A vitória em Austin coloca o pilloto de Coimbra na rota do título.
Nem tudo parecia facilidades para Filipe Albuquerque e os seus companheiros de equipa na United Autosports, Phil Hanson e Paul Di Resta. As primeiras horas de corrida viram o trio do Oreca perder posições devido a problemas com os pneus. E quando parecia difícil virar o resultado, os três pilotos não perderam a esperança nem tão pouco a determinação e acreditaram até ao final. E acreditar deu o melhor dos frutos: não só a vitória, a segunda consecutiva, mas também a liderança do Campeonato do Mundo de Resistência LMP2.
No final Filipe Albuquerque não escondia a felicidade: “A determinada altura achámos que chegar ao primeiro lugar seria impossível, mas ainda assim continuámos a dar o nosso melhor, tal como a equipa, que nunca perdeu a esperança e que fez um trabalho notável. E de repente tudo começa a parecer possível e fomos lutando e lutando, até chegar a este resultado maravilhoso a todos os níveis. Foi uma prova dura e de superação. Estamos todos de parabéns”, referiu o piloto de Coimbra.
Duas vitórias consecutivas que colocam o piloto português e os seus companheiros de equipa na primeira posição das contas do Campeonato: “Os nossos objectivos iniciais foram atingidos. Agora que estamos na frente, não queremos de lá sair. Faltam três corridas para o final e vamos lutar pelas restantes vitórias. Tem de dar certo, temos todas as condições reunidas. É fantástico estar nesta posição. Estamos preparados para o que aí vem”, concluiu Filipe Albuquerque sempre optimista quanto ao futuro.
E a próxima corrida do FIA WEC acontece novamente nos Estados Unidos da América em Sebring a 20 de Março.
Ricardo Gomes e o Team Acrescentar revelaram, o seu projeto desportivo com o Tesla P100D Electric GT, o primeiro carro de competição elétrico da marca norte-americana. O carro foi construído e desenvolvido pela SPV Racing, liderada por Lars Lindberg e Raul Garcia.
Ricardo Gomes e o Team Acrescentar foram escolhidos para a estreia mundial do Tesla P100D EGT, viatura de motorização totalmente elétrica, com uma potência de 778cv, transmissão integral automática e uma impressionante capacidade de aceleração que o leva dos 0 aos 100 Km/h em apenas 2,1 segundos.
Depois de ter iniciado a sua carreira nos ralis em 2005 e de ter conseguido diversas vitórias e pódios nos circuitos e nas rampas, a versatilidade de Ricardo Gomes foi fator crucial para este novo projeto no Campeonato de Portugal de Montanha, onde o Tesla P100D EGT vai ser uma das grandes novidades.
“É um momento muito especial na minha carreira e desde já agradeço ao Grupo Acrescentar pelo arrojo e pela confiança que deposita neste projeto único”, começou por referir Ricardo Gomes, que em 2019 venceu a Rampa da Penha e a Rampa Serra da Estrela na Divisão Turismos 1. “Somos pioneiros no panorama do desporto automóvel mundial e a aposta da SPV Racing é algo que também nos deixa bastante satisfeitos, pois o Lars (Lindberg) e o Raul (Garcia) perceberam que terão aqui uma excelente plataforma para mostrarem o trabalho que fizeram com o Tesla. O conceito de um GT elétrico de alta performance para competição é algo completamente novo e que, obviamente, me vai obrigar a descobrir todo um novo estilo de pilotagem. Mas também acredito que podemos redefinir o automobilismo profissional, pois este é o primeiro passo real para um desporto verdadeiramente sustentável – movido a energia elétrica e com carros de produção”, analisou o piloto bracarense, antecipando já o esperado confronto entre uma viatura exótica e singular como o Tesla P100D EGT e os tradicionais carros de competição com motor de combustão interna.
“Com o apoio incondicional da Acrescentar e do Circuito do Sol, o nosso programa desportivo engloba as oito provas do Campeonato de Portugal de Montanha e a participação no FIA Hill Climb Masters 2020, que este ano se realizará em Portugal, na cidade de Braga, na mítica Rampa Internacional da Falperra”, recordou Ricardo Gomes.
Estreando um Renault Clio R3T já no Rali Serras de Fafe e Felgueiras, o piloto penafidelense terá como navegador o seu conterrâneo Daniel Pereira e, para já, aponta a um mini programa de 3 provas do CPR 2020.
A abertura da época do Campeonato de Portugal de Ralis está prestes a acontecer. Será, uma vez mais, em terras fafenses, no último fim de semana de Fevereiro e, uma vez mais, a dupla formada por Jorge Ribeiro e Daniel Pereira vão estar à partida da prova organizada pelo Demoporto.
Esta será a primeira de “3
provas que, juntamente com a habitual presença no Penafiel Racing Fest,
constituirão à partida, os ralis que iremos fazer durante o ano”,
segundos nos disse Jorge Ribeiro. No entanto, o piloto não enjeita “fazer
o campeonato todo, se conseguirmos mais patrocínios. Não é fácil e só vamos
poder estar nos ralis que temos assegurado, fruto do apoio da CRN e dos demais
patrocinadores. Vamos tentar tudo para aumentar o nosso calendário”.
A grande novidade prende-se com a “máquina” que a dupla de Penafiel vai utilizar. Trata-se de um competitivo Renault Clio R3T, pertencente à CRN, um carro que Jorge Ribeiro considera “ser simplesmente brutal e dar-nos mais responsabilidade. Desde que pilotei o Peugeot 208 R2 no Penafiel Racing Fest 2019 que fiquei fã dos R2. São carros incríveis, com uma excelente relação peso potência, um comportamento fabuloso e uma competitividade tremenda!”.
Quanto a ambições para a prova inaugural,
Jorge Ribeiro está ciente de que “vai ser um rali muito duro. Quando
passarmos pelas especiais, já lá terão andado os WRC e os R5, o que tornará os
pisos muito duros, degradados e a exigirem o máximo de cuidado. Queremos nos
divertir e tentar primeiro chegar a fim e, depois, garantir um bom resultado”.
Novidade
é a opção do piloto por se inscrever no Desafio Kumho Portugal CPR 2020, que
também tem a sua prova de abertura em Fafe. A razão prende-se com “a boa
opinião que tenho dos pneus coreanos e o aliciante dos prémios distribuídos por
este prestigiado troféu. Como as provas que tenho garantidas estão no calendário
do Desafio, juntei o útil ao agradável e vou tentar tudo para conseguir bons
resultados entre os Kumho”.
Daniel Nunes vai regressar ao ativo após um longo período de ausência vai ter ao seu lado o viseense Nuno Mota Ribeiro no Peugeot 208 R2. A dupla vai estar à partida do Rali Serras de Fafe e Felgueiras.
Totalmente recuperado do acidente de viação que sofreu, Daniel Nunes está de regresso aos ralis: “Regressar aos ralis deixa-me muito feliz, principalmente começando o campeonato em Fafe, pois é uma prova que adoro. Regressamos aos comandos do Peugeot 208 R2 da Inside Motor e isso para mim é uma enorme vitória após uma longa recuperação. Vai ser um regresso com muita vontade de rever os amigos, voltar com toda a garra e determinação. Este ano com um navegador novo e experiente, o Nuno Mota Ribeiro, que me dá alguma confiança e tranquilidade para voltar outra vez à performance como tinha, num espaço de tempo tão curto. Como tem sido hábito, voltamos com o carro amarelo com a mesma decoração de 2019, tendo em conta que fizemos poucas corridas decidi que esta seria a melhor forma de agradecer a quem me apoiava e apoia, na altura do meu abandono forçado”, referiu o piloto.
A preparação para eta nova fase da carreira incluiu “um mini teste num local que já conhecíamos. Conseguimos resultados surpreendentes, obtendo a performance que queríamos. Esse momento deu-me uma enorme força e coragem de entrar no campeonato com vontade de vencer. Sabemos que vai ser um longo, duro e difícil campeonato com novos adversários mas estamos cá para lutar pelas vitórias. Estamos de volta!”
O Rali Serras de Fafe e Felgueiras vai arrancar dia 28 com dupla passagem pelo troço de Aboim/Monte (16,42 km) e pela Street Stage (1,67 km). No dia 29 a prova organizada pela Demoporto terá dupla passagem pelas especiais de Montim (8,83 km), Seixoso (7,98 km), Santa Quitéria (9,26 km), Lameirinha (11,94 km), Luílhas/Guilhofrei (11,21 km) numa prova que marca o regresso do município de Felgueiras aos ralis nacionais.
O piloto nortenho, que utilizará um Mitsubishi lancer EVO IX, aponta à discussão da vitória final na Categoria RC2N.
É uma excelente notícia para o Campeonato de Portugal de Ralis 2020. Adruzilo Lopes vai estar no CPR 2020, aos comandos de um Mitsubishi EVO IX, preparado pela Domingos Sport. Será acompanhado pelo navegador Paulo Silva, num programa vai incluir 7 ralis e o objectivo só poderia ser um. O piloto assume que quer “fazer o melhor que me for possível e, claro, lutar por dominar e vencer a Categoria RC2N no final do campeonato!”.
O seu programa começa já no rali Serras de Fafe e deverá incluir os ralis de Mortágua, Serras da Aboboreira, Alto Tâmega, Vidreiro e Casinos do Algarve. Também já certa é a escolha dos pneus que utilizará. A ASR Tyres anunciou nas redes sociais que Adruzilo Lopes vai competir com os pneus coreanos.
Adruzilo Lopes conquistou já um merecido lugar entre os “grandes” dos ralis nacionais. Nascido a 16 de Outubro de 1962 em Regilde, Felgueiras, o piloto possui no seu historial 3 títulos de campeão nacional absoluto de ralis (1997, 1998, 2001) e 2 de campeão nacional F2.
Nos últimos anos da sua carreira, conquistou mais dois títulos no Agrupamento de Produção (Subaru Impreza) e um no CPR2 (Renault Clio R3), bem como 1 título de campeão nacional RGT, aos comandos de um Porsche 911 GT3.
Agora é na nova designação dos antigos “Grupo N” que Adruzilo Lopes busca uma vez mais, chegar ao degrau mais alto do pódio e juntar mais um título ao seu farto pecúlio.
Filipe Albuquerque será em 2020 um dos pilotos de desenvolvimento e de testes da DS Techeetah – Formula E Team, a equipa bi-campeã de Formula E e que este ano conta com António Félix da Costa como piloto oficial.
Desta forma Albuquerque vai estar já no próximo dia 1 de Março em Marraquexe onde vai decorrer o seu primeiro teste ao volante do DS E-Tense FE20 da equipa.
“Fiquei muito satisfeito pelo convite que me foi dirigido. O reconhecimento profissional é sempre muito bom. Estamos a falar de uma realidade que desconheço por completo, mas para a qual estou muito empenhado e focado”, começou por referir o piloto português. “Poder ajudar o António Félix da Costa, a quem devo agradecer parte deste convite, e o Jean-Éric Vergne a ganhar corridas será uma missão que poderá contar com toda a minha dedicação”, concluiu Filipe Albuquerque.
Para além de disputar o Campeonato do Mundo de Resistência (FIA WEC), do European Le Mans Series e da Taça Norte Americana de Resistência, Filipe Albuquerque passa agora a fazer parte de uma nova realidade mesmo que não seja em competição propriamente dita, a Formula E.
O Kartódromo Internacional de Leiria vai receber no próximo fim de semana o Open de Portugal de Karting, sob a organização do Núcleo de Desportos Motorizados local (NDML). Esta competição para além de atribuir os primeiros títulos de 2020, é igualmente importante para pilotos e equipas, já que o Campeonato de Portugal de Karting KIA arranca precisamente na pista de Leiria, nos dias 7 e 8 de março.
À semelhança das épocas anteriores, quase 50 pilotos distribuídos pelas categorias Iniciação, Cadete 4T, Juvenil, Júnior, X30 e X30 Super Shifter (que inclui as classes Sénior, Master e Gentleman), vão tentar conquistar o primeiro título de 2020 no Open de Portugal de Karting, feito que quem conseguir fica desde logo com a presença assegurada na habitual Gala dos Campeões da FPAK.
Contudo, pilotos e equipas também encaram o Open de Portugal de Karting como uma prova importante para ‘ensaiar’ a jornada de abertura do Campeonato de Portugal de Karting KIA que, duas semanas depois, nos dias 7 e 8 de março, realizar-se-á precisamente na pista de Leiria.
Como principal novidade face a 2019 – também para o Campeonato de Portugal de Karting KIA e para a Taça de Portugal de Karting Tranquilidade –, regista-se a introdução da nova categoria Cadete 4T, com motores Tillotson, sendo o chassis de escolha livre, enquanto nas restantes categorias os Karts estarão equipados com os propulsores Iame, à exceção da categoria Iniciação que, como habitualmente, recorre aos motores Honda.
Outra novidade para esta época instituída pela FPAK, igualmente muito importante, é a atribuição do Prémio ‘Cartão Branco’, não só no Karting, mas em todas as disciplinas do desporto motorizado. Mas no que diz respeito ao Karting, está iniciativa reveste-se ainda de maior importância, já que é a disciplina de introdução ao desporto automóvel e valores como o ‘Fair-Play’ devem ser dos primeiros a serem incutidos – por todos os intervenientes – aos jovens pilotos. Assim, o Diretor de Prova, poderá ou não, no final de cada evento, decidir atribuir o ‘Cartão Branco’ (prémio em acrílico) a um piloto que se tenha destacado pelas suas atitudes de respeito e camaradagem para com os adversários, organizações, público, entre outros. “O Cartão Branco é um recurso pedagógico que visa enaltecer condutas eticamente corretas, praticadas pelos intervenientes na atividade desportiva. O Cartão Branco resulta de uma parceria entre o PNED – Plano Nacional de Ética no Desporto, o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e a FPAK”, pode ler-se no regulamento desportivo.
Quanto ao programa desportivo, todas as categorias irão realizar uma sessão de treinos livres e outra de treinos cronometrados no sábado de manhã, enquanto à tarde, entre as 14h00 e as 16h45, todos os pilotos vão disputar duas mangas de qualificação. Para domingo, entre as 10h30 e as 11h45, estão agendadas as Pré-Finais, enquanto as Finais serão disputadas entre as 13h40 e as 14h55, estando a cerimónia de entrega de prémios marcada para as 15h30.
O piloto transmontano do Bompiso Racing Team confirma a sua presença no Campeonato de Portugal de Montanha JC GRoup 2020. Em aberto está o carro que vai utilizar.
A sua carreira já vai longa e recheada, mas nem por isso Joaquim Teixeira está menos motivado. O piloto transmontano prepara-se já para os “combates” na arena que mais gosta: o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Os seus objectivos continuam altos, assumindo, desde já, que “volto a entrar o campeonato para vencer!”. Após o “tri” alcançado em 2019, na Divisão Turismo 3 e nova presença no pódio absoluto da Categoria Turismo, assume “que vou lutar por nova vitória na divisão e pelo pódio da categoria onde estiver inscrito”.
E aqui começam as possíveis novidades. Depois de dois anos e que foi praticamente invencível aos comandos do Seat Leon, Joaquim Teixeira não “abre o jogo”, referindo que “ainda não tenho a certeza com que carro vou competir. Até pode ser que mantenha o Seat mas estão em cima da mesa outras possibilidades e, algumas delas, bem aliciantes por trazerem novos desafios à minha condução, o que me entusiasma”. O piloto assume como “deadline” tomar “uma decisão final nos próximos dias, sendo certo que, como tenho o Seat, estarei em Murça motivado e com capacidade para lutar pelos lugares de topo!”.
2020 vai corresponder ao 25º ano consecutivo a competir. É um marco para Joaquim Teixeira, que se orgulha “de uma carreira que já vai longa, embora a tenha iniciado tarde. São já duas décadas e meia de competição. Fiz campeonatos de velocidade e de montanha, tendo esporadicamente participado em corridas de ralicross e em super-especiais”.
O Seat Leon foi a “arma” que levou Joaquim Teixeira aos triunfos em 2019
O piloto do Bompiso Racing Team tem sido um dos nomes fortes entre os Turismos. Questionado sobre a razão de nunca ter apostado em viaturas que lhe permitissem lutar pelo título absoluto, Joaquim Teixeira diz que “nunca o fiz e não é agora que o vou fazer. Sempre achei que a minha praia são os Turismos, onde luto sempre pela vitoria em todas as provas que participe”. Realça ainda que “ao contrário de muita gente, não acho que o título absoluto na montanha seja mais importante que o dos turismos. Basta ver a competitividade e quantidade de adversários de uns e de outros, embora, nos últimos anos, os protótipos têm vindo a crescer em quantidade e qualidade, mas na categoria em que estou a competir são mais os pilotos e os carros competitivos. É uma questão de opção, que nem sempre a comunicação social entende, dando sempre maior destaque à vitória absoluta, esquecendo que as armas são totalmente diferentes!”.
Como tal, Joaquim Teixeira é defensor de que “o
campeonato só deveria ter campeões por categorias, porque aí premiaria a luta
com armas idênticas, sem existir o título absoluto”.
E quanto a uma carreira internacional? O piloto reconhece que “já tive essa ambição, mas julgo que a minha janela de oportunidade já passou. No entanto, gostaria de fazer algumas corridas internacionais em montanha e velocidade, mas pontualmente e essa é uma possibilidade que está em cima da mesa”.
“O Campeonato está cada vez melhor”!
Joaquim Teixeira alia ao prestígio de ser um dos mais
antigos e respeitados pilotos de Montanha, a condição de dirigente com funções
de grande importância para os seus pares e para a organização do campeonato.
Na condição de presidente da Direção da APPAM – Associação
dos Pilotos Portugueses de Automóveis de Montanha, Joaquim Teixeira faz parte
da direção do Promotor do CPM JC Group, formado pela associação de pilotos e
pelos clubes organizadores de provas, entidade que, nos últimos anos, teve o mérito
de transformar a modalidade num caso de sucesso.
Joaquim Teixeira considera ser “muito
gratificante ver, enquanto presidente da APPAM, que o campeonato está em
crescendo e que a temporada de 2020 se anuncia como mais um salto significativo.
É maior o número de pilotos que demonstram interesse em participar e, estamos
crentes que em 2020, vamos ter a maior participação de sempre na Montanha, com
o bónus de vermos o nível competitivo das viaturas também a aumentar, isto num
parque automóvel já com muita qualidade e quantidade”.
O dirigente tem a convicção que “o público vai
de certeza aderir a este campeonato, porque a competitividade e a emoção vão
ser uma constante nas provas de montanha!”.
O piloto russo Nikolay Gryazin, piloto oficial da Hyundai no WRC2, vai estar à partida do Rali Serras de Fafe e Felgueiras, que se realiza a 28 e 29 de fevereiro.
Gryazin alinhará da primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis, tripulando um Hyundai I20 R5, como parte de sua preparação para os pisos de terra que serão o “prato forte” das próximas provas do Mundial.
A notícia foi confirmada por Carlos Cruz, líder do Demoporto, clube organizador da prova, que considera “excelente a vinda de mais um piloto oficial do Mundial de Ralis, aumentando assim ainda mais a qualidade dos participantes na prova. Está tudo reunido para ser uma edição inesquecível”.
Nikolay Gryazin participou já em Monte Carlo e na Suécia, sendo atualmente 3º na tabela classificativa do WRC2, com 23 pontos, fruto de um 3º e de um 8º lugar, respectivamente, no rali monegasco e em terras nórdicas.
O jovem piloto russo, com apenas
22 anos de idade, junta-se ao espanhol Dani Sordo e ao estoniano Ott Tänak, que
alinharão na prova portuguesa com o I20 WRC.
O piloto volta a apostar no Peugeot 206 RC e continuará a defender as cores do Team NJ Racing no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
João Guimarães já se prepara para ser, uma vez mais, um dos
protagonistas do CPM JC Group na época que já se avizinha. O reguense voltará a
apostar – pelo 11º ano consecutivo! – no sólido Peugeot 206 RC, continuando a integrar
a equipa NJ Racing que, aliás, ajudou a fundar.
Em jeito de antevisão, o piloto prevê “mais um ano de acesas lutas com o meu colega de equipa Nuno Pinto, já que andamos sempre taco a taco”. João Guimarães gostaria que “aparecessem mais viaturas do meu grupo, para que as lutas fossem ainda mais acesas”, colocando como objetivos primordiais “repetir as vitórias de 2019, no grupoE1-C e na classe 7, tentando ainda terminar nos lugares cimeiros da Divisão 2, melhorando o 4º lugar de 2019, mesmo sabendo que vou aí enfrentar carros muito superiores ao meu e conduzidos por grandes pilotos”. Uma certeza ele tem. Vão ser “mais oito fins de semana fantásticos entre amigos e família, que vou saborear por inteiro!”.
Amor
pela Montanha já dura há uma década
Foi em 2005 que João Guimarães começou a sua carreira de piloto. O seu primeiro palco aconteceu nos ralis, modalidade que é “uma grande paixão minha. Comecei no Regional Norte, no famoso Rali de Famalicão em pisos de terra”. A sua presença na modalidade continuou até “2009, no Open de Ralis, sempre com o meu grande amigo e navegador Luís Rodrigues, com poucos meios, mas, felizmente beneficiando de o carro nunca avariar!”.
Em 2010 dá-se uma enorme mudança na sua atividade desportiva. João Guimarães adquire o Peugeot 206 RC e “influenciado pelo meu irmão Nuno, transitei para a Montanha e já lá vão 10 épocas seguidas, o que me transforma, julgo, num dos mais antigos pilotos do campeonato em atividade”. Uma década “cheia de histórias e aventuras e com resultados que considero muito positivos”.
Em 2010 foi vice-campeão da Categoria 1, logo atrás do Porsche 911 GT2 de António Nogueira, no que foi o seu resultado mais forte dos primeiros anos na modalidade. João Guimarães destaca “a época de 2017 como a minha melhor até ao momento. Ganhei a primeira prova na Divisão 1 e mantive uma luta pelo campeonato com o Pedro Coelho Saraiva até à última rampa, em Boticas, tendo me sagrado vice-campeão, ganhando ainda o grupo e a classe nesse ano. Um ano fantástico!”.
Na época seguinte, o duriense foi em terceiro da divisão atrás “do
Pedro Coelho e do Parcídio Summavielle, dois grandes pilotos e dois gentlemen
dos automóveis, que muito respeito e admiro”.
Dez anos de fidelidade a um campeonato e a um carro. O piloto considera que tem “vivido anos de enorme prazer num campeonato que adoro e com um fiel companheiro, o meu Peugeot 206 RC que não me deixa ficar mal. A satisfação imensa que tenho tirado vem sobretudo da família da NJ Racing, que nos acompanha para todo o lado e nos apoia de uma forma fantástica!”.
A longevidade da sua presença no CPM JC Group, permite-lhe ter uma visão clara e profunda da evolução do campeonato. João Guimarães destaca “o magnífico trabalho de promoção que tem vindo a ser feito pela APPAM e pelos clubes. Desde que tomaram conta do campeonato, este revigorou-se e tornou-se cada vez mais apelativo”.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group arranca já a 7 e 8
de março, com a Rampa Porca de Murça, organizada pelo CAMI.