Depois da lesão que fez o piloto/navegador fafense desistir no Serras de Fafe e nem sequer alinhar no lado direito do Skoda Fabia Rally2 de Pedro Almeida no Casinos do Algarve, chega a boa notícia de que a recuperação física foi bem sucedida e Mário Castro estará à partida do Rali de Vieira do Minho, conduzindo o Ford Fiesta da Liber Jeans.
Acompanhado pelo seu habitual navegador Ricardo Cunha, Mário Castro regressou aos comandos do Ford Fiesta para realizar um teste que se revelava essencial para o piloto perceber se a recuperação física estava já num patamar que lhe permitisse enfrentar as exigências da competição: “tivemos a oportunidade de realizar um pequeno teste como preparação para o rali Vieira do Minho, mas essencialmente para ver se após a lesão sofrida aquando do rali Serras de Fafe, estaria em condições físicas aceitáveis para estar presente no rali. Fisicamente senti-me muito bem e só por aí estou contente por poder regressar à competição”, afirmou.
Quanto às expectativas para a prova organizada pelo Motor Clube de Guimarães, Mário Castro está “plenamente convicto de que tenho ainda muito para evoluir. A minha experiência em terra é quase nula e certamente que terei um rali bastante desafiante pela frente“.
A estreia do Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC) atraiu uma impressionante lista de 169 inscritos para o bp Ultimate Rally-Raid Portugal. Carlos Sainz, Sébastien Loeb, Nasser Al-Attiyah e Ricky Brabec confirmados na prova do Automóvel Club de Portugal, que tem a base operacional em Grândola, de 2 a 7 de abril.
Adivinha-se um espetáculo único e inédito nas regiões do Alentejo, Ribatejo e Estremadura espanhola. As estrelas do Dakar chegam a Portugal para uma competição intensa com cinco etapas e 1.758 quilómetros de percurso. Com as inscrições fechadas para a prova do Automóvel Club de Portugal, a terceira ronda do calendário do W2RC – e única disputada na Europa – tem um pelotão onde 65% das equipas são estrangeiras.
204 SAINZ Carlos (spa), CRUZ Lucas (spa), Team Audi Sport, Audi RS Q E-Tron E2, FIA Ultimate, FIA W2RC, action at the finish line of the Dakar 2024 on January 19, 2024 in Yanbu, Saudi Arabia
Na lista de 169 inscritos, publicada no site do bp Ultimate Rally-Raid Portugal, destaque Carlos Sainz, líder do Mundial e vencedor do último Dakar, ao volante do mais recente MINI JCW Rally Plus da X-Raid. ‘El Matador’, como é conhecido o bicampeão do Mundo de Ralis, fez história no Dakar, em janeiro, com a Audi, ao tornar-se o primeiro piloto a vencer a grande maratona do todo-terreno com quatro marcas diferentes – Volkswagen, Peugeot, MINI e Audi –, conseguindo também a primeira vitória de um automóvel híbrido na prova da ASO. Sainz junta-se agora à X-Raid e ao navegador Alex Haro para continuar a lutar pelo título mundial, prometendo atrair milhares de aficionados à prova a disputar no Alentejo, Ribatejo e Estremadura espanhola.
Na equipa alemã, Sainz junta-se ao jovem português João Ferreira, navegado por Filipe Palmeiro, uma dupla que regressa ao MINI após ter ganho etapas nas duas primeiras provas do Mundial, no Dakar e em Abu Dhabi, na categoria SSV, com um Can-Am. João Ferreira, que no ano passado ganhou a Baja Portalegre 500 com o MINI T1+, é uma das grandes esperanças nacionais entre a elite do W2RC, onde enfrenta uma oposição fortíssima.
Sébastien Loeb é outro ex-campeão do WRC que agora brilha nos Rally-Raids, e o piloto francês escolheu Portugal para a estreia com um Taurus da categoria Challenger (antiga categoria T3). Terceiros classificados no Dakar, Loeb e o navegador Fabian Lurquin estão integrados no programa da Dacia para o próximo Dakar, mas vão aproveitar para descobrir os trilhos de Portugal e Espanha com um protótipo semelhante ao que a espanhola Cristina Gutiérrez utilizou para vencer a categoria Challenger na Arábia Saudita. A piloto espanhola é outro nome a seguir com atenção nos protótipos ‘side-by-side’, poucos meses depois de se ter tornado apenas a segunda mulher a vencer o Dakar, sucedendo a Jutta Kleinschmidt, que ganhou a prova à geral em 2001.
Mais favoritos
Outro candidato à vitória no bp Ultimate Rally-Raid Portugal é Nasser Al-Attiyah, o bicampeão do Mundo em título e cinco vezes vencedor do Dakar, que, no início de março, ganhou o Abu Dhabi Desert Challenge e ficou mais próximo de Sainz no campeonato. O piloto do Qatar regressa a Portugal com o Prodrive Hunter T1+ que estreou na última Baja Portalegre 500, tendo agora a seu lado o francês Edouard Boulanger.
A armada da Toyota divide-se por duas estruturas, a oficial Toyota Gazoo Racing, com o brasileiro Lucas Moraes, o norte-americano Seth Quintero e o sul-africano Saood Variawa, e a experiente Overdrive Racing, com Guerlain Chicherit, Guillaume De Mévius (segundo classificado no Dakar), Yazeed Al-Rajhi e Juan Cruz Yacopini, qualquer um deles capaz de lutar pelos lugares do pódio com as Hilux T1+.
Campeonato português no palco mundial
Na ‘rainha’ categoria Ultimate também estão os irmãos brasileiros Marcos e Cristian Baumgart, com dois Prodrive Hunter T1+, e alguns dos protagonistas habituais do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno (CPTT), como Tiago Reis (Toyota), João Ramos (Toyota), Alejandro Martins (MINI), Francisco Barreto (Toyota), Maria Luís Gameiro (MINI) ou o espanhol Jose Luis Garcia (MINI), que venceu a categoria T1 no arranque do campeonato nacional. Esta será a segunda prova da temporada para o CPTT, cujas pontuações vão ser atribuídas no final da Etapa 2, na quinta-feira (4 de abril), com os concorrentes nacionais a poderem depois continuar em prova, competindo com os melhores do mundo.
Além dos já referidos Loeb e Gutiérrez, a cada vez mais competitiva categoria Challenger traz o líder do Mundial, Rokas Baciuska (Can-Am), o norte-americano Austin Jones (Can-Am), vencedor em Abu Dhabi, o belga Ghislain De Mévius, ou pilotos portugueses com legítimas aspirações, como João Dias (Can-Am), Armindo Araújo (Can-Am), Ricardo Porém (Can-Am MMP), Miguel Barbosa (Taurus), Luís Portela de Morais (G-Rally) ou Hélder Rodrigues (Can-Am), entre outros. Nos SSV, destaque para o líder campeonato, o saudita Yasir Seaidan (Can-Am MMP), que terá forte oposição de especialistas portugueses como João Monteiro (Can-Am) ou Gonçalo Guerreiro (Polaris), por exemplo.
Emoção em perspetiva nas motos
Com 64 inscritos na prova das motos e quads, a terceira ronda do Mundial tem várias das estrelas das equipas oficiais da Honda, Hero e Sherco. Depois de ter conquistado o seu segundo Dakar, Ricky Brabec é um dos candidatos à vitória no seio da equipa Monster Energy Honda, liderada por Ruben Faria. A formação oficial da HRC também inscreveu o ex-campeão mundial de Todo-o-Terreno, Pablo Quintanilla, o francês Adrien Van Beveren, terceiro classificado do último Dakar, o espanhol Tosha Schareina e o norte-americano Skyler Howes.
A Hero Motorsport chega a Portugal na liderança do Mundial, tanto nos pilotos como nos construtores. Ross Branch passou para a frente do campeonato em Abu Dhabi e será acompanhado pelo luso-alemão Sebastian Bühler, outra aposta da marca indiana para os primeiros lugares, até em função da sua experiência em provas disputadas nas regiões percorridas pelo BP Ultimate Rally-Raid Portugal.
A formação oficial da Sherco, por outro lado, traz o espanhol Lorenzo Santolino e o indiano Harith Noah, reforçando um pelotão onde estão pilotos portugueses capazes de brilhar, como António Maio (Yamaha), Bruno Santos (Husqvarna) ou Martim Ventura (KTM), só para citar alguns.
Mais de 1.000 quilómetros cronometrados
Terceira prova do calendário do W2RC e única disputada na Europa, o bp Ultimate Rally-Raid Portugal é disputado ao longo de cinco etapas e 1.758 quilómetros de percurso, mais de 1.000 cronometrados. A vila de Grândola recebe o centro operacional, o bivouac e o Prólogo do evento, num percurso que atravessa mais de uma dezena de concelhos em Portugal e Espanha: além de Grândola, também Santiago do Cacém, Abrantes, Alcácer do Sal, Almeirim, Chamusca, Coruche, Mação, Ponte de Sor, Salvaterra de Magos, Sines e Badajoz, no país vizinho.
O percurso nas provas de Rally-Raid é secreto, mas são esperados largos milhares de espetadores ao longo dos diferentes setores seletivos, com “Pontos de Interesse” para o público que são revelados 48 horas antes de cada etapa. A Sport TV vai transmitir em direto a Etapa 1 e a Etapa 5, respetivamente na quarta-feira (dia 3 de abril) e domingo (7 de abril), além de resumos diários da prova.
A Promotion Motorsport colocará em pista um novo BMW M4 GT4 (G82) para que a dupla constituída por Smörg e Javi Macías participem na temporada de 2024 do Iberian Supercars e do Supercars España.
A equipa de Madrid foi seduzida pelas competições organizadas pela Race Ready e estará em competição com uma novíssima máquina de Munique para um duo que tem já alguns títulos no seu palmarés. Smörg e Javi Macías venceram a GT Winter Series em 2023 na classe BMW Cup, tendo ainda o vice-título e o título de Espanha de Endurance no seu currículo, mas em 2024 resolveram dar o salto para um campeonato mais exigente.
Javi Macías aponta para qualidade das grelhas de partida que encontrará na próxima temporada, mostrando, porém, uma grande confiança na sua montada. “Para o Smörg e para mim, fazer parte do Iberian Supercars e do Supercars España representa um novo desafio que enfrentamos com grande entusiasmo e será, sem dúvida, um salto competitivo para nós. Penso que a continuidade com a BMW é um grande sucesso, uma vez que o M4 G82 é um carro rápido, eficiente e fiável, como já foi demonstrado”, sublinhou o piloto espanhol.
Já Smörg enfatiza o rigor técnico e regulamentar das competições da Race Ready, o que permite que todos os concorrentes possam participar num plano de igualdade, sendo a qualidade e competência de pilotos, equipas e carros a fazer a diferença. “Pensamos que uma das grandes forças do Iberian Supercars e do Supercars España é o equilíbrio entre os carros em competição, com uma equidade criada por um robusto BoP. Agem rapidamente e com firmeza para recuperar o equilíbrio se alguma equipa transgride as regras. São valores aos quais nós aderimos com robustez e sobre os quais somos muito vigilantes, pela saúde do campeonato e de todos os contendores. Vamos dar o nosso melhor e esperar pelos melhores resultados”, concluiu o piloto de Andorra.
A temporada Iberian Supercars, Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars España terá o seu início a 25 e 26 de Maio, no Circuito de Jerez, estando marcado para o dia 6 de Abril uma jornada de testes no Autódromo do Estoril.
Após ter subido ao pódio há menos de um mês, na jornada inaugural do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno que se disputou em Beja, onde conquistou ainda o segundo lugar da Classe TT3, Bruno Santos prossegue com o seu calendário desportivo e vai, já no próximo dia 29 de março, estar à partida daquela que é a segunda jornada do CNTT, o Raide Paraíso do Todo-o-Terreno, apostado em lutar pela vitória, como de resto é o seu objetivo traçado para esta temporada.
Desta feita, pese embora a ambição do piloto apoiado pela Momento TT, que se apresentará na prova aos comandos de uma Husqvarna, esta será uma prova “para gerir com cautela vou ter de ser prudente ao gerir esta competição. Terça-feira começa a prova do Campeonato do Mundo de Rally Raid que se disputa em Portugal e eu também vou participar com uma mota de Rally. Góis é uma prova com alguns perigos. É disputada em serra, com pedras, é uma corrida muito técnica e que tem sempre os seus desafios, em especial devido às condições do traçado. Obviamente que quero trazer para casa um bom resultado, quero dar o meu melhor, lutar pelos melhores lugares, lutar pela vitória, mas também sei que tenho de ter cautela para poder seguir com a prova de Rally Raid que se inicia logo na terça-feira”, explica o piloto de Torres Vedras que já no inicio do ano teve uma exibição muito positiva no Rali Dakar, onde obteve um lugar no Top 20 do Ranking Rally 2 e o Top 30 absoluto.
O 31º Raide Paraíso do Todo-o-Terreno que terá lugar a 29 e 30 de março é uma competição organizada pelo Góis Moto Clube e que se irá disputar por pistas dos concelhos de Góis, Pampilhosa da Serra e Arganil. No primeiro dia de prova os pilotos terão pela frente um prólogo com 2,5 km seguido de setor seletivo (SS1) com cerca de 250 km cronometrados. A prova termina no sábado com a realização dos 75 km cronometrados de SS2.
Após vários milhares de quilómetros de testes, o Team Peugeot TotalEnergies apresenta o PEUGEOT 9X8 2024, modelo que fará a sua estreia em competição nas 6 Horas de Imola (21 de abril), a segunda ronda do Campeonato do Mundo FIA de Resistência de 2024.
Depois de uma primeira temporada completa no Campeonato do Mundo FIA de Resistência, que incluiu um desempenho encorajador em Le Mans e um pódio inaugural (um 3º lugar) em Monza, e tendo passado grande parte da corrida de abertura da temporada de 2024 na liderança da corrida, em Losail, o PEUGEOT 9X8 viu-se dotado de várias atualizações substanciais, para ir ao encontro dos objetivos de liderança definidos para o presente ano, naquela que deverá ser uma categoria Hypercar incrivelmente competitiva, envolvendo nove fabricantes e dezanove protótipos.
Na sua versão inicial, o PEUGEOT 9X8 foi concebido com base num caderno de encargos que respondia à regulamentação técnica elaborada para o biénio 2020/2021. No entanto, entre a fase de conceção do veículo e a sua estreia em competição, no verão de 2022, a regulamentação foi alterada, abrindo a possibilidade de melhorar o desempenho em algumas áreas. Determinadas configurações de design foram, portanto, revistas para maximizar o seu potencial e cumprir os ambiciosos objetivos estabelecidos pelo Team PEUGEOT TotalEnergies.
“Fizemos escolhas que hoje já não se mostram as mais corretas e esta diferença de desempenho não foi suficientemente compensada pelo BoP [nota: Balance of Performance] em 2023”, explicou Olivier Jansonnie, Diretor Técnico da Peugeot Sport. “A ideia era, portanto, regressar a um design semelhante ao dos nossos rivais, de modo que lhe fosse dado um tratamento equivalente pelo BoP. Foi por isso que decidimos abandonar a utilização de pneus com larguras idênticas, de 31 centímetros em todas as rodas, optando por colocar pneus de 29 centímetros à frente e de 34 centímetros atrás. Estritamente falando, não é uma viatura nova, uma vez que assenta no mesmo chassis, mas há muitas outras atualizações. Para que os pneus funcionem eficazmente, tivemos de alterar o centro de gravidade do PEUGEOT 9X8, o que implicou deslocar alguns componentes e trabalhar no peso para tornar outros mais leves. E, para obter um melhor equilíbrio aerodinâmico, tivemos, também, de procurar redistribuir as cargas aerodinâmicas, o que nos levou a redesenhar cerca de 90% dos componentes da carroçaria, nomeadamente a asa traseira. Para além de tudo isto, decidimos utilizar esta nova homologação para adicionar algumas melhorias de fiabilidade e de performance para nos dar as melhores oportunidades no campeonato.”
A decisão de introdução de algumas atualizações radicais no carro para a época de 2024 foi tomada em março de 2023. Todos na PEUGEOT Sport trabalharam incansavelmente para redesenhar o carro, enquanto participavam na campanha do WEC de 2023. “Foi um projeto dentro de um projeto, o que aumentou substancialmente a carga de trabalho da equipa”, continuou Jansonnie. “Mas pudemos contar com o empenho inabalável do Team PEUGEOT TotalEnergies e estamos agora ansiosos por mostrar o resultado do seu trabalho árduo. O objetivo é, claramente, voltar a estar entre os primeiros, lutar regularmente pelos lugares do pódio e até lutar pelas vitórias nas corridas.”
Álvaro Parente mostrou um forte andamento nas 12 Horas de Mugello, a primeira prova das 24H Series, mas em condições de pista muito difíceis, um dos seus colegas de equipa entrou em aquaplaning, ditando o abandono do Porsche da E2P Racing.
O português tem vindo a trabalhar com toda a equipa para que exista uma evolução consistente de toda a estrutura e isso foi bem patente ao longo de todo o evento realizado em Itália.
Na qualificação, que define a grelha de partida de acordo com a média da melhor volta de cada um dos pilotos que formam a equipa de cada um dos carros, Álvaro Parente assinou o quinto crono, o que juntamente com as marcas dos seus colegas assegurou ao Porsche 911 GT3 R (991.2) da equipa espanhola o décimo primeiro posto da grelha de partida.
Ao longo da corrida, o trio do carro da E2P Racing foi ganhando posições, tendo o português se mostrado consistentemente entre os três mais rápidos em pista, ao passo que tanto Antonio Sainero como Pablo Burguera evidenciaram um andamento muito competitivo.
Na segunda parte da prova, realizada este domingo, as condições climatéricas degradaram-se significativamente, com a chuva a molhar bastante a pista, dificultando a tarefa de todos os pilotos em acção. A uma hora da bandeira de xadrez, Antonio Sainero, que estava a realizar uma excelente corrida, viu o Porsche a entrar em aquaplaning em plena recta da meta, nada podendo fazer para evitar o embate nos muros de protecção.
Os homens da E2P Racing eram assim obrigados a abandonar quando estavam no oitavo lugar. “Foi um desfecho frustrante! Tanto o Antonio como o Pablo estiveram muito bem e poderíamos conquistar um resultado interessante, mas as condições de pista estavam muito difíceis e o Antonio nada pôde fazer, sendo um passageiro, que o levou ao muro quando estava na recta da meta. Ele estava a fazer uma grande prova, em condições muito complicadas, e nem ele, nem toda equipa, merecia este resultado. É claro que estamos desapontados, mas o mais importante é que ele está bem”, apontou Álvaro Parente.
Apesar de um desfecho que não agradou a ninguém, o piloto português evidencia alguns aspectos que demonstram que toda a estrutura está em progressão, podendo conquistar resultados interessantes ao longo da temporada. “Foi um fim-de-semana de franco desenvolvimento. Fomos evoluindo progressivamente a afinação do Porsche e na qualificação e na corrida tínhamos já um carro muito competitivo e equilibrado. O Antonio e o Pablo progrediram muito também, mostrando-se rápidos e consistentes. Penso que poderíamos obter um bom resultado. Vamos continuar a trabalhar e, com a abordagem evidenciada em Mugello, seguramente que poderemos conquistar classificações de relevo ao longo da temporada”, concluiu Álvaro Parente.
As 12 Horas de Spa-Francorchamps serão a próxima ronda das 24H Series realizando-se entre os dias 19 e 21 de Abril.
Pedro Perino, de apenas 18 anos, fez uma grande corrida no competitivo pelotão da European Endurance Prototype Cup, no circuito de Paul Ricard, em França. O jovem português levou o Ligier da Inter Europol do 12º lugar até 2º da categoria LMP3.
Pedro Perino é cada vez mais apontado como um dos jovens talentos em ascensão no mundo das corridas de Endurance. No passado fim de semana, o piloto português partilhou o protótipo Ligier da equipa Inter Europol com o russo Alexander Bukhantsov e com o britânico Tim Creswick, na ronda de Paul Ricard que abriu a European Endurance Prototype Cup.
Na corrida de 4 horas, um drive-through aplicado a um dos seus companheiros de equipa obrigou Pedro Perino a entrar em pista no 12º lugar da categoria LMP3. Foi então que o jovem piloto de 18 anos fez uma recuperação impressionante, subindo 10 lugares até terminar no pódio dos LMP3, no 2º lugar. Foi o quinto pódio consecutivo de Pedro Perino, que terminou a época de 2023 com dois pódios em Portimão na ELMS e um pódio nos GT4 no Campeonato de Portugal. Este ano já tinha subido ao pódio na Prototype Winter Series, no Autódromo Internacional do Algarve.
“Senti-me muito bem ao longo de todo o fim de semana, mas aquele drive-through na corrida obrigou-me a dar o máximo no meu turno de condução de 1h10m. Fui fazendo as melhores voltas da categoria e conseguindo ultrapassar várias equipas, o que me ia dando cada vez maior motivação. No final, só faltaram algumas voltas para ainda conseguirmos chegar ao primeiro, mas começar a época com um segundo lugar abre boas perspetivas para a temporada. A equipa acredita em mim e deu-me um excelente carro ao longo do fim de semana”, disse Pedro Perino, que este ano representa a polaca Inter Europol num ambicioso programa na European Le Mans Series.
No fim de semana de 13 e 14 de abril, Pedro Perino vai iniciar a sua temporada na categoria LMP3 das European Le Mans Series, com as 4 Horas de Barcelona.
O campeão da FPAK Júnior Team de Ralis 2023, Pedro Pereira, navegado por João Aguiar, entrou, verdadeiramente, com o pé direito no CPR, aos comandos do Peugeot 208 Rally4, depois de conquistar a quarta posição nas 2RM (duas rodas motrizes) no Rallye Casinos do Algarve, a sua primeira prova em pisos de terra.
O jovem de Famalicão superou as expetativas e revela ter os pés bem assentes na terra quando fala da aprendizagem acumulada na sua prova de estreia no CPR.
– Estrear-se no CPR 2RM com um “top 5” não estava nas previsões, face a uma concorrência tão forte…
“Sim, não estava de todo nas nossas previsões terminar no ‘top 5’, pois há muitos pilotos rápidos e já com bastante experiência no campeonato. No shakedown percebemos que poderíamos ter ritmo para andar entre os cinco primeiros, mas nas primeiras classificativas não nos foi possível imprimir essa cadência. Não consegui ser consistente, embora chegasse a fazer dois tempos no ‘top 3’. Portanto, foi bom, ainda que pudesse ter sido melhor… apesar de não ser esse o objetivo, que era apenas terminar o rali. A verdade é que conseguimos superá-lo”.
– Quais eram os maiores receios na primeira prova com o Peugeot 208 Rally4?
“O maior receio era precisamente não cumprir o objetivo de chegar ao fim do rali. Sabia que era muito importante trabalhar o segundo rali da época em cima de um resultado positivo no Algarve e conseguimos. Temia dar um ‘toque’ ou algo que pudesse comprometer a nossa época, mas correu tudo muito bem”.
– Que ensinamentos foram retirados, tendo em vista os próximos ralis do CPR?
“Temos que estar a 100 por cento em todas as classificativas, não há qualquer gestão, os adversários são muito rápidos e o nível está elevadíssimo. Neste campeonato não se pode ‘adormecer’ em parte alguma!…”
– Pode dizer-se, então, que o campeão do FPAK Júnior Team de Ralis 2023 está no bom caminho.
“Eu penso que sim, foram os meus primeiros quilómetros em terra e também com o Peugeot 208 Rally4, pois nunca tinha andado nesse tipo de piso. A verdade é que fiquei fã e gostei. Veremos agora, na Aboboreira, o que vai suceder. Vamos tentar trabalhar bem para o rali, testar mais e procurar discutir um lugar no pódio. Esse será o grande objetivo e depois, na fase de asfalto, vou dar o máximo para lutar pelas vitórias. É isso que ambicionamos e que procuraremos concretizar”.
Beatriz Correia rubricou uma excelente estreia na 33ª Rampa da Arrábida, prova inaugural do Campoenato de Portugal JC Group.
Nada intimidada por desconhecer o traçado de 3,5 quilómetros da prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal, a jovem piloto bracarense conseguiu o terceiro lugar na Divisão Turismos 2, com o seu Cupra Leon TCR.
Um excelente resultado que permite começar com nota positiva a temporada: “O objetivo principal era terminar a prova e isso foi conseguido. O terceiro lugar acaba por ser a cereja no topo do bolo. Correu tudo bem, o carro estava competitivo e foi um fim de semana que acabou da melhor forma”.
Maria Luís Gameiro e o seu navegador, José Marques, estiveram no início desta semana na zona do Cercal (Pista X-Race) para a primeira sessão de testes com o novíssimo Mini JCW T1+. A piloto de Cascais, que se encontra afincadamente a preparar o seu regresso ao Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, ou seja para disputar o BP Ultimate Rally Raid (prova do Mundial da especialidade) tornou-se, nada mais nada menos que, a primeira piloto do Mundo a guiar o Mini JCW T1+.
Este é um marco incontornável para a disciplina e que para a piloto representa, acima de tudo, uma enorme subida de patamar na sua carreira. Maria Luís Gameiro coloca, assim, o Team Motivo JCB num plano de ainda maior evidência. É com este “peso”, mas ao mesmo tempo, com uma enorme dose de motivação que Maria Luís Gameiro vai alinhar, dentro de pouco mais de duas semanas, na prova levada a cabo pelo Automóvel Clube de Portugal, e que para a piloto porá fim a um interregno de cerca de quatro meses sem competir.
Os primeiros sinais que deixou aos comandos do MINI JCW T1+, concebido pela X-Raid e assistido pela estrutura técnica da M Racing foram altamente positivos. A piloto esteve durantes dois dias no traçado alentejano da X-Race onde trabalhou numa fase inicial para “perceber” o seu novo carro – diametralmente diferente do Mini utilizado em 2023 – mas também para avaliar a sua condição física após a lesão sofrida em final de Janeiro.
Visivelmente agradada com o trabalho levado a cabo, Maria Luís Gameiro esclareceu que “nada há em comum entre o meu antigo carro e este Mini T1+. São duas realidades que em nada se tocam. Tudo me surpreendeu pela positiva e se é verdade que precisarei de muitos mais quilómetros para realmente ´ganhar a mão´, não é menos certo que este primeiro contacto foi francamente positivo. De tal forma que me sinto ainda mais animada e ansiosa pela estreia em competição. As diferenças são tantas que quase impossível listar tudo o que muda! Há pontos que se destacam mais do que outros, nomeadamente o motor, a capacidade de travagem e a inserção em curva. A isto tudo junta-se um ar “felino” que transmite – uma ainda maior – robustez.”
A piloto acrescentou ainda que “temos um desafio enorme pela frente, que é esta primeira prova… Tratar-se de evento longo e, também por isso, mais exigente. Terei que fazer uma gestão muito cautelosa do esforço, mas, ao mesmo tempo, ir progressivamente tirando proveito de todas as capacidades que este novo carro encerra. Vai ser desafiante, mas, seguramente, muito divertido…”