O piloto internacional português vai ter um ano em cheio. Aos comandos do seu mítico Mitsubishi Lancer vai estar em 5 provas de grande prestígio, distribuídas por quatro países europeus. Inicia e termina em Portugal este périplo legendário.
São
três décadas de carreira para o arquiteto de Almada que, em 1995, deu a Portugal
o título da Taça FIA de Grupo N, dando então a Portugal o primeiro grande triunfo
no Mundial de Ralis.
E é com o Mitsubishi Lancer, saído então das oficinas da Ralliart, que o piloto vai estar presente em, pelo menos, 5 provas internacionais de grande prestígio, tendo a seu lado, Nuno Rodrigues da Silva, o “companheiro de armas” de longa data. Para Rui Madeira, esta era a opção certa tendo em vista “comemorar da melhor forma os 30 anos de carreira. Faz todo o sentido que uma efeméride como esta seja vivida em provas emblemáticas e onde eu possa representar com todo o orgulho Portugal e todos os meus patrocinadores e parceiros”.
O arranque simbólico dá-se em pleno Fórum Almada.. Até 12 de março, o Mitsubishi Lancer “mundialista” vai estar exposto e Rui Madeira estará diariamente para conviver com os milhares de visitantes que, diariamente, acorrem ao Fórum Almada. Amanhã, sexta-feira, será dia para uma sessão de autógrafos.
Patrocinadores renovam confiança
Rui Madeira garantiu, uma vez mais, a confiança de patrocinadores que estão com o piloto praticamente desde o começo da sua carreira. Recentemente, reuniu com Alexandre Fonseca, CEO da Altice Portugal, para selar o acordo e garantir a “MEO como patrocinador, sentindo-me muito orgulhoso por levar esta consagrada marca da Altice ao mundo. È caso para dizer que me sinto MEO, sentindo-me feliz!”. O piloto realça ainda “a continuação de marcas que marcaram a minha carreira de piloto como a Galp, Pirelli/QF, Construciv, Delta Cafés, gostando ainda de salientar a entrada de novas parcerias de marcas como a Facom Ferramentas, Almada Forum, Aquafitness e Century 21 Villa”.
Em
aberto fica a possibilidade de “participar em outras provas e não desisti
ainda de poder fazer um rali ou dois, aos comandos de um R5”.
Lembramos que Rui Madeira participou no R5 Challenge da edição 2019 do Leiria Sobre Rodas. Então aos comandos de um Ford Fiesta R5 da Lizdrive, Madeira brilhou, sendo terceiro, logo atrás de Pedro Meireles e Ricardo Teodósio. O piloto vê “com muitos bons olhos poder voltar a este fantástico evento”.
PROGRAMA
Rally
da Madeira Legend (Madeira, Portugal), 16 a 18 de abril
Rally
de Hoznayo (Espanha), 28 a 30 de maio
Eifel
Rallye Festival (Alemanha), 23 a 25 de julho
O Piloto do ENI/EQS Racing Team parte muito motivado para a época 2020 do Campeonato de Portugal de Ralicross, que arranca já este fim-de-semana, em Sever do Vouga. Evoluir e chegar aos pódios são os seus objetivos.
Sever do Vouga vai ter honras de abertura da época 2020 do ralicross lusitano. Será a primeira prova do campeonato maior e o ENI/EQS Racing Team está pronto para a dura batalha da Categoria S1600 que é, manifestamente, a mais competitiva do campeonato.
O 46º Ralicross
de Sever do Vouga inicia-se no Sábado, 7 de março, às 14,00 horas e prolonga-se
até Domingo, dia oito, estando a fase final da prova prevista a partir das
14,00 horas.
Aos comandos do Skoda Fabia MKII estará, uma vez mais, o penafidelense Nuno Araújo. O piloto está “preparado para aquilo que sei ser um desafio muito duro, pois o alinhamento de pilotos e carros faz prever que, uma vez mais, a nossa categoria vai ser muito disputada, em todas as provas”.
Depois de uma época
de 2019 “muito intermitente, pois a alguns problemas normais num projeto
novo, ainda se juntou a minha pouca disponibilidade, por motivos profissionais”,
Nuno Araújo sente que “com muito esforço, muito trabalho e muita dedicação,
utilizamos o tempo de paragem entre campeonatos para proceder trabalharmos
arduamente no carro, estando convictos de que iremos ser competitivos”.
O Skoda Fabia MKIII assim foi alvo de uma profunda intervenção na carroçaria e no motor, a cargo da Integra, bem como de uma melhoria significativa na eletrónica, realçando nesta ” o fabuloso trabalho do Valter Ribeiro e do Eliseu Ribeiro, da Ignition Victory que deram uma nova alma na gestão e mapeamento do motor e na instalação elétrica”, dando ao Skoda uma competitividade acrescida. Este esforço é, para o piloto, razão para “dar tudo na pista, pois tenho uma equipa que me apoia de forma fantástica, para além dos patrocinadores, sem os quais seria impossível montar este projeto”. Quanto a objetivos, assume querer “lutar corrida a corrida pelos lugares cimeiros e amealhar pontos em todas as rondas do campeonato para, no final, assaltar os lugares da frente da geral final”.
Outra profunda modificação deu-se na decoração do “Super Tirone”, como carinhosamente continua a ser chamado o Skoda. O dourado cedeu primazia à uma parceria feliz entre o azul e o amarelo. Esta escolha resulta da homenagem que Nuno Araújo quis fazer “à comemoração dos 250 anos da elevação de Penafiel a cidade. Nasci no concelho e vivo presentemente nesta cidade e é da maior justiça que eu transporte as cores desta efeméride, que tanto nos orgulha enquanto penafidelenses”.
O ENI/EQS Racing Team conta, em 2020, com o patrocínio da ENI, PORTOCARGO, EQS, GARLAND, TEIXEIRA E CHORADO, REBOCONORT, MOINHOS CONTA e ENG, tendo como media partners a PUBLICITA, OMS, VEDDACOM e VMOTORES.
O Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno avança para a sua segunda etapa, com a realização neste fim-de-semana da “Baja TT ACP Santiago / Grândola”, com esta prova a ser muito relevante para as aspirações da equipa Toyota Caetano Motorsport no campeonato deste ano.
A equipa realizou o diagnóstico do que se passou em Beja,
com o relatório a apontar para falha na construção da caixa de direção
assistida, facto que foi prontamente assumido pelo fornecedor do equipamento que
era totalmente novo. Contudo, os efeitos nos objetivos da equipa em lutar pelo
campeonato em 2020 são já impossíveis de colmatar, pois com a nova regra de
nomeação de provas e de um resultado não contar para o somatório final, a
equipa já perdeu a possibilidade de deitar uma pontuação fora, tendo agora de
gerir de forma mais cautelosa cada uma das suas participações.
João Ramos e Victor Jesus sabem que estão aptos a lutar pelas vitórias, e esperam ter na Toyota Hilux a fiabilidade necessária para efetivamente poderem lutar pelo seu objetivo. Para o piloto, “é agora fundamental que se siga uma estratégia que em última instância nos obrigue em certos momentos a dosear o nosso andamento, para mitigar riscos de novas desistências pois sem pontuar logo na primeira prova, ficamos numa posição mais complicada. É muito bom perceber que da parte do público e de todos os que acompanham o campeonato, continuam a apoiar-nos e a dar motivação para o projeto, independentemente dos percalços que nos foram surgindo, mas para mim é difícil aceitar que perdemos pontos preciosos devido a algo para o qual éramos impotentes para resolver. Agora é continuar em frente e dar o nosso melhor, mas estamos efetivamente mais limitados quanto aos riscos que podemos agora correr.”
A “Baja TT ACP – Santiago / Grândola” é uma prova totalmente
nova, que colocará em pé de igualdade todos os concorrentes, aumentando o
interesse desportivo em torno da mesma, reunindo um fabuloso lote de pilotos e
máquinas à partida, com uma grande parte do percurso a ser delineado em pisos
de areia, algo não tão habitual nas provas nacionais e que colocará desafios
adicionais aos participantes.
Com arranque previsto para sexta-feira, dia 6 de Março, com
a cerimónia de partida em Vila Nova de Santo André, a prova terá cerca de 300
quilómetros de extensão. No sábado, o Prólogo e dois sectores seletivos, na
região de Grândola, e no Domingo o restante percurso cronometrado, com a
cerimónia de Pódio e entrega de Prémios a estar prevista para meio da tarde em
Santiago do Cacém.
O Campeonato de Portugal de Ralicross, Kartcross e Super Buggy este ano arranca mais cedo, tem mais provas, novas regras, nomeadamente no Kartcross, e recebe o novo Troféu Toyo 2020.
A pista do Alto do Roçário, em Sever do Vouga, vai ser o palco do arranque da época de Ralicross, com o Vouga Sport Clube a reger os desígnios da primeira prova do ano, já no próximo fim-de-semana de 7 e 8 de março.
55 pilotos disseram sim à prova. O facto do Campeonato começar mais cedo e alguns dos projetos estarem ainda atrasados, poderá explicar o menor número de inscritos, pois vários pilotos confessaram não ter os carros ainda prontos. Por outro lado, o campeonato recebe mais uma jornada e isso poderá também fazer com que as atenções, ou as estratégias, se foquem noutras provas.
Mas, a qualidade é a constante para a prova de Sever do Vouga. A Super 1600 afirma-se como a categoria rainha, reúne 11 inscritos, registando-se a estreia do Campeão da Nacional 2RM em título, João Novo, com um Citroen C2 e o regresso de Bruno Gonçalves com o “velhinho”, mas competitivo, Citroen Saxo Kit Car.
photo by: RICARDO OMS
Na Nacional A1.6 teremos Pedro Tiago a defender o ceptro. Mas a concorrência estará forte e realce-se que José Artur Teixeira reforça a presença nesta prova que em 2019, fez quebrar uma sequência de vitórias de Tiago. A ver vamos como será em Sever, onde se regista também o regresso do ex-Campeão da Iniciação, Rafael Rocha.
A Iniciação – Troféu Ernesto Gonçalves, reúne quatro pilotos: o Vice-Campeão em título Gonçalo Novo, André Monteiro, que regressa depois do acidente que teve no ano passado em Lousada, Rafael Rego e Rafaela Barbosa, o mais novo elemento do “clã Barbosa” a integrar o “clã do Ralicross”.
Mário Barbosa regressa também, mas agora aos comandos de um Kartcross, disciplina que reúne duas dezenas de participantes. Jorge Gonzaga, estreia um RBS Motorclub RX1 para defender o título, no ano em que o Kartcross estreia um regulamento mais “liberal” em termos de preparação de motores.
Os Supercar e os Super Buggy também vão participar na prova de abertura. Esta categoria será uma das beneficiadas com a realização do novo Troféu Toyo 2020.
Este é um troféu que visa incentivar o uso de um único tipo de pneus nas categorias Super Buggy, Iniciação – Troféu Ernesto Gonçalves e Nacional 2RM. Desta forma pretende-se nivelar andamentos, reduzir custos e ter ainda prémios aliciantes no final da época.
A fase competitiva do 46º Ralicross de Sever do Vouga inicia-se no Sábado, dia 7, às 14 horas e prolonga-se até Domingo, dia 8, estando a fase final da prova prevista a partir das 14 horas. Os bilhetes têm um custo de 5 Euros no Sábado e de 9 no Domingo.
É já no próximo fim-de-semana, de 7 e 8 de março, que vai para a estrada a segunda prova do Campeonato de Portugal de Todo-o-terreno AM|48, a Baja TT ACP Santiago/Grândola. A prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal vaidecorrer nos concelhos de Santiago do Cacém e Grândola, em três sectores seletivos, com uma extensão de 242,12 quilómetros contra o cronómetro.
47, é o número de equipas inscritas com a dupla Tiago Reis e Valter Cardoso (Mitsubishi Racing Lancer) a liderar a tabela do Campeonato de Portugal. A grande novidade para esta prova é a presença da dupla Miguel Barbosa/Pedro Velosa (Toyota Hilux), que não alinharam no primeiro confronto, mas que entram determinados em intrometer-se na luta pela vitória, não fosse Miguel Barbosa, sete vezes Campeão de Todo-o-Terreno. Há ainda que contar com João Ramos e Victor Jesus (Toyota Hilux), que não foram felizes na primeira prova e estão focados em conseguir regressar às vitórias, tal como Alejandro Martins e José Marques (Mini JCW Rali).
Para Tiago Reis, atual campeão em título e líder da tabela classificativa: “Depois de vencermos a Baja TT Vindimas do Alentejo, só podemos estar satisfeitos e motivados para encarar a prova do próximo fim-de-semana. Esta é uma Baja nova para todos, o que torna este desafio ainda mais interessante. Tanto eu como o Valter Cardoso vamos dar o nosso melhor para manter a liderança do CPTT”, disse.
Estão por isso reunidos os ingredientes para mais uma grande prova do Campeonato de Portugal de Todo-o-terreno AM|48. A prova arranca no sábado, pelas 9.45h com a realização do Prólogo em Grândola. Depois terão lugar dois sectores seletivos. Para Domingo fica reservado um único sector seletivo, o mais longo da prova, que decorrerá em Santiago do Cacém, e que deverá terminar pelas 13h.
A equipa sediada em Peso da Régua parte para a época 2020 com ambição redobrada.Aumentou de 3 para 4 o número de pilotos que defenderão as suas cores no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, dando-lhe ainda maior “poder de fogo”.
Nos protótipos, a NJ Racing aposta em Nuno Guimarães e António Rodrigues. Para o primeiro, que é o capitão de equipa, esta é uma época de grandes mudanças. Trocou o seu BRC por um mais competitivo Silver Car S2 e, como tal, parte para o campeonato mais ambicioso.
“Estou ansioso que comece a época. Foi ambicioso o
investimento feito na aquisição do Silver Car S2 e estou pronto para a necessária
adaptação a uma máquina bem mais competitiva do que a que tinha”, disse-nos Nuno Guimarães que aponta “lutar
por objetivos mais altos. Não mudei de carro para me contentar com o nível de
resultados que tinha, mesmo tendo sido sempre muito bons. Agora quero trabalhar
para lutar pelos pódios!”.
António Rodrigues é a “aquisição” para a nova época da NJ Racing. O piloto, que se estreou na montanha em 2019, tendo então competido em Santa Marta, com um Mitsubishi EVO VI e em Boticas, com o Silver Car EVO 05 que agora será a sua “montada” para uma época inteira no campeonato.
O
piloto encara esta época como “de aprendizagem, pois é pouca a minha
experiência e o protótipo que conduzo exige muito de nós, tendo de ser feita
uma adaptação que leva o seu tempo”. Mesmo assim, António Rodrigues
parte “confiante, pois as provas que fiz em 2019 foram muito animadoras
quanto à minha capacidade. Quero, com cautela, ir evoluindo e lutar por um
lugar permanente no TOP10”. Expressou ainda a sua enorme “felicidade
por fazer da NJ Racing. É uma fantástica equipa, onde já tinha muitos amigos e
vou dar tudo para merecer a confiança que em mim depositam”.
Também na categoria Turismos, a NJ Racing apresenta-se com um par de pilotos. João Guimarães, em Peugeot 206 RC e Nuno Pinto, num Mazda MX5, renovam com a equipa e com os objetivos, com a particularidade de serem colegas de equipa e adversários diretos na luta pela primazia no seu grupo.
João
Guimarães sente-se “entusiasmado por mais uma época a competir e,
sobretudo, por ver a nossa equipa a elevar o patamar dos meios logísticos e da capacidade
de comunicação, como tanto merecem os nossos patrocinadores” e, em termos
desportivos, destaca precisamente “a luta que vou ter no meu grupo com o meu “irmão
de armas” Nuno Pinto, a exemplo do que sucedeu em 2019!”. Espera que “apareçam
ainda mais pilotos num campeonato que está cada vez mais forte!”.
Nuno
Pinto afina pelo mesmo diapasão, ao salientar “ser muito engaçado ter no
meu grande amigo e colega de equpa João Guimarães, o meu grande adversário na
luta pela vitória no grupo. A exemplo do que sucedeu em 2019, vamos dar tudo e
que ganhe o melhor!”. Nuno Pinto parte para a época limitado, pois
ainda está a recuperar de uma lesão, mas tem esperanças “em recuperar
totalmente, esperando que este problema não me afete ao longo do ano”.
A
chuva fez-se sentir, mas nem por isso impediu casa cheia na apresentação da NJ
RACING. Entidades, patrocinadores, pilotos e amigos vieram aplaudir e dar força
para uma época que se inicia já no próximo fim-de-semana, com a Rampa Porca de
Murça.
A manhã de sábado será reservada às verificações técnicas. À tarde, decorrerá a sessão inaugural de “warm-up”, duas subidas oficiais de treinos e a primeira de prova. A manhã de domingo arranca com nova sessão de “warm-up”, seguida de mais uma subida oficial de treinos, que antecederá as duas subidas de prova finais.
Novo ano, nova “arma”
para a Montanha. Joaquim Teixeira vai estrear em Murça um Cupra TCR. A vitória
na divisão Turismos 4 e o pódio absoluto da categoria Turismos são os “alvos a
abater”. O transmontano também estará presente em provas de velocidade.
Estamos à porta de mais uma época do campeonato de Portugal de Montanha JC Group. E 2020 será um ano muito especial para Joaquim Teixeira.
O piloto transmontano do Bompiso Racing
Team comemora 25 anos de carreira e quer viver “uma época intensa e que
se revele merecedora desta minha efeméride, que tanto me orgulha. Vou lutar para
vencer entre os Turismos 4 e, mais uma vez, para me manter no pódio absoluto de
Turismos. Sei que não será fácil, mas, como nunca desisto, não será agora, ao
fim de 25 anos, que o irei fazer”.
O calendário da sua época te no
Campeonato de Portugal de Montanha JC Group o seu ponto principal. E é a partir
do CPM JC GROUP que quer construir a presença no FIA Hill Clim Masters,
repetindo a sua participação de 2018, em Itália.
Foi apenas há poucos dias que se deu “a decisão de continuar. Acabei por vender o Seat Leon Eurocup e, após ter ponderado bastante, optei por adquirir um Cupra TCR. Julgo que vou conseguir melhorar os tempos nas rampas e, mesmo sabendo continuarei limitado face a viaturas com tração integral e muitos mais cavalos, podem contar comigo para a luta na geral de Turismos!”. A opção pelo Cupra TCR “foi uma decisão onde pesou muito poder também correr em circuitos. Tinha outras alternativas, mas condicionadas a só competir na Montanha. Este ano quero fazer mais”.
Joaquim Teixeira deixa uma palavra de “muito
apreço e agradecimento para os meus patrocinadores que, uma vez mais, me
permitiram montar este projeto. Tudo farei para lhes dar o retorno que bem
merecem!”.
No próximo fim-de-semana, o “cardápio” a servir na Rampa Porca de Murça será distribuído pela tarde de sábado e pelo dia de domingo. A primeira jornada terá uma subida inaugural de “warm-up”, duas oficiais de treinos e a primeira de prova. O domingo arrancará com nova sessão de “warm-up”, seguindo-se a última de treinos oficiais e as, já habituais, duas subidas finais de prova.
São mais de meia centena os inscritos para o arranque do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2020. Quantidade acrescida e qualidade maior atestam o crescimento contínuo de uma modalidade cada vez mais sólida.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2020 está aí. No próximo fim-de-semana, são as famosas curvas da Porca de Murça que vão ter honras de abertura da nova época de competição.
Será pela batuta do CAMI e por terras transmontanas que vamos tirar o pulso a um campeonato que, em 2020, se apresenta com algumas alterações regulamentares importantes e com mudanças significativas de calendário.
Depois do arranque em Murça, seguirá, ainda nos idos de Março, para sul, para voltarmos a Setúbal, com a Rampa PêQuêPê Arrábida, que será seguida da Rampa da Penha Paisagem Protegida, no início de Abril. A primeira é organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal e a segunda tem a assinatura do Demoporto.
No começo de maio dá-se uma das grandes novidades. A rampa comum do CPM e do Europeu de Montanha muda-se de armas e bagagens para Boticas, com novo evento a cargo do Demoporto, já que, mercê de um acordo entre os clubes, o promotor, a FPAK e a FIA, Braga prescindiu, por esta época, do Europeu, recebendo o FIA Hill Climb Masters, em Outubro.
Ainda em Maio, será tempo, no último fim-de-semana, de tocarmos no teto de Portugal Continental, com a realização da Rampa da Serra da Estrela, na Covilhã, organizada pelo CAMI.
O CPM JC Group volta a ter jornada dupla em Julho. Primeiro, será tempo de subirmos a Rampa de Santa Marta, a cargo do Clube Automóvel da Régua e, quinze dias mais tarde, descemos ao centro, para encarar a mítica montanha do Caramulo. Aqui será o Targa Clube o organizador.
As férias de verão serão um pouco maiores, pois a última prova do CPM JC Group decorrerá na reta final de setembro, com nova jornada em Boticas, como sempre sob a égide do Demoporto.
Em termos regulamentares, o CPM JC Group tem algumas alterações relevantes. Quanto a títulos nacionais, estarão em jogo os títulos Absoluto, Protótipos, GT, Turismos, Clássicos e ainda de Legends.
A aproximação aos regulamentos da velocidade é ainda mais alargada. As antigas Divisões 5 e 6, onde se enquadravam os concorrentes do Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha, são agora substituídas em Grupos, distribuídos pelos H65, H71, H75, H81, Gr. 1 e 3 Nacional e GR5.
No campeonato reservado aos Legends existirão os Grupos 85, 90, 99, especial, Livre, Feup 2 e Feup 3.
Uma referência ainda à Categoria Protótipos. Esta é agora dividida em duas Divisões, A e B, numa busca pela maior equidade desportiva.
Plantel com muitas novidades
O entusiasmo e a expectativa dos amantes da Montanha atingem níveis altos.
O defeso trouxe notícias sobre novos projetos que veem enriquecer um parque automóvel, já de si forte. A lista de inscritos da Rampa Porca de Murça apresenta 54 participantes.
Na categoria de Protótipos, são cinco os bólides que se apresentam “a combate”.
Entre estes, duas novidades: Hélder Silva, muito motivado pela vitória alcançada em 2019, em Murça, bem como pelo pódio final global, aposta num BRC BR53 para tentar chegar ao título.
Já Nuno Guimarães “despediu” o BRC e vai alinhar num mais competitivo Silver Car S2.
A categoria apresenta um acréscimo de pilotos pois, pelo menos mais três já confirmaram ir fazer a época por inteiro. São eles José Correia que, aos comandos do Osella, vai aproveitar a experiência adquirida na época transata para tentar chegar ao título e Joaquim Rino e António Rodrigues, ambos pilotando BRC EVO 05. Estes, pela rapidez que demonstram, podem perfeitamente se imiscuir na luta pelos pódios.
Ausente poderá estar o campeão em título. João Fonseca ainda não se inscreveu no campeonato e são muitas as dúvidas sobre a sua participação.
O CPM JC Group vai também ser palco de uma novidade mundial. Ricardo Gomes vai estrear um Tesla P100D Electric GT, o primeiro carro de competição elétrico da marca norte-americana. Com uma potência de 778cv, transmissão integral automática e uma impressionante capacidade de aceleração que o leva dos 0 aos 100 Km/h em apenas 2,1 segundos, o bólide do bracarense promete ser um dos grandes motivos de interesse do campeonato.
Outro dos destaques prende-se com o incremente de competitividade nos GT. Vítor Pascoal, bicampeão nacional de ralis da categoria RGT, traz o seu Porsche 991 GT3 para a Montanha e vem focado em alcançar o título. Consigo, vem Pedro Silva, seu colega de equipa, que vai utilizar um Porsche 997 GT3.
A recebê-los, para os confrontar, estará Pedro Marques que, no fecho da época passada, estreou o sue novo Porsche 997 GT3. Esta é uma luta que muito promete!
Nos Turismos, a grande novidade prende-se com o dobrar dos “monstros nipónicos” da Bracadox. A Hugo Araújo, junta-se Pedro Filipe Marques, na condução dos Subaru Impreza preparados em Braga.
Vão tentar contrariar o favoritismo do campeão em título. Luís Nunes confirmou a sua presença, aos comandos do seu Ford Fiesta ST R5+ e, a atestar pela sua performance de 2019, o “Foguete de Valpaços” é o principal candidato ao título.
Nesta luta, estará certamente Joaquim Teixeira (Cupra TCR), bem como Parcídio Summavielle (Skoda Fabia R5) e José Pedro Gomes (Opel Astra).
Gabriela Correia, que chegou a considerar dar “o salto” para os protótipos” decidiu continuar com o Seat Leon Super Copa MK3. A “Princesa da Montanha” está cada vez mais rápida e será mais uma a lutar pelos lugares de topo.
Ao campeonato principal, depois de algumas participações em rampas regionais, sobe AGORA José Carlos Pouca Sorte, que vai conduzir o seu habitual BMW M3.
Nuno Pinto (Mazda MX5), João Guimarães (Peugoet 206), Sérgio Nogueira (Renault Clio) e Manuel Sousa (Cupra TCR) continuam na categoria, sendo ainda previsível a presença de Luís Delgado (KIA TCR) em algumas provas, começando já por Murça.
A taça reservada aos 1300cc está ao rubro.
Primeiro destaque vai para a participação de duas mulheres. Eva Laranjeira (Fiat Uno) e Andreia Fonseca (Fiat Punto) são as protagonistas desta novidade.
Francisco Milheiro (Peugoet 106), segundo classificado em 2019 e Leonel Brás, de regresso com o seu Citroen AX Gti), apresentam-se como favoritos, mas vão ter que medir meças com Rui gama (Peugeot 106), Tiago Santos (Citroen Ax) e João Carlos Silva (Peugeot 106).
Ainda sem certezas de participação está João Diogo Santos, vencedor da TPM1300 em 2019.
O Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group apresenta-se como mais um motivo de atração de pilotos parta o campeonato.
Nesta sua primeira edição, “roubou” já aos Turismos o rápido Luís Silva, que aqui estará com o seu BMW M3. Também com um carro da marca bávara estará em ação José Carlos Magalhães.
Os Alfa Romeu 156 são maioritários. 3 estão já inscritos em Murça, pelas mãos de Raúl Delgado, Marcos Teixeira e José Cerqueira.
Outro piloto que saiu dos Turismos para vir para os Legends é Alberto Pereira. O edil de Mesão Frio aposta num Honda Integra Type R.
Já no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group, Ricardo Loureiro (Ford Escort MKII) vai começar a defender o título alcançado em 2019, preparando-se para enfrentar acesa oposição, num campeonato muito aberto, com vários pilotos a poderem chegar ao almejado cetro.
Saliência para o regresso “a tempo inteiro” de Flávio Saínhas (Ford Escort MKI) e de Daniel Vilaça (BMW1602). Novidade é ainda a presença de dois Lotus Elan, tripulados por Jorge Loures e Joaquim Soares, aumentando o naipe de marcas do plantel.
A estes juntam-se, como protagonistas” na luta pelo cetro Carlos Oliveira (Ford Sierra Cosworth) e Ricardo Loureiro (Ford Escort MKII), com Augusto Vasconcelos, Paulo Teixeira, Luís Moutinho, todos em Ford Escort, bem como Carlos Fava (1303), a terem uma palavra a dizer.
No próximo fim-de-semana, o “cardápio” a servir na Rampa Porca de Murça, será distribuído pela tarde de sábado e pelo dia de Domingo. A primeira jornada terá uma subida inaugural de “warm-up”, duas oficiais de treinos e a primeira de prova. O domingo arrancará com nova sessão de “warm-up”, seguindo-se a última de treinos oficiais e as já habituais duas subidas finais de prova.
Fim de semana perfeito para o piloto português. Pole-position e domínio imperial da corrida marroquina, coroado com a vitória e o salto para o comando do campeonato.
No final, Félix
da Costa estava “muito feliz com
a pole position e com a vitória de hoje. foi incrível! Não há dúvida de que
estamos no bom caminho. Estou ainda mais feliz por ver como toda a equipa está a
reagir às várias situações, e o desejo que todos demonstram em vencer. Por
isso, dou os meus parabéns a toda a equipa, e também ao JEV pelo seu desempenho
de hoje. Ter dois carros no pódio depois das dificuldades que tivemos ontem, é algo
fenomenal. Estou muito satisfeito com o trabalho realizado hoje pela nossa
equipa.”
A DS TECHEETAH
conquistou ainda o seu primeiro duplo pódio
da temporada, após a primeira vitória de António Félix da Costa para a equipa,
e a sua terceira no campeonato, juntamente com o terceiro lugar obtido pelo seu
companheiro de equipa Jean-Éric Vergne. Este largou da 11ª posição e progrediu
9 posições até ao segundo posto. No entanto, para conseguir cortar a linha de
chegada com energia suficiente no seu monolugar, o francês teve de se contentar
com a terceira posição, arrecadando 15 pontos para o campeonato, o que o coloca
no sétimo lugar do campeonato de pilotos.
Numa prova marcada pela presença de imenso público e condições atmosféricas muito variáveis, Armindo Araújo e Luís Ramalho conquistaram a vitória absoluta na estreia do Skoda Fabia R5 Evo da The Racing Factory, impondo-se no Campeonato de Portugal de Ralis e também nas contas do ERT – European Rally Trophy.
Cumprindo a máxima de que “até ao lavar dos cestos é vindima”, o Rally Serras de Fafe e Felgueiras viveu sob o signo da emoção até aos derradeiros metros. A luta pela supremacia global esteve sempre reduzida a dois nomes: Armindo Araújo e Nikolay Gryasin. O pentacampeão nacional entrou a vencer na primeira especial, com Gryazin a responder na segunda. O taco-a-taco continuou até à 6ª PEC. Aí o russo, navegado por Yaroslav Fedorov começou uma série de seis vitórias seguidas em especiais, parecendo “voar” para a vitória final.
Mas na primeira passagem pelos 11,21 kms de Lameirinha, Power Stage da prova, o russo do Hyundai i20 R5 oficial saiu de estrada e foi forçado a abandonar. Armindo Araújo recuperou o comando do rali, celebrando essa liderança com a vitória na especial e, possuindo aí um avanço já superior a minuto e meio sobre a concorrência, foi em velocidade cruzeiro até ao pódio final em Fafe.
Este triunfo é muito significativo para a equipa. O piloto destaca que chegaram “ao Rally Serras de Fafe e Felgueiras com um projeto novo, uma equipa nova, um carro novo, tudo novo. As nossas ambições eram muito altas: vencer. Conseguimos, desde o início, impor um ritmo muito rápido, passar para a liderança da corrida e, basicamente, conseguir dominar a prova como nós queríamos. O nosso foco era, inicialmente, apenas o Nacional, mas as condições meteorológicas foram-se agravando e hoje, na parte da tarde na Power Stage, na Lameirinha, as condições eram realmente complicadas. Fizemos um forcing atacando e defendendo nos sítios certos e o nosso adversário na luta pela geral acabou por bater. Estávamos no sitio certo na hora certa para amealhar também a vitória geral e, portanto, foi um fim de semana em cheio, para mim, para a Racing Factory em termos de posicionamento do Nacional e aquilo que nós queremos mostrar neste campeonato”.
O duelo emocionante pelo segundo posto entre Bruno Magalhães/Carlos Magalhães e Ricardo Teodósio/José Teixeira acabou favorável ao piloto do Hyundai i20 R5, que superou o algarvio do Skoda Fabia R5 Evo já na derradeira classificativa.
Para o piloto da Hyundai, este foi um rali e que estiveram “sempre na luta mas, com piso seco e terra solta, não conseguíamos ter tração e a partir daí começamos a rezar a todos os santinhos para que as condições se tornassem difíceis, com chuva e nevoeiro, porque sentimos que aí podíamos fazer a diferença. Felizmente foi isso que aconteceu e conseguimos sair daqui com um grande resultado, o segundo lugar, mas ao mesmo tempo com a sensação que temos que trabalhar muito. Foi o primeiro rali com este carro, com os novos amortecedores e temos muita coisa para aprender. Foi um rali em que andei constantemente a mudar o carro à procura da melhor aderência e se quisermos estar fortes nos Açores temos mesmo que trabalhar. A concorrência para este campeonato vai ser renhida, mas isso já sabíamos antes desta prova, mas também vamos ter uma palavra a dizer”.
Já Ricardo Teodósio, que iniciou em Fafe a conquista do título ganho em 2019, este foi “um rali misto, com momentos bons e outros menos bons. Se não tivesse chovido, podíamos ter lutado com o Armindo pela vitória no CPR, mas a chuva veio atrapalhar as nossas contas. Principalmente a mim porque já não estava muito à vontade para andar na chuva e apanhei uns sustos grandes e quando já não estás tranquilo, não consegues andar. E não consegui andar no molhado aquilo que desejava. Por isso tentei atacar no seco para passar o Bruno, o que conseguimos, mas, na parte final, os dois últimos troços estavam impraticáveis. Não saímos de estrada logo no início da Lameirinha por sorte, tal como estivemos quase a fazer dois piões o que nos fez perder muito e fomos com muito cuidado. Depois fomos para o último troço a tentar ficar à frente do Bruno, mas ele foi superior, arriscou mais um pouquinho, conseguiu fazer a diferença e ultrapassar-nos. Fomos terceiros e estamos contentes com o nosso resultado, mesmo se queríamos era vencer. Mas é melhor um pódio do que acabar fora de estrada”.
E foi esse cenário final dantesco, com chuva e muito nevoeiro que, já ao cair da noite, foi palco de eleição também para o consumar da reviravolta que deu o triunfo de Daniel Nunes e Nuno Mota Ribeiro (Peugeot 208 VTI) entre os duas rodas motrizes do CPR e do ERT (RC4B).
Entre os automóveis mais próximos dos modelos de série, os NR4, vitória para Adruzilo Lopes/Paulo Silva (Mitsubishi Lancer Evo IX), enquanto João Figueiredo/Fábio Ribeiro (Citroën DS3 R3T) venceram a categoria RC3. Os mais rápidos entre os Juniores que pontuam para o Europeu foram os espanhóis Javier Pardo/Adrian Peres (Suzuki Swift R4LLY S).
Lucas Simões/Simplício Gonçalves em Mitsubishi Lancer Evo VI venceram o Campeonato Norte de Ralis.
A prova contou com a presença do Campeão do Mundo Ott Tanak que, juntamente com Dani Sordo, estiveram no Rally Serras de Fafe e Felgueiras para ‘ganhar’ quilómetros em pisos de terra e fazer alguns testes com os Hyundai i20 WRC tendo em vista o Rali do México, dentro de duas semanas.
O Campeonato de Portugal de Ralis segue já dentro de menos de um mês. A 28 e 29 de Março, a ilha de São Miguel volta a a ser o palco do Azores Rallye, prova que contará para o CPR e para o ERC – European Rally Championship.