramente. Trabalhamos muito para nos conseguirmos adaptar ao andamento da concorrência, sem que a mecânica do Citroen AX  GTi cedesse, me deixasse pelo caminho e não conseguisse cumprir com os compromissos a que me propus com os patrocinadores. Foi um desafio positivo, pois aprendi muito, principalmente sobre os limites do carro e a equipa técnica do J. Janeira Racing Team está de parabéns.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    O melhor momento…. foram vários. Discutir tempos com pilotos e carros de referência, melhorar os meus recordes nos traçados das rampas, receber elogios e comentários positivos de grandes ‘Senhores das Corridas’, triunfar na minha divisão, conquistando assim mais um título e ter sempre o apoio da família, amigos e patrocinadores.

    O pior momento, foi sem dúvida o dia em que me mudaram dos Legends para os Super Challenge.

    Que balanço faz da temporada?

    Foi uma temporada de foco e muito trabalho, pois só assim se consegue atingir o sucesso tão desejado. Uma temporada desafiante em todos os aspetos, mas que no fim se mostrou muito gratificante.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    Vamos voltar a estar no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, com o mesmo carro, que será alvo de um profundo trabalho de preparação e vamos nos desafiar a tentar fazer ainda melhor do que em 2023. Voltar a conquistar o Grupo SC B e fazer melhor do que o Top 12 absoluto que conquistamos em 2023 entre os Super Challenge.

  • Honda e Isuzu iniciam testes de camião a hidrogénio em estradas públicas no Japão

    Honda e Isuzu iniciam testes de camião a hidrogénio em estradas públicas no Japão

    Com a cooperação da Honda Logistics Inc. e da Isuzu Logistics Co., Ltd., as empresas de logística do Grupo Honda e do Grupo Isuzu, respetivamente, começam hoje (22 de dezembro de 2023) a realizar testes de demonstração do GIGA FUEL CELL nas estradas públicas do Japão para verificar o potencial da utilização do combustível hidrogénio e a praticabilidade dos camiões FC (Fuel Cell – célula de combustível).

    A Isuzu e a Honda acreditam que a tecnologia FC, que utiliza o hidrogénio como combustível, com zero emissões de dióxido de carbono (CO2), será eficaz para alcançar a neutralidade de carbono dos camiões pesados que são necessários para alcançar um transporte de alta eficiência (com a capacidade de condução de longa distância, grande capacidade de carga e reabastecimento rápido).

    Desde a assinatura de um acordo em janeiro de 2020 para a realização de investigação conjunta sobre camiões pesados movidos a FC, as duas empresas têm trabalhado na verificação da compatibilidade do sistema FC nos camiões pesados e no estabelecimento de uma base para tecnologias básicas, como as tecnologias de controlo de veículos.

    As duas empresas planeiam introduzir o modelo de produção no mercado em 2027, tirando o máximo partido da tecnologia, da experiência e dos conhecimentos adquiridos através da investigação conjunta. Os testes arrancam com um veículo a 22 de dezembro de 2023 e deverão decorrer até setembro de 2024, percorrendo toda a zona de Kanto (distritos de Tochigi, Saitama, Tóquio e Kanagawa).

    Para além da compatibilidade com o mercado de veículos pesados, a Honda e a Isuzu pretendem avaliar o caráter prático do veículo (o camião pesado FC) no que respeita à condução na via pública, mas também na movimentação de carga e gestão do funcionamento do veículo, incluindo o reabastecimento de hidrogénio.

  • Autódromo Internacional do Algarve registou em 2023 novos máximos globais

    Autódromo Internacional do Algarve registou em 2023 novos máximos globais

    No final de mais um ano marcado por uma intensa ocupação das suas instalações o Autódromo Internacional do Algarve fecha 2023 novamente com cifras recordistas quanto à sua actividade e número de visitantes.

    Com um vasto programa de corridas realizadas no seu complexo nos últimos 12 meses, aos quais se juntaram igualmente as competições levadas a cabo no Kartódromo Internacional do Algarve, todo o complexo mostrou uma vez a sua importância não apenas como forma de promoção do Algarve e Portugal em todo o planeta, mas igualmente a sua relevância para toda a economia da região e do país fruto do elevado número de forasteiros que acompanharam a prova ao vivo.

    Com provas de diversos escalões nas duas e quatro rodas de âmbito nacional e internacional o circuito algarvio teve na abertura do campeonato do mundo MotoGP o seu evento maior do ano, capaz de gerar quase 80 milhões de euros de retorno económico directo para o país e um retorno mediático superior aos 200 milhões de euros. Com mais de 123 mil espectadores nas bancadas ao longo do fim-de-semana foi o evento que maior ocupação gerou no circuito ao lado do Mundial Superbike realizado em Outubro e que levou ao circuito mais de 40 mil espectadores.

    ‘Os eventos que recebemos ao longo do ano foram mais uma vez avaliados muito positivamenter por parte dos promotores e novamente foram ‘alavanca’ preponderante para a economia da região, do Algarve e também de Portugal, com destaque óbvio para o MotoGP que atingiu cifras recordistas de acordo com o estudo realizado e que mais uma vez comprovou que o Autódromo Internacional do Algarve é um importante activo económico do país e um veículo de promoção do Algarve e do país.’ reforça Paulo Pinheiro, o CEO da Parkalgar.

    De importância maior na actividade e popularidade do Autódromo Internacional do Algarve, a Racing School voltou a ter um 2023 pleno de actividade e fechou o ano novamente com registos recordistas face a 2022. Quase 5000 foram as pessoas que passaram pela mesma, num total de 2687 experiências e mais de 5 centenas de cursos realizados. Os 103 eventos corporativos foram desenhados e levados a cabo pela equipa da Racing School, tendo os seus veículos cumprido quase 11.000 voltas à pista num total de quilómetros superior aos 49.500.

    Além destes números já de si fantásticos a Racing School do AIA organizou ainda 3 ‘track days’ e outros tantos cursos Moto sempre com forte ligação à Yamaha, tendo os instrutores Auto assumido a responsabilidade de condução de Safety Car em diversas provas por 18 dias do ano 2023.

    Marcas como a BMW, Mclaren, Michelin, Mercedes, Bimby ou Repsol, entre muitas outras, estiveram no Autódromo Internacional do Algarve a realizar eventos destinados aos seus funcionários e clientes, com destaque para a marca francesa de pneus que durante mais de 40 dias esteve no Algarve no final do Verão em conjunto com 4000 convidados que descobriram não apenas o circuito, mas igualmente toda a região e toda a sua oferta do ponto de vista turístico.

    Na longa lista de ‘ilustres’ que passaram pelo Autódromo Internacional do Algarve em 2023 encontramos nomes como os de Valentino Rossi ou Max Verstappen, o primeiro nove vezes campeão do mundo de motociclismo e o segundo tri-campeão do mundo de Fórmula 1 que esteve neste mesmo de Dezembro durante dois dias em pista a preparar a sua equipa de GT’s ao volante de vários carros. Mas em 2023 foram muitos mais aqueles que descobriram ou regressaram ao desafio que é cumprir uma volta rápida no Autódromo Internacional do Algarve, como Juan-Pablo Montoya, Nelson Piquet Júnior, António Félix da Costa, Mick Schumacher, Nicolas Lapierre, Toprak Razgatlioglu, Franco Morbidelli, Lando Norris, Lance Stroll e muitos outros que escolheram as 15 curvas do circuito como cenário para testar e preparar os seus desafios desportivos.

    Mas além dos pilotos também marcas e equipas testaram no Autódromo Internacional do Algarve, trazendo até ao sul de Portugal tanto os seus veículos de competição como os modelos de produção. Equipas de Fórmula 1 como a Alpine, Alpha Tauri ou Mclaren aqui deram continuidade ao desenvolvimento dos seus monolugares, o mesmo se passando com os vencedores das 24 Horas de Le Mans, a Ferrari, que realizou o seu derradeiro teste antes da prova gaulesa no Autódromo Internacional do Algarve, à semelhança do que fizeram a Peugeot e a própria Porsche que além da equipa do WEC trouxe igualmente ao Algarve a Porsche Experience para um mês de intensa actividade com clientes de todo o mundo num evento que colocou em pista mais de uma centena de veículos. Entre os múltiplos eventos realizados no circuito junto a Portimão também a BMW voltou a escolher o AIA para revelar aos jornalistas os seus modelos.