Depois da estreia em pisos de terra na última prova em Vieira do Minho, a equipa composta por João Pedro Sousa e Tiago Silva regressou ao asfalto e aos lugares cimeiros da classificação no Rali de Gondomar 2023, disputado no passado fim-de-semana.
A prova teve início no sábado à noite com uma super especial citadina, disputada no centro de Gondomar, que atraiu milhares de espetadores para assistir à prova. Nessa mesma especial e devido às características da mesma, a equipa decidiu fazer uma abordagem cautelosa para não hipotecar um bom resultado no restante rali.
No sábado, a abordagem foi diferente, como referiu João Pedro Sousa: “apesar de um problema com os travões, decidimos atacar e andar rápido e tentar voltar a encontrar o nosso ritmo no asfalto, o que fomos conseguindo fazer até ao final do rali. Em termos de resultados, foram muito positivos”. A equipa alcançou o 2º lugar no Grupo X2 e ficar em 6º lugar entre os concorrentes do Campeonato Start Norte de Ralis 2RM. Na classificação geral da prova, ficaram em 9º lugar.
O navegador Tiago Silva também afirmou: “foi uma prova bastante disputada, onde nunca pudemos baixar os braços e tivemos que andar rápido. Isso permitiu-nos lutar pelos lugares entre os 10 primeiros, o que comprovou a nossa rapidez e evolução.”
Após uma boa colheita de pontos e numa altura em que os campeonatos se encontram no início, a equipa ocupa agora a primeira posição do Grupo X2 e a sexta posição do Campeonato Start Norte de Ralis 2RM 2024.
A próxima prova será em Santo Tirso, nos dias 3 e 4 de Maio. A equipa agradece o apoio fundamental de todos os patrocinadores: Auto Vilar D’Este, AP Granitos, Câmara Municipal de Famalicão, Goldinvest, Clickviaja.com Famalicão, Escola de Condução Guiante, Pastelaria Extremo, BRM Automóveis, JB13 Shop, Restaurante Mikado, Ambiflora, Escola de Condução Ases da Estrada, Optical+, Black Garage, Pneutrofa, DHR auto, Té Pneus, Yacco Portugal e Kimicar.
Após dois anos de “jejum”, o Circuito do Lanço Grande voltou a acolher uma competição nacional, com esta 57ª edição do Ralicross de Castelo Branco a ter o estatuto de prova “Open”, candidata a integrar o Campeonato de Portugal de Ralicross em 2025.
Desde a sua tomada de posse que a nova Direção da Escuderia de Castelo Branco sempre colocou como um das suas prioridades ter de regresso à Beira Baixa o campeonato maior da modalidade. Tal desejo só seria possível se o clube albicastrense organizasse uma prova com o estatuto de candidata a tal regresso e, rapidamente dirigentes e equipa técnica meteram mãos ao trabalho, construindo o evento que, este fim-de-semana, marcou o início das hostilidades competitivas do Ralicross em 2024.
Para a posteridade ficam os nomes dos vencedores: o jovem local Tiago Ventura, impôs o seu Citroen Saxo nos Iniciados, João Oliveira (Peugeot 206) venceu na Divisão 1 da 2RM, com outro 206 da marca de Sochaux a impor-se na Divisão 2 – 2RM, pelas mãos de André Monteiro. Quanto às duas divisões inclusas na prova de Kartross, João Pinheiro e o seu LBS RX01 dominaram na 1 e Alexandre Borges (Semog Bravo Sport XC) fez o mesmo na 2. Já no Pop Cross reinou a Dyane tripulada por Manuel Ramos.
No rescaldo, João Lucas, Presidente da Escuderia de Castelo Branco, não escondia “o enorme orgulho na nossa equipa. Para nós, Direção de Prova e Comissão Organizadora, esta prova foi um enorme sucesso, sobretudo por representar, após dois anos de interregno, o regresso do Ralicross nacional à nossa pista e a Castelo Branco. Quanto à forma como decorreu, estamos muito felizes pois, atendendo às condições que enfrentámos, estamos convictos de que cumprimos por inteiro com o que nos era exigido e agora é aguardar o parecer final, sendo certo que o nosso objetivo é estar de regresso ao Campeonato de Portugal de Ralicross. Resta-nos esperar pelo final da época, para ver se este nossos esforço dará frutos para 2025”.
O líder da prestigiada agremiação albicastrense depositou ainda uma “palavra de profundo agradecimento aos patrocinadores, aos pilotos, às equipas, à comunicação social e, de forma muito particular, a todos os voluntários que nos ajudaram. A eles o nosso clube deve muito, porque sem eles não conseguiríamos dar a Castelo Branco e aos nossos sócios todo o programa de provas que, ano após ano, a Escuderia assume e, felizmente, tem sempre levado a bom porto, com organizações que, julgo, orgulham a nossa região”.
A Escuderia de Castelo Branco vira já agulhas para a preparação do Rali Alitém 2024, que decorrerá no concelho de Pombal, nos dias 4 e 5 de maio, contando para o Campeonato Start centro de Ralis.
A classificativa inaugural do bilstein group Rallye das Camélias 2024 foi aziaga para as justas ambições da dupla formada por João e Joaquim Serrão. Depois do tempo perdido logo aí, a dupla do Peugeot 106 Rallye atacou forte e sempre de forma eficaz, almejando recuperar até ao 11º lugar da geral e ao 2º posto entre os X1-9.
A façanha dá conta do excelente ritmo competitivo que pai e filho, uma vez mais, conseguiram ostentar com o pequeno carro francês. Infelizmente, a especial de arranque desta edição da prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal seria madrasta para a dupla:
”A meio do primeiro troço cronometrado, cedeu o topo de um amortecedor novo, o que desalinhou o carro por completo. Em todos os cruzamentos ainda no primeiro troço sem razão aparente, estava a GNR mandar abrandar, o que nos fez quebrar o ritmo. E ainda apanhamos o João Rodrigues batido!”, refere João Serrão, dando conta do “calvário” em que se transformou esse primeiro momento contra o cronometro.
Depois, bem, depois a dupla “cerrou os dentes” e partiu ao ataque: “depois dos problemas na 1ª PEC, fizemos o resto do rali atrás do prejuízo. Infelizmente não foi a prova que queríamos fazer, mas, além de estarmos satisfeitos por termos terminado, estamos orgulhosos do ritmo que impusemos e que ainda nos permitiu recuperar até ao 2º lugar nos X1-9 e ficar à porta do Top 10 da geral. Foi pena o que aconteceu no princípio da prova, mas os ralis são assim!”.
A caravana do Campeonato de Portugal de Drift volta a visitar Sever do Vouga nos próximos dias 27 e 28 de Abril, para disputar a segunda ronda da presente época que iniciou no passado mês em Montemor-o-Velho.
É de esperar uma lista de inscritos superior a 50 participantes, que nestes dois dias vão certamente encher o Circuito Alto do Roçário de muita adrenalina e emoção, pois nesta altura todos dão o tudo por tudo para amealhar o máximo de pontos possíveis.
Para além dos pilotos da região (João Salvador, Samuel Vergas e José Magalhães) também os nomes mais conhecidos da modalidade não vão faltar, como é o exemplo de Pedro Sousa, Rafael Dinis, Marcos Vieira, Miguel Peixoto entre outros. Confirmada está também a participação de dois pilotos de peso que muito têm dado que falar, o bielorusso Raman Kandratsenka e o ucraniano Kostiantyn Shchurenko, que com as suas potentes máquinas vão certamente levar o público ao delírio.
Os bilhetes estão já há venda pelas redes sociais do Campeonato de Portugal de Drift, com os preços a variarem entre os 7.50€ e o 13€ por pessoas. No sábado os treinos iniciam pelas 09.30h e as qualificações terão inicio às 15.30h para a categoria Semi-Pro, e às 16.45h para a categoria Pro. No domingo o dia iniciará com o Warm-Up às 08.30h e de seguida será disputado o Top32 da Semi-Pro. Às 14h as batalhas continuam com o TOP 32 da Pro, sendo as finais de ambas as categorias disputadas a partir das 15.35h, com a entrega de prémios prevista para as 17.30h.
Oliveira de Frades acolheu no passado fim de semana de 6 e 7 de Abril primeira prova da edição de 2024 do Challenge Ibérico Super Extreme Trial 4×4 (CISET 4×4), regressando assim a caravana do Trial4x4 região de Lafões para disputar muito animada uma prova organizada pela APTE, e que teve no Município de Oliveira de Frades o sue principal parceiro do evento.
Uma vez mais o Aeródromo de Pedra da Broa, em Oliveira de Frades foi eleito como o palco privilegiado para a realização de uma prova do Challenge Ibérico Super Extreme Trial 4×4, com as pistas a receberem melhorias e uma reformulação dos obstáculos que foram do agrado generalizado dos pilotos e também do muito público que se deslocou até ao local para assistir á prova.
O programa do CISET 4×4 Oliveira de Frades arrancou no sábado dia 6, sendo que neste dia apenas se realizaram as habituais verificações técnicas e administrativas, libertando assim mais tempo no domingo para a parte competitiva.
No domingo, e ainda antes de se ligarem os motores, houve tempo para a iniciativa “Floresta CISET”, uma iniciativa de cariz ambiental que pretende sensibilizar publico e participantes para a importância de mitigar os impactos que as provas têm nos locais onde se disputam, bem como incentivar a todos uma atitude mais sustentável e responsável no vivência do dia-a-dia, quer seja por uma melhor utilização de recursos, quer através da reciclagem.
Esta primeira prova do ano foi dividida em duas fases bem distintas: Em primeiro lugar um prólogo de velocidade pura com poucas dificuldades em que os concorrentes tinham que dar duas voltas a um traçado desenhado em redor do aeródromo, e depois as duras provas de resistência com os concorrentes a percorrem o percurso já repleto de obstáculos, sobretudo na fachada rochosa do aeródromo, proporcionando imagens muito espetaculares ás muitas pessoas que aproveitaram para assistir ao desenrolar da prova.
Para arrancar em grande, os primeiros concorrentes a percorrer o Prólogo foram os concorrentes da cada vez mais espetacular classe Super Proto, seguindo-se os da a classe Proto e finalmente os da classe Promoção. Começando pela classe mais baixa, ou seja a classe Promoção, duas equipas ficaram praticamente coladas, mas foi a dupla composta por Joaquim Pinheiro e João Moreira (Team Qzito Pinheiro) que saboreou o primeiro triunfo graças á magra margem de 2 décimas de segundo sobre a equipa Albersteel composta por Pedro Marques e André Moreira.
Na classe Proto o GS Team / Boop, regressado á competição depois de pausa realizou uma passagem tranquila para cumprir os objetivos de conquista a primeira vitoria do ano.
Já na classe Super Proto temos assistido a uma melhoria muito significativa do parque de viaturas, tanto em quantidade mas também em qualidade, traduzindo-se num incremento de competitividade das provas, tendo isso ficado bem patente logo no prólogo de Oliveira de Frades. Entre o primeiro e o ultimo classificado a diferença não chegou a 21 segundos, e os três primeiros ficaram todos agrupados num horizonte temporal de cerca de 4 segundos. A liderança provisória da prova foi conquistada pelo Team Ediprova composto por Nuno Santos e Gonçalo Mesquita que precisou apenas de 1:28.879 para dar as duas voltas ao traçado com o Crawler LS1, um ritmo verdadeiramente diabólico considerando as caraterísticas e extensão da pista.
Depois de uma pausa para o repor energias em homens e máquinas seguiram-se já depois a hora de almoço as provas de resistência, com os Super Proto a entrarem em ação em primeiro lugar, seguindo-se a classe Proto e finalmente a classe Promoção. A prova de resistência da classe Super Proto foi particularmente bem disputada, e durante grande parte da prova houve incerteza sobre quem poderia vir a ser vencedor, uma vez que nenhuma equipa ganhou vantagem que lhe pudesse dar o conforto de olhar para a vitória final, nem os que vinham um pouco mais atrás estavam distantes a ponto de poderem deixar de ambicionar o triunfo. Cumpridas as duas horas e trinta de duração da prova de resistência, foi novamente o Team Ediprova que sobressaiu com 20 voltas cumpridas, sendo que logo colado a sua traseira estava o Team Lucrofusão de Antonio Henriques e Miguel Costa com igual numero de voltas e apenas 13 segundos de desvantagem. Com menos três voltas terminou o Team TrialCars.pt, de João Rebelo e Miguel Duarte.
Na classe Proto o Team GS / Boop, a braços com um problema no seu veículo cumpriu o suficiente da prova para poder amealhar os pontos da vitória e minimizar as possibilidades de uma avaria mais grave.
A Classe Promoção, rejuvenescida com a entrada de algumas equipas teve também uma prova de resistência disputada, muito embora a dureza do percurso tenha feito sentir a sua força. O Team Qzito Pinheiro ao conseguir realizar 9 voltas ao percurso foi o vencedor da prova de resistência, consolidando assim a sua posição como líder da corrida. Em segundo lugar terminou o Team Evolution, de Ricardo e Alexandra Pereira, que uma vez mais comprovaram que a regularidade é um fator primordial para alcançar um bom resultado. O terceiro a chegar á meta foi o Team BS Auto de Bruno Sousa e Tiago Cardoso, a três voltas de distância do vencedor
Conjugando os resultados do Prologo com as provas de Resistência, temos como vencedores da prova de abertura do CISET 4×4 2024 na classe Promoção o Team QZito Pinheiro, no classe Proto o Team GS / Boop e na classe Super Proto o Team Ediprova. No que diz respeito ás subclasses Super Proto, na reservada ás viaturas com motorização a gasolina, o vencedor foi uma vez mais o Team Ediprova, enquanto nos diesel o vencedor foi o Team Lucrofusão .
Para além do que os resultados demonstram, a prova de Oliveira de Frades ficou marcada por uma prova excecional a todos os níveis realizada pela generalidade dos navegadores. A configuração da pista e dos obstáculos deixava antever que estes homens e mulheres iram ser os grandes heróis da corrida e assim aconteceu. Para além disso, a proximidade dos resultados finais, revela que praticamente todos eles tiveram um desempenho de exceção. Nas palavras de Luís Pirralho, diretor da prova: “É um orgulho poder ter estes participantes connosco. Estas equipas estiveram todas elas a um nível muito elevado, mas quero demonstrar o meu particular apreço pelos navegadores. Foi muito duro para eles, muito exigente fisicamente e até mentalmente dado o elevado nível de competitividade e o tipo de obstáculos que tiveram de superar. Quero dar os parabéns a todos eles.” Para terminar, e em jeito de balanço desta primeira prova revelou-nos a sua satisfação: “Que grande arranque de temporada! Não poderia pedir mais. Uma excelente lista de inscritos, uma pista e um recinto fabulosos, a uma moldura humana muito boa. Até o clima nos ajudou. Foi um trabalho de equipa que levou bastante tempo, mas resultou num evento que deixa todos cheios de orgulho e motivados para o restante da temporada.”
O CISET 4×4 regressa ás pistas a 22 e 23 de Junho, em Chã de Tavares, Município de Mangualde, para a segunda prova do ano. Será um novo desafio, numa pista bastante diferente da de Oliveira de Frades e que promete uma vez mais um fim de semana cheio de competição, adrenalina e convívio entre todos.
O CISET 4×4 Oliveira de Frades foi organizado pela APTE, com o apoio do Município de Oliveira de Frades, Promolafões, Clube Autmóvel de Viseu, Race4eco, da Target Road, dos Bombeiros Municipais de Oliveira de Frades, do ICNF e do IPDJ. O CISET4x4 é promovido pela X-Adventure, e organizado pela APTE, sob a égide da FPAK – Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, e como apoio da Lucrofusão, da Euro4x4parts, da Motorin, da Mundimat, da Mundilimpa, da Rafael & Gomes e da Ziggaworks, e conta como parceiros com o Todoterreno.pt, o Guia Rural e o Imagensdesportivas.com.
As 4 Horas de Barcelona abriram a temporada da European Le Mans Series (ELMS) e Pedro Perino começou a época com um 6º lugar na categoria LMP3, com o Ligier da Inter Europol. Incidente que envolveu um dos seus companheiros de equipa, Alexander Bukhantsov, impediu o jovem piloto de 18 anos de lutar pelos lugares do pódio.
Pedro Perino vinha de uma sequência de cinco pódios consecutivos e chegou motivado ao Circuito de Barcelona, para o arranque da época da ELMS com a Inter Europol, onde faz equipa com o russo Alexander Bukhantsov e com o britânico Kai Askey. O trio da equipa polaca arrancou do 6º lugar dos LMP3 para a corrida e fez um excelente arranque, subindo várias posições nas primeiras voltas até rodar no 2º lugar da categoria!
Contudo, Alexander Bukhantsov viu-se envolvido num toque com outro piloto que danificou o Ligier da Inter Europol, que ficou sem duas asas e com a carroçaria a raspar num dos pneus. Incumbido pela equipa de fazer o derradeiro turno de condução, para tentar aproveitar a rapidez de Pedro Perino, o jovem piloto de Oeiras recebeu um carro praticamente inguiável devido aos danos e concentrou-se em levar o Ligier até ao 6º lugar final, acumulando pontos importantes para o campeonato.
Pedro Perino resumiu assim a sua prova: “Foi uma corrida algo frustrante, porque começámos em grande e tínhamos andamento para lutar pelo pódio. A prova disso é que chegámos a rodar no 2º lugar, numa categoria bastante equilibrada e competitiva. Depois daquele toque, o carro ficou bastante danificado e a equipa pediu-me para levar o carro até ao fim e acumularmos o máximo de pontos possível naquelas condições. Penso que o objetivo foi cumprido, mas claro que queria mais do que o 6º lugar. Vamos tentar agora preparar bem a segunda prova, em Paul Ricard, onde já subi ao pódio este ano”, disse o jovem piloto de 18 anos.
A segunda prova da ELMS será entre 3 e 5 de maio em Paul Ricard (França), a pista onde, há um mês, Pedro Perino conseguiu um excelente 2º lugar nos LMP3 na European Endurance Prototype Cup.
As duas vitórias conquistadas, com todo o mérito, por Rui Costa na estreia do Ford Escort RS MKII, foram valorizadas pela excelente oposição de João Novo, este ao volante do habitual Ford Escort RS MKI amarelo. Até os pneus não darem dor de cabeça ao piloto do Escort MKI, esteve ali a discutir a primeira posição. Sempre com a traseira a escorregar, João Novo acabou por deixar de ter argumentos para impedir a vitória de Rui Costa.
Nesta altura, já tinha ficado fora de prova o João Macedo Silva (Marco Lacerda não alinhou com o Mazda RX2 Capella). A honra dos “panzer” germânicos vindos de Weissach foi defendida por Bruno Santos e Cláudio Vieira. Os dois Porsche 911 RS estavam bem na frente do 930 Turbo de Pedro Bethencourth, quando as bandeiras amarelas saíram para assinalar a presença do carro de Tiago Santos parado na gravilha.
Bruno Santos e Claúdio Vieira andaram a trocar galhardetes até aquele momento em que Tiago Santos (Porsche 911) abandonou, deixando António Soares (Ford Escort RS 1600) sozinho na luta com Claúdio Vieira e João Cruz, este ao volante do seu Ford Escortr RS 1600 do grupo 5. A exuberância da pilotagem de Vieira acabou por o colocar nos escapes do Ford de João Cruz. Tentou lutar pelo pódio, mas acabou por ficar no sexto posto. Já o pódio só ficou definido nos derradeiros metros da prova, quando o Porsche de Bruno Santos chegou ao terceiro lugar, às custas de António Soares.
Contas feitas às classes, Rui Costa venceu nos H75 seguido de Bruno Santos, António Soares e Cláudio Vieira. José Filipe Nogueira (Ford Escort RS MKI), Tiago Santos e João Silva foram os pilotos que abandonaram. No Grupo 5, vitória para João Novo, seguido de João Cruz. Nos H71, José Nogueira e o Lotus Elan de Vítor Costa foram os melhores dos H71.
Na segunda corrida, Rui Costa faz uma má partida e caiu para o final do pelotão, juntando-se a João Macedo Silva, que saiu do fim da grelha devido ao abandono na primeira corrida. As recuperações foram sendo aqui e ali dificultadas pelos adversários. Porém, Rui Costa mostrou a competitividade do Ford Escort RS MKII e em duas voltas chegou ao segundo lugar, contando com a ajuda dos problemas no Porsche de Bruno Santos.
Por seu turno, João Novo esticou o andamento lá na frente e o pódio ficou estabelecido com os dois Ford e o Porsche. O calor costuma ser um problema para os Porsche e, depois de Bruno Santos, foi a vez do 930 Turbo de Pedro Bethencourth abandonar a prova.
João Macedo Silva decidiu poupar a mecânica do 911 RSR e a máquina de Weissach ia correspondendo. O Porsche laranja ia pressionando o Ford preto, verde e vermelho, enquanto na frente seguia o “camisola amarela”, João Novo. Usando a maior velocidade de ponta, Macedo Silva passou Rui Costa e dedicou-se ao ataque a João Novo. Rapidamente se encostou ao Ford e, claro, na reta da meta, chegou ao primeiro lugar.
Porém, estava muito calor e apesar do Porsche se começar a distanciar e do Ford de Rui Costa ter passado pelo Escort de João Novo com pneus já cansados, a corrida ainda não estava decidida. Todos com grandes dificuldades com os pneus foram dando espetáculo até que o Porsche 911 RSR voltou a amuar, roubando-lhe mais uma vitória. Por seu turno, José Filipe Nogueira, fez um pião e perdeu o comando dos H71.
A prova ficou decidida nesse momento e Rui Costa levou para casa mais uma vitória, seguido de João Novo e de António Soares. Um pódio 100% ocupado por modelos da marca da oval azul. Em termos de classes, Rui Costa venceu os H75, seguido de António Soares, Claúdio Vieira e Lucas Vieira. No Gr.5 Vitória para João Novo, seguido de João Cruz. Nos H71, com o pião, José Filipe Nogueira perdeu a liderança para o Lotus Elan de Vítor Costa.
Paulo Cruz e José Teixeira concluíram o Rallye das Camélias com sucesso, rubricando uma exibição segura e capaz de os colocar sempre entre os mais rápidos. Desportivamente, a prova correu muito bem à dupla do projeto “Volante Solidário”, conquistando um Top 9 absoluto e uma presença no pódio dos X3-14. Mais importante ainda, o cumprimento de todo o itinerário permitiu apoiar com o valor máximo a Fundação A.J.U., instituição escolhida pelo projeto para esta prova.
No fecho da prova organizada sob a batuta do Clube de Motorismo de Setúbal, Paulo Cruz não escondia a felicidade por “termos vivido um Rallye das Camélias simplesmente fantástico!… Foi um dia de competição incrível, com muito público na estrada na zona de Mafra e Sintra, até mesmo durante a noite. Para mim, foi fabuloso fazer a prova de casa, ter os amigos, família e o pessoal do Grupo Desportivo da Malveira em peso na estrada a apoiar!”.
Para o piloto do Mitsubishi Lancer EVO X do projeto “Volante Solidário” o rali realizado numa das zonas mais míticas dos ralis nacionais foi “um sucesso para o nosso projeto. Cumprimos o principal objetivo, que passava por terminar a prova e apoiar com o valor máximo à Fundação A.J.U. através do Volante Solidário. Em termos desportivos foi excelente terminarmos no 9º a geral e no 2º lugar entre os X3-14. Foi um rali em demonstrámos estar a evoluir no nosso andamento e onde me senti mais confortável e com excelentes tempos na serra de Sintra à noite para acabar em beleza. Missão cumprida nas Camélias!”.
Paulo Cruz deixou ainda uma palavra de “agradecimento e amizade ao José Teixeira por tudo o que fez por mim dentro do carro, o que me ajudou, a tranquilidade que me transmitiu, tendo sido um orgulho ter sido navegado por um campeão nacional. Agradeço ainda à Teodósio Motorsport e ao Ricardo Teodósio por me terem dado um carro fantástico”.
Agora e sem delongas, Paulo Crus e a equipa do projeto “Volante Solidário” aponta para o 11º Rali Cidade de Portimão, que se disputa já no próximo fim-de-semana. É o regresso de Paulo Cruz ao Campeonato Start Sul de Ralis e o piloto de Cascais contará com Inês Veiga de regresso à baquet do lado direito do Mitsubishi Lancer EVO X.
“Voltamos a correr no campeonato em que estamos inseridos, com algum ritmo, pois fizemos as Camélias no passado fim-de-semana e isso é bom para incrementar o nossos ritmo. Pretendemos dar continuidade aos bons resultados e ao bom andamento que mostramos até agora e, obviamente, termos o nossos foco em, mais uma vez, terminar e ajudar ao máximo a associação apoiada neste evento pelo Volante Solidário”.
A equipa agradece ainda aos seus patrocinadores, a Câmara Municipal de Cascais, Junta de Freguesia de Alcabideche, Intermarché Vale Pedra – Albufeira, Grupo Desportivo da Malveira, Sanindusa, Draft-In, Stong Answer, RT Cars, Fuchs Portugal, Restaurante Teodósio, T-Shirt Shop, Pastéis de Belém, OnPace Media, Piresil, Café Caracol e Padaria da Portela”.
Foi inglória a participação de João Rodrigues e Manuel Santos na edição 2024 do Bilstein Group Rallye das Camélias. A dupla teve uma aparatosa saída de estrada, perto do final do troço inaugural e a desistência foi inevitável.
Infelizmente, é curto o relato da presença da equipa liderada pelo piloto de Mafra na prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal. A preparação já não tinha sido, segundo João Rodrigues, a ideal, devido “à minha falta de tempo por motivos profissionais. Mas, não era por isso que não íamos tentar fazer o nosso melhor. Treinamos, verificamos e apresentámo-nos à partida no Estoril como vontade de andar bem e fazer um bom resultado”.
Mas, quis a sorte que o infortúnio cedo batesse à porta. João Rodrigues e Manuel Santos arrancaram para a primeira especial “com cautelas, pois era o arranque da prova e tínhamos de perceber onde nos situávamos. Mas, já perto do fim do troço, não nos apercebemos que tínhamos um furo e saímos de estrada violentamente!”.
O aparato do acidente causou alguma ansiedade, mas “felizmente, os carros têm atualmente bastante segurança e nem um arranhão tivemos. Ficamos doridos, sobretudo o Manuel, porque não vem agarrado a nada enquanto corremos, mas também já está a recuperar. Foi um enorme susto!”.
João Rodrigues deixou ainda “um agradecimento a quem nos tem mandado ânimo e força e a todos que nos ajudaram neste final de semana. Agora é pensar no próximo rali”.
Mário Castro e Ricardo Cunha “mataram o borrego” em Gondomar. Deixando, desta feita, para trás a malapata que os perseguia na prova duriense, a dupla de Fafe rubricou uma grande exibição, coroada com um Top 5 à geral e um lugar no pódio das 2RM.
Foi o regresso da dupla da Liber Jeans aos resultados de topo. O duplo prémio foi o corolário justo de um rali sempre a rodar de forma muito forte e eficaz, com o Ford Fiesta a revelar uma alto grau de competitividade e uma fiabilidade a condizer.
“Desta feita a maldição do Rali de Gondomar ficou para trás e finalmente conseguimos realizar este rali sem problemas. Consequentemente, o resultado final foi bastante positivo para a equipa”, desabafava, no final, Mário Castro.
Resumindo depois a exibição, o piloto fafense afirmou que “conseguimos, desde início, imprimir um bom ritmo. Ainda que não fosse perfeito e os tempos foram sempre muito interessantes. Conforme tencionávamos, conseguimos andar na luta pelos lugares cimeiros em termos de classificação geral, mas essencialmente no que respeita ao campeonato das 2 rodas motrizes. cedo percebemos que lutar pela vitória nas 2RM seria impossível, mas ainda vimos uma luz ao fundo do túnel no que diz respeito à luta pelo 2° lugar. Infelizmente não conseguimos acompanhar o ritmo do Bruno Almeida mas tentamos sempre mantê-los sob pressão. O 3° lugar nas duas rodas e o 5° da geral é um grande prémio para toda a equipa que mais uma vez nos colocou um carro em perfeitas condições e por isso saímos de Gondomar muito satisfeitos com a nossa prestação”.
Mário castro deu os parabéns “aos vencedores e ao clube organizador pelo rali que fizeram, sendo que não posso deixar de realçar pelo menos dois pontos negativos. Primeiro, imporem um limite de velocidade nos reconhecimentos de 50km/h é, do meu ponto de vista, ridículo. Sei que o rali passava em zonas de muitas casas mas havia muitas outras ( aliás a maioria) que não e, pelo menos, nesses locais deveria ser permitido andar a pelo menos uns 70km/h. 50km/h é andar completamente “parado”. Outra situação prende-se com o “desenho” da super especial. Esta era pouquíssimo, para não dizer nada, interessante e, pior do que isso, é olhar-mos para o desenho da mesma que constava no road book e ninguém perceber nada do que estava lá descrito. Sinceramente até fiquei admirado de não ter havido mais equipas a cometerem erros de percurso!”.
Agora, a equipa Liber Jeans começa já a “preparar Santo Tirso, onde queremos dar continuidade a esta exibição e resultado”.