Com a primeira prova do ano agendada para o final do mês de Fevereiro as principais equipas do campeonato do mundo Superbike irão mais uma vez cumprir o seu derradeiro programa de testes nos 4.592 metros do Autódromo Internacional do Algarve.
Agendado para os derradeiros dois dias de Janeiro, 29 e 30, este teste colocará em pista todas as novidades das Superbike – motos e pilotos – e ao mesmo tempo alguns pilotos do pelotão do MotoGP confirmaram já a sua presença para também eles entrarem em pista aos comandos de motos de série como obriga o regulamento do MotoGP no que será um motivo extra para os seguidores do motociclismo que poderão acompanhar os mesmos, seja na bancada principal como no paddock.
A bancada principal terá acesso livre e o paddock terá um custo diário de 5 euros e será vendido na loja do Kartódromo Internacional do Algarve durante os dias de realização do teste que será de pista aberta entre as 10 e as 17 horas em ambas as jornadas.
Nomes como os de Jonathan Rea, agora com a Yamaha, Toprak Razgatlioglu, com a BMW, Álvaro Bautista com a Ducati ou Axel Bassani com a Kawasaki estarão em Portimão em conjunto com o restante lote de 23 pilotos que alinham no campeonato a tempo inteiro em 2024 e onde está igualmente incluído Sam Lowes, que regressa a este paddock em 2024 depois de no mesmo ter conquistado o seu único título mundial, então com as Supersport. Do pelotão do mundial MotoGP esperam-se pilotos como Marc Márquez, Franco Morbidelli ou Marco Bezzecchi, estes com as Ducati Panigale que habitualmente utilizam para treinar.
Pelo terceiro ano consecutivo, a P21 Motorsport teve um desempenho muito positivo, este domingo, nas 6 Horas de Abu Dhabi, culminando com a conquista do terceiro lugar na classe GTX por parte de José Monroy, Big George e Rui Miritta, aos comandos do Porsche 911 GT3 Cup, depois de uma prova em que aliou a rapidez à consistência.
“A corrida foi bastante intensa, com mais de quatro dezenas de carros em pista, o que constituiu, segundo adiantou a Creventic, um recorde de inscritos. Conseguimos, apesar de todas as cautelas, imprimir um bom ritmo desde o início e a recompensa do bom trabalho desenvolvido traduziu-se no terceiro lugar da nossa classe, o que levou, pelo segundo ano consecutivo, a P21 a subir ao pódio. Parabéns à equipa e a todos os elementos da P21. Agradeço, também, a confiança que os pilotos depositaram na P21 para esta desafio que se saldou num bom início de época para todos os envolvidos”, adiantou o piloto e manager da P21 Motorsport, José Monroy.
Rui Miritta, que nesta sua segunda experiência nas 6 Horas de Abu Dhabi repetiu a subida ao pódio alcançada em 2023, comentava, radiante:
“Foi uma prova dura, muito dura mesmo, devido ao calor, principalmente quando tínhamos que rodar a 60 km/hora. Quanto a mim, a divisão de carros na nossa classe [GTX] estava muito mal ordenada, pois andámos a competir com adversários muito mais rápidos, mas os portugueses não são de desistir e a prova disso está no resultado que conquistámos”.
O veterano Big George adorou esta jornada na capital dos Emirados Árabes Unidos concluída com um saboroso pódio:
“Tratou-se de uma experiência fantástica, com a equipa da P21 Motorsport ao mais alto nível, desde a direção aos mecânicos e todo o ‘staff’. Reparámos desde o início que estávamos a medir forças com adversários detentores de carros mais potentes que o nosso, mas graças ao traquejo do José Monroy e do Rui Miritta conseguimos gerir bem o ritmo e acabamos por conseguir um excelente terceiro lugar, o que nos permitiu subir ao pódio. Obrigado a todos e, quem sabe, talvez… até para o ano”.
A participação da equipa de Cascais naquela prova de resistência na capital dos Emirados Árabes Unidos englobou um segundo Porsche 911 GT3 Cup, entregue a Kika Queiroz, Alexandre Fonseca e Rúben Costa, todos eles estreantes no Yas Marina Circuit.
Apesar de um início de prova prometedor, este último trio acabaria por ser forçado a desistir, na sequência do “toque” de um adversário.
Kika Queiroz, único piloto feminino da Porsche Sprint Challenge Ibérica, adorou competir nas 6 Horas de Abu Dhabi…
“Participar neste evento foi uma experiência extraordinária e enriquecedora. A oportunidade de aprender num ambiente tão espetacular foi, sem dúvida, um ponto alto. Partilhar a pista com tantos carros de alto nível contribuiu significativamente para o meu crescimento pessoal e profissional, fortalecendo a minha confiança e aprimorando as minhas habilidades para alcançar um desempenho cada vez mais elevado. Um agradecimento especial ao José Monroy e à incrível equipa da P21, bem como aos meus colegas de equipa, por tornarem estes momentos verdadeiramente memoráveis. Esta corrida ficará na minha memória como uma experiência inesquecível”.
Estreante no Yas Marina Circuit aos comandos do Porsche 911 GT3 Cup da P 21 Motorsport, Alexandre Fonseca não esquecerá tão cedo esta participação, como confessaria no final:
“Tenho que agradecer ao José Monroy e à P21 Motorsport a experiência única de competir nesta prova. Foi alucinante e maravilhoso correr numa pista mítica com um envolvimento fantástico. Será, certamente, para repetir, porque é marcante a todos os níveis. Parabéns a todos e especialmente à equipa da P21 que alcançou o terceiro lugar na classe GTX. Acima de tudo, é uma experiência que recomendo a quem gosta do desporto automóvel”.
Rúben Costa, o colega de equipa de Kika Queiroz e de Alexandre Fonseca, também ficou fascinado com esta participação na corrida de resistência no cenário do Yas Marina Circuit:“A emoção de acelerar um Porsche rosa na pista de Abu Dhabi é indescritível. O rugido do motor, a fusão de velocidade e a precisão nas curvas, tudo contribuiu para uma experiência única. Cada momento foi carregado de adrenalina, criando memórias que ficarão comigo. A beleza do ambiente e a potência do carro tornaram este dia verdadeiramente inesquecível. Estou ansioso por futuras aventuras cheias de emoção como esta”.
A Santag Racing recebeu este sábado o galardão do Título Nacional Equipas de Todo-o-Terreno, entregue na Gala dos Campeões de Automobilismo e Karting, realizada no Casino do Estoril. A Gala homenageou ainda o piloto João Dias e premiou Armindo Araújo e Rui Farinha, que com a Santag Racing conquistaram os títulos nacionais.
“É para nós um momento de celebração, de uma época que foi muito significativa para todos nós, um título que representa o excelente trabalho de toda a nossa estrutura, que se dedicou de forma muito empenhada no que foram os objetivos de todos os nossos pilotos e que resultou nesta conquista coletiva, que muito nos orgulha”, aponta David Vieira, manager da Santag Racing depois de receber o troféu.
Ao título nacional a Santag juntou em 2023 a conquista do Troféu FIA European Cup for Cross-Country Bajas for Team, pela participação no Taça Europeia de Bajas.
Na Gala dos Campeões João Dias, piloto da Santag foi homenageado com o prémio ‘Piloto Internacional’, resultado do título conquistado na FIA European Cup for Cross-Country Bajas, assim como Armindo Araújo e Luís Ramalho, campeões nacionais de Todo-o-Terreno na categoria T3 e Rui Farinha e Rui Pita, que conquistaram o título nacional na categoria T4. João Dias e João Miranda subiram ao palco para receber o prémio do terceiro lugar absoluto do CPTT. “É por momentos como estes que trabalhamos e ver o João, o Armindo e o Rui celebrar as suas conquistas dá-nos um prazer especial, porque neles está refletido o que é o projeto da Santag Racing. Cabe-nos dar todas as condições para que eles possam dar o seu melhor e conquistar os títulos que tanto ambicionam, e vê-los ali no palco é para nós uma enorme satisfação, foi para isto que todos trabalhamos” acrescenta David Vieira.
Se 2023 foi um ano de ouro, para 2024 a equipa já está a trabalhar para que o sucesso dos seus pilotos possa ser repetido. “Estamos a preparar a temporada focados em criar todas aas condições para que os pilotos que connosco trabalham possam conquistar os seus objetivos. A estrutura da Santag Racing está a preparar 2024 para participar no FIA World Championship e no FIA European Champioship of Bajas nas categorias T3 e T4, e naturalmente o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, onde queremos repetir as conquistas que fizemos no último ano” refere o responsável da Santag Racing.
Organizado pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) desde 2004, o Passeio dos Ingleses voltou a afirmar-se como um dos maiores e melhores eventos do género na Europa, levando 265 automóveis de fabrico britânico a percorrer algumas das mais belas estradas de Portugal continental.
A 20.ª edição do Passeio dos Ingleses bateu recordes de participação em Lisboa e teve também um lote riquíssimo de automóveis britânicos no Porto, reforçando o caráter único do evento do ACP. A concentração de máquinas e participantes no Parque Eduardo VII, na capital portuguesa, e na Foz do Douro, no Porto, foi uma oportunidade única para milhares de pessoas admirarem relíquias da indústria automóvel britânica, de marcas como a Bentley, Jaguar, MG, Rolls-Royce, Triumph, Morgan, Lotus, Aston Martin, Mini, Ford, Riley, Land Rover ou Austin-Healey, só para citar as mais representadas.
Um espírito bem visível num MG J2 com quase um século de história, fabricado no início da década de 1930, que encabeçou a zona de partida no Porto. “Este MG é considerado o primeiro desportivo inglês acessível e esteve sempre em Portugal, o que é raro nestes carros”, revelou o proprietário, Pedro Filipe, que, em conjunto com a namorada, tem uma coleção com mais de 60 automóveis clássicos e de competição, alguns deles já com o ‘carimbo’ do Passeio dos Ingleses. “O carro é muito divertido de conduzir. Apesar de ter um motor de apenas 847cc, anda que se farta! E se avariar alguma coisa, é só abrir o capô e resolve-se quase tudo, ao contrário dos carros modernos em que abrimos o capô, voltamos a fechar e chamamos o reboque do ACP!”, brincou. Participante habitual de eventos de Clássicos no estrangeiro, Pedro Filipe afirma que “este Passeio está ao nível do melhor que se faz lá fora. Já participei várias vezes, sempre com carros diferentes, e a organização é sempre excelente. O ano passado estive aqui com um Jaguar Mk9”, referiu o colecionador portuense, que levou o MG com mais de 90 anos à vitória na classe na prova de Regularidade.
Dos encantos do Vouga às planícies do Alentejo
O percurso e as atividades escolhidas pela equipa do ACP voltaram a receber elogios dos participantes, onde se contavam várias famílias e diferentes gerações. Em Lisboa, os participantes partiram rumo ao Alentejo e ao Convento do Espinheiro, em Évora, o local do almoço final. A meio do percurso, os participantes dividiram-se em Grupo Desportivo e Grupo Turístico, seguindo itinerários próprios: o Grupo Turístico visitou a pitoresca fauna do Monte Selvagem, no Lavre, enquanto o Grupo Desportivo disputou uma prova de Regularidade no Kartódromo de Évora.
No Porto, os participantes partiram sob as palmeiras do Jardim do Passeio Alegre, na Foz, em direção à região da Bairrada e à Quinta do Encontro, em Anadia. A meio do percurso, o Grupo Turístico visitou o interessante espólio do Museu Ferroviário de Macinhata do Vouga, enquanto o Grupo Desportivo rumou ao centro da cidade de Anadia, para uma Regularidade. O Museu do Vinho da Bairrada também foi paragem obrigatória.
Como já é hábito, a Embaixada Britânica em Portugal também esteve representada no Passeio dos Ingleses, um evento apoiado pela Bentley, Barbour, Chá Twinings e pelos Municípios de Lisboa, Porto e Anadia.
Foi fatídica a penúltima etapa do Dakar 20204 para Rui Gonçalves obrigado a abandonar devido a queda.
A apenas um dia do final da prova os 480 km da penúltima etapa, encurtados para 430 por motivos de segurança, colocaram um ponto final da prova de Rui Gonçalves. Foi ao km 12 da especial que o piloto da Sherco iria sofrer uma violenta queda que o levaria ao abandono. Na altura Rui Gonçalves não tinha a noção exata das lesões que tinha sofrido, vendo-se obrigado a chamar assistência médica do Dakar que prontamente o levou para o hospital onde foi posteriormente avaliado.
Não tendo os exames médicos confirmado nenhuma fratura, a lesão mais preocupante foi um corte profundo no braço que obrigou Rui a ser inclusivamente submetido a uma demorada intervenção cirúrgica com anestesia geral. Rui Gonçalves já se encontra a caminho de Portugal depois dos últimos exames médicos terem confirmado que o piloto de Vidago já estava apto para viajar.
“Não era assim que tinha planeado terminar este Dakar. Infelizmente ao km12 da penúltima etapa sofri uma violenta queda que me obrigou a abandonar e a ser evacuado para o hospital. É difícil aceitar que tudo termine assim, após tanto esforço, dedicação e empenho durante estes dias para conseguir continuar em prova depois de tantos percalços. Por alguma razão esta é a prova mais dura e difícil por isso temos que estar cientes das dificuldades e desafios deste rally. Ainda assim, estou de consciência tranquila porque dei o meu melhor a cada km, tendo conseguido terminar várias etapas nos dez primeiros o que me deixou muito satisfeito e confirmam que todo o meu trabalho durante o ano não foi em vão. Um agradecimento muito especial a todo o departamento médico, do Dakar e da Arábia Saudita, que me tratou e me acompanhou sempre, assim como a minha equipa Sherco. Agora é hora de voltar a casa e em breve darei mais notícias, obrigado por todas as vossas mensagens.”
Rubricando mais uma época de fino recorte, João Diogo Santos sagrou-se vice-campeão no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. O jovem engenheiro amarantino foi capaz de “espremer todo o sumo” do seu Fiat Punto 85 Sport e, mesmo sabendo que não tripulava o carro mais competitivo, esteve sempre entre os protagonistas das lutas pelas vitórias nas rampas, saboreando o triunfo na mítica Rampa Internacional da Falperra.
No início da temporada, o que esperava de 2023?
Acabou por ser uma época semelhante, de alguma forma, à de 2019, na medida em foi iniciada sem grandes pretensões no Campeonato de Montanha 1300, tendo mesmo o Fiat Punto sido terminado nas vésperas da Rampa de Murça. Ao verificar que poderíamos discutir o título, optamos por realizar um número de provas superior, destacando o apoio de todos os que o tornaram possível, agradecendo a toda a família, patrocinadores, amigos e preparador.
Qual foi o maior desafio que enfrentou?
Globalmente, o grande desafio foi o de tentar superar, a título pessoal, todas as marcas que havia obtido anteriormente. Nunca esquecendo as limitações técnicas do Fiat Punto 85 Sport, procuramos explorar ainda mais o potencial existente, o que conseguimos. Destaco, igualmente, as excelentes lutas travadas ao longo do Campeonato com diversos adversários, que obrigaram a impor um ritmo muito ofensivo, e que estou em crer terem contribuído para um interesse adicional nesta competição.
Qual foi o melhor momento e o mais despontante?
Devo destacar muito positivamente o facto de termos disputado o campeonato até final, enfatizando a vitória na Rampa da Falperra. Numa prova em que um pouco de tudo aconteceu, fui mentalmente muito focado e imprimi um ritmo bastante forte no derradeiro momento, considerando este um triunfo justo.A Rampa Porca de Murça foi igualmente uma das provas que mais prazer me proporcionou, realizando tempos na primeira metade da classificação geral, de entre quase 60 participantes. Refiro, igualmente, a participação na Rampa de Santa Marta, cuja organização é um exemplo de como bem receber quem visita terras durienses.Em suma, desfrutei de todas as Rampas realizadas em 2023, saudando todas as organizações e entidades que as levaram a cabo.
Da mesma forma, devo relevar como muito positiva a participação nos 500 km do Estoril, ao volante de um Honda Civic Type-R. Senti-me muito confortável e rápido, e uma classificação final entre os 5 primeiros teria sido possível, não fosse um problema de travões inviabilizar a sua conclusão. Ainda assim, retirei as ilações que pretendia, na medida em que ao volante de um novo carro e numa pista que desconhecia em absoluto, consegui ser bastante competitivo.
Penso que não houve momentos desapontantes na temporada, uma vez que conseguimos ser competitivos em todas as provas e os resultados alcançados falarão por si, referindo que só me divirto sendo competitivo ao volante de um carro de corridas.
Que balanço faz da temporada?
O balanço final acaba por ser francamente positivo. Tornou-se evidente que a partir da Rampa da Falperra, essencialmente, o diferencial técnico entre viaturas foi demasiado grande e gostaria de ter lutado pelo título com argumentos mais fortes. Tal não foi possível e só poderei estar satisfeito com o vice-campeonato na categoria 1300. Como referi, a participação nos 500 km do Estoril foi um evento marcante e no qual me diverti muito, só possível graças à confiança e amizade do Pedro Cerqueira e do Nuno Figueiredo, a quem agradeço o convite endereçado. Surgiu também a possibilidade de realização de outro tipo de provas, que considerarei futuramente.
Já tem os teus planos definidos para 2024?
Por força de um desafio profissional que já havia priorizado em 2023, e também devido a uma atualização académica que está em curso, uma parte da temporada de 2024 não deverá contemplar participações desportivas. Contudo, estou esperançado que um projeto de algumas provas venha a ser concretizado, podendo a aposta recair no Peugeot 207 RC e/ou no Honda Civic Type-R. Este projeto dependerá, igualmente, dos apoios entretanto angariados.
A equipa Franco Sport concluiu a sua participação no Rali Dakar 2024 averbando hoje o 7º lugar entre os pilotos e equipas do Ranking Challenger inscritos no Campeonato do Mundo, depois de ter registado o 5º melhor tempo na classificação W2RC na 12ª e derradeira etapa que se disputou em Yanbu, na Arábia Saudita e que dá por concluída esta 46ª edição da prova rainha do todo-o-terreno mundial.
Em ano de estreia aos comandos de um Yamaha YXZ 1000R Turbo T3, Mário Franco e Daniel Jordão alcançaram o Top 10 do novo Ranking Challenger em duas das etapas: O 8º lugar no derradeiro setor seletivo que hoje se disputou e o 7º melhor tempo na segunda etapa.
Foram 14 dias da mais pura competição, que contou com uma etapa maratona e com a novidade da etapa 48H Crono. Foi um total de 7.881 quilómetros, dos quais 4.727 disputados em contrarrelógio. Para Mário Franco e Daniel Jordão foram mais de 100h aos comandos do Yamaha, num percurso marcado por alguns furos, alguns contratempos mecânicos e pedidos de assistência, a utilização do Joker, que após a ausência na 10ª etapa lhes permitiu prosseguir com a competição, mas acima de tudo, por muita aprendizagem e a satisfação de ter concluído com sucesso este duro Rali, cumprindo assim o objetivo a que se propunham à partida desta competição que não deu tréguas a pilotos e equipas.
“Não foi o Dakar que desejávamos, mas tendo em conta a dureza deste rally e todos os imprevistos que tivemos, podemos dizer que foi concluído com sucesso! Aprendemos muito e há muito a melhorar em todos os aspetos para que no próximo se consiga o resultado desejado. A todos os que nos apoiaram e a toda a equipa, muito obrigado! Agora o merecido regresso a casa”, salientou Mário Franco sobre a performance da Franco Sport na prova.
Um primeiro Dakar é sempre um primeiro Dakar. João Monteiro, navegado por Nuno Morais, terminaram hoje a sua primeira participação na mais dura maratona de todo-o-terreno do Mundo como os melhores Rookie na categoria Auto.
A dupla nacional ‘sobreviveu’ a dias muito duros, fazendo sempre o seu papel dentro da estrutura South Racing para hoje, ao fim de 12 etapas, serem brindados com este prémio que ficará para sempre no seu palmarés.
“Quando se fala que o Dakar é a corrida mais dura do Mundo não é ao acaso. É um esforço pessoal e psicológico que nos obriga a estar muito preparados. Eu e o Nuno atacámos este Dakar com pouca experiência em dunas e isso fez-se sentir em algumas etapas. No fim da etapa maratona, a 5km do fim, depois de muito quilómetros e horas de especial, perdemos duas horas o que nos fez baixar a cabeça. O carinho da equipa e dos fãs, ajudou-nos a perceber que no Dakar perder uma hora ou duas não é grave, uma vez que todos vamos passar por situações semelhantes. Tivemos cabeça fria dai em diante porque, tal como disse no início, a vitória estava na partida”, explicou o piloto antes de destacar que “terminar etapas de noite aconteceu, num dos dias fizemos cerca de 100km e isso é uma aprendizagem incrível. Chegamos ao fim com o objetivo cumprido e conseguimos ainda ser os melhores rookies entre os carros. É brilhante. Não podia pedir mais, é um sonho tornado realidade que nunca esperei que acabasse assim. Estou muito feliz vamos ver o que é que esta participação nos pode trazer daqui para a frente”
João Monteiro e Nuno Morais terminam o Dakar como vencedores entre os Rookies, sendo 13.º classificados na classe Challenger, que contou com pilotos de renome e que provou ser uma das mais competitivas, tendo a vitória sido decidida apenas na derradeira etapa a favor da piloto espanhola, Cristina Gutierrez.
MOTORSPORT HOJE (Temporada 3 | Episódio 3) : DANIELA MARQUES
Tripulando o imponente Subaru Impreza WRX da equipa da PDauto, Daniela Marques é hoje uma das figuras mais populares da Montanha, sendo uma das referências da forte armada feminina do rico plantel de pilotos do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Daniela Marques recebeu o jornalista Joaquim Amândio Santos no espaço da sua equipa durante a edição 2023 do Salão Mobilidade de Braga, para uma conversa em que abordaram a rica carreira da já internacional bracarense.
As imagens são de Cristiano Oliveira, António Alves e IAL Movie Racing (Arquivo) e a edição assinada por Armando Leitão e Cristiano Oliveira.
António Maio completou com sucesso a 46º edição do Rali Dakar. Aquela que foi a sua quinta participação na mais longa e difícil maratona de todo-o-terreno do mundo foi muito positiva uma vez que conseguiu cumprir o objetivo que tinha estabelecido ao terminar a corrida no 18º posto da classificação absoluta das motos alcançando o ambicionado Top 20.
Apesar da dureza e exigência da prova, o piloto da Yamaha ultrapassou todas as adversidades com resiliência e demonstrou sempre um andamento muito consistente. Enfrentou várias dificuldades ao longo da competição, mas foi sempre capaz de solucionar todos os contratempos.
A 12 e última etapa, realizada em torno de Yanbu, era composta por um curto setor seletivo com 144km que António Maio completou sem dificuldades alcançando o 22º lugar. Ao longo de 15 dias foram disputados mais de 4500km cronometrados onde o piloto da Yamaha precisou de 57h48m33 para concluir todos os percursos.
“Chegámos ao fim de mais um Rali Dakar. A última etapa foi rápida. Apanhei muito pó logo no início e algumas pedras perigosas, mas tentei gerir ao máximo o andamento porque quis garantir que o 18º lugar não me fugia. Estou muito feliz com este resultado. O Bruno trabalhou sempre muito bem não tive um único problema na moto. As situações que tive foram devido a incidentes normais da prova. Estamos muito contentes porque fizemos um excelente trabalho. Foi um Dakar muito duro, mas estivemos sempre à altura e não comentemos grandes erros. Agradeço a todos o apoio que me deram pois foi a vossa força que nos deu ânimo para continuar. Quero deixar um agradecimento especial a todos os meus patrocinadores pois sem eles seria impossível estar aqui. À minha família e amigos um grande bem haja por estarem sempre do meu lado. Quero ainda dedicar este resultado ao Filipe Almeida da Yamaha Motor Portugal”, afirmou António Maio no final desta 46º edição do Rali Dakar.
Após a cerimónia de Pódio, que decorreu hoje em Yanbu, António Maio prepara-se para regressar a Portugal e chega a Lisboa no sábado, dia 20 de janeiro, pelas 19horas.