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  • André Cabeças: “2023 foi uma época de mudança de carro, e esse foi, obviamente, o maior desafio”

    André Cabeças: “2023 foi uma época de mudança de carro, e esse foi, obviamente, o maior desafio”

    2023 foi um ano agridoce para André Cabeças. O piloto lisboeta que representa as cores da Shore mudou de “montada” a meio da época, trocando o Mitsubishi Mirage por um Ford Fiesta R5 e colocou todo o seu foco na adaptação ao novo carro. A vitória entre os X6 na Taça de Portugal de Ralis foi um dos momentos altos da temporada.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    “2023 foi uma temporada de mudança, não tínhamos planos para fazer qualquer campeonato, apenas um conjunto de provas que são do nosso agrado. Um dos objetivos era melhorar o andamento em piso de terra, mas não foi conseguido por não termos conseguido material para o fazer. Tivemos alguns problemas técnicos na evolução do Mirage, que contribuíram para algum desanimo no início da temporada, que foram resolvidos a meio da mesma, mas já pouco havia a lutar. Fizemos os ralis que são do nosso maior agrado como Santo Tirso, Viana do Castelo, Constálica e Lisboa. Esperava discutir a vitória em todos eles com os concorrentes elegíveis para o Promo de Ralis e isso foi conseguido, tendo ganho a Taça de Portugal no meu rali caseiro de Lisboa, entre os Promo”.

    Qual foi o maior desafio da temporada?

    “2023 foi uma época de mudança de carro, pois conseguimos adquirir um Ford Fiesta R5 da primeira geração. Esse foi, obviamente, o maior desafio. É um carro diferente onde está tudo estudado e evoluído e só temos de efetuar pequenas alterações, tanto de setup como de condução, pois a roda já está inventada, testada e aprovada. Adorei andar no carro, foi sem dúvida o ponto alto da temporada andar com o Fiesta em seco, é simplesmente magnífico a naturalidade com que o carro curva e trava, sem qualquer luta para quem o guia, só pura diversão de andar num carro estupidamente saudável de comportamento!”.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais desapontante da temporada?

    O melhor momento da temporada foi também o pior. No Rali de Viana do Castelo, após subirmos à liderança, tivemos um furo a 3 quilómetros do fim da última classificativa, sem em nada ter tocado e isso retirou-nos a vitória. Foi um resumo agridoce de toda a temporada. Também realço pela positiva os dois ralis que fiz no Fiesta em condições meteorológicas muito desafiantes. Conseguimos acumular quilometragem, experiência e melhorar significativamente de troço para troço”.

    Que balanço faz da temporada?

    “Em termos de resultados desportivos ficou abaixo do que gostava, mas provavelmente tive o que mereci dado ter despendido pouco tempo com a vertente desportiva e os ralis atualmente exigem muito. É praticamente impossível ter bons resultados sem testar e sem reconhecer as provas em condições”.

    Já tem os teus planos definidos para 2024?

    “Para 2024 iremos testar mais e preparar melhor as provas. Iremos fazer Camélias e Lisboa de certeza. Estou também a apontar fazer 6 provas do CPR, tendo muita pena mesmo de não estar em Portugal na data da realização do Rali Vinho Madeira, a prova que queria mesmo fazer. Evoluir na terra e fazer algumas surpresas no asfalto são os objetivos realistas que posso ter neste primeiro ano de Nacional de forma regular”.

  • Dakar: João Ferreira quer lutar pela vitória

    Dakar: João Ferreira quer lutar pela vitória

    O talentoso piloto português, João Ferreira, está prestes a dar início ao seu segundo Dakar Rally, com objetivos concretos de lutar pela vitória à Geral na categoria SSV. Navegado como habitualmente pelo portalegrense Filipe Palmeiro, o piloto de Leiria não se esconde dos holofotes da vitória, apesar de assumir que vai ter uma concorrência dura de roer nesta que é a mais dura maratona todo-o-terreno do Mundo.

    Depois dos triunfos no Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno e Taça da Europa de Bajas em 2022, e de já em 2023 ter vencido etapas no Dakar, provas no Campeonato do Mundo de Todo-o-Terreno (W2RC) e a Baja Portalegre, onde bateu, entre outros Nasser Al-Attiyah, Ferreira está já na Arábia Saudita com a sua nova equipa, a South Racing, onde se mostra preparado para o desafio. “Estamos neste Dakar para lutar pela vitória. Não o podíamos fazer de outra maneira, é e será sempre assim que nos apresentamos a uma corrida. Contudo, e porque vamos ter pela frente a corrida mais difícil do Mundo e adversários tão bons ou melhores que nós, temos de ser muito pragmáticos e inteligentes, trabalhando muito e arduamente para chegar ao objetivo. Podem contar connosco para a luta e vamos dar o nosso melhor. Preparámos este Dakar da melhor forma possível e por isso vamos entrar de igual para igual com os nossos mais diretos adversários”, destacou.

    Já depois do Shakedown realizado esta manhã em Al Ula, João Ferreira estava feliz por regressar ao volante do Can-Am. “Depois da vitória nas corridas de Marrocos e Dubai, fizemos alguns quilómetros em Portugal em formato de teste. Hoje consolidámos esse trabalho em cerca de 40km realizados no Shakedown e estou confortável com o compromisso que encontrámos. Amanhã é dia de dar os últimos retoques para arrancar em força no Prólogo, que se disputa quinta-feira.” A 46ª edição do Rali Dakar terá início na próxima sexta-feira, 5 de janeiro, com um percurso integralmente disputado na Arábia Saudita. A competição, considerada a mais exigente no mundo do desporto motorizado, contará com 12 especiais e o Prólogo, totalizando 7.891 quilómetros, dos quais 4.727 serão cronometrados. Destaca-se a nova super especial de 48 horas, uma espécie de maratona que exige uma paragem para descanso sem qualquer tipo de assitência. A prova terá início em Al-Ula, com o Prólogo de 27 km a determinar a ordem de saída, antecipando uma primeira semana considerada “muito dura” pelo diretor do rali, David Castera.

  • Dakar: Ricardo Porém aponta ao Top-5 na nova categoria Challenger

    Dakar: Ricardo Porém aponta ao Top-5 na nova categoria Challenger

    O experiente piloto de todo-o-terreno, Ricardo Porém, arranca esta quinta-feira para o seu quinto Rally Dakar, o quarto em solo saudita. Depois de experiências na categoria Auto (Borgward) e T3 (Yamaha), Porém regressa às origens, voltando a competir numa viatura Can-Am, depois de o ter feito no seu primeiro Dakar no Peru, ainda que, desta feita, o faça na equipa francessa MMP Competition, um preparador que utiliza a base dos Can-Am convencionais para fazer a sua própria versão, o MMP T3 Rally Raid.

    Se no ano passado cumpriu o objetivo de vencer uma etapa, este ano o piloto de Leiria não esconde a motivação de obter um resultado melhor em termos de classificação geral. “Depois de no ano passado termos conseguido o 13.º lugar entre os T3, sendo os melhores portugueses em prova, a ambição para este ano é maior. Queremos terminar no Top-5! Sentimos que com mais experiência podemos ser mais regulares, evitando os problemas que tivemos na primeira semana da corrida de 2023. Volto a ser navegado pelo argentino Augusto Sanz, que chega a este Dakar com bastante ritmo de competição e isso pode ser valioso para o nosso objetivo”, começou por destacar o Campeão Nacional Absoluto de Todo-o-Terreno 2014 e 2017, antes de abordar este primeiro dia ‘mais a sério’ na Arábia Saudita: “Fizemos o Shakedown que corroborou integralmente os testes prévios realizados em Fontjoncouse (França). Estamos muito confiantes com o trabalho feito pela equipa e agora vamos preparar da melhor forma o Prólogo de sexta-feira. Entrar bem no primeiro dia é importante e por isso vamos dar o nosso melhor desde o primeiro quilómetro.”

    O Dakar Rally de 2024 promete ser mais emocionante e desafiador do que nunca. 12 etapas, um prólogo, etapa maratona e 48h Chrono são os desafios que os pilotos e máquinas vão enfrentar ao longos dos próximos 15 dias, com a prova a ter início em Al-Ula e a terminar em Yanbu, depois de uma viagem integral sobre o território saudita, país onde o Dakar se realiza pela quinta vez.

  • Rally de Lisboa no TER – Tour European Rally e TER Histórico em 2024

    Rally de Lisboa no TER – Tour European Rally e TER Histórico em 2024

    O Rally de Lisboa vai integrar em 2024 o calendário desportivo do TER – Tour European Rally e do TER Historic, tornando o calendário do troféu ainda mais interessante. Este conceito promocional recebe assim mais uma novidade para a época com a entrada do Rally de Lisboa, evento sediado na capital portuguesa, e que atribui a Taça de Portugal de Ralis, no ano em que celebra a sua 4ª edição de 6 a 8 de Junho.

    Com um percurso que se estende por 2 dias de grande ação desportiva, com 13 provas especiais de classificação, em locais de tradição e classe mundial como são exemplo Sintra, Estoril e Montejunto, o Rally de Lisboa proporcionará mais uma vez uma grande experiência para concorrentes, equipas e fãs.

    Luca Grilli, promotor e organizador do TER, afirmou que: “Estou muito feliz em receber mais um grande evento na Família TER. A história dos Ralis passa por Portugal e a paixão dos seus adeptos é inquestionável. Desde a sua temporada inaugural, há nove anos, que o projeto do TER tem procurado grandes eventos em deslumbrantes áreas turísticas, e aqui temos mais um exemplo perfeito para incorporar e mostrar a nossa filosofia, à medida que a nossa série continua a crescer, com outro evento a bordo por três anos.”

    Humberto Silva, presidente da comissão organizadora, disse: “É com muito orgulho e sentido de responsabilidade que aceitamos o desafio de ter o Rally de Lisboa a integrar o calendário do TER (Tour European Rally) e do TER Historic nesta época desportiva de 2024. Sem dúvida que este é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo CPKA num evento que apenas se realizou três vezes, mas que de forma sustentada já se afirma como um evento de referência em Portugal e também internacionalmente”.

    Recorde-se que em 2021, a primeira edição foi apadrinhada pelo lendário piloto finlandês Markku Alén, e em 2022 foi o também finlandês e na altura campeão mundial FIA WRC Junior, Sami Pajári, quem venceu o rali, e em 2023, o ano em que nos foi atribuída a organização da Taça de Portugal de Ralis, quem se destacou foi Armindo Araújo ao vencer a prova, piloto que já foi multicampeão português de ralis, e duas vezes Campeão do Mundo de Produção FIA, e também fizemos parte do International Iberian Rally Trophy.

    “Em 2024, os nossos objetivos passam por garantir que o Rally de Lisboa ganhe maior visibilidade a nível internacional, e por isso decidimos aceitar o convite do TER, num acordo previsto para 3 anos, e desta forma aproveitar os ativos promocionais e mediáticos que o troféu proporciona, especialmente ao nível da distribuição televisiva mundial, bem como de outros canais nomeadamente a área cada vez mais relevante das redes sociais, e tudo isto sem descurar o evento nacional que tem sido cada vez mais popular entre as equipas portuguesas que representam uma prioridade para nós”, realçou o organizador, destacando ainda que está “plenamente convencido de que o Rally de Lisboa continuará a crescer, afirmando-se como embaixador de toda a região da grande Lisboa, promovendo não só a capital de Portugal mas todos os municípios que, enquanto parceiros, disponibilizam os seus atractivos, e provavelmente repetindo-me, promovendo não só Lisboa, mas também Oeiras, a Costa do Estoril, Sintra, Loures, Mafra, Vila Franca de Xira, e a zona Oeste de Portugal”, com destaque para os concelhos de Alenquer e Cadaval onde se realiza a mítica especial de Montejunto, perfeitamente enquadrada no conceito de eventos promovidos pelo TER, onde um dos principais objetivos é a promoção do turismo nas regiões por onde passa, em paralelo com as provas desportivas de rali”.”

    O Rally de Lisboa realiza-se nos dias 6 a 8 de Junho, organizado sobre a égide da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, e atribuirá a Taça de Portugal FPAK de Ralis 2024, integrando igualmente o TER – Tour European Rally, TER Historic, International Iberian Rally Trophy, bem como a Toyota Gazooo Racing Iberian Cup. O centro operacional da prova estará localizado na Doca de Pedrouços, à semelhança da passada edição.

  • Dakar: Eurosport vai dedicar 14 horas de programação

    Dakar: Eurosport vai dedicar 14 horas de programação

    O Rali Dakar é a maior e mais importante prova de todo terreno a nível mundial. Em 2024, cumpre a sua 46.ª edição e volta a levar o espetáculo do rali-raid para as magníficas paisagens da Arábia Saudita, onde areia e calor serão novamente o adversário dos pilotos.

    De 5 a 19 de janeiro, a Arábia Saudita recebe pela 5.ª vez o Dakar para uma maratona que promete ainda mais emoção. Entre estas datas, os quase 800 pilotos e mais de 400 veículos terão de cumprir um total de 7881 quilómetros, 4727 deles cronometrados, divididos em 12 etapas, com muita areia e dunas pelo caminho.

    Esta sexta-feira, a prova arranca com um ‘prólogo’ em Alula e termina a 19 de janeiro na localidade de Yanbu, onde serão coroados os novos campeões.

    Entre os inscritos no Dakar2024 estão 23 portugueses. Rui Gonçalves, Joaquim Rodrigues Jr., António Maio, Mario Patrão, Alexandre Azinhais, Bruno Santos Fernandes o luso-israelita Gad Nachmani e o luso-germânico Sebastian Buhler competem nas motos.

    Nos automóveis, participam os navegadores Paulo Fiúza, José Marques e Gonçalo Reis. Já nos Challenger (antigos T3), destaque para as duplas Mário Franco/Daniel Jordão e João Monteiro/Nuno Morais e ainda para Ricardo Porém. 

    Nos SSV, João Ferreira faz dupla com o experiente Filipe Palmeiro. Fausto Mota (que corre com licença espanhola) navega o brasileiro Cristiano Batista (Can-Am).

    No Dakar Clássico, António Costa e Luís Miguel Calvão participam na categoria para carros históricos, que se disputa à margem da prova principal.Nesta categoria participam ainda Paulo Oliveira (com licença moçambicana) e Arcélio Couto. Por fim, Alexandre Freitas compete nos Camiões Clássicos.

    O Eurosport emite diariamente um magazine de 1hora com os melhores momentos do rali. De 5 a 18 de janeiro acompanhe toda a ação da prova todo terreno mais emocionante do planeta no Eurosport. 

    HORÁRIOS DAS EMISSÕES

    5 DE JANEIRO ÀS 20:00H

    6 DE JANEIRO ÀS 20:00H

    7 DE JANEIRO ÀS 20:00H

    8 DE JANEIRO ÀS 20:00H

    9 DE JANEIRO ÀS 20:00H

    10 DE JANEIRO ÀS 20:30H

    11 DE JANEIRO ÀS 21:15H

    12 DE JANEIRO ÀS 20:45H

    14 DE JANEIRO ÀS 20:00H

    15 DE JANEIRO ÀS 20:00H

    16 DE JANEIRO ÀS 21:00H

    17 DE JANEIRO ÀS 20:00H

    18 DE JANEIRO ÀS 20:00H

    19 DE JANEIRO ÀS 20:00H

  • Filipe Nogueira: “escolhemos ralis com grande retorno e julgo que a opção foi correta”

    Filipe Nogueira: “escolhemos ralis com grande retorno e julgo que a opção foi correta”

    Vinho Madeira, Vidreiro e Viana do Castelo. Eis o tríptico de ralis que constituiu o “cardápio” competitivo de Filipe Nogueira em 2023. O piloto baionense registou um pódio e um Top 6 nesta “mini-época”, cumprindo ainda o sonho de se estrear na prova madeirense.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    Esperava uma época com mais participações e com outras ambições e objetivos. Era por aí que passava o nosso projeto, mas uma cirurgia atrasou o início de época e implicou a redefinição do que viríamos a fazer. Escolhemos bons ralis com grande retorno e julgo que a opção foi correta”.

    Qual foi o maior desafio da temporada?

    Foi sem dúvida a participação no Rali Vinho da Madeira e pela primeira vez ao volante de um 4×4, um potente Mitsubishi Lancer Evolution 6. Uma dupla estreia na mítica prova da Pérola do Atlântico. Um rali onde gostaria de poder voltar a participar.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante da temporada?

     Aconteceram precisamente os dois no Rali Vinho Madeira. O melhor pela participação naquele que é um dos ralis mais prestigiados. Foi incrível conhecer por dentro enquanto piloto a prova. Ao mesmo tempo, essa participação ficou marcada pela desilusão da desistência prematura.

    Que balanço faz da temporada?

    Retiro sempre o que de positivo aconteceu e por isso, nos eventos onde estivemos conseguimos o que pretendemos para o nosso projeto, que é dar o maior retorno possível a quem nos apoia e está connosco, vivermos muita diversão por estarmos a fazer o que gostamos e, claro, estamos também muito satisfeitos pelo ritmo que conseguimos imprimir ao longo das provas. Foi também muito positivo termos chegado ao pódio das 2RM do Promo no Rali Vidreiro, sendo ainda de realçar o bom andamento que tivemos em Viana”.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    Estamos a trabalhar afincadamente para que o nosso projeto posso continuar e se possível evoluir em 2024. Para já não há nada de concreto. Apenas sabemos o que queremos, e vamos tentar conseguir os meios para concretizar o projeto”.

  • Gonçalo Inácio: “espero fazer todo o CPM JC Group em 2024”

    Gonçalo Inácio: “espero fazer todo o CPM JC Group em 2024”

    Mesmo numa época reduzida a somente três aparições, Gonçalo Inácio voltou a demonstrar todo o seu talento. O lisboeta venceu a sua Divisão nas duas rampas em que participou aos comandos de um Peugeot 208 VTi R2 preparado pela Befast e ainda foi até à velocidade conquistar um pódio tripulando um Ford Escort MKII.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    Para a época de 2023 não esperava nada em concreto pois não tinha nada definido para uma época completa. Esperava lutar pela vitória nas provas em que participasse.

    Qual foi o maior desafio da temporada?

    O maior desafio em 2023 foi sem dúvida alguma a participação na Rampa de Boticas, cujo traçado desconhecia por completo.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    Foram dois os melhores momentos: vencer na Rampa da Arrábida (prova onde me estreei como piloto em 2001) e também a vitória da Rampa de Boticas que era totalmente desconhecida para mim. O mais desapontante foi, obviamente, não ter realizado uma época completa.

    Que balanço faz da temporada?

    O balanço é bastante positivo, pois consegui vencer a Divisão Turismos 3 nas duas provas realizadas (Arrábida e Boticas) e ainda fazer um 2ª da geral na categoria Turismos em Boticas, intrometendo-me no meio de dois TCR com o pequeno Peugeot 208  VTi R2. Também ter conseguido ser 3º na corrida de Grupo 1 integrada no Racing Sound Fest, partilhando o Ford Escort MKII com o Luís Pedro Liberal, foi excelente”.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    “Ainda não tenho nada definido, mas a vontade é de realizar a época completa no Campeonato Portugal de Montanha JC Group. Também não sei se será novamente com o Peugeot 208 VTI R2. Certo é que se o fizer será com a Befast”.

  • Nani Roma e o Ford Ranger a postos para o Dakar 2024

    Nani Roma e o Ford Ranger a postos para o Dakar 2024

    O Dakar, considerado o rali-raid mais duro do planeta, destaca-se pela estreia na prova da M-Sport Ford, equipa que vai participar com dois Ford Ranger T1+. Aos comandos do Ranger com o nº 210 estarão os espanhóis Nani Roma e Álex Haro, dupla que alcançou um excelente resultado no último Rallye du Maroc. O segundo Ranger, com o nº 225 nas portas, será pilotado pelos sul-africanos Gareth Woolridge / Boyd Dreyer.

    Ambos os carros são preparados pela M-Sport e pela Neil Woolridge Motorsport (NWM), tendo Matthew Wilson como Diretor de Equipa.

    O Dakar 2024 promete ser o mais exigente Dakar de sempre a realizar-se nesta região. Para esta edição, a ASO, organizador do evento, preparou algumas novidades que tornarão a prova ainda mais difícil. Após as três primeiras etapas, cada uma com mais de 400 km cronometrados – a terceira será disputada em formato Maratona (com assistência limitada) – o rali completará a sua primeira semana de prova submetendo as equipas a uma sequência de três dias no chamado Empty Quarter, um mar de areia e dunas, incluindo um formato inédito: um contrarrelógio de 48 horas, com 532 km de especiais repartidas por dois dias, com uma paragem automática às 16h00 do primeiro dia, que obrigará as equipas a utilizar um dos oito bivouacs montados, sem assistência externa.

    Após o dia de repouso em Riade (13 de janeiro), a emoção promete não abrandar, antecipando uma última semana de pistas duras e uma grande variedade de terrenos no norte do país, recheados de autênticas armadilhas de navegação, até que se atinja o final do evento, no dia 19.

    A equipa M-Sport Ford enfrenta o mais duro e famoso rali do mundo ao cabo de um ano de intenso de trabalho, que integrou diversos dias de testes e a participação em duas competições: a Baja España, que Roma terminou no sexto lugar, e o Rallye du Maroc, onde o Bicampeão do Dakar foi terceiro.

    Roma, que regressa ao Dakar após um ano de pausa, mostra-se cauteloso, mas otimista com a oportunidade de liderar uma equipa que está a ser construída para um programa a longo prazo. “O ano de rodagem que tivemos entre testes e competições foi muito importante para enfrentar o Dakar, bem como o futuro. Os meses de trabalho que tivemos nos últimos tempos ajudaram-nos a criar uma equipa sólida e eficiente, exclusivamente empenhada no projeto Ford nos ‘rally-raids’. Este envolvimento irá continuar com o novo Raptor, atualmente em construção, e que será lançado na próxima temporada.”

  • João Monteiro: “neste primeiro Dakar, não quero olhar para resultados

    João Monteiro: “neste primeiro Dakar, não quero olhar para resultados

    João Monteiro dificilmente vai esquecer a época 2023, mas o arranque de 2024 será ainda mais especial. Ao volante de um Can-Am, o jovem piloto sagrou-se campeão nacional SSV, já depois de ter conquistado o Campeonato da Europa FIM de Bajas. Navegado por Nuno Morais, parte agora para o seu primeiro Dakar ao volante de uma viatura da categoria Challenger (antigos T3), depois de em 2023 ter apoiado a equipa South Racing como elemento da estrutura de suporte.

    Já na Arábia Saudita, e depois do primeiro contacto com o Start Camp de Al Ula, João Monteiro mostra-se confiante e com as expectativas bem definidas: “Depois da chegada à Arabia Saudita e da equipa ter preparado tudo para nos receber, estivemos hoje a ultimar os últimos detalhes para que amanhã no Shakedown tudo corra pelo melhor”, começou por afirmar antes de explicar que “este ano estou um bocadinho mais ansioso, mas sem stress nenhum, sem nervos. Acho que as coisas vão correr bem. Neste primeiro Dakar, não quero olhar para resultados. A vitória é estar à partida e é nisso que tenho pensar. Dia após dia levar o carro ao fim ajudando a equipa.”

    A quinta edição do Dakar na Arábia Saudita, assim como nas anteriores, promete desafiar tanto pilotos quanto máquinas como nunca.

    A prova arranca em Al Ula, seguindo etapa após etapa até ao Empty Quarter, onde veremos uma grande novidade: uma etapa cronometrada de 48 horas dividida em dois dias. Durante esse desafio, os concorrentes, distribuídos por oito acampamentos, ficarão praticamente entregues à sua própria sorte. O dia de descanso em Riade será apenas uma breve pausa, pois o terreno diversificado entre esse ponto e o destino final, em Yanbu, reserva desafios de navegação capazes de alterar o equilíbrio de forças a qualquer momento.

  • Teotónio e Morgadinho alcançaram o 5º título da carreira em 2023

    Teotónio e Morgadinho alcançaram o 5º título da carreira em 2023

    A dupla do Macambi Racing Team levou para terras do Fundão o título do Campeonato Promo Sul de Ralis 2023, sobretudo mercê de uma segunda parte da época fulgurante, dominando e trinfando nas três últimas provas do campeonato. Pelo meio, ainda houve tempo para levar o Mitsubishi Lancer EVO IX preparado pela Domingos Sport ao “rali da casa”, em Castelo Branco e Vila Velha de Rodão e vencer entre os concorrentes do Campeonato Promo Centro de Ralis, e conquistar a 2ª posição nas lides do Promo de Ralis.

    Em 2023 decidiram mudar de “habitat” e foram disputar o Promo Sul de Ralis. Quais eram as ambições e expectativas com esta mudança?

    “Iniciamos a época com alguma expectativa, pois sabíamos que íamos para um novo campeonato desconhecido para nós em algumas provas. Já tínhamos feito algumas provas a Sul, mas só esporadicamente. Por outro lado, sabíamos que havia bons pilotos a competir no Sul e por isso a apreensão era normal. A razão principal para a nossa escolha residiu aí: um campeonato bem competitivo e com provas super interessantes em terra, que é um piso que nos agrada bastante. Como sempre, e a nossa equipa não deixa que seja de outra forma, nós quando encaramos as provas é sempre com a ideia de vencer, e tentar ser campeões a sul foi sempre o nosso objetivo da época”.

    Qual o maior desafio que enfrentaram?

    “O maior desafio desta época foi dar a volta ao campeonato quando estávamos em situação desfavorável em relação aos adversários, fruto de alguns problemas no inicio do campeonato. Obviamente, que ter de descobrir provas novas foi um fator de enorme pressão, mas isso é sempre aliciante para nós.

    Qual o melhor e o pior momento da época?

    “O momento da época foi, sem dúvida alguma, a vitória na última prova, em Tavira. Entramos muito fortes e concentrados, ganhando toSos troços, só assim conseguíamos ser campeões e o final do ultimo troço foi vivido com muita euforia dentro e fora do carro. Foi uma 2ª metade de temporada fantástica, ganhando as 3 últimas provas com um carro muito fiável e bem preparado pela Domingos Sport. Aproveitamos para agradecer o excelente trabalho feito ao longo da época, agradecendo também a todos os patrocinadores que nos acompanharam ao longo da época”.

    Já o momento menos bom da época foi logo na prova inaugural, o Casinos do Algarve, quando o carro teve um ligeiro problema que nos afastou da vitoria na prova. Mesmo assim, foi um rali onde percebemos que poderíamos ter lutado pela vitoria e que seríamos competitivos ao longo da época”.

    A época de 2024 está já aí ao virar da esquina. Já existe um plano de ação para a equipa?

    Ainda não. Não sabemos onde vamos competir. A única certeza é que vamos finalmente voltar a competir com o Mitsubishi Lancer EVO IX que pertence à nossa equipa, depois de um longo processo de recuperação que a Domingos Sport fez de forma exemplar. Também vão ser implementados alguns ‘upgrades’ no carro e esperamos ser competitivos. Como sempre, onde entrarmos será para lutar pelas vitórias e pelo título!”