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  • Jorge Rodrigues Patrick Cunha recordam o ano do título

    Jorge Rodrigues Patrick Cunha recordam o ano do título

    Jorge Rodrigues e Patrick Cunha protagonizaram este ano uma temporada de elevado nível no Iberian Supercars Endurance e no Campeonato de Portugal de Velocidade, tornando-se Campeões da GT4 Bronze em ambas as competições.

    A dupla de Braga apostou tanto na competição de dimensão ibérica como na portuguesa com o intuito de conquistar os respectivos ceptros da divisão, partilhando um sofisticado Audi R8 LMS GT4 preparado pela competente Veloso Motorsport.

    Ao longo de uma temporada de cinco eventos que visitaram os principais circuitos da Península Ibérica e de Portugal, Jorge Rodrigues e Patrick Cunha evidenciaram uma competitividade impressionante, conquistando sete triunfos em dez corridas perante uma oposição forte e aguerrida. Um dos muitos pontos altos do duo foi a sua vitória à geral na ronda da 52ª edição do Circuito Internacional de Vila Real. Jorge Rodrigues e Patrick Cunha realizaram uma prova impressionante, batendo toda a concorrência que, tal como se verificou ao longo de todo o ano, era forte e numerosa

    Também o evento final, que se realizou no Autódromo do Estoril no final de Novembro, a dupla que defendeu as cores da Veloso Motorsport viveu emoções fortes. Com um ritmo elevadíssimo, capaz de se baterem pelos triunfos à geral, tanto Jorge Rodrigues como Patrick Cunha assumiram uma abordagem pragmática, gerindo as duas corridas de modo a assegurar os pontos necessários para conquistar os ceptros de GT4 Bronze do Iberian Supercars Endurance e do Campeonato de Portugal de Velocidade.

    No final, a estratégia do duo do Audi R8 LMS GT4 dava frutos, conquistando ambos títulos e tornando-se Campeões de Portugal de Velocidade GT4 Bronze e do Iberian Supercars Endurance GT4 Bronze.

    Jorge Rodrigues sublinha a extraordinária época do duo, que se traduziu nas conquistas do título de velocidade mais importante de Portugal e da Península Ibérica: “Foi uma temporada longa e desafiante, com adversário muito fortes que nos obrigaram a dar o nosso melhor e a superar-nos. No final da época todo o nosso esforço foi recompensado e conquistámos os títulos. Para isso foi determinante a Veloso Motorsport, que trabalhou intensamente para nos dar um carro fiável e performante ao longo de todo ano, e claro os nossos patrocinadores que tornaram esta conquistas uma realidade”.

    Patrick Cunha aponta que foi uma temporada com algumas dificuldades, mas que foram superadas a caminho da conquista do Iberian Supercars Endurance e do Campeonato de Portugal de Velocidade . “Foi uma época muito desafiante não só porque os nossos adversários eram muito fortes, mas também porque o nosso carro apresentou algumas dificuldades que nos impediam de explorar todo o seu potencial. A Veloso Motorsport de tudo fez para resolver a questão e antes da prova de Vila Real encontrou uma solução para a questão. A partir daí fomos muito competitivos, andámos sempre na luta pelas melhores posições dos GT4, e entre os carros da GT4 Pro. Aquele triunfo em Vila Real, num circuito tão especial, foi um momento muito único. Foi um ano fantástico, com a conquista do título nacional, vinte anos depois do meu primeiro, e é uma honra para mim estar ao lado do Jorge neste momento, em que se sagra Campeão de Portugal pela primeira vez. Quero agradecer aos meus patrocinadores e a todos aqueles que me apoiaram ao longo de 2023”.

  • Filipe Albuquerque regressa ao European Le Mans Series com a United Autosports

    Filipe Albuquerque regressa ao European Le Mans Series com a United Autosports

    Filipe Albuquerque está de regresso ao European Le Mans Series em 2024 com a United Autosports. O piloto português que venceu o Campeonato em 2020 regressa em força, com o intuito de revalidar o título que tantas alegrias lhe trouxe.

    Filipe junta assim ao seu programa desportivo no Campeonato Norte Americano de Resistência (IMSA), o ELMS e mostra-se bastante satisfeito por isso: “Estou muito feliz por voltar ao European Le Mans Series com a United. Estou a tornar-me repetitivo porque há oito épocas consecutivas que estou com a equipa e isso mostra bem a força do nosso relacionamento profissional. É sempre um privilégio estar com uma equipa vencedora e que me proporcionou nos últimos anos o melhor que há nas corridas: vitórias e títulos”, começou por explicar.

    Participar no ELMS tem ainda um sabor mais especial porque vai permitir a Filipe Albuquerque voltar a competir em Portugal: “A última corrida da época realiza-se em Portimão e não há corridas melhores do que aquelas que fazemos perante o nosso público. Estou muito entusiasmado por voltar a um campeonato que conheço tão bem e focado em lutar pelo título”, rematou o piloto de Coimbra.

    O ELMS começa em Barcelona a 6 de Abril, passa depois por Spa-Francorchamps, Paul Ricard, Mugello e Imola. Finaliza a época a 19 de Outubro em Portimão.

  • Corrida emotiva dos 250 km do Estoril encerrou a temporada 

    Corrida emotiva dos 250 km do Estoril encerrou a temporada 

    Integrado no programa do Estoril Endurance Festival, disputou-se a prova que fecha a temporada do Iberian Historic Endurance, os 250 km do Estoril, assistindo-se a uma corrida plena de interesse em que os vencedores foram descobertos já perto da bandeira de xadrez.

    O dia competitivo do Historic Endurance no Autódromo do Estoril começou com a qualificação e, com a pista em condições difíceis, foi bastante disputada com diversas equipas a passarem pelo topo da tabela de tempos.

    No final, o Porsche 911 3.0 RS dividido por Carlos Brizido e João Pina Cardoso levaram a melhor sobre Pedro Bastos Rezende, ambos em carros semelhantes da classe H-1976, por apenas 0,268s. Apesar do asfalto se apresentar húmido, mas com tendência para secar, dificultando a tarefa dos pilotos, registou-se um enorme equilíbrio, ficando os quatro primeiros separados por uns inexpressivos 0,481s.

    Neste grupo ficou ainda o Porsche 911 2.8 RS de Paul Daniels e Markus Palttala e o ágil Lotus Elan 26R de Carlos Barbot e Diogo Matos, ficando estas duas equipas a dividir a segunda linha da grelha de partida.

    Foi por esta ordem que os quatro primeiros e o restante pelotão alinhou ao estilo clássico do arranque para as 24 Horas de Le Mans – pilotos de um lado da pista e carros do outro, estacionados em espinha pela ordem da qualificação – para a esperada prova dos 250 km do Estoril.

    Antes da partida simbólica, houve ainda tempo para a Fanfarra dos Bombeiros de São Pedro de Sintra descrever a longa grelha de partida ao som de instrumentos de precursão, marcando ritmo para uma prova que viria a ser emocionante e disputada, ao passo que a imponente a Taça da prova apoiada pela PowerSHIELD adornava a linha de meta.

    O primeiro líder do pelotão foi o Porsche de Carlos Brizido e João Pina Cardoso que arrancou bem da pole-position, ao passo que a oposição de Carlos Barbot e Diogo Matos se diluiu logo à quarta volta, com o abandono do sofisticado Lotus Elan 26R.

    Ao longo das duas horas de prova, foram diversos os líderes, tendo Hipólito Pires e Tiago Raposo Magalhães chegado a passar pelo comando após as paragens nas boxes. No entanto, duas penalizações acabaram por atrasar a dupla do Porsche 904/6 irremediavelmente, ganhando, ainda assim, a classe H-1965 frente ao Shelby Cobra Daytona de Brice Pineau e Olivier Muytjens, acabando P-A Forsvall em Lotus Elan no derradeiro lugar do pódio desta contenda.

    Foi então que Jesus Fuster e Jorge Lopez assumiram o comando da corrida, dando ideia de que poderiam manter-se lá até à bandeira de xadrez. As esperanças do duo do Porsche 911 3.0 RS esfumar-se-iam numa penalização por ter ultrapassado na zona de trabalho da via das boxes numa das vezes em que parou para realizar um ‘pit-stop’.

    A dupla espanhola do carro alemão cruzaria a linha de meta em terceiro da classe H-1976, acompanhando Pedro Bastos Rezende na subida ao pódio, tendo este sido o primeiro a cruzar a linha de meta com uma prestação que aliou a consistência e imaculada na gestão de boxes, o que lhe permitiu levantar a desejada e imponente Taça dos 250 km do Estoril.

    Com uma corrida limpa e sem cometerem erros, Paul Daniels e Markus Palttala, dois pilotos que passaram pelo Campeonato do Mundo de Endurance (WEC), viram a bandeira de xadrez no segundo posto, ficando classificados na mesma posição na classe H-1976.

    Paulo Lima, no seu majestoso Ford GT40, era também candidato a levantar a imponente e espectacular Taça do evento, mas algumas penalizações impediram-no de o fazer, vencendo, contudo, a classe GTP & SC, deixando para trás João Mira Gomes e Nuno Afoito, no seu Lotus 7 que venceu esta prova em 2014, e assinando a volta mais rápida da corrida.

    Pai e filho, Stéphane Rey e Mathias Rey, em Crossle 7S, ficaram no degrau mais baixo do pódio desta classe, muito embora a longa distância dos dois primeiros.

    Nos H-1971 também se viveu uma luta intensa pelo triunfo entre o Alfa Romeo GTAm de Pedro Gonçalves, Manuel Melo e João Sardinha e um carro da marca de Arese semelhante de Rafael Cerveira Pinto e Carlos Dias Pedro, acabando por ser esta dupla a levar a melhor ao se impondo aos seus adversários desta corrida.

    Vítor Costa, sem conseguir alcançar as rápidas máquinas italianas, levaria o seu Lotus Elan até ao degrau mais baixo do pódio desta classe, no seu primeiro pódio da temporada.

    Nuno Nunes em Porsche 911 SWB, foi o mais forte na classe Gentleman Driver Spirit (GDS), onde a Garagem João Gomes monopolizou as posições do pódio, sendo acompanhado na subida ao pódio por Michel Mora, num carro semelhante de Weissach, e pela dupla Piero dal Maso/José Carvalhosa. No entanto, até poucos minutos antes da corrida terminar era o piloto francês quem estava na primeira posição, mas um “drive through” colocou-o no segundo posto da classe. Na mais importante classificação da mais prestigiada competição de clássicos do sul da Europa, o Index de Performance, que oferece um fabuloso e exclusivo relógio Cuervos y Sobrinos, viveu-se uma enorme batalha, acabando por ser o Alfa Romeo Giulia Ti Super de Rui Bevilacqua, António Magalhães e Nuno Veiga por se impor perante o Lotus Elan do sueco P-A Forsvall e o BMW 1800 Ti SA de Alberto Velez-Grilo e Luís Sousa Ribeiro.

  • Vitória convincente em Murça “dá” título a Marco Oliveira

    Vitória convincente em Murça “dá” título a Marco Oliveira

    Marco Oliveira e Ricardo Sousa dominaram de forma senhorial a edição 2023 do Rali de Murça. Com a vitória alcançada, a dupla do VW Polo N5 conquistou com todo o mérito o título do Campeonato Promo Norte de Ralis. A prova transmontana, bem organizada pelo CAMI Motorsport, recebeu ainda os favores da presença de muito público.

    Antes de contarmos a história competitiva do rali que fechou o calendário dos campeonatos Promo Norte e Start Norte de ralis, um aplauso para a fórmula compacta que o CAMI Motorsport propôs para este fecho de época, com o rali a ser integralmente disputado durante a tarde de sábado.

    Com partida às 14h00 e chegada às 19h08, a prova teve, pelo meio, seis especiais de classificação, correspondendo a duas triplas passagens pelos troços cronometrados de Palheiros/Monfebres(9,51 km) e Candedo/Murça (11,19 km), com um total de 62,10 km de percurso competitivo.

    Além disso, os dois troços eram em estradas circundantes à Vila de Murça, com fáceis acessos, sendo ainda de realçar que o fecho da especial de Candedo/Murça ocorria já no interior da zona urbana murcense, incluindo uma zona espetáculo que continha um pequeno túnel. Adicionemos a isso a circunstância da última secção ter sido disputada já à noite, algo que parece ser do agrado dos pilotos e do público, pois recupera o fascínio das especiais noturnas de outros tempos.

    O interesse principal do rali residia na discussão do título do Campeonato Promo Norte de Ralis.

    Jorge Carvalho, líder da tabela pontual, optou pela ausência, abrindo uma enorme janela de oportunidade para Rui Borges e Marco Oliveira chegarem à glória. Estes dois chegaram a  Murça separados por apenas um ponto e a pouca margem de Carvalho, isto se contarmos com as suas sete melhores pontuações da época, respeitando o número máximo de provas a considerar, de acordo com o regulamento, no final do campeonato. Ou seja, para Carvalho ser campeão, Borges e Oliveira teriam de desistir. Se os dois terminassem a prova, venceria o cetro em discussão quem ficasse à frente.

    Aguardava-se, por isso, um duelo sem tréguas e taco-a-taco, mas Marco Oliveira e Ricardo Sousa apresentaram-se em terras transmontanas com outras ideias, entrando claramente ao ataque, vencendo as 4 primeiras especiais, conseguindo a dupla do VW Polo N5 “cavar” uma distância de 23,1 segundos sobre a dupla Tiago Silva/Pedro Alves (Ford Fiesta R5) e de uns respeitáveis 41,4 segundos sobre Rui Borges e Luís Ribeiro, tripulando um Citroen C3 N5.

    A dupla açoriana entrou com um ritmo muito baixo e, embora fosse melhorando, estava numa situação em que só um problema que afetasse os seus adversários, poderia ainda dar alguma chance de discutir o título.

    Tal não sucedeu. Marco Oliveira até baixou o ritmo na secção noturna final, controlando os acontecimentos, mas conseguiu ainda aumentar a vantagem para 28,8 e 44,3, respetivamente, fazendo na prova do CAMI Motorsport o pleno: vitória à geral, triunfo nas lides do Promo Norte e conquista do título nesse campeonato, coroando assim da melhor forma aquela que é, sem sombra de dúvidas, a melhor época até ao momento do piloto de Várzea do Douro.

    Boa prova do jovem Tiago Silva. O famalicense estreou em Murça o Fiesta R5 que pertenceu a Ricardo Filipe e, mesmo encarando a prova como um treino competitivo, fez tempos interessantes e conquistou um positivo 2º lugar à geral, triunfando entre os X5.

    Para Rui Borges, fica a dupla consolação de mais um pódio e da conquista do vice-campeonato, numa temporada em que o açoriano da Domingos Sport este sempre entre os protagonistas do Promo Norte.

    Correndo extracampeonatos, a equipa estoniana formada por  Joosep Ralf Nõgene e Aleks Lesk levou o Peugeot 208 Rally4 da PT Racing ao 4º lugar absoluto, depois de uma luta sem tréguas com o endiabrado Filipe Teixeira.

    O penafidelense, navegado pelo seu conterrâneo António Campos, estreou um Peugeot 208 VTI R2 em Murça e voltou a provar que é um dos pilotos mais rápidos entre os que competem a norte nas 2RM. Nada limitado por não conhecer o carro e por este ser bem diferente do seu anterior Citroen Saxo, Filipe Teixeira esteve sempre entre os mais rápidos e juntou ao 5º lugar a vitória nas contas dos inscritos no Campeonato Start Norte de Ralis, sendo aqui secundado pelos flavienses Luís Delgado e André Carvalho, em carro idêntico, com o 3º posto no Promo Norte a ser assegurado por Tiago Caetano e Luís Boiça, num Peugeot 206 RC. O Rali de Murça 2023 ostentou um toque internacional que lhe foi dado não apenas pela equipa estoniana, mas também pelos ucranianos da Befast, Anton Korzun/ Kyrylo Nesvit, que levaram o seu Peugeot 208 Rally4 ao 7º lugar da geral, arribando ainda ao fecho da prova a equipa espanhola Arturo Cota Loureiro/Basalo Diego Blanco (Peugeot 208 VTI R2), num satisfatório 10ºposto, entre as 20 equipas que lograram concluir o rali.

  • Equipa luso-francesa vence em Fronteira com final emocionante

    Equipa luso-francesa vence em Fronteira com final emocionante

    Uma prova de 24 horas decidida por… menos de três minutos. O Fouquet Nissan do português Manuel Aires, que foi acompanhado pelos franceses Mickael Pisano, Jérémy Warnia e Jean-Luc Ceccaldi, venceu a BP Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira, num dos finais mais emocionantes da história de 25 anos da prova do ACP. Largos milhares de pessoas encheram a vila alentejana.

    Poucos minutos depois de ganhar a BP Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira de forma emocionante, Mickael Pisano batia no capô do seu Fouquet Nissan para tentar controlar a adrenalina. “Andei três horas a fundo! Tenho um carro fantástico e dei tudo! Estou mesmo muito orgulhoso por ganhar aqui em Fronteira”, afirmava o piloto francês.

    A equipa inscrita pelo português Manuel Aires, que além de Aires e Pisano também incluía os franceses Jérémy Warnia e Jean-Luc Ceccaldi, tinha acabado de passar para a frente na penúltima das 104 voltas que fez ao Terródromo, num dos finais mais emocionantes de sempre na prova do Automóvel Club de Portugal.

    Quando estavam cumpridos 23h45m, os franceses Laurent Poletti, Franck Cuisinier, Ronald Basso e Adrien Favarel pareciam estar a caminho da segunda vitória consecutiva em Fronteira, depois de terem liderado grande parte da prova. Contudo, a equipa MMP calculou mal a quantidade de gasolina necessária para o último turno de condução e Poletti teve de diminuir o andamento nas duas últimas voltas, para garantir que chegava ao final. Numa pista com 16,4 quilómetros, isso significou a ultrapassagem decisiva de Pisano, que viria a terminar com 2m37s de vantagem após 1.440 minutos de corrida. Manuel Aires, natural de Alfândega da Fé, está emigrado em França há 30 anos e compete em Fronteira desde 2019. “Nas 24 Horas de Paris Ficámos em segundos, mesmo no limite, a menos de dois minutos do primeiro. Agora foi a nossa vez!”, afirmou, apontando para o céu. 

    Atrás das equipas de Aires e Cuisinier, o pódio ficou completo com a equipa luso-francesa de Claude Fournier, Ricardo Porém, Gustavo Moura e Gustavo Moura Jr., num MMP que venceu a categoria T4. A primeira equipa 100 por cento nacional foi a de Amândio Alves, João Silva, Márcio Reis e Rogério Reis, noutra máquina construída pela francesa MMP, da categoria T3. O top 5 ficou completo com a formação de Ricardo Soares, que também incluía João Dias, Luís Maximino e João Marques (Nissan Navara), logo na frente de outra Nissan mas da categoria T2, pilotada por Henrique Lourenço, João Lourenço, Ricardo Sobral e Nuno Sousa. 

    Um total de 64 equipas conseguiram completar a dura maratona alentejana, de entre os 77 concorrentes e mais de 300 pilotos que alinharam à partida, oriundos de Portugal, França, Bélgica, Letónia, Áustria, Países Baixos e Perú. 

    O que leva uma equipa de seis pessoas a viajar 4.500 quilómetros desde a Letónia para disputar uma prova de 24 horas de todo-o-terreno no Alentejo? Igor Skoks e a sua Tempo 24H já são figuras conhecidas da BP Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira. Viajam desde Ventspils, uma cidade portuária no Mar Báltico.

    “Já corremos em Fronteira desde 2005, primeiro com o Oskar e depois com este protótipo Mitsubishi. Gostamos muito da organização, do desafio da corrida, das pessoas, da atmosfera que se cria aqui em Portugal. Também corremos vários anos nas 24 Horas de França, mas preferimos Fronteira e nos últimos anos só fazemos esta prova. O nosso carro vai de ferry desde a Letónia até à Alemanha, depois vem de reboque até Fronteira. São mais de 4.500 quilómetros, mas gostamos disto e para o ano espero estar cá outra vez!”, afirmava Igor Skoks, acompanhado pelo filho, o também piloto Rudolfs Skoks. O terceiro piloto da equipa é Arvis Pikis, cujo filho é um dos dois mecânicos do Mitsubishi Pajero com que a formação letã venceu as 24 Horas de Fronteira em 2017. 

    É um relato que se assemelha ao de Pedro Ribeiro, português emigrado na Suíça que todos os anos marca uma semana de férias e conduz 2.000 quilómetros desde Lausanne para viver a experiência de Fronteira. São exemplos que mostram o caráter especial da prova do Automóvel Club de Portugal, que completou um quarto de século. E a efeméride contribuiu para uma das maiores enchentes de sempre em Fronteira, com largos milhares de pessoas a acamparem na Herdade do Monte do Cego e nas imediações da vila, atraídas também pelo festival de música promovido pelo Município de Fronteira e encabeçado pelos Xutos & Pontapés. 

  • Grelha repleta de qualidade para a Carrera Los 80 no Estoril

    Grelha repleta de qualidade para a Carrera Los 80 no Estoril

    A temporada de relançamento da Carrera Los 80 chega ao fim com uma jornada dupla dentro do Estoril Endurance Festival, nos próximos dias 2 e 3 de Dezembro, no Autódromo do Estoril. 

    O calendário da Carrera Los 80 cresceu este ano, com duas provas em Portugal e outras duas em Espanha, em quatro dos mais prestigiados palcos do desporto motorizado na Península Ibérica: Portimão, Jarama, Jerez e Estoril.

    O formato de semi-endurance foi uma aposta ganha, com cada evento composto por duas corridas de 40 minutos, com uma paragem obrigatória nas boxes, permitindo equipas formadas por um ou dois pilotos, e aceitando sobretudo viaturas de Turismo e algumas de Grande Turismo de 1976 a 1993.

    Como foi o habitual no passado, voltaremos a assistir no Estoril Endurance Festival ao duelo Ford contra BMW nas categorias de Turismo. De salutar o regresso dos imponentes BMW 635 CSI das duplas Rui Garcia/Miguel Garcia e Paulo Sousa/João Paulo Sousa, e do Ford Capri de Gilberto Corrêa/Jorge Corrêa. A estes “monstros do passado” juntam-se os Ford Escort – um Twin Cam ex-Team Palma de Manuel Ferrão e um Grupo 2 de César Freitas – e o BMW 2002 da dupla espanhola Carlos de Miguel/Luis Delso. 

    O renomado preparador da Porsche, a Aurora Motorsport, colocará em pista os competitivos 911 RS de Pedro Bastos Rezende, Claudio Vieira, Bruno Santos e ainda o 934 de Pedro Bethencourt, um carro que alinhou no Le Mans Classic este ano. A grande novidade do braço desportivo da Garagem Aurora é a inscrição do 911 RSR de António Soares, um Porsche visto a correr nas pistas nacionais no início do milénio pelas mãos do saudoso Carlos Rodrigues.

    No campo das estreias destaca-se a presença de dois BMW 325i (E30) da RodaClassica que serão tripulados pelas duplas Carlos Tavares/Jean-Marc Finot, num exemplar de Grupo N, e François Wales/Jean-Philippe Imparato, num exemplar de Grupo 2.

    Para Diogo Ferrão, o CEO da Race Ready, a entidade promotora da Carrera Los 80: “Esta foi uma temporada em que quisemos reerguer este conceito. Sabemos que temos ainda muito que fazer para atingirmos o nosso objectivo de reunir os melhores carros de Turismo e GT dos anos 1980 e princípios dos anos 1990 existentes na Península Ibérica, mas como podemos ver nas outras competições da Race Ready, demora sempre algum tempo a uma boa ideia chegar ao seu máximo potencial.”

    Com a sessão de qualificação a ter lugar na tarde de sábado, as duas corridas da Carrera Los 80 estão marcadas para o dia de domingo, com a primeira agendada para as 10h05 e a segunda para as 14h20.


    Os bilhetes para o paddock poderão ser adquiridos em BOL.pt ou nas bilheteiras do Autódromo do Estoril nos dias 2 e 3 de Dezembro.

  • Historic Endurance encerra o ano com grelha lotada nos 250 km do Estoril

    Historic Endurance encerra o ano com grelha lotada nos 250 km do Estoril

    Depois de um ano recheado de grandes momentos, em alguns dos maiores palcos do automobilismo europeu, a época de 2023 do Iberian Historic Endurance chega ao seu final no dia 2 de Dezembro, com aquela que é a corrida mais simbólica da temporada: a 11ª edição dos 250 km do Estoril.

    A prova que integra o Estoril Endurance Festival volta a apresentar uma numerosa e eclética grelha de partida, ao nível do melhor que se encontra em competições internacionais desta natureza, para uma corrida que tem como pano de fundo o Autódromo do Estoril e em que as estratégias das equipas se vão sobrepor à velocidade dos seus carros.

    Como em todas as provas do Historic Endurance, o pelotão de quatro dezenas e meia de viaturas estará dividido em cinco categorias. Na Gentleman Driver Spirit (GDS), para além dos sempre favoritos Porsche 911 SWB da Garagem João Gomes, há que contar com o BMW 1800 TiSA de Alberto Velez-Grilo, que fará equipa desta vez com Luís Sousa Ribeiro, com o Alfa Romeo Giulia Ti Super pilotado pelo ex-campeão nacional de clássicos Rui Bevilacqua em conjunto com Nuno Veiga e António Magalhães, assim como o Datsun 1200 da Trisport Race e o MG B Roadster dos britânicos James Wheeler/Paul Rayment.

    Com quinze viaturas inscritas, o pelotão da categoria H-1965 tem muitas histórias para contar. Não um, mas dois belos Jaguar E-Type preparados pela Classic Garage vão marcar presença nesta prova, um para a dupla Carlos Cruz/Filipe Nogueira e outro para o trio Luis Delso/Carlos de Miguel/José da Rocha. Dois é também o número de Porsche 904/6 à partida, pois para além do carro assistido pela Raul Cunha Vintage Cars Garage, para a dupla Thorkild Stamp/Michael Holden, alinhará também o exemplar preparado pela Classic Legends para Hipólito Pires e Tiago Raposo Magalhães. 

    Entre as novidades, constam os Austin Healey de José da Rocha/Jeremy da Rocha e de Philippe Petit, o Marcos 1800 GT de Philippe Quiriere/Mathieu Personnaz e o Shelby Mustang GT350 do francês Charles Rzepkowicz.

    Os principais intervenientes da classe H-1965 estão igualmente presentes, com os Lotus Elan de Carlos Barbot e P-A Forsvall garantidos na partida, assim com o Shelby Cobra Daytona de Olivier Muytjens/Brice Pineau ou o Porsche 365 de Guillermo Velasco/Francisco Freitas.

    A categoria H-1971, volta a contar com vários dos pilotos regulares, com o Alfa Romeo GTAm de Rafael Cerveira Pinto/Carlos Dias Pedro a assumir o papel de favorito, num fim de semana que conta com a estreia do emblemático Porsche 914/6 de Carlos e Nuno Matos.  

    Esperam-se lutas renhidas no pelotão do H-1976, onde os favoritos Porsche 911 RS preparados pela Aurora Motorsport têm mostrado um ascendente, com Bruno Santos, Claúdio Vieira ou Pedro Bastos Rezende. No entanto, a vitoria na categoria é sempre complicada com o impressionante número de 9 Porsche inscritos.

    Já classe GTP será formada por quatro carros; o sempre impressionante Ford GT40, a ser dividido por Paulo Lima e José Paradela, o regular Lotus Seven que já venceu esta corrida em 2014, da dupla José Mira Gomes/Nuno Afoito, e ainda o Crossle 7S da família Rey, cuja perícia e habilidades nos habituámos a assistir nas corridas das ruas de Pau. Também poderemos assistir à estreia do Merlyn MK6A de Mário Melo que chegou recentemente a Portugal.

    Em jogo também estará o triunfo no Index de Performance, a classificação que oferece em todas as provas um exclusivo relógio suíço da Cuervo y Sobrinos, cujo vencedor deverá sair do leque de automóveis de menor cilindrada.

    A qualificação dos 250 km do Estoril decorre pela parte da manhã de sábado, com início pelas 10h35, enquanto a partida ‘estilo Le Mans’ está agendada para as 15h20. Para quem quiser assistir ao vivo aos 250 km do Estoril, e às outras provas do Estoril Endurance Festival, os bilhetes para o paddock poderão ser adquiridos em BOL.pt ou nas bilheteiras do Autódromo do Estoril nos dias 2 e 3 de Dezembro.

  • Rali de Murça fecha temporada de ralis a norte

    Rali de Murça fecha temporada de ralis a norte

    O Rali de Murça, a disputar amanhã, sábado, dia 2 de dezembro, tem 29 equipas inscritas, superando, em larga medida, todas as expectativas da organização, já que os títulos estão todos atribuídos. Esta é a última prova pontuável para o Campeonato Promo Norte de Ralis (CProNR), cujo título está ainda em aberto e para Campeonato Star Norte de Ralis (CStNR). 

    Mas aquela que é considerada como uma das capitais do automobilismo nacional sabe bem receber pilotos e equipas, pelo que estão criadas todas as condições para uma excelente prova, organizada pelo CAMI Motorsport e com o apoio imprescindível da Câmara Municipal de Murça.

    O destaque vai para a discussão do título no Promo Norte de Ralis. Jorge Carvalho, atual líder da tabela pontual, estará ausente, abrindo uma enorme janela de oportunidade para Rui Borges e Marco Oliveira chegarem à glória, numa prova que conta com mais nomes fortes na luta pelos lugares cimeiros, entre eles Parcídio Summavielle, Filipe Teixeira, Fernando Peres, Luís Delgado, Antono Korzun e Josep Nogene.

    Aplauso para a fórmula compacta que o CAMI Motorsport propõe, com o rali a ser integralmente disputado durante a tarde de sábado. A partida (14h00) e chegada (19h08) serão na Avenida Inês Bacarini Breia, em pleno coração de Murça. Pelo meio, seis especiais de classificação, correspondendo a duas triplas passagens pelos troços cronometrados de Palheiros/Monfebres(9,51 km) e Candedo/Murça (11,19 km), com um total de 62,10 km de percurso competitivo.

    Por se tratar da última prova da época a norte e porque estamos a entrar na época natalícia, o CAMI Motorsport tem preparado um magusto bem recheado e que contará com diversas personalidades ligadas ao automobilismo nacional. O multicampeão nacional de ralis, Armindo Araújo, é um dos convidados do CAMI Motorsport que já confirmou a sua presença e se associa à festa final do Rali de Murça, quer na entrega de prémios quer no magusto recheado que se vai seguir.

    Enquadrado na Região Vinhateira do Douro, o público terá oportunidade de ver um bom espetáculo, totalmente disputado em asfalto, em total segurança, com possibilidade de conviver de perto com os pilotos. Para isso, terá, esta quinta-feira, o Guia da Prova, na página oficial do CAMI Motorsport (www.cami.pt) e nas suas redes sociais, com horários, locais para assistir e outras informações úteis.

  • Derradeira etapa do Challenge TT nas 24H TT Vila de Fronteira

    Derradeira etapa do Challenge TT nas 24H TT Vila de Fronteira

    Com a realização da Monte Gordo Sand Experience, em meados de novembro, completou-se a competição do Challenge TT dedicada a motos e quads. Ricardo Freire e Luís Fernandes foram os grandes vencedores do Challenge TT nesta jornada que se disputou na praia de Monte Gordo, inserida na FIM Sand Races World Cup, mas os resultados conquistados nas três provas pontuáveis para este novo desafio sagraram João Duarte, com 40 pontos, como vencedor da competição moto e Luis Fernandes, com 50 pontos, na competição quad.

    Em segundo lugar no Challenge TT entre as motos classificou-se André Sérgio que concluiu esta competição inédita promovida pela Federação de Motociclismo de Portugal destinada a Motos, Quads e SSV, na segunda posição, com 29 pontos.

    A fechar o pódio três classificados: Ricardo Freire, Óscar Duarte e Fábio Magalhães, todos com 25 pontos. Carlos Reguinga com 38 pontos foi o segundo classificado entre os quad, precedendo a Tomás Paulo que com 25 pontos completou o pódio. 

    Este fim de semana o Challenge TT completa-se com a realização das 4H TT Vila de Fronteira, competição destinada aos SSV, que conta com os melhores pilotos nacionais da categoria. A classificação é liderada por Nuno Rodrigues, seguido de José Morgado e Herlander Araújo.

    O Terródromo da Vila de Fronteira acolhe este fim de semana as 24H TT Vila de Fronteira em cujo programa se insere a prova de 4H, destinada aos SSV. Sexta-feira, dia 1 de dezembro, entre as 11h45 e as 13h45 decorrem os treinos livres e cronometrados. No sábado, dia 2 de dezembro tem lugar a prova de resistência de 4H, a iniciar pelas 9h00.

  • FPAK Júnior Team estende-se à Montanha e ao Ralicross

    FPAK Júnior Team estende-se à Montanha e ao Ralicross

    Depois do sucesso do FPAK Júnior Team nos Ralis e na Velocidade, entendeu a FPAK estender em 2024 o programa ao Ralicross e à Montanha. O objectivo deste projeto mantém-se inalterado e sempre com o propósito de fomentar a prática desportiva junto dos mais jovens abrindo uma perspetiva de carreira e de descoberta de novos talentos.

    Os FPAK Junior Team nos Ralis e na Velocidade vão manter-se em 2024 nos mesmos moldes de anos anteriores sendo que no Ralicross e na Montanha a FPAK selecionará três jovens pilotos para disputar cada um dos campeonatos em provas que serão designadas brevemente.

    Para Ni Amorim este é mais um passo importante no panorama automobilístico nacional e sobretudo no fomento e apoio aos mais jovens: “Entendemos que a Federação deve apoiar e ajudar os mais jovens a construir uma carreira de base nos diversos campeonatos. A FPAK está em condições de fazer mais este investimento em dois campeonatos importantes a nível nacional. Acreditamos que passo a passo vamos conseguir ser mais abrangentes e descobrir os novos talentos1”, referiu o Presidente da FPAK.

    Brevemente serão divulgas as linhas mestras destes dois novos projetos assim como a abertura de candidaturas.