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  • MX Cortelha Futuro a ser preparado

    MX Cortelha Futuro a ser preparado

    Com o sucesso da recente visita do Regional Sul de Motocross ao Circuito Motocross Algarve – Cortelha, a Associação de Amigos da Cortelha olha agora para o futuro e define metas a atingir já para 2025.

    Com meio século de existência o clube louletano quer voltar a marcar a ter no traçado onde já competiram grandes nomes do motocross mundial nos mais diversos campeonatos do mundo e europeus que a pista algarvia acolheu ao longo da sua recheada história.

    “Fizemos muitas melhorias no recinto para recebermos os pilotos do regional e queremos num futuro próximo voltar a acolher o campeonato nacional e mesmo provas internacionais, mas sem colocar em risco a integridade económica do club. A Cortelha e o seu circuito de motocross fazem parte da história da modalidade em Portugal e queremos ser o pólo principal do motocross algarvio tanto a nível competitivo como de formação pois são cada vez mais os pilotos jovens que surgem no Algarve, uma nova geração que queremos ajudar a honrar a glória dos grandes nomes do motocross algarvio que por aqui passaram como o Miguel Farrajota, o Ruben Faria, o Pedro Afonso e muitos outros”, comenta um dos responsáveis do clube que em breve divulgará as suas actividades desportivas para o restante ano de 2024 e aqueles que são os seus objectivos para o futuro próximo.

  • Vodafone Rally de Portugal confirmado no WRC até 2026

    Vodafone Rally de Portugal confirmado no WRC até 2026

    A prova portuguesa do Campeonato do Mundo FIA de Ralis (WRC) vai continuar no calendário, pelo menos, até 2026, após a assinatura de um novo contrato entre o Automóvel Club de Portugal (ACP) e o promotor do Mundial.

    O ACP e o WRC Promoter confirmaram, esta sexta-feira, a continuidade do Vodafone Rally de Portugal no Campeonato do Mundo de Ralis em 2025 e 2026. Carlos Barbosa, presidente do ACP, e Jona Siebel, diretor-geral do WRC Promoter, formalizaram o contrato na Exponor, no âmbito da 57.ª edição da prova.

    “É um grande orgulho assinarmos o contrato para 2025 e 2026″, afirmou Carlos Barbosa. “É o reconhecimento de toda a qualidade organizativa do Rally de Portugal. Convém não esquecer que há 1.200 pessoas envolvidas na organização do rali, mais 600 agentes de segurança. É uma operação enorme e temos, consecutivamente, um dos melhores do rali do mundo. É importante agora termos um contrato a dois anos, até porque as Câmaras são parceiros importantíssimos do evento e agora podem prever os seus orçamentos para o rali, pelo menos até 2026”, destacou o presidente do ACP. 

    Jona Siebel, por outro lado, elogiou bastante a prova portuguesa, uma das mais emblemáticas do calendário: “Estivemos aqui na comemoração dos 50 anos do WRC, em 2022, e foi um sucesso. Este ano, tivemos aqui o fórum Beyond Rally e voltou a ser um sucesso. A vertente desportiva é sempre de alto nível e, além disso, temos uma grande abertura para estes eventos paralelos. Isso é muito importante para o desporto. E basta ver que temos um milhão de pessoas ao longo dos quatro dias do rali. É incrível. Estamos muito contentes com este acordo”, afirmou o responsável do WRC Promoter.

    Disputado pela primeira vez em 1967, o Rally de Portugal fez parte do grupo de eventos fundadores do Campeonato do Mundo de Ralis, em 1973, ano em que foi a terceira prova do calendário, ao lado de outros eventos emblemáticos como Monte Carlo. Portugal tornou-se um dos ralis mais populares do calendário, considerado oficialmente o melhor rali do mundo por cinco vezes. Um hiato, entre 2002 e 2006, foi quebrado, com a primeira edição ‘mundialista’ no Algarve, em 2007. A prova do ACP mantém-se, ininterruptamente, no WRC, desde 2009.

    O Vodafone Rally de Portugal é o mais importante evento desportivo realizado, anualmente, em Portugal, com quase um milhão de espetadores, um impacto recorde de 164,7 milhões de euros na Economia nacional e uma forte componente de responsabilidade ambiental, reconhecida pela FIA com a atribuição consecutiva, desde 2017, da certificação ambiental máxima da federação internacional.

  • José Pedro Fontes: “Este 2º lugar é um excelente prémio para toda a equipa”

    José Pedro Fontes: “Este 2º lugar é um excelente prémio para toda a equipa”

    Era sabido que nada seria fácil nesta etapa de arranque do Rally de Portugal, mas a verdade é que o Citroën Rally Team chegou lá. A dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte terminou no pódio, e na liderança da classificação dos portugueses no CPR, a etapa que compunha a quarta jornada pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis.

    O resultado hoje obtido reflete o árduo trabalho desenvolvido pela equipa que preparou com minúcia a presença nesta ronda que anualmente reúne em Portugal os mais sonantes nomes dos ralis a nível mundial.

    Sempre com um andamento muito forte, que os colocou invariavelmente entre os mais rápidos no CPR, José Pedro Fontes/Inês Ponte conseguiram ultrapassar os mais duros obstáculos que o dia de hoje apresentava. A uma etapa dura e muito extensa, juntou-se – como habitualmente – o “handicap” que resulta da ordem de partida para as especiais, facto que resulta numa exigência de maior mecânica dos veículos. Certo é que o Citroën C3 Rally2 esteve à altura das maiores exigências e a equipa regressou ao Porto com a sensação do dever cumprido.

    A luta pelos lugares do pódio esteve bem viva durante toda a etapa e foi com um ataque forte nos cerca de 18 quilómetros da derradeira especial – a segunda passagem pelo troço de Mortágua -, na qual bateu Armindo Araújo por 18 segundos, que José Pedro Fontes garantiu o segundo posto na etapa da prova do CPR.

    “Hoje encontrámos troços muito menos duros e menos cavados do que em edições anteriores do Rally de Portugal. Estávamos preparados para pior, mas, acima de tudo, confiantes na capacidade do carro e mostrámos, desde cedo, ter condições para lutar pelos lugares cimeiros. Este segundo lugar é um excelente prémio para toda a equipa. É sabido que o arranque da temporada não foi favorável para nós, mas hoje demos uma excelente mostra do nosso valor. Venha o próximo…” afirmou o piloto do Citroën Vodafone Team. 

    Terminada que está prova do ACP em termos de Campeonato de Portugal, agora há que começar a trabalhar para fazer frente à segunda metade da temporada (ralis de asfalto), onde o Citroën C3 Rally2 se sente claramente “em casa”. O primeiro embate em alcatrão tem lugar daqui a pouco mais de um mês, na Beira Baixa. O Rali de Castelo Branco, organizado pela Escuderia local estará na estrada nos dias 21 e 22 de Junho.

  • NM Racing Team revela dupla para lutar por vitórias

    NM Racing Team revela dupla para lutar por vitórias

    A NM Racing Team colocará em pista um Mercedes-AMG GT4 para a dupla constituída por Guillermo Aso e Filip Vava- Atanackovic disputar o Iberian Supercars, numa ofensiva da equipa espanhola que terá ainda mais três carros.
     
    A formação de Barcelona tem vindo a apostar fortemente na competição da Race Ready, tendo no ano passado inscrito duas máquinas de Estugarda – um na divisão GT4 Pro e outra na GT4 Bronze, tendo ambos mostrado serem cartas importantes na luta pelas posições cimeiras.
     
    Guillermo Aso foi um dos pilotos da equipa, tendo conquistado dois pódios, um deles uma vitória, obtida na primeira corrida da ronda do Estoril, terminando a temporada no terceiro posto da classificação de pilotos da divisão GT4 Pro e da categoria GT4. Este ano o espanhol terá um novo colega de equipa aos comandos do Mercedes da NM Racing Team – Filip Vava-Atanackovic – voltando a bater-se pelas melhores posições da divisão GT4 Pro. O jovem romeno que vive em Espanha tem vindo a participar nas GT4 European Series com a formação espanhola nos últimos anos, tendo em 2023 conquistado dois pódios e uma pole-position, terminando a competição de pilotos Pro-Am na nona posição.

    Guillermo Aso mostra-se satisfeito por se manter no campeonato e está entusiasmado com o seu novo colega de equipa, que já conhece. “Estou feliz por poder anunciar a minha participação neste programa, que compreende o Iberian Supercars, o campeonato de pista de maior nível de todos aqueles que se disputam na Península Ibérica. Para além disso, estou também satisfeito por continuar com a NM Racing Team, depois do nosso primeiro ano em 2023, tendo conseguido subir ao degrau mais alto do pódio. É uma equipa de grande profissionalismo e o Mercedes-AMG GT4 demonstrou ser um carro muito competitivo”, afirmou o espanhol, acrescentando: “por outro lado, o Filip é um piloto de comprovada velocidade e experiência. Corremos juntos numa prova das GT4 European Series e identificamo-nos muito”.
     
    O piloto romeno que vive em Espanha está entusiasmado com a sua estreia nas competições ibéricas, apontando objectivos ambiciosos. “Tenho muita vontade de competir no Iberian Supercars e continuar a representar a NM Racing Team e a Mercedes-AMG na Península Ibérica. Alguns circuitos serão novos para mim, mas estou desejoso de assumir esse desafio. Estou pronto para levar a minha experiência das GT4 European Series com o objectivo de lutar por pódios e vitórias com o Guillermo, com quem estou seguro de que faremos uma grande dupla de pilotos! Mal posso esperar por começar a época em Jerez em duas semanas”, sublinhou Filip Vava-Atanackovic.
     
    A primeira prova do Iberian Supercars será realizada no Circuito de Jerez nos dias 25 e 26 de Maio.

  • Ogier (Toyota) e Tanak (Hyundai) separados por 11,9 segundos para o derradeiro dia do Vodafone Rally de Portugal

    Ogier (Toyota) e Tanak (Hyundai) separados por 11,9 segundos para o derradeiro dia do Vodafone Rally de Portugal

    Apenas 11,9 segundos! É esta a diferença com que, Sébastian Ogier e Ott Tänak, os dois primeiros classificados do Vodafone Rally de Portugal, partem para os 62,18 quilómetros cronometrados da derradeira etapa. Uma luta entre dois campeões do Mundo, também eles ex-vencedores da prova, mas também mais um episódio do duelo entre Toyota e Hyundai. Se no WRC2 também está tudo em aberto, com os quatro primeiros separados por 21,3 segundos, entre os portugueses só um percalço impedirá Armindo Araújo de ser, pela sexta vez consecutiva, o melhor dos pilotos nacionais. Amanhã (sábado), as duas passagens pelos troços de Cabeceiras de Basto e Fafe, são o palco de todas as decisões.

    Sete anos depois da última vitória, é desta que Sébastien Ogier vai conquistar o sexto triunfo e assim desempatar com Markku Alén, como o piloto mais bem-sucedido da história da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal? Ou, pelo seu lado, Ott Tänak vai repetir o sucesso da edição de 2019? Sem prejuízo de outros cenários, é esta a grande dúvida para a derradeira e decisiva etapa de amanhã do Vodafone Rally de Portugal. Uma extraordinária luta em perspetiva, que também vai ditar a nona vitória da Toyota – as cinco últimas consecutivas – ou a segunda da Hyundai na prova.

    Mais do que o Centro do país, o Norte foi madrasto para as aspirações de alguns dos principais protagonistas do Vodafone Rally de Portugal. A segunda etapa começou com um forte ataque de Kalle Rovanperä, com o piloto da Toyota a ganhar meio segundo, por quilómetro, ao mais direto adversário, na passagem inaugural por Felgueiras. Seguiu-se a classificativa de Montim, palco de um autêntico “golpe de teatro”: ao quilómetro 3,9, Kalle Rovanperä despistou-se e duas curvas e 200 metros depois, Oliver Solberg capotou o Skoda por diversas vezes. De uma assentada, ficavam de fora dois líderes: o absoluto e o do WRC2.

    Kalle Rovanperä afirmou: “Foi pena, porque a manhã tinha começado muito bem para nós. Simplesmente falhei o ponto de travagem em linha reta e saímos largo numa zona muito escorregadia. Na sequência de curvas anterior tinha havido uma ligeira confusão nas notas e eu ainda estava a pensar nisso, numa fração de segundo. Com estes carros isso não pode acontecer. Foi um erro meu.”

    Seguiram-se oito classificativas, quatro delas ganhas por Sébastian Ogier e três por Ott Tänak. No final do dia, apenas 11,9 segundos de diferença entre os pilotos da Toyota e Hyundai. Uma escassa diferença que, amanhã (domingo), promete aumentar a romaria às classificativas de Cabeceiras de Basto e de Fafe.

    “Foi um bom dia, mas complicado. Não estávamos à espera que acontecessem tantas coisas. Do lado da Toyota não foi perfeito e perdemos dois carros. Agora temos de terminar a tarefa amanhã”, sublinhou Sébastian Ogier.

    Já Ott Tanäk afirmou: “Esta tarde tivemos um melhor ritmo nos pisos com sulcos, mas, no geral, foi um dia bastante sólido. Hoje, fizemos o nosso melhor com as ferramentas que temos”.

    No terceiro lugar, a 1m11,4 segundos do líder, Thierry Neuville vai procurar manter a posição e somar pontos que lhe permitam reforçar a liderança do campeonato de pilotos, com o belga a destacar: “Se alguém nos tivesse dito que terminávamos a etapa no terceiro lugar, eu não tinha acreditado. Foi um dia perfeito e estamos ansiosos pelo de amanhã, emocionante e com muitos pontos para conquistar”.

    O belga da Hyundai beneficia da proteção de Dani Sordo que, pese embora ter terminado o dia a 14,2 do colega de equipa, parte sobretudo com a preocupação de defender-se dos ataques de Adrien Formaux, uma vez que o piloto da Ford terminou a etapa a apenas 7,3 segundos do espanhol, depois de uma brilhante vitória na Super-Especial de Lousada, com novo recorde da pista.

    Já Elfyn Evans, atual sexto classificado, bem como Kalle Rovanperä, que vai regressar em modo “Rally2” – tal como o japonês Takamoto Katsuta, que abandonou esta manhã, quando era terceiro – vão partir para a etapa de amanhã com o objetivo de amealharem o maior número de pontos na Power Stage.

    Espetacular também promete ser a luta entre os Rally2. Oliver Solberg e Gus Greensmith abandonaram por acidente e a luta pela vitória passou a ter outros protagonistas. À partida da derradeira etapa, os quatro primeiros partem separados por apenas 21,3 segundos. Nikolay Gryazin (Citroën) é o líder, com 9,7 segundos de vantagem para Jan Solans (Toyota), 17,7s para Josh McErlean (Skoda) e 21,3s para Yohan Rossel (Citroën). Quando era o sétimo classificado entre os Rally2, Kris Meeke capotou o Hyundai em Paredes 2, sendo obrigado a desistir.

    ARAUJO Armindo, Skoda Fabia RS Rally2, portrait during the Rally de Portugal 2024, 5th round of the 2024 WRC World Rally Car Championship, from May 9 to 12, 2024 at Matoshinhos, Portugal – Photo Paulo Maria / DPPI

    Entre os pilotos nacionais, Armindo Araújo (Skoda) até em modo “passeio” tem tudo para ser o melhor português pela sexta vez consecutiva.

    No último e decisivo dia do Vodafone Rally de Portugal, os concorrentes têm pela frente uma dupla passagem pelos troços de Cabeceiras de Basto e Fafe, num total de 62,18 quilómetros. E, a exemplo dos últimos anos, a segunda passagem pela classificativa de Fafe volta a ter o estatuto de Power Stage. Ou seja, a especial que premeia os cinco pilotos mais rápidos com pontos adicionais, independentemente de terminarem nos lugares pontuáveis para o Mundial. 

    Vodafone Rally de Portugal – Classificação após SS18:

    1.º Sébastien Ogier (FRA) / Vincent Landais (FRA) Toyota GR Yaris Rally1, 3h01m55,8s  

    2.º Ott Tänak (EST) / Martin Järveoja (EST) Hyundai i20 N Rally1, a 11,9s         

    3.º Thierry Neuville (BEL) / Martijn Wydaeghe (BEL) Hyundai i20 N Rally1, a   1m11,4s

    4.º Dani Sordo (ESP) / Candido Carrera (ESP) Hyundai i20 N Rally1, a 1m25,6s

    5.º Adrien Fourmaux (FRA) / Alexandre Coria (FRA) Ford Puma Rally1, a 1m32,9s 

    6.º Elfyn Evans (GBR) / Scott Martin (GBR) Toyota GR Yaris Rally1, a 3m23,8s

    7.º Nikolay Gryazin (BUL) / Kostantin Aleksandrov (RUS) Citroën C3 Rally2, a 9m25,5s (1º WRC2:)
    8.º Jan Solans (ESP) / Rodrigo Sanjuan (ESP) Toyota GR Yaris Rally2, a 9m35,2s

    (…)

    19.º Armindo Araújo (POR) / Luís Ramalho (POR) Skoda Fabia Rally2, a 16m41,6s (1.º português)

    PROGRAMA

    Domingo, 12 de maio de 2024

    05h30  Partida Matosinhos (Exponor)

    07h05   SS19 Cabeceiras de Basto 1 (19,91 km)                                      

    08h35  SS20 Fafe 1 (11,18 km)                                          

    09h35  SS21 Cabeceiras de Basto 2 (19,91 km)               

    12h15  SS22 Fafe 2 – Power Stage (11,18 km)

    13h43  Chegada à zona de assistência em Matosinhos (Exponor) 

  • CPR: Quarta vitória de Kris Meeke

    CPR: Quarta vitória de Kris Meeke

    Quarta prova e quarta vitória de Kris Meeke (Hyundai i20 N Rally2) no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), ao assegurar a primeira posição, esta sexta-feira, no Vodafone Rally de Portugal depois de cumpridas as primeiras 9 classificativas, com uma vantagem de 1m24s para José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2). Meeke esteve sempre na liderança e fez uma gestão perfeita da sua corrida, sobretudo na parte final da jornada, de modo a assegurar um novo sucesso.

    A grande surpresa, contudo, no que respeita aos lugares do pódio, estava reservada para a derradeira classificativa, que era também a Power Stage (Mortágua 2), na qual o já referido Fontes desapossou Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2), surpreendido pela súbita falta de rendimento do motor originada por um problema elétrico, da segunda posição final.

    Fontes e Araújo travaram um interessante despique pelo segundo lugar que ainda teve a intromissão de Ricardo Teodósio (Hyundai i20 N Rally2), mas este acabaria, devido a problemas de direção assistida causados por uma pedra, por perder bastante tempo e cair até à décima posição final.

    Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo), sem argumentos para interferir naquela discussão, manteve sempre uma margem de segurança face a Ernesto Cunha (Skoda Fabia Rallya2 evo) e a Paulo Neto (Skoda Fabia Rally2 evo), que chegaram a ter entre eles o jovem Lucas Simões (Ford Fiesta R5). Mas este último não evitou, ainda na primeira passagem por Góis, um espetacular capotamento que esteve na origem da sua desistência.

    No campeonato 2RM (duas rodas motrizes), Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally4) assumiu cedo a liderança face a Hugo Lopes (Peugeot 208 Rally4), que se manteve por perto até ser forçado a abandonar, com o eixo da roda traseira direita partido.

    A partir de então, Hélder Miranda (Peugeot 208 Rally4) não mais cedeu o segundo lugar e se Rafael Cardeira (Peugeot 208 Rally4) ainda esteve na luta pelo pódio, acabou por ser forçado a desistir, tal como sucedeu a Kevin Saraiva (Renault Clio Rally4). E os problemas sentidos por Pedro Silva (Peugeot 208 Rally4) em Arganil 1 abriram a porta à ascensão do ucraniano Anton Korzun (Peugeot 208 Rally4) ao terceiro lugar.

    O CPR entra, a partir de agora, na sua fase de provas de asfalto e a próxima etapa, a quinta da temporada, será o Rali de Castelo Branco (21/22 junho).

    Classificação final (oficiosa após PEC 9)

    Absoluta

    1º, Kris Meeke/Stuart Loudon (Hyundai i20 N Rally2), 1h32m24.7s

    2º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 Rally2), a 1m24.0s

    3º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS Rally2), a 1.33.3

    4º, Pedro Almeida/Mário Castro (Skoda Fabia Rally2 evo), a 2.42.7

    5º, Ernesto Cunha/Rui Raimundo (Skoda Fabia Rally2 evo), a 4.32.8

    6º, Paulo Neto/Nuno Mota Ribeiro (Skoda Fabia Rally2 evo), a 5.44.4

    7º, Gonçalo Henriques/Inês Veiga (Renault Clio Rally4), a 11.10.6

    8º, Hélder Miranda/Vítor Pereira (Peugeot 208 Rally4), a 14.2.0

    9º, Anton Korzun/Pavlo Kononov (Peugeot 208 Rally4), a 14.35.2

    10º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Hyundai i20 N Rally2), a 17.46.9

    2RM

    1º, Gonçalo Henriques/Inês Veiga (Renault Clio Rally4), 1h42m35.3s

    2º, Hélder Miranda/Vítor Pereira (Peugeot 208 Rally4), a 3.01.4

    3º, Anton Korzun/Pavlo Kononov (Peugeot 208 Rally4), a 3.24.6

    4º, Pedro Silva/Fábio Santos (Peugeot 208 Rally4), a 6.37.0

    CAMPEONATOS

    Absoluto (classificação oficiosa após 4 provas)

    1º, Kris Meeke, 112 pontos; 2º, Armindo Araújo, 84; 3º, Ernesto Cunha, 42; 4º, Paulo Neto, 38; 5º, José Pedro Fontes, 37; 6ºs, Lucas Simões e Pedro Almeida, 32; 8º, Ricardo Teodósio, 30; 9ºs, Rúben Rodrigues e Ricardo Filipe, 18; 11ºs, Pedro Meireles e Hugo Lopes, 12.

    2RM (classificação oficiosa) 1º, Gonçalo Henriques, 56 pontos; 2º, Hugo Lopes, 55; 3º, Ricardo Sousa, 35; 4º, Anton Korzun, 32; 5º, Pedro Pereira, 30.

  • Vodafone Rally de Portugal: 5,4 segundos separam os quatro primeiros classificados!

    Vodafone Rally de Portugal: 5,4 segundos separam os quatro primeiros classificados!

    Muito público, três diferentes líderes, cinco pilotos a vencerem classificativas e os quatro primeiros a terminarem a etapa separados por escassos 5,4 segundos. Que fantástico dia de sexta-feira do Vodafone Rally de Portugal. No Centro do país, os finlandeses Kalle Rovanperä e Jonne Haltunen foram os mais rápidos, com a dupla da Toyota a terminar a etapa com um segundo de vantagem para Sébastien Ogier. José Pedro Fontes liderou entre os pilotos nacionais, mas nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis, Kris Meeke (Hyundai) somou a quarta vitória da época, em outras tantas provas. Amanhã (sábado), as XX equipas em prova rumam a Norte para a disputa da penúltima etapa.

    No dia em que foi assinado o contrato para a continuidade do Vodafone Rally de Portugal no Campeonato do Mundo de Ralis de 2025 e de 2026, os muitos milhares de espetadores que se deslocaram às classificativas de Mortágua, Lousã, Góis e Arganil assistiram a um espetáculo extraordinário que promete continuar nos próximos dias. Se os quatro primeiros terminaram a etapa separados por 5,4 segundos, os sete primeiros couberam em 31,8 segundos e, desta vez, nem a tradicional dureza dos troços da região Centro fez vítimas entre as equipas de Rally1. Ou seja, é grande a expetativa para a etapa de amanhã.

    Hoje (sexta-feira), a dupla finlandesa, Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen só venceu uma das oito classificativas do dia e terminou a etapa com um escasso segundo de vantagem para o colega de equipa e oito vezes campeão do mundo, Sébastien Ogier. “Foi uma grande batalha durante todo o dia. Ainda assim, acho que não estamos onde devíamos estar.  Andámos apenas a sobreviver e terminámos com os pneus traseiros em muito mau estado. Amanhã, será um dia diferente, mas admito que é divertido estarmos a liderar”, afirmou o vencedor das duas últimas edições do Vodafone Rally de Portugal.

    O japonês Takamoto Katsuta foi um dos heróis do dia: foi o mais rápido em três classificativas e completou o trio da Toyota, a apenas 4,7 segundos da liderança.

    Ott Tänak terminou no quarto lugar e como o primeiro dos três Hyundai I20 N Rally1s, a escassos sete décimos de segundo de Katsuta. O colega de equipa, Dani Sordo, na primeira prova da época no WRC, venceu três classificativas, fechando o quinteto da frente.

    O líder do WRC, Thierry Neuville (Hyundai), teve a ingrata missão de abrir a estrada, mas manteve intactas as aspirações à vitória, ao perder apenas 18,1 segundos para o líder.

    Nas posições imediatas terminaram Adrien Fourmaux (Ford), com o atual terceiro classificado do WRC a arriscar em levar apenas um pneu suplente para a seção matinal, e Elfyn Evans, o grande azarado da etapa. Para além de uma ingrata posição de partida, o copiloto Scott Martin esqueceu-se do seu caderno de notas no final da primeira seção, pelo que, até ao final do dia, foi forçado a ler as notas a partir de uma cópia digital, num telemóvel. Um furo no pneu dianteiro direito agravou a frustração do vencedor da edição 2021 do Vodafone Rally de Portugal, que cedeu 1m43,2s para o líder. “Nada nos está a correr bem. É assim que as coisas são por vezes. Ele (Scott) safou-se muito bem. Mas, da próxima vez, seria melhor se ele se lembrasse do livro!”, desabafou o britânico.

    20 SOLBERG Oliver, EDMONDSON Elliott, Skoda Fabia RS Rally2, action during the Rally de Portugal 2024, 5th round of the 2024 WRC World Rally Car Championship, from May 9 to 12, 2024 at Matoshinhos, Portugal – Photo Paulo Maria / DPPI

    O WRC2 transformou-se numa luta a dois entre Oliver Solberg e Yohan Rossel. Apesar de algumas falhas de motor a baixas rotações, Solberg terminou o dia com 7,3 segundos de vantagem sobre o francês. Depois do abandono de Pierre-Louis Loubet, em Góis 2, o britânico Gus Greensmith terminou no terceiro lugar, a 13,3 segundos do líder.

    Entre os principais protagonistas do CPR, destaque para o facto de Kris Meeke e de Armindo Araújo irem continuar em prova, apesar das próximas etapas não permitirem somar pontos para o campeonato.

    Amanhã, os concorrentes rumam a Norte, para disputarem duas passagens pelas classificativas de Felgueiras, Montim, Amarante, Paredes e Felgueiras e, a encerrar o dia, a sempre espetacular super-especial de Lousada. Ao todo, são nove especiais que perfazem um total de 145,02 cronometrados.


    Classificação Vodafone Rally de Portugal – Após PE9

    1 Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen             Toyota GR Yaris Rally1 HYBRID                1:25:00.4          

    2 Sébastien Ogier/Vincent Landais               Toyota GR Yaris Rally1 HYBRID                + 1.0

    3 Takamoto Katsuta/Aaron Johnston           Toyota GR Yaris Rally1 HYBRID                + 4.7

    4 Ott Tänak/Martin Järveoja                          Hyundai i20 N Rally1 HYBRID                  + 5.4

    5 Daniel Sordo/Candido Carrera                   Hyundai i20 N Rally1 HYBRID                  + 17.9

    6 Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe         Hyundai i20 N Rally1 HYBRID                  + 18.1

    7 Adrien Fourmaux/Alexandre Coria           Ford Puma Rally1 HYBRID                        + 31.8

    8 Elfyn Evans/Scott Martin                             Toyota GR Yaris Rally1 HYBRID                + 1:43.2

    9 Grégoire Munster/Louis Louka                  Ford Puma Rally1 HYBRID                        + 2:27.3

    (WRC2)

    10 Oliver Solberg/Elliott Edmondson           Skoda Fabia RS                                           + 3:42.1




    Programa

    Sábado, 11 de maio de 2024

    07h00  Partida de Matosinhos (Exponor)

    08h05  SS10 Felgueiras 1 (8,81 km)       

    09h05   SS11 Montim 1 (8,69 km)           

    10h05  SS12 Amarante 1 (37,24 km)     

    11h35  SS13 Paredes 1 (16,09 km)         

    12h26  Chegada ao reagrupamento e zona de assistência a Matosinhos (Exponor)

    13h30  Partida de Matosinhos (Exponor) 

    14h35  SS14 Felgueiras 2 (8,81 km)       

    15h35  SS15 Montim 2 (8,69 km)           

    16h35  SS16 Amarante 2 (37,24 km)     

    18h05  SS17 Paredes 2 (16,09 km)         

    19h05  SS18 Lousada (3,36 km)

    20h05  Chegada à zona de assistência a Matosinhos (Exponor) 

  • Thierry Neuville (Hyundai) é o primeiro líder do Vodafone Rally de Portugal

    Thierry Neuville (Hyundai) é o primeiro líder do Vodafone Rally de Portugal

    O belga Thierry Neuville é o primeiro líder da 57.ª edição do Vodafone Rally de Portugal. O piloto da Hyundai foi o mais rápido nos 2,94 quilómetros da Super-Especial da Figueira da Foz, com seis décimos de vantagem para Sébastien Ogier (Toyota). Os melhores portugueses foram Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda). Um dia marcado pelo primeiro ‘banho’ de multidão, igualmente em Baltar (palco do Shakedown) e, em Coimbra, onde milhares de aficionados saudaram as estrelas do WRC na cerimónia de partida. Amanhã, as equipas têm pela frente duas passagens pelos troços de Mortágua, Lousã, Góis e Arganil, num total de 126,90 quilómetros disputados ao cronómetro.

    “É um fim de semana difícil que temos pela frente. Está mais calor do que o esperado e a escolha dos pneus vai ser crucial, ainda para mais amanhã (sexta-feira), um dia sempre desafiante, em Portugal”, confessou Thierry Neuville, instantes depois de estabelecer o melhor tempo na Super-Especial da Figueira da Foz, a classificativa de abertura do Vodafone Rally de Portugal.

    O piloto da Hyundai, navegado por Martijn Wydaeghe, foi seis décimos de segundo mais rápido que o francês Sébastian Ogier (Toyota) nos 2,94 quilómetros da classificativa disputada ao início da noite desta quinta-feira, com o oceano Atlântico como pano de fundo e uma temperatura de verão. Um troço em que as equipas procuraram proporcionar espetáculo para o muito público, mas evitando o desgaste prematuro dos pneus para a dura etapa de amanhã.

    O estónio Ott Tänak seguiu-se a Thierry Neuville e a Sébastien Ogier, com o piloto da Hyundai a destacar a “importância de entrar no ritmo. Amanhã, vamos tentar forçar o mais possível e vamos ver como as coisas correm”. Nas posições imediatas terminaram Takamoto Katsuta (Toyota), Kalle Rovanperä (Toyota), Adrien Fourmaux (Ford), Dani Sordo (Hyundai), Elfyn Evans (Toyota) e Yohan Rossel (Citroën), o primeiro entre os WRC2.

    Entre as equipas do Campeonato de Portugal de Ralis, Kris Meeke (Hyundai) foi o mais rápido no traçado da Figueira da Foz e o 11º da geral – 3º entre os WRC2. Armindo Araújo (Skoda) ficou a escassos sete décimos de segundo e como o melhor piloto português. “É fantástico. O público é muito e entusiasta. Estamos sempre a esforçar-nos ao máximo para dar um bom espetáculo para as pessoas. É uma honra para mim começar esta festa e estar neste evento.”

    Oito classificativas, num total de 126,90 quilómetros disputados ao cronómetro, são o desafio para a etapa de amanhã (sexta-feira). No Centro de Portugal, as equipas vão percorrer, por duas vezes, os troços de Mortágua, Lousã, Góis e Arganil. Especiais tradicionalmente muito duras e que, não raras vezes, fazem as primeiras vítimas.

    Vodafone Rally de Portugal – Classificação após SS1:

    1. Thierry Neuville (BEL)/Martijn Wydaeghe (BEL) Hyundai i20 N Rally1      2m24,2s
    2. Sebastien Ogier (FRA)/Vincent Landais (FRA) Toyota GR Yaris Rally1        a 0,6s
    3. Ott Tänak (EST)/Martin Järveoja (EST) Hyundai i20 N Rally1                       a 2,0s
    4. Takamoto Katsuta (JPN)/Aaron Johnston (IRL) Toyota GR Yaris Rally1      a 2,0s
    5. Kalle Rovanperä (FIN)/Jonne Halttunen (FIN) Toyota GR Yaris Rally1        a 2,4s
    6. Adrien Fourmaux (FRA)/Alexandre Coria (FRA) Ford Puma Rally1             a 3,1s
    7. Dani Sordo (ESP)/Candido Carrera (ESP) Hyundai i20 N Rally1                    a 4,1s
    8. Elfyn Evans (GBR)/Scott Martin (GBR) Toyota GR Yaris Rally1                     a 4,3s
    9. Yohan Rossel (FRA)/Arnaud Dunand (FRA) Citroën C3 (WRC2)                   a 4,7s
    10. Pierre-Louis Loubet (FRA)/Loris Pascaud Skoda Fabia RS (WRC2)               a 5,2s

    …

    1. Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia RS) (Melhor Português)        a 6,5s

    PROGRAMA

    Sexta-feira, 10 de maio de 2024

    06h45    Partida Figueira da Foz

    08h05    SS2 Mortágua 1 (18,15 km)        

    09h35    SS3 Lousã 1 (12,28 km)          

    10h35    SS4 Góis 1 (14,30 km)    

    11h35    SS5 Arganil 1 (18,72 km)

    12h15    Reagrupamento em Arganil

    12h45    Saída do reagrupamento             

    14h05    SS6 Lousã 2 (12,28 km) 

    15h05    SS7 Góis 2 (14,30 km)    

    16h05    SS8 Arganil 2 (18,72 km)             

    17h35    SS9 Mortágua 2 (18,15 km)        

    20h05    Flexi Service em Matosinhos (Exponor)

  • “Corrida para a Glória”: o filme sobre o Mundial de Ralis de 1983 estreia hoje em Portugal

    “Corrida para a Glória”: o filme sobre o Mundial de Ralis de 1983 estreia hoje em Portugal

    Corrida para a Glória” (“Race for Glory” no original) estreia hoje ao público nas salas nacionais dos cinemas NOS, depois de uma antestreia que teve lugar ontem, por ocasião do primeiro dia oficial do Rally de Portugal 2024. Esta sua 57ª edição sai hoje para a estrada, partindo da cidade de Coimbra, prolongando-se até ao próximo domingo, numa organização do ACP – Automóvel Club de Portugal, entidade que apoia esta estreia em Portugal.

    No filme conta-se a história do Campeonato do Mundo de Ralis de 1983, temporada em que o 037 enfrentou um forte concorrente, numa história real de ‘David contra Golias’, envolvendo a equipa da Lancia, liderada por Cesare Fiorio, numa das maiores batalhas entre rivais da história deste desporto.

    Repleto da adrenalina vivida ao longo dessa temporada, o argumento de “Corrida para a Glória” recorreu aos relatos do próprio Cesare Fiorio, retratado no filme, que revelou alguns dos segredos do que realmente aconteceu ao longo desse ano. Paralelamente, a produção europeia utilizou carros de época genuínos e criou circuitos de corrida personalizados para retratar a velocidade e drama dos ralis. A etapa de Portugal, ocorrida nos primeiros dias de março de 1983, está bem presente no filme, cujo trailer pode ser visto aqui.

    No centro da história de “Corrida para a Glória” estão Cesare Fiorio e Walter Röhrl, piloto alemão que se juntou à Squadra Corse Lancia precisamente em 1983, ano em que as incríveis capacidades de todos os técnicos, pilotos, engenheiros e designers permitiram à Lancia alcançar um resultado extraordinário, a conquista daquele que foi o último Campeonato do Mundo de Ralis para uma viatura de duas rodas motrizes. Foi, também e à data, o quinto Campeonato do Mundo de Construtores da história da marca. Uma vitória sensacional conquistada oficialmente a 7 de outubro de 1983, no Rali de Sanremo, etapa do Campeonato do Mundo desse ano inteiramente “assinada” pela marca italiana, que colocou quatro carros nas cinco primeiras posições finais.

    A vitória em Sanremo marcou o início de um período dourado para a marca Lancia, que foi capaz de alcançar resultados heroicos, tornando-se memorável nos corações e olhos dos entusiastas.

    Com 15 títulos de Campeã do Mundo de Ralis, três de Campeã do Mundo de Construtores de Resistência, uma vitória na 1000 Miglia, duas na Targa Florio e uma na Carrera Panamericana, a Lancia continua a ser a marca mais bem-sucedida de todos os tempos no mundo dos ralis.

  • Sordo o mais rápido no Shakedown em Paredes

    Sordo o mais rápido no Shakedown em Paredes

    Milhares de pessoas vibraram com o tradicional Shakedown de abertura do WRC Vodafone Rally de Portugal, em Paredes, onde Dani Sordo conseguiu o melhor tempo e liderou o trio oficial da Hyundai. Equipas rumam esta tarde à região Centro, para o arranque oficial em Coimbra, e para a Super-Especial da Figueira da Foz.

    Dani Sordo e Candido Carrera, com o Hyundai i20 N Rally1, conseguiram o tempo 2m51,2s na segunda passagem pelos 4,61 km do Shakedown, em Paredes, na manhã desta quinta-feira. A dupla espanhola fez três passagens pela especial que termina no interior do circuito de Baltar, emoldurado, como é habitual, por milhares de adeptos, concluindo a derradeira sessão de testes com meio segundo de vantagem sobre os companheiros de equipa Ott Tänak e Martin Järveoja, com os líderes do WRC, Thierry Neuville e Martin Wydaeghe, a ficarem em terceiro, formando o ‘1-2-3’ da Hyundai a abrir.

    “Este rali é sempre especial. É ótimo estar de volta depois de tanto tempo. E este ano há vários pilotos fortes, aqui. A luta vai ser intensa”, afirmou Sordo. Tänak, por outro lado, acrescentou: “Eu diria que a posição na estrada não é muito má. Mas precisamos de nos esforçar mais”. Após conseguir o tempo de 2min 55.2s, na sua segunda passagem pelo troço, Neuville antecipou dificuldades para este fim de semana: “A aderência não é ótima. Esta não é a nossa superfície mais forte. Está um pouco húmido”.

    Sébastien Ogier, o oito vezes Campeão do Mundo, foi quarto e o primeiro dos Toyota. O recordista de vitórias do Vodafone Rally de Portugal regressa à prova, depois de ter falhado a edição do ano passado: “Há dois anos também tinha uma boa posição de partida aqui e foi um desastre. Quero tentar corrigir isso este fim de semana. Sempre tive uma boa ligação com Portugal. Ganhei aqui cinco vezes e o plano é corrigir o que fiz de errado há dois anos.”

    Elfyn Evans, sétimo classificado no Shakedown, acrescentou: “Vai continuar a ser difícil na frente. Ott (Tänak) começa com alguma vantagem. Precisamos de ter uma sexta-feira ‘limpa’ e atacar a partir daí.” Cada vez mais confiante, Takamoto Katsuta também prometeu entrar no modo ‘samurai’ nos troços do Centro e Norte: “Atacar ao máximo. É esse o plano”, disse o japonês, sexto classificado.

    Kalle Rovanperä ‘voou’ na primeira passagem e conseguiu o melhor tempo até essa fase, mesmo sem o sistema híbrido no seu Toyota. O bicampeão do Mundo em título elogiou o público da prova portuguesa: “O ‘feeling’ é bom. O Shakedown não foi ideal para nós. O carro ainda não está a 100%. Mas é muito bom ver todos estes fãs.”, afirmou o jovem finlandês.

    O britânico Gus Greensmith (Skoda) foi o mais rápido no shakedown entre os concorrentes do WRC2, que tem quase 40 equipas em Portugal. Kris Meeke (Hyundai) dominou entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis e o boliviano Bruno Bulacia (Ford) conseguiu o melhor tempo no WRC3.

    Adepto fez co-drive com Ogier através da Race for Good

    Uma das passagens de Ogier durante o shakedown teve um passageiro diferente do habitual na bacquet de co-piloto do Toyota: o vencedor de uma iniciativa lançada pela Race for Good, a associação de cariz solidário fundada por André Villas-Boas, que sorteou um co-drive com o piloto francês, com os fundos a reverterem para instituições de ação social. Um momento para mais tarde recordar!

    Também o tenista João Sousa e o chef José Avillez puderam experimentar as emoções extremas de um carro da categoria-rainha do WRC. João Sousa andou ao lado de Thierry Neuville, no Hyundai i20 N Rally1, e José Avillez rodou a alta velocidade ao lado de Takamoto Katsuta, no Toyota GR Yaris Rally1.

    Hoje à tarde, as equipas rumam a Coimbra, para a cerimónia oficial de partida do rali. Uma sessão de autógrafos com os pilotos, a partir das 16h00, no terreiro do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, antecede a partida oficial, às 17h00, em plena Avenida de Conímbriga. Os concorrentes rumam depois à Figueira da Foz, para a Super Especial de abertura que, este, ano tem um percurso redesenhado (2,94 km), junto ao Forte de Santa Catarina, a partir das 19h05 (e com transmissão em direto na SportTV4 e RTP1).

    WRC Vodafone Rally de Portugal – Resultados do Shakedown (equipas do Rally1)

    1. Dani Sordo (ESP)/Candido Carrera (ESP) – Hyundai i20 N Rally1 Hybrid – 2min 51,2s

    2. Ott Tänak (EST)/Martin Järveoja (EST) – Hyundai i20 N Rally1 Hybrid – 2min 51,7seg

    3. Thierry Neuville (BEL)/Martijn Wydaeghe (BEL) – Hyundai i20 N Rally1 Hybrid – 2min 52,1seg

    4. Sébastien Ogier (FRA)/Vincent Landais (FRA) – Toyota GR Yaris Rally1 Hybrid – 2min 52,2seg

    5. Adrien Fourmaux (FRA)/Alexandre Coria (FRA) – Ford Puma Rally1 Hybrid – 2min 52,3seg

    6. Takamoto Katsuta (JPN)/Aaron Johnston (IRL) – Toyota GR Yaris Rally1 Hybrid – 2min 52,4seg            

    7. Elfyn Evans (GBR)/Scott Martin (GBR) – Toyota GR Yaris Rally1 Hybrid – 2min 52,7seg

    8. Kalle Rovanperä (FIN)/Jonne Halttunen (FIN) – Toyota GR Yaris Rally1 Hybrid – 2min 52,7seg            

    9. Grégoire Munster (LUX)/Louis Louka (BEL) – Ford Puma Rally1 Hybrid – 2min 56,2seg