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  • José Carlos Pires e Francisco Abreu contam como foi o caminho do título do GT4

    José Carlos Pires e Francisco Abreu contam como foi o caminho do título do GT4

    Para José Carlos Pires, Francisco Abreu e a Speedy Motorsport, a participação no Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade em 2023 representava um salto para o desconhecido. Apesar de todos os desafios, o trio, assente num carro completamente novo e muito competitivo, conquistou os títulos que disputava.

    Este ano José Carlos Pires e Francisco Abreu abraçavam um novo repto para as respectivas carreiras, participando na mais importante competição da Península Ibérica.

    Os dois pilotos nunca tinham feito equipa e, para aumentar a incógnita para uma época que se adivinhava exigente, tinham ao seu dispor o novíssimo BMW M4 (G82) GT4, lançado para este ano pela marca de Munique, ao passo que a Speedy Motorsport, pela primeira vez, tomava parte no Iberian Supercars Endurance e no Campeonato de Portugal de Velocidade.

    José Carlos Pires aponta, precisamente, o tamanho da montanha que toda a equipa e pilotos tinham de escalar: “no início esperava uma temporada com desafios, competitiva, em que eu tinha de me habituar a um carro com mais de 1500kg de peso e mais de 400cv, algo em que nunca tinha competido de forma regular em toda a minha carreira. Esperava um leque de pilotos experiente a partilhar a pista connosco e nós não sabíamos como estaríamos a nível de competitividade global: pilotos, equipa e carro! Esperava também um piloto forte, como é o caso do Francisco, para meu colega de equipa”.

    Francisco Abreu afina pela mesmo diapasão do seu parceiro aos comandos da máquina bávara, muito embora sublinhe o facto de a Speedy Motorsport se estar a envolver no Iberian Supercars e no Campeonato de Portugal de Velocidade lhe dava garantias fortes.

    “Bom, no início esperava, desde logo, um campeonato competitivo com muitos carros e adversários à altura. Tudo era novo para mim. A Speedy Motorsport era uma equipa nova. Não conhecia o Zé Carlos nem o BMW M4 (G82) GT4, mas conheço o Pedro Salvador há muitos anos e sabia que se ele me contactasse seria para um projecto vencedor. Tenho acompanhado a Speedy Motorsport desde a sua nascença, portanto, quando aceitei o desafio, esperava um campeonato duro, mas com condições de lutar pela vitória. Senti que era um bom momento, aceitar este desafio na minha carreira”, sublinhou o piloto madeirense.

    Desde cedo que o duo do BMW M4 GT4 da Speedy Motorsport se mostrou competitivo, com duas pole-positions no primeiro fim-de-semana da temporada, que teve como palco o Autódromo Internacional do Algarve, mas isso não aconteceu sem contrariedades, algumas das quais inerentes à própria competição.

    “O pouco tempo em pista com o BMW para o colocar a 100% foi um desafio. Era um carro novo, do qual não tínhamos histórico, o que nos obrigou a aprender ao longo de toda a temporada… até à última corrida, no Estoril. No Estoril, fomos quase de certeza, e também devido ao BoP, um dos carros menos competitivos da grelha. O Estoril era a etapa do campeonato em que não se podia ‘deitar pontos fora’ e não podíamos falhar”, apontou José Carlos Pires.

    Francisco Abreu, muito embora admita que o BoP foi um factor na performance do carro da Speedy Motorsport e o ‘handicap’ para a segunda corrida um que não ajudou a equipa, prefere enaltecer como toda a estrutura foi ultrapassando todas as contrariedades durante uma temporada muito selectiva: “não foi fácil lutar contra o ‘handicap’ de dez segundos da segunda corrida e o equilíbrio do carro para cada tipo de pista. Acertar o equilíbrio do BMW, que contou com sucessivas penalizações de BoP ao longo do ano, foi um grande desafio, mas que ultrapassámos na perfeição, mesmo sem experiência com este carro. Estou muito feliz com os dados que acumulámos e com a eficácia com que fomos evoluindo ao encarar cada fim-de-semana. No final da temporada estávamos muito penalizados, ao nível da potência, do peso e da altura do carro”.

    O cenário para uma temporada disputada em que todos os pontos seriam determinantes estava montado, tendo os Campeões deste ano em Nuno Pires, o irmão de José Carlos, e Elias Niskanen, o campeão de 2022, os grandes adversários, num título que se decidiu apenas na última corrida da época.

    José Carlos Pires admite que as contingências das corridas acabaram por ser determinantes para o desfecho final: “o Nuno Pires e o Elias Niskanen foram sem dúvida os nossos grandes rivais, pela competitividade e regularidade que os dois mostraram desde o início, no Algarve. Nós, no Algarve, a primeira corrida do ano, que tínhamos um carro muito competitivo, perdemos valiosos pontos que nos fizeram sofrer na temporada toda (n.d.r.: não puderam alinhar na pole-position para a primeira corrida por terem apanhado os semáforos da via das boxes fechados e na segunda corrida sofreram um toque logo na primeira travagem). Por outro lado, a Lema Racing tinha um carro muito competitivo no Estoril, talvez o melhor de todos naquele fim de semana, e foi onde fizeram menos pontos (n.d.r.: sofreu um toque na segunda corrida quando liderava que os atirou para o abandono na segunda corrida)… Por vezes é assim!”

    Francisco Abreu concorda com o seu colega de equipa, apontando Nuno Pires e Elias Niskanen como adversários muito fortes, assentes numa estrutura que conhece bem o seu carro. “A Lema Racing é uma das melhores equipas da Europa. São uma equipa que já conta com muitas dezenas de milhares de quilómetros com o Mercedes AMG GT4 e sabíamos que não nos iam deixar uma tarefa fácil. Foram adversários à altura e na última prova, no Estoril, tínhamos alguma margem para defender e foi isso que fizemos. Conseguimos o objectivo de sermos Campeões de Portugal de Velocidade, outra vez, e vencer o Iberian Supercars Endurance”, frisou o madeirense.

    Estas duas duplas protagonizaram uma batalha pelo título ao longo de toda a época, o que criou um final de temporada, tendo o Autódromo do Estoril como palco, entusiasmante, tenso e com volte de faces dramáticos, um desfecho de antologia.

    A intensidade com que lidaram foi bem patente nos protagonistas, mas isso só dá ainda mais valor às conquistas do duo do BMW M4 (G82) GT4. “Eu gosto, quase sempre, mais da viagem do que somente do destino! O que retiro de 2023 foi a aprendizagem de trabalhar com a Speedy Motorsport num carro e projecto novos, um colega de equipa com quem gostei de partilhar o carro, as disputadas qualificações e as batalhas e ultrapassagens que adorei e aconteceram em pista. O título no final é resultado de um processo de trabalho de pilotos, equipa, dedicação e exigência de todos – puxámos uns pelos outros! A experiência que tínhamos na última corrida do Estoril como equipa levou-nos a que, com um carro inferior ao que tínhamos no Algarve, fizéssemos um bom trabalho e pontuássemos bastante mais!”, sublinhou José Carlos Pires.

    Para Francisco Abreu, para além do seu valor inerente, este ceptro tem um sabor muito especial: “tem um significado muito grande para mim. É um título que marca os vinte anos da minha carreira, desde o início, nos tempos no Kartódromo do Faial, onde comecei em 2003, aos dias de hoje e que é o quarto título consecutivo na Península Ibérica. Sinto-me aliviado e quero deixar este título a todos os que me acompanham desde sempre: família, amigos e patrocinadores”.

    Depois do retumbante sucesso deste ano, José Carlos Pires coloca o foco em defender o campeonato, em 2024, reconhecendo que é necessário dar um passo em frente, dado que a concorrência estará desejosa de suplantarem os campeões. “Os planos para 2024 são continuar a fazer GT4, o mais provavelmente no Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade. A ideia é defender o título, claro, e sermos ainda mais fortes e consistentes do que em 2023”, enfatizou o piloto do BMW da Speedy Motorsport.

    Por seu lado, Francisco Abreu admite ainda alguma incerteza quanto ao passo seguinte da sua carreira, mas sublinha que em equipa que ganha, não se mexe: “neste momento não tenho planos. Se surgir a oportunidade gostava de voltar para defender o título, se possível, de novo com a Speedy Motorsport e com o José Carlos, mas não sei o que me espera. Todos os anos é assim nesta altura do ano. Espero conseguir montar um projecto que seja, de novo, vencedor”.

    Num plantel que tem vindo a crescer de qualidade, assistiu-se a um duelo entre a experiência e a novidade, acabando por serem os estreantes a levar a melhor, evidenciando que, se um projecto for bem delineado e colocado em prática de forma consistente, poderá ser competitivo desde início no Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade.

  • José Lameiro: “a minha estreia na Montanha foi muito positiva”

    José Lameiro: “a minha estreia na Montanha foi muito positiva”

    Foi uma das “aquisições” sonantes do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2023. José Lameiro, piloto e patrão da Diatosta, transferiu-se das lides do Ralicross para a Montanha e, aos comandos do seu Skoda Fabia Super Car, rubricou uma época muito positiva. O piloto de Aveiro faz agora o balanço da temporada.

    No arranque da temporada de 2023, quais eram as suas expectativas?

    “Em 2023, no início, esperava sobretudo aprender e tentar evoluir, pois estava absolutamente consciente das dificuldades. O desafio era extremamente exigente para mim e contrariava todas as minha aptidões naturais. Nunca competira em asfalto e tenho uma dificuldade nata na memorização do traçado, algo absolutamente fundamental para se ser rápido na Montanha. Tem de se conhecer muito bem para confiar e atacar, pois não existe margem de erro. Erras, bates e, sendo assim, estava muito ansioso e nervoso. O primeiro contacto com a Montanha foi, garanto, assustador, mete muito respeito. Admiro muito esta malta, são endiabrados!”

    Modalidade nova, desafios novos. Se tivesse de escolher “aquele momento” na época, qual seria?

    “O maior desafio foi a Falperra, a mítica Falperra. Fazer aquela rampa dá um arrepio na espinha e foi a que mais adorei. nunca me imaginei algum dia a competir ali, alucinante, garanto! Foi espetacular e estou desejoso de lá voltar, com muito respeito!”

    Quais os momentos menos felizes que enfrentou em 2023?

    “Dos momentos desapontantes, foram problemas sentidos no motor, estamos a resolver, as rampas são muito mais exigentes para os motores e o nosso manifestamente não estava adaptado, agora confiamos que ficará bem. Faz parte da curva de aprendizagem pois também para a equipa tudo foi novo. Optei por continuar na DM Motorsport e com a IGV, em vez de mudar para uma outra equipa e sei que continuaremos a ter sucesso, temos valia para isso”.

    E que balanço retira da temporada?

    “Acabei por me surpreender com a nossa rapidez. Falhamos 3 corridas e ainda assim fizemos 12º à geral e Top 4 na geral dos Super Challenge, tendo ainda alcançado o pódio nos SC1. Ora, se levarmos em conta que fiz muitas das subidas com limitações, o balanço mim é excelente. Não batemos nem estraguei o meu ‘rapaz’. O Skoda é um carro fenomenal e vai melhorar em 2024. Foi bom, este campeonato é duro, excelentes carros, excelentes pilotos, sendo assim estou muito feliz, muito contente por estar na Família da Montanha!”

    A época seguinte está quase a bater à porta. Quais os planos e objetivos para 2024?

    Em 2024, a aprendizagem vai continuar, obviamente. Ter fiabilidade mecânica para somar todos os pontos e ser mais rápido nas rampas em que competi serão os grandes objetivos. A melhoria continua está sempre presente comigo, estou sempre desassossegado, sempre a desafiar a evolução e em 2024 queremos ser mais fortes”.

  • PEUGEOT Rally Cup Ibérica revoluciona com Troféus Nacionais em Portugal e Espanha

    PEUGEOT Rally Cup Ibérica revoluciona com Troféus Nacionais em Portugal e Espanha

     PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA irá dar novo salto em frente em 2024, complementando-se com a estreia de dois troféus nacionais: a PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL e o DESAFÍO PEUGEOT em Espanha.

    Projeto de inegável sucesso, tido como uma das referências internacionais em termos de troféus monomarca, a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA mantém-se como a base para que jovens talentos de múltiplas nacionalidades possam progredir nas suas carreiras no mundo dos ralis, elevando-os a outros patamares da modalidade. Será, também esse, o objetivo dos dois novos troféus nacionais, numa aposta de proximidade a cada mercado feita pela PEUGEOT Portugal e pela PEUGEOT Espanha.

    A base de trabalho nas três competições será o robusto e competitivo PEUGEOT 208 Rally4, produto dos ateliers da Stellantis Motorsport e que, nas últimas três épocas tem sido a máquina exclusiva da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, cuja gestão desportiva e logística no terreno se mantém a cargo da Sports & You.

    Serão cinco as provas da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL 2024 e também cinco as do DESAFÍO PEUGEOT 2024. Duas de cada série darão a estrutura da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2024. Todas terão o seu próprio pacote de prémios por prova, de troféus e de prémios de final de época, num montante global que se vê substancialmente reforçado. 

  • Série documental “Mustang Endurance” mostra o desenvolvimento do GT3 da Ford

    Série documental “Mustang Endurance” mostra o desenvolvimento do GT3 da Ford

    Enquanto a equipa Ford Performance se prepara para um dos seus anos mais decisivos de que há memória, a equipa do Mustang GT3 tem estado a preparar-se para a primeira grande corrida de 2024, as Rolex 24 at Daytona (designação oficial; vulgo 24 Horas de Daytona). 

    Ao longo do processo, as câmaras tiveram acesso total aos bastidores, permitindo a captação de todos os detalhes dos testes, um resultado agora expresso na série documental intitulada “Mustang Endurance”.

  • Historic Endurance aposta em seis provas em 2024

    Historic Endurance aposta em seis provas em 2024

    Com mais de uma década a escolher os melhores circuitos e a procurar os melhores eventos, a Race Ready vai manter a aposta na continuidade, com o Iberian Historic Endurance a apresentar em 2024 um calendário com seis grandes eventos em cinco circuitos icónicos do automobilismo mundial que têm em comum o facto de um dia terem recebido Grandes Prémios do Campeonato do Mundo de Fórmula 1. 

    Depois da paragem de Inverno, a temporada arranca nos dias 5 e 6 de Abril, com o “Exclusive Test Day”, no Autódromo do Estoril, naquela que é uma excelente oportunidade para pilotos e equipas realizarem um primeiro treino de preparação e testarem os seus carros de Turismo ou Grande Turismo até 1976.  

    A primeira corrida de 2024 será num dos maiores palcos do automobilismo mundial, o Circuit de Spa-Francorchamps, na Bélgica. As tradicionais 3 Horas de Spa têm sido nos últimos anos o evento com o maior número de inscritos da temporada, pois o seu traçado, com mais de sete quilómetros de extensão, permite receber até 80 equipas numa prova até três horas de duração. 

    Depois do regresso ao Circuito de Jerez em 2023, o Historic Endurance continuará a encabeçar o evento de Jerez de la Frontera. O evento andaluz vai realizar-se mais cedo em 2024, o que significa que o pelotão do Historic Endurance irá acelerar no asfalto do circuito, que um dia foi renomeado em homenagem ex-motociclista espanhol Ángel Nieto, no fim de semana de 25 e 26 de Maio. 

    A competição mais prestigiada de clássicos do sul da Europa chega à sua metade com a participação no Jarama Classic. O evento organizado em parceria com o Circuito de Madrid Jarama RACE, já se converteu numa das provas mais esperadas da temporada, juntando o desafio traçado do primeiro circuito permanente espanhol ao calor da moldura humana que todos os anos comparece para apreciar a beleza destas máquinas de outros tempos.  

    A segunda metade da temporada tem início no primeiro fim de semana de Outubro, com a presença obrigatória no Estoril Classics, um evento que já se afirmou no calendário mundial. O Historic Endurance continuará a ser a única competição ibérica a ter o privilégio de alinhar no Estoril Classics, sendo este um evento em que há sempre mais inscritos do que lugares disponíveis.  

    A visita anual ao Autódromo Internacional do Algarve, um circuito muito acarinhado pelos pilotos, irá desta vez acontecer no final de Outubro, num regresso do Historic Endurance ao programa do Algarve Classic Festival.  A temporada chega ao seu final com a 12ª edição dos 250 km do Estoril, nos dias 29 e 30 de Novembro. A “clássica de resistência” já se tornou a grande celebração de final de época. 

    Diogo Ferrão (CEO da Race Ready): “Para 2024 vamos manter os mesmos ingredientes que fizeram do Iberian Historic Endurance uma das melhores competições da Europa, oferecendo o máximo de prazer e diversão aos pilotos e equipas. Com o passar dos anos vamo-nos habituando aos bons momentos que passamos e só damos falta deles quando eles desaparecem. Temos que dar valor aos fantásticos circuitos e eventos que temos presentemente e não os considerar como ‘dados adquiridos’. Caso tenham a possibilidade, não deixem para ‘outro dia’ a oportunidade de participar, ou voltar a participar, nas fantásticas provas que compõem o calendário de 2024 e que ficarão para sempre na nossa memória.” 

    Calendário de 2024 
    05/06 Abril – Exclusive Test Day – Autódromo do Estoril 🇵🇹 
    26/27 Abril – Spa 3 Hours – Circuit de Spa-Francorchamps 🇧🇪 
    25/26 Maio – Jerez de la Frontera – Circuito de Jerez 🇪🇸 
    15/16 Junho – Jarama Classic – Circuito de Madrid Jarama RACE 🇪🇸 
    05/06 Outubro – Estoril Classics – Autódromo do Estoril 🇵🇹 
    26/27 Outubro – Algarve Classic Festival – Autódromo Internacional do Algarve 🇵🇹 
    29/30 Novembro – 250 km Estoril – Autódromo do Estoril 🇵🇹 

  • Rafael Cardeira e MCoutinho entregam cheque solidário à ATLAS

    Rafael Cardeira e MCoutinho entregam cheque solidário à ATLAS

    Após o final da temporada competitiva de Rafael Cardeira, o piloto do Sporting Clube de Portugal vem consolidar o trabalho social que foi sendo feito ao longo do ano, entre as várias iniciativas solidárias do seu projeto desportivo. Nesta ocasião, com o apoio da MCoutinho Oeste, foi entregue um cheque à ONG ATLAS – People Like Us, correspondente a cada quilómetro percorrido no seu Renault Clio R3T na temporada do Campeonato de Portugal de Ralis.

    Rafael Cardeira, que também é embaixador da ATLAS, vem assim honrar o compromisso assumido no início do ano com o Projeto KM’Solidários, onde em conjunto com a MCoutinho Oeste, entregaria 1 euro por cada quilómetro cumprido em Provas Especiais. Nesta iniciativa anual que já está na sua quinta edição, foi entregue um cheque no valor de 950€. O piloto não esconde a vontade de continuar a marcar a diferença através dos meios ao seu alcance: “Uma vez que sou embaixador desta ONG, esta foi uma forma de suportar o excelente trabalho que a ATLAS desenvolve nas comunidades onde está inserida. Nem sempre é possível acompanhar de perto o processo da organização, e esta é uma forma de conseguir um apoio extra numa altura natalícia em que o donativo fará certamente a diferença para muitas famílias”.

    A ATLAS é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento que tem como missão intervir na comunidade, de modo a criar alavancas de Desenvolvimento Humano Integrado e Sustentável, através da promoção do voluntariado e da cooperação. Para Helena Vasconcelos, Presidente da Organização, esta é uma iniciativa indispensável em vários aspetos: “Ficamos muito agradecidos ao Rafael Cardeira e à MCoutinho Oeste pela contribuição. O Rafael tem desempenhado um papel fundamental como embaixador da instituição, não só no apoio com este tipo de ações mas também com a atenção que tem atraído para as causas onde o nosso trabalho se reflete e na atração de uma juventude para os nossos projetos.”

    Pelo segundo ano consecutivo, o apoio da MCoutinho Oeste a este projeto tem sido fundamental para a sua concretização e Miguel Tranchete, Diretor Geral indica que “tem sido um enorme gosto para a MCoutinho Oeste poder ser parte integrante destes projetos de solidariedade do piloto Rafael Cardeira. Um dos valores do Grupo M. Coutinho é precisamente a sustentabilidade, onde os projetos de Responsabilidade Social representam uma parte muito relevante. Gostaríamos de aproveitar para felicitar a ATLAS pelo importante trabalho que tem realizado junto dos grupos desfavorecidos e minorias étnicas na Região e desejar o maior sucesso ao Rafael para o Campeonato de Portugal de Ralis no próximo ano.”

    Numa fase em que os planos do piloto da Marinha Grande para a temporada de 2024 ainda não são conhecidos, Rafael Cardeira promete regressar ao Campeonato de Portugal de Ralis e encontra-se a definir os contornos do seu projeto desportivo.

  • Miguel Carvalho estreará um Hyundai I20 N5 no Campeonato Promo de Ralis 2024

    Miguel Carvalho estreará um Hyundai I20 N5 no Campeonato Promo de Ralis 2024

    Depois de uma temporada de sonho em 2023, onde Miguel Carvalho e António Reis se sagraram campeões nas duas rodas motrizes no Campeonato Promo de Ralis, adicionando ainda a vitória na sua divisão nos Desafios Kumho Asfalto, Promo, Centro, agora foi tempo da equipa de Barcelos revelar a sua nova “arma” para 2024: Carvalho e Reis vão “subir” às quatro rodas motrizes, apostando num Hyundai i20 N5 construído pela RMC.

    É mais uma boa notícia para o cada vez mais competitivo Campeonato Promo de Ralis. A sua terceira edição, que se disputará na época de 2024, irá contar com Miguel Carvalho e António Reis entre as duplas que apontarão à discussão da geral absoluta. Fá-lo-ão aos comandos de um Hyundai i20 N5 nascido nas oficinas da RMC Motorsport e que será assistido pela equipa técnica da Auto Duarte.

    Miguel Carvalho assume que este é “um salto ambicioso. A exemplo de muitos outros pilotos, estou a cumprir um sonho de menino, tendo a perfeita noção de que a responsabilidade será bem acrescida. Vou tentar dar o meu melhor. É certo que estamos a falar de um quatro rodas motrizes, com 300 cavalos e que vai exigir um longo período de habituação. No entanto, não temo este passo, pois já ando há alguns anos nos ralis e, como todos bem sabem, sempre respeitei as viaturas com que competi, optando por um estilo de condução meticuloso e a ter o máximo de cuidado com a mecânica.”.

    Por outro lado, o piloto de Barcelos também não deixa de enfatizar que um paradigma vai mudar: “ se até agora, sempre senti que era eu que estava a dominar o carro e a escolher o ritmo e os limites, é quase seguro que agora será o Hyundai i20 N5 que me vai por o travão. Vamos, eu, o António e a nossa equipa técnica trabalhar muito, para poder progressivamente extrair todo o potencial do carro”.

    Num projeto que Miguel Carvalho assume que “será, como o anterior, para desenvolver ao longo de várias épocas“, o barcelense aponta 2024 como “uma temporada onde não estabeleceremos objetivos demasiado ambiciosos. Será para aprender, mas não enjeitaremos lutar pelos lugares cimeiros, se começarmos a perceber que o nosso andamento é competitivo. Vamos à luta, como perfeita noção de que o campeonato irá ser, possivelmente, ainda mais competitivo do que em 2023 e, mal comecemos a disputar as classificativas, logo veremos do que seremos capazes. Uma coisa é certa, como sempre, vamos dar o nosso máximo”.

    Para já, as primeiras sensações são “as melhores. Ficamos impressionados com o carro no pequeno teste que fizemos. O Hyundai i20 N5 tem um potencial brutal e ficamos seguros de que poderemos vir a ser muito competitivos. É incrível pilotar um carro deste quilate e deixou-nos água na boca para 2024!”.

  • Miguel Cristovão: “O balanço de 2023 é positivo porque mostrámos rapidez e consistência”

    Miguel Cristovão: “O balanço de 2023 é positivo porque mostrámos rapidez e consistência”

    Miguel Cristóvão não teve uma temporada fácil este ano nas European Le Mans Series, tendo um conjunto de contrariedades impedido que concretizasse o seu elevado potencial em resultados palpáveis. Ainda assim, as suas performances foram suficientes para impressionar uma das equipas mais fortes do plantel.

    No início da temporada, o que esperavas de 2023?
    Miguel Cristóvão: Esperava ter uma época em que pudesse confirmar que poderia lutar pelas vitórias e tentar terminar o campeonato nos dois primeiros lugares. O primeiro objetivo foi concretizado em todas as corridas, mas, por vários motivos, não conseguimos o segundo.

    Qual foi o maior desafio da temporada?
    Miguel Cristóvão: As European Le Mans Series são muito profissionais e têm equipas muito bem preparadas. Para os pilotos Bronze é um grande desafio porque temos que fazer turnos de duas horas, o que, fisicamente, é esgotante. Temos que saber aproveitar as ultrapassagens muito bem, para manter sempre um ritmo muito forte e regular, sendo que o Safety-Car deve ser parte importante das tácticas das equipas.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante da temporada?
    Miguel Cristóvão: Os melhores momentos foram o segundo lugar em Barcelona e em Spa, tendo ficado muito perto da vitória. O meu andamento à chuva em Portimão foi também um momento alto, quando em duas horas levei o carro de sétimo a primeiro, lugar em que o entreguei aos meus colegas de equipa. Estava com um andamento muito forte e muito mais rápido que os meus adversários. O pior momento foi também em Portimão, onde, por vários azares, não ganhámos as duas corridas.

    Que balanço fazes da temporada?
    Miguel Cristóvão: O balanço é positivo porque mostrámos muita rapidez e consistência, que são as condições mais importantes para ganhar neste campeonato. Infelizmente, o azar acompanhou-nos grande parte da época ou não fosse o carro número 13 (risos).

    Já tens os teus planos definidos para 2024. O que te levou a manter-te nas European Le Mans Series, mas agora com a COOL Racing?
    Miguel Cristóvão: Depois de, em 2023, mostrarmos que podemos ganhar, a competitiva COOL Racing fez-me o convite para fazer parte da sua equipa, tendo também o Manuel Espírito Santo como colega. O objetivo é conquistar o título com a equipa que ganhou os dois últimos campeonatos.

  • António Maio prepara o seu quinto Rali Dakar

    António Maio prepara o seu quinto Rali Dakar

    António Maio, Campeão Nacional de Todo-o-Terreno, está a preparar ativamente a sua quinta participação no Rali Dakar, a maior maratona de todo-o-terreno do mundo, sendo que conseguiu superar com sucesso o grande desafio de estar presente em mais uma edição da prova e agora prepara-se para ultrapassar mais uma etapa que é chegar ao fim da corrida.

    O piloto da Yamaha, que recentemente conquistou o oitavo título de Campeão Nacional de Todo-o-Terreno, teve em 2023 uma época desportiva muito positiva repleta de bons resultados. Em janeiro dará início à temporada de 2024 com mais uma presença no Dakar onde vai estar aos comandos de uma WR450F Rally contando com o apoio da Drag’on, a estrutura oficial francesa para clientes Yamaha. Nesta edição da prova vai apresentar como grande novidade o apoio do Automóvel Clube de Portugal que vai estar com o piloto durante toda a temporada de 2024.

    António Maio preparou-se intensivamente em termos físicos e logísticos para esta edição do Dakar e acredita que pode alcançar um resultado de destaque.

    “O Rali Dakar é sempre a prova mais ansiada da época desportiva e é onde nós queremos mostrar o nosso valor. O objetivo é sempre melhorar as prestações anteriores, mas não nos podemos esquecer das dificuldades inerentes a esta corrida. Por isso vou dar o meu melhor para alcançar um bom resultado sempre com as devidas cautelas.  Na minha quinta participação nesta competição vou contar com o apoio do Automóvel Clube de Portugal e é para mim um enorme orgulho poder representar esta marca de confiança dos portugueses. Quero agradecer ao Presidente Carlos Barbosa e ao ACP pela confiança depositada em mim. Como não poderia deixar de ser, quero também agradecer ao Filipe Almeida, Country Manager em Portugal da YAMAHA Motor Europe, que infelizmente já não se encontra entre nós, por todo o apoio que sempre me deu e por ter acreditado em mim e no projeto da equipa Fino Motor Racing. Quero ainda agradecer a todos os meus restantes patrocinadores pois sem eles nada disto seria possível” salienta António Maio.

    Na sua quinta edição disputada na Arábia Saudita, que vai ter início no dia 5 e termina a 19 de janeiro, o Rali Dakar promete continuar a ser desafiante tendo agora introduzido um conceito totalmente novo: uma etapa crono de 48 horas realizada em dois dias em que os competidores, espalhados entre oito acampamentos, serão deixados à própria sorte. No total da prova será percorrida uma distância de cerca de 5 mil quilómetros ao longo de 14 dias de corrida.

  • Bruno Santos no Rali Dakar 2024

    Bruno Santos no Rali Dakar 2024

    Dois anos depois do que estava inicialmente previsto, Bruno Santos vai finalmente ver concretizado o seu sonho de disputar o mítico Rali Dakar, aquela que é a maior competição mundial no âmbito do desporto motorizado.

    Recém sagrado Campeão Nacional de Todo-o-Terreno na Classe TT3, após um triunfo épico na mítica Baja Portalegre 500, Bruno Santos estará a competir na Arábia Saudita de 5 e 19 de janeiro de 2024 na prova rainha do todo-o-terreno.

    Natural de Torres Vedras, com 36 anos de idade, Bruno Santos iniciou-se na competição de motociclismo Off-Road em 2010, no Campeonato Nacional de Enduro na categoria Verdes e conseguiu evoluir todos os anos em categoria e resultados, com participação na prova do Campeonato do Mundo em Torres Vedras, enveredando de 2017 em diante pela vertente de Todo-o-Terreno. A partir de 2018 entrou na linha da frente destas competições. Nesse mesmo ano tornou-se Campeão Nacional de TT Rally Raid revalidando o título em 2019.

    Em 2021 iniciou o seu percurso para viabilizar a sua primeira participação no Rali Dakar em 2022. No entanto um acidente sofrido no Rali de Marrocos impossibilitou-o de cumprir o seu objetivo.

    Dois anos depois do que estava inicialmente previsto, Bruno Santos vai finalmente ver concretizado o seu sonho de disputar o Rali Dakar, aquela que é a maior competição mundial no âmbito do desporto motorizado. Recém sagrado Campeão Nacional de Todo-o-Terreno na Classe TT3, após um triunfo épico na mítica Baja Portalegre 500, Bruno Santos aposta na participação no Rally Dakar, a prova de motociclismo mais mediática em todo o mundo e segunda em audiências na vertente motorizada, que se vai disputar na Arábia Saudita em Janeiro de 2024.

    O percurso do Dakar 2024 será composto por 60% de traçados totalmente novos e serão percorridos cerca de 5 mil quilómetros ao longo de 14 dias de corrida divididos em 12 etapas e um prólogo. O dia de descanso em Riade proporcionará uma breve pausa aos concorrentes. Em 2024 será ainda introduzindo um conceito totalmente novo: uma etapa crono de 48 horas realizada em dois dias em que os pilotos, espalhados entre oito acampamentos, serão deixados à própria sorte.